Transtorno do espectro autista: Perspectivas teóricas e aplicações práticas

AUTISM SPECTRUM DISORDER: THEORETICAL PERSPECTIVES AND PRACTICAL APPLICATIONS

TRASTORNO DEL ESPECTRO AUTISTA: PERSPECTIVAS TEÓRICAS Y APLICACIONES PRÁCTICAS

Autor

URL do Artigo

https://iiscientific.com/artigos/6359A2

DOI

doi.org/10.63391/6359A2

Dutra, Queily Geny de Oliveira . Transtorno do espectro autista: Perspectivas teóricas e aplicações práticas. International Integralize Scientific. v 5, n 48, Junho/2025 ISSN/3085-654X

Resumo

O Transtorno do Espectro Autista (TEA) é uma condição do neurodesenvolvimento caracterizada por dificuldades na comunicação, interação social, comportamentos repetitivos e interesses restritos, manifestando-se de formas variadas em cada indivíduo (Barros; Fonte, 2016, p. 758). As causas do TEA envolvem fatores genéticos e ambientais, sem relação com práticas parentais ou vacinas. O diagnóstico precoce é fundamental para promover intervenções que melhorem habilidades sociais, comunicativas e cognitivas, por meio de abordagens como a Análise do Comportamento Aplicada (ABA), terapia ocupacional, fonoaudiologia e acompanhamento psicológico. A inclusão social e escolar demanda práticas pedagógicas inclusivas, capacitação de profissionais e planos de ensino individualizados. Além do suporte terapêutico, o apoio familiar é crucial para o desenvolvimento da autonomia e qualidade de vida do autista. Compreender o TEA de forma científica, humana e inclusiva é essencial para promover uma sociedade mais justa, respeitosa às diferenças e comprometida com políticas públicas de inclusão e acessibilidade (Barros; Fonte, 2016, p. 758).
Palavras-chave
autismo; transtorno do espectro autista; neurodesenvolvimento; intervenção; inclusão social.

Summary

Autism Spectrum Disorder (ASD) is a neurodevelopmental condition characterized by difficulties in communication, social interaction, repetitive behaviors, and restricted interests, manifesting itself in different ways in each individual (Barros; Fonte, 2016, p. 758). The causes of ASD involve genetic and environmental factors, unrelated to parenting practices or vaccines. Early diagnosis is essential to promote interventions that improve social, communicative, and cognitive skills, through approaches such as Applied Behavior Analysis (ABA), occupational therapy, speech therapy, and psychological monitoring. Social and school inclusion requires inclusive pedagogical practices, professional training, and individualized teaching plans. In addition to therapeutic support, family support is crucial for the development of autonomy and quality of life of the autistic person. Understanding ASD in a scientific, humane and inclusive way is essential to promote a more just society, respectful of differences and committed to public policies of inclusion and accessibility (Barros; Fonte, 2016, p. 758).
Keywords
autism; autism spectrum disorder; neurodevelopment; intervention; social inclusion.

Resumen

El Trastorno del Espectro Autista (TEA) es un trastorno del neurodesarrollo que se caracteriza por dificultades en la comunicación, la interacción social, conductas repetitivas e intereses restringidos, manifestándose de diferentes maneras en cada individuo (Barros; Fonte, 2016, p. 758). Las causas del TEA involucran factores genéticos y ambientales, no relacionados con las prácticas de crianza ni con las vacunas. El diagnóstico temprano es fundamental para promover intervenciones que mejoren las habilidades sociales, comunicativas y cognitivas, a través de enfoques como el Análisis de Conducta Aplicado (ABA), la terapia ocupacional, la terapia del habla y el seguimiento psicológico. La inclusión social y escolar requiere prácticas pedagógicas inclusivas, formación profesional y planes de enseñanza individualizados. Además del apoyo terapéutico, el apoyo familiar es crucial para el desarrollo de la autonomía y la calidad de vida de la persona autista. Entender el TEA de forma científica, humana e inclusiva es esencial para promover una sociedad más justa, respetuosa de las diferencias y comprometida con políticas públicas de inclusión y accesibilidad (Barros; Fonte, 2016, p. 758).
Palavras-clave
autismo; trastorno del espectro autista; neurodesarrollo; intervención; inclusión social.

INTRODUÇÃO

O Transtorno do Espectro Autista (TEA) tem sido amplamente estudado devido à sua complexidade e impacto na vida dos indivíduos diagnosticados e de suas famílias. Segundo pesquisas recentes, o TEA é caracterizado por alterações no neurodesenvolvimento que afetam principalmente a interação social e padrões comportamentais.” O autismo e a síndrome de Asperger são os mais conhecidos entre os transtornos invasivos do desenvolvimento (TID)” (Klin, 2006, p. S4) …  Dada a importância do tema, este artigo visa explorar as abordagens teóricas sobre o autismo, bem como as estratégias de intervenção.

O Transtorno do Espectro Autista (TEA) é uma condição de neurodesenvolvimento que se manifesta de forma única em cada indivíduo, o que torna sua compreensão e abordagem um desafio contínuo para pesquisadores, profissionais de saúde e famílias. Ele é prejudicado por dificuldades na interação social, na comunicação e na presença de padrões de comportamento, interesses ou atividades restritivas e repetitivas. Esses sintomas geralmente aparecem nos primeiros anos de vida, embora o diagnóstico possa ocorrer em diferentes fases, dependendo da gravidade e da percepção das características.

O Transtorno do Espectro Autista (TEA) é uma condição que abrange uma ampla gama de manifestações e severidades, o que contribui para a sua complexidade. As dificuldades enfrentadas por indivíduos com TEA podem variar significativamente, desde desafios leves em ambientes sociais até dificuldades mais severas que afetam a comunicação e a capacidade de realizar atividades diárias. Essa diversidade de sintomas e comportamentos é uma das razões pelas quais o TEA é considerado um “espectro”, englobando uma variedade de experiências e necessidades.

Além das dificuldades sociais e de comunicação, muitos indivíduos com TEA também apresentam habilidades excepcionais em áreas específicas, como matemática, música ou artes visuais. Essas habilidades podem ser um ponto forte e uma oportunidade para o desenvolvimento pessoal e profissional. Portanto, é fundamental que as intervenções sejam personalizadas, levando em conta as particularidades de cada indivíduo.

As abordagens teóricas sobre o TEA incluem modelos que vão desde explicações neurobiológicas até considerações psicossociais. Pesquisas têm explorado a influência de fatores genéticos e ambientais no desenvolvimento do TEA, bem como a importância de intervenções precoces que podem ajudar a melhorar as habilidades sociais e de comunicação. Estratégias de intervenção, como terapia comportamental, terapia ocupacional e programas educacionais adaptados, têm se mostrado eficazes em ajudar indivíduos com TEA a alcançar seu potencial máximo. Além disso, o apoio às famílias é crucial, pois o diagnóstico de TEA pode trazer desafios emocionais e práticos significativos. Grupos de apoio e recursos educacionais podem ajudar as famílias a entender melhor a condição e a encontrar estratégias para lidar com as dificuldades do dia a dia.

Em suma, o Transtorno do Espectro Autista é uma condição complexa que requer uma abordagem multifacetada, envolvendo pesquisa contínua, intervenções personalizadas e suporte às famílias, para promover uma melhor qualidade de vida para os indivíduos afetados.

O autismo, ou Transtorno do Espectro Autista (TEA), é uma condição neurodesenvolvimental que afeta a comunicação, o comportamento e a interação social. Este presente trabalho tem como objetivo revisar a literatura existente sobre o autismo, abordando suas características, diagnóstico e intervenções. A pesquisa foi realizada em bases de dados acadêmicas, com foco em estudos recentes que contribuam para a compreensão do TEA.

O Transtorno do Espectro Autista (TEA) é uma condição que se manifesta em diferentes graus e formas, afetando a vida de milhões de pessoas em todo o mundo. A prevalência do autismo tem aumentado nas últimas décadas, o que torna essencial a compreensão de suas características e a busca por intervenções eficazes.

As características do autismo variam amplamente entre os indivíduos, mas geralmente incluem dificuldades na comunicação verbal e não verbal, comportamentos repetitivos e interesses restritos. Segundo a Organização Mundial da Saúde (2021), o autismo é diagnosticado com base em observações comportamentais e no histórico de desenvolvimento das crianças.

O diagnóstico do TEA é realizado por profissionais de saúde qualificados, que utilizam critérios estabelecidos no DSM-5 (Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais). A identificação precoce é crucial para a implementação de intervenções que podem melhorar a qualidade de vida dos indivíduos afetados.

O autismo é uma condição complexa que requer uma abordagem multidisciplinar para seu entendimento e tratamento. A pesquisa contínua é vital para o desenvolvimento de novas estratégias que possam beneficiar aqueles que vivem com o TEA. “Consideramos no autismo, fundamental para o prognóstico a posição do interlocutor que reconhece nas vocalizações, nos gestos, nos emblemas e nas estereotipias uma possibilidade de linguagem.

ABORDAGENS TEÓRICAS 

As teorias que buscam explicar o Transtorno do Espectro Autista (TEA) evoluíram ao longo do tempo. Inicialmente, na década de 1940, Leo Kanner descreveu o autismo como uma condição caracterizada por um isolamento social extremo. Desde então, diversas abordagens teóricas foram desenvolvidas.

A teoria da mente, proposta por Simon Baron-Cohen, sugere que indivíduos com TEA apresentam dificuldades em compreender que outras pessoas possuem pensamentos, sentimentos e preocupações diferentes dos seus. Essa “cegueira mental” impacta significativamente a capacidade de interação social.

A teoria da coerência central fraca, desenvolvida por Uta Frith, aponta que pessoas com TEA tendem a focar em detalhes específicos, ao invés de compreender o contexto geral. Essa característica pode explicar tanto as dificuldades em entender situações sociais complexas quanto habilidades em áreas como matemática ou memória.

A teoria do cérebro hipermasculinidade, também de Baron-Cohen, sugere que o TEA pode estar relacionado à exposição elevada à testosterona no útero, resultando em um perfil cognitivo que privilegia habilidades sistemáticas em detrimento da empatia.

Por fim, perspectivas neurobiológicas indicam que estudos recentes com neuroimagem revelam diferenças na conectividade cerebral em indivíduos com TEA, com algumas regiões hiperconectadas e outras sub conectadas. Essas alterações podem influenciar o processamento de informações sociais e sensoriais.

CAUSAS GENÉTICAS 

A origem do Transtorno do Espectro Autista (TEA) é multifatorial, envolvendo uma interação complexa entre fatores genéticos e ambientais. Estudos indicam que a influência genética é predominante, com uma herdabilidade estimada entre 70% e 90% (Brandão, 2020). Diversas pesquisas têm identificado mutações em mais de 100 genes associados ao TEA, muitos dos quais estão relacionados ao desenvolvimento cerebral, como os genes SHANK3, CHD8 e NRXN1. Essas alterações genéticas podem afetar a formação de sinapses e a comunicação entre neurônios, contribuindo para as características do transtorno (Silva, 2019).

Além disso, estudos com gêmeos fornecem evidências importantes sobre a influência genética. Pesquisas com gêmeos monozigóticos (idênticos) revelam uma concordância para o TEA que varia entre 60% e 90%, enquanto em gêmeos dizigóticos essa taxa é significativamente menor. Tal diferença reforça a hipótese de que fatores genéticos desempenham papel central na etiologia do TEA (Oliveira, 2018).

Embora a base seja predominantemente genética, fatores ambientais também podem interagir com a predisposição genética, aumentando o risco de desenvolvimento do transtorno. Entre esses fatores, destacam-se a idade avançada dos pais, complicações na gestação e a exposição a certas proteínas durante o período pré-natal (Ferreira, 2021).

Por fim, é importante salientar que não existe um único gene responsável pelo TEA. Trata-se de uma condição poligênica, ou seja, várias pequenas alterações genéticas, quando combinadas, podem contribuir para o quadro clínico (Lima, 2022).

AVANÇOS RECENTES EM PESQUISA

A ciência tem avançado rapidamente na compreensão do TEA, trazendo para diagnósticos mais precoces e intervenções mais eficazes: Nos últimos anos, a pesquisa sobre autismo tem avançado em várias áreas. Um dos focos tem sido a identificação de fatores genéticos e biológicos que podem contribuir para o transtorno, ajudando a entender melhor suas causas. Além disso, novas abordagens terapêuticas, como intervenções precoces e programas de apoio, têm mostrado resultados promissores na melhoria das habilidades sociais e de comunicação em crianças com autismo.

Outra área de destaque é o uso de tecnologia, como aplicativos e ferramentas digitais, que auxiliam na educação e na comunicação de indivíduos autistas. Pesquisas também têm explorado a importância da inclusão e do suporte social, enfatizando a necessidade de ambientes mais acolhedores e adaptados para pessoas com autismo. Esses avanços estão contribuindo para uma compreensão mais abrangente do autismo e para o desenvolvimento de estratégias que podem melhorar a qualidade de vida das pessoas afetadas. 

Diagnóstico precoce via biomarcadores, pesquisas estão explorando biomarcadores, como padrões de movimento ocular em bebês ou alterações em exames de neuroimagem, para identificar o TEA antes mesmo dos sintomas comportamentais se tornarem evidentes, às vezes antes dos 2 anos.

Terapias baseadas em neurociência, técnicas como a estimulação magnética transcraniana (TMS) estão sendo testadas para modular a atividade cerebral em áreas relacionadas à interação social, com resultados preliminares promissores.

Inteligência artificial, algoritmos de IA estão sendo usados ​​para analisar grandes bancos de dados genéticos e comportamentais, ajudando a prever o risco de TEA e personalizar tratamentos.

Pesquisas sobre o microbioma estão mostrando evidências crescentes de que o microbioma intestinal pode influenciar o comportamento em pessoas com TEA, graças à conexão entre o intestino e o cérebro. “Estudos estão investigando se ajustes na dieta ou o uso de probióticos podem ajudar a aliviar alguns sintomas.”

O Transtorno do Espectro Autista (TEA) tem uma base genética significativa. Estudos sugerem que fatores hereditários desempenham um papel importante no desenvolvimento do TEA. Isso significa que, se um membro da família tem o transtorno, há uma probabilidade maior de que outros membros também possam ser afetados.

Pesquisas indicam que várias variantes genéticas podem estar associadas ao TEA, mas não há um único gene responsável. Em vez disso, acredita-se que uma combinação de múltiplos genes, juntamente com fatores ambientais, contribua para o risco de desenvolver o transtorno. Além disso, algumas condições genéticas, como a síndrome do X frágil, também estão ligadas a um aumento do risco de TEA.

É importante lembrar que, embora a genética desempenhe um papel, o TEA é uma condição complexa e multifatorial, e ainda há muito a ser descoberto sobre como esses fatores interagem.

Percepção sensorial, Temple Grandin, uma das figuras mais conhecidas com TEA, descreveu como sua sensibilidade a sons e texturas a levou a desenvolver soluções inovadoras na pecuária, transformando um traço “diferente” em uma vantagem.

Interação social, alguns relacionam que, embora a socialização seja desafiadora, estratégias como roteiros mentais ou hobbies compartilhados ajudam a construir conexões significativas. Um exemplo comum é o uso de jogos online como ponto de encontro social seguro. “As narrativas midiáticas não são apenas representações da realidade, mas uma forma de organizar nossas ações em função de estratégias culturais em contexto.” (Motta, 2005, p. 3). O autor reforça o papel ativo da mídia na construção de significados. Sendo que não apenas informa, mas organiza experiências e molda opiniões a partir de estratégias narrativas alinhadas ao contexto sociocultural. No caso do autismo, isso impacta diretamente como a sociedade entende e reage ao transtorno.

Neurodiversidade, pessoas como o escritor John Elder Robison defendem que o TEA não é algo a ser “curado”, mas uma forma diferente de experienciar o mundo. Ele destaca habilidades como foco intenso e pensamento lógico como dons valiosos.

Desafios cotidianos, relatos frequentemente mencionam a exaustão de “mascarar” comportamentos autísticos para se adequar às normas sociais, algo que pode levar a crises de ansiedade ou esgotamento.

O TEA é um campo em constante evolução, onde ciência, empatia e narrativas pessoais se cruzam. A combinação de avanços genéticos e tecnológicos com uma maior valorização da perspectiva dos próprios autistas está moldando um futuro mais inclusivo. 

DESAFIOS NA COMUNICAÇÃO, INTERAÇÃO SOCIAL E COMPORTAMENTOS REPETITIVOS NO TRANSTORNO DO ESPECTRO AUTISTA

O TEA é uma condição complexa que possui uma origem multifatorial, sendo influenciada por fatores genéticos e ambientais. Estudos indicam que a herança genética desempenha um papel central, com uma herdabilidade estimada entre 70% e 90% (Brandão, 2020). Diversos genes, como SHANK3, CHD8 e NRXN1, têm sido associados ao transtorno, afetando o desenvolvimento cerebral, especialmente na formação de sinapses e na comunicação entre neurônios (Silva, 2019). Pesquisas com gêmeos reforçam essa influência, pois a concordância para o TEA é significativamente maior em gêmeos monozigóticos (60-90%) do que em gêmeos dizigóticos, indicando uma forte componente genética (Oliveira, 2018). Contudo, fatores ambientais, como a idade avançada dos pais, complicações na gestação e exposição a certas proteínas, também podem interagir com a predisposição genética, aumentando o risco de desenvolvimento do transtorno (Ferreira, 2021). É importante destacar que o TEA é uma condição poligênica, ou seja, várias pequenas alterações genéticas contribuem para o quadro clínico (Lima, 2022).

No entanto, o TEA não se manifesta apenas por fatores genéticos. Ele também se caracteriza por dificuldades na comunicação e na interação social. Muitas pessoas com TEA apresentam dificuldades em iniciar ou manter uma conversa, interpretar expressões faciais ou entender o tom de voz. Alguns podem não falar ou apresentar um desenvolvimento da linguagem atrasado, dificultando a expressão de suas necessidades e emoções (Brandão, 2020). Além disso, há dificuldades em compreender normas sociais, como esperar a sua vez em uma conversa ou interpretar o que os outros estão pensando ou sentindo, o que pode gerar desafios na convivência social. Muitas dessas pessoas preferem atividades solitárias e demonstram pouco interesse em brincar ou interagir com outras crianças ou adultos, o que reforça o padrão de interesses limitados e isolamento social (Silva, 2019).

Outro aspecto importante do TEA são os padrões de comportamento restritos e repetitivos. Esses comportamentos podem incluir movimentos corporais repetitivos, como balançar as mãos ou o corpo, ou a repetição de palavras ou frases, conhecida como ecolalia. Além disso, muitas pessoas com TEA desenvolvem interesses muito específicos e intensos, chegando a se tornar especialistas em determinados tópicos que as fascinam. A necessidade de rotina é outro aspecto marcante: indivíduos com TEA frequentemente se sentem mais confortáveis com rotinas estabelecidas e podem ficar angustiados e ansiosos diante de mudanças inesperadas em suas atividades diárias (Brandão, 2020).

Em suma, o TEA é uma condição que envolve uma combinação de fatores genéticos e ambientais, refletindo-se em dificuldades na comunicação, interação social e comportamentos repetitivos. Cada pessoa com TEA é única, apresentando um perfil específico de habilidades e desafios, o que reforça a importância de intervenções personalizadas e compreensivas para promover seu desenvolvimento e bem-estar.

ESTRATÉGIAS DE INTERVENÇÃO

O TEA afeta não apenas o indivíduo, mas também o seu círculo social. Estudos apontam que o diagnóstico precoce, combinado com instruções adequadas, pode melhorar significativamente os resultados ao longo da vida, como maior autonomia e integração social. Além disso, uma crescente conscientização sobre o espectro levou a uma mudança cultural, com mais acesso à neurodiversidade e menos estigma.

Uma das abordagens mais comuns é a Intervenção Comportamental, especialmente a Análise do Comportamento Aplicada (ABA). Essa técnica usa reforços positivos para incentivar comportamentos desejados e ajudar a reduzir aqueles que não são desejáveis, promovendo melhorias no dia a dia.

Outra estratégia importante é a Terapia de Integração Sensorial. Muitas pessoas com TEA têm sensibilidades sensoriais, como aversão a sons altos ou texturas específicas. Essa terapia ajuda a pessoa a responder de forma mais regular e confortável a esses estímulos, melhorando seu bem-estar.

Para quem enfrenta dificuldades na comunicação, as terapias de comunicação são essenciais. Ferramentas como o PECS (Picture Exchange Communication System) ou dispositivos de comunicação aumentativos ajudam a pessoa a se expressar melhor, facilitando a interação com o mundo ao seu redor.

O Apoio Educacional também faz toda a diferença. Programas adaptados, como o modelo TEACCH, estruturam o ambiente de aprendizagem para promover maior independência e desenvolvimento, ajudando a pessoa a aprender de forma mais eficaz.

Por fim, as intervenções familiares são fundamentais. Envolver a família e oferecer treinamentos para os pais ajuda a entender melhor o TEA e a aplicar estratégias no dia a dia, o que melhora bastante a qualidade de vida de todos os envolvidos.

CONSIDERAÇÕES FINAIS 

O TEA é um transtorno complexo que exige uma abordagem multidisciplinar para sua compreensão e tratamento. Com base nas referências teóricas apresentadas, destaca-se a importância de intervenções precoces e suporte contínuo para promover a inclusão e o desenvolvimento dos indivíduos autistas. 

O Transtorno do Espectro Autista (TEA) é realmente um tema muito importante e complexo. Ele abrange uma variedade de condições que afetam a comunicação, o comportamento e a interação social. Por isso, uma abordagem multidisciplinar é fundamental. Isso significa que profissionais de diferentes áreas, como psicologia, fonoaudiologia, terapia ocupacional e pedagogia, trabalham juntos para entender e tratar cada indivíduo de forma personalizada.

As intervenções precoces são especialmente cruciais, pois quanto mais cedo o suporte for oferecido, maiores são as chances de desenvolvimento e inclusão social. Isso pode incluir terapias específicas, adaptações no ambiente escolar e apoio familiar. O suporte contínuo também é vital, pois o TEA é uma condição que pode acompanhar a pessoa ao longo da vida, e o acompanhamento regular ajuda a promover habilidades sociais e de comunicação, além de facilitar a adaptação em diferentes contextos.

O Transtorno do Espectro Autista (TEA) representa um desafio significativo, não apenas para os indivíduos diagnosticados, mas também para suas famílias e para a sociedade como um todo. A complexidade do TEA exige uma abordagem multidisciplinar, onde profissionais de diversas áreas colaboram para oferecer um suporte integral e personalizado. A importância das intervenções precoces não pode ser subestimada, pois elas são fundamentais para maximizar o potencial de desenvolvimento e promover a inclusão social desde os primeiros anos de vida. Além disso, o suporte contínuo ao longo da vida é essencial para garantir que as pessoas com TEA possam desenvolver habilidades sociais e de comunicação, adaptando-se a diferentes contextos e desafios.

A promoção da inclusão é um aspecto crucial que deve ser priorizado, assegurando que indivíduos com TEA tenham acesso a oportunidades iguais em todos os âmbitos da vida, incluindo educação, trabalho e atividades sociais. Portanto, é imperativo que a sociedade como um todo se comprometa a criar um ambiente mais acolhedor e inclusivo, onde as diferenças sejam respeitadas e valorizadas. Assim, ao unir esforços e conhecimentos, podemos contribuir para um futuro mais justo e igualitário para todos os indivíduos com TEA.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

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Dutra, Queily Geny de Oliveira . Transtorno do espectro autista: Perspectivas teóricas e aplicações práticas.International Integralize Scientific. v 5, n 48, Junho/2025 ISSN/3085-654X

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2021.
Disponível em: https://academic.oup.com/cid/article/67/7/1208/6141108.
Acesso em: 2024-09-03.

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Transtorno do espectro autista: Perspectivas teóricas e aplicações práticas

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