Contribuições da tecnologia da informação e comunicação no ensino infantil

CONTRIBUTIONS OF INFORMATION TECHNOLOGY AND COMMUNICATION IN EARLY CHILDHOOD EDUCATION

APORTES DE LAS TECNOLOGÍAS DE LA INFORMACIÓN Y LA COMUNICACIÓN EN LA EDUCACIÓN INFANTIL

Autor

URL do Artigo

https://iiscientific.com/artigos/1165CD

DOI

doi.org/10.63391/1165CD

Cristian, Hágata . Contribuições da tecnologia da informação e comunicação no ensino infantil. International Integralize Scientific. v 5, n 48, Junho/2025 ISSN/3085-654X

Resumo

A educação infantil passou por transformações significativas com a introdução de recursos tecnológicos, exigindo dos professores novas abordagens pedagógicas para integrar essas ferramentas ao processo de ensino. A modernidade redefiniu a infância, tornando imprescindível a adaptação das práticas educacionais às demandas contemporâneas. Este artigo científico tem como objetivo explorar o papel da tecnologia e da mídia na educação de crianças pequenas. Por meio de uma pesquisa bibliográfica de abordagem qualitativa e método dedutivo, busca-se compreender a influência desses recursos na aprendizagem e no desenvolvimento das crianças. Neste estudo, serão apresentados conceitos relacionados ao papel da tecnologia e da mídia na educação infantil, problematizando as possíveis vantagens e desvantagens do seu uso. Com base nas hipóteses e premissas primárias, serão estabelecidos objetivos para a pesquisa, além de descrever a metodologia e os procedimentos utilizados, incluindo as bases de dados consultadas. A justificativa deste estudo está fundamentada na relevância social de compreendermos como a tecnologia e a mídia podem contribuir de forma positiva para o desenvolvimento educacional das crianças pequenas. O uso da tecnologia na escola deve ser planejado e contextualizado, evitando uma aplicação mecânica e desprovida de reflexão crítica. A formação docente contínua é essencial para garantir que esses recursos sejam utilizados de maneira intencional e eficaz. Apesar das limitações estruturais, a tecnologia pode enriquecer a aprendizagem, tornando-a mais interativa e acessível, desde que empregada com estratégias pedagógicas bem definidas.
Palavras-chave
tecnologia; mídia; educação; crianças pequenas.

Summary

Early childhood education has undergone significant transformations with the introduction of technological resources, requiring teachers to adopt new pedagogical approaches to integrate these tools into the teaching process. Modernity has redefined childhood, making it essential to adapt educational practices to contemporary demands. This scientific article aims to explore the role of technology and media in the education of young children. Through a bibliographic research with a qualitative approach and a deductive method, this study seeks to understand the influence of these resources on children’s learning and development. Concepts related to the role of technology and media in early childhood education will be presented, analyzing the possible advantages and disadvantages of their use. Based on initial hypotheses and premises, research objectives will be established, along with a description of the methodology and procedures used, including the databases consulted. The justification for this study is based on the social relevance of understanding how technology and media can positively contribute to the educational development of young children. The use of technology in schools should be planned and contextualized, avoiding mechanical application without critical reflection. Continuous teacher training is essential to ensure that these resources are used intentionally and effectively. Despite structural limitations, technology can enrich learning, making it more interactive and accessible, as long as it is applied with well-defined pedagogical strategies.
Keywords
technology; media; education; young children.

Resumen

La educación infantil ha pasado por transformaciones significativas con la introducción de recursos tecnológicos, lo que exige a los docentes nuevas estrategias pedagógicas para integrar estas herramientas al proceso de enseñanza. La modernidad ha redefinido la infancia, haciendo imprescindible adaptar las prácticas educativas a las demandas contemporáneas. Este artículo científico tiene como objetivo explorar el papel de la tecnología y los medios de comunicación en la educación de niños pequeños. A través de una investigación bibliográfica con enfoque cualitativo y método deductivo, se busca comprender la influencia de estos recursos en el aprendizaje y el desarrollo infantil. En este estudio se presentarán conceptos relacionados con el papel de la tecnología y los medios en la educación infantil, problematizando las posibles ventajas y desventajas de su uso. A partir de las hipótesis y premisas iniciales, se establecerán objetivos para la investigación, así como la descripción de la metodología y los procedimientos utilizados, incluyendo las bases de datos consultadas. La justificación de este estudio se fundamenta en la relevancia social de comprender cómo la tecnología y los medios pueden contribuir de manera positiva al desarrollo educativo de los niños pequeños. El uso de la tecnología en la escuela debe ser planificado y contextualizado, evitando una aplicación mecánica y sin reflexión crítica. La formación continua del profesorado es esencial para garantizar un uso intencional y eficaz de estos recursos. A pesar de las limitaciones estructurales, la tecnología puede enriquecer el aprendizaje, haciéndolo más interactivo y accesible, siempre que se emplee con estrategias pedagógicas bien definidas.
Palavras-clave
tecnología; medios; educación; niños pequeños.

INTRODUÇÃO

No final do século XX, dois movimentos passaram a integrar o cenário educacional nacional. A Constituição Federal da República Brasileira de 1988 (CFRB/88) estabeleceu a educação como um direito fundamental, conferindo ao Estado a obrigação de oferecer educação infantil para crianças de zero a cinco anos. Posteriormente, em 1997, o Programa Nacional de Tecnologia Educacional promoveu a inserção de laboratórios de informática nas escolas públicas, ampliando as possibilidades pedagógicas. A educação infantil está diretamente relacionada ao reconhecimento da infância como uma fase crucial do desenvolvimento humano, conceito consolidado a partir da modernidade, quando a criança passou a ser vista como sujeito de direitos.

A expansão das tecnologias de informação e comunicação trouxe novos desafios para a educação, especialmente com a popularização da televisão e do computador interligado à internet. Esses recursos modificaram a forma como crianças e jovens acessam o conhecimento, tornando a escola um espaço em que os educadores precisam incorporar essas ferramentas de maneira crítica. A apropriação de tais tecnologias para fins pedagógicos requer a atuação ativa do professor, que deve contextualizar e mediar seu uso no ambiente escolar, alinhando-o às necessidades da aprendizagem contemporânea.

Diante dessa realidade, torna-se essencial compreender como os profissionais da educação infantil estão lidando com essa nova geração de alunos, que cresce imersa no ambiente digital. Algumas escolas públicas já dispõem de recursos tecnológicos, permitindo que docentes e estudantes tenham contato com essas ferramentas. A análise das concepções pedagógicas sobre o uso desses instrumentos na educação infantil permite avaliar como os docentes percebem sua aplicabilidade no cotidiano escolar.

A investigação foi conduzida em unidades escolares que ofertam a educação infantil. O estudo envolveu a participação de docentes que atuam nesse nível de ensino, garantindo-se o anonimato das participantes. A metodologia adotada fundamentou-se em abordagem qualitativa, utilizando questionários, entrevistas semiestruturadas e observação direta como instrumentos de coleta de dados. O questionário visou traçar o perfil das docentes, enquanto a entrevista permitiu captar suas percepções acerca da utilização da tecnologia em suas práticas pedagógicas. A observação buscou complementar a análise, permitindo uma visão mais ampla sobre a realidade vivenciada em sala de aula.

O reconhecimento da transformação da infância é essencial para compreender o impacto das tecnologias no desenvolvimento das crianças. A modernidade trouxe mudanças significativas na forma como as gerações interagem com o conhecimento, ampliando o acesso à informação e alterando as relações sociais. As crianças da era digital demonstram habilidades diferenciadas, decorrentes do contato precoce com dispositivos eletrônicos, o que exige dos educadores uma ressignificação das práticas pedagógicas. A infância contemporânea não pode ser analisada de maneira homogênea, pois suas características variam conforme o contexto socioeconômico e cultural.

A naturalidade com que as crianças lidam com os recursos digitais muitas vezes provoca inquietação nos adultos, que nem sempre compreendem plenamente as mudanças trazidas por essa nova realidade. A necessidade de investigar o impacto desse fenômeno sobre o processo de ensino e aprendizagem se torna evidente, considerando que a escola deve preparar os alunos para atuar em um mundo cada vez mais tecnológico. A adaptação dos professores a esse cenário exige formação continuada e reflexão crítica sobre o papel da tecnologia na educação.

O conceito de tecnologia, quando analisado sob a perspectiva educacional, extrapola a mera utilização de equipamentos e dispositivos digitais. Trata-se de um conjunto de ferramentas que podem auxiliar no ensino, desde que utilizadas de forma intencional e planejada. A formação inicial dos docentes nem sempre contempla a capacitação para o uso adequado desses recursos, o que impacta diretamente sua aplicação no contexto escolar. Dessa forma, a formação continuada assume papel fundamental para possibilitar a incorporação das novas ferramentas à prática pedagógica.

A presença dos recursos tecnológicos nas escolas ainda enfrenta desafios, especialmente no que diz respeito à infraestrutura e à acessibilidade. A disponibilidade de computadores e outros dispositivos varia conforme a realidade de cada unidade, e nem sempre há condições adequadas para atender a todas as turmas simultaneamente. Essa limitação muitas vezes resulta em um planejamento inflexível, em que o uso da tecnologia se torna uma exigência institucional, sem que haja uma reflexão sobre sua real contribuição para o aprendizado.

Apesar das dificuldades, os professores reconhecem a importância do uso desses recursos para tornar as aulas mais dinâmicas e atrativas. O emprego de vídeos e outros materiais audiovisuais auxilia na retenção da atenção dos alunos e favorece a aprendizagem, especialmente quando utilizado de forma articulada com os conteúdos trabalhados. A tecnologia pode ser um instrumento de inclusão social, permitindo que crianças sem acesso a esses recursos em casa possam interagir com eles no ambiente escolar.

A implementação dessas ferramentas na prática pedagógica deve ocorrer de um planejamento estruturado que considere a realidade dos alunos e as demandas educacionais. Para isso, é necessário investir na formação docente e na ampliação da infraestrutura tecnológica das escolas. A inserção de novos recursos não deve ser encarada como um fim em si mesma, mas como um meio para enriquecer o processo educativo, garantindo que os alunos desenvolvam habilidades essenciais para a sociedade contemporânea.

A tecnologia da informação e comunicação (TIC) tem desempenhado um papel fundamental no contexto educacional, especialmente no ensino infantil. As contribuições da TIC no ensino infantil referem-se à utilização de dispositivos e recursos tecnológicos, como computadores, tablets, softwares educativos e internet, para auxiliar no processo de ensino e aprendizagem das crianças em idade pré-escolar. Essas tecnologias oferecem novas possibilidades de acesso a informações, estimulam a interatividade, promovem a autonomia e potencializam o desenvolvimento cognitivo, social e emocional das crianças.

A temática abordada neste estudo é a integração da TIC no ensino infantil, considerando seus impactos e benefícios. O tema central é a análise das contribuições específicas proporcionadas nesse contexto educacional, levando em conta aspectos pedagógicos, socioemocionais e culturais.

Ao problematizar essa questão, podemos questionar como a incorporação da TIC no ensino infantil afeta o processo de aprendizagem das crianças, considerando suas características e necessidades nessa fase do desenvolvimento. A problemática envolve compreender os desafios e potencialidades que surgem com a introdução dessas tecnologias no ambiente escolar.

O problema central desta pesquisa consiste em investigar de que forma a utilização da TIC pode contribuir para o desenvolvimento das habilidades e competências das crianças no ensino infantil, considerando a importância de abordagens pedagógicas adequadas e a conscientização dos educadores sobre o uso responsável dessas tecnologias. Assim, a questão problema, por sua vez, é: “De que maneira a integração da Tecnologia da Informação e Comunicação no ensino infantil pode promover o desenvolvimento cognitivo, social e emocional das crianças?”

Quanto às hipóteses e premissas primárias, é possível inferir que a utilização da TIC no ensino infantil pode propiciar um ambiente de aprendizagem mais dinâmico e estimulante, possibilitando a construção de conhecimentos de forma interativa. Além disso, é importante considerar que o uso adequado dessas tecnologias requer uma abordagem pedagógica que valorize a mediação do professor e a promoção do desenvolvimento integral das crianças.

Os objetivos dessa pesquisa são compreender as contribuições da TIC no ensino infantil, identificar os desafios e benefícios relacionados à sua incorporação nesse contexto e propor recomendações para a prática pedagógica. Nesse sentido, discute-se o conceito de contribuições da TIC no ensino infantil, abordando sua temática e tema, além de apresentar uma problematização, problemática, problema e questão problema relacionados a esse contexto.

Esta pesquisa exploratória, de natureza bibliográfica, com abordagem qualitativa e método dedutivo tem procedimentos metodológicos que são realizados uma revisão sistemática da literatura, explorando bases de dados como PubMed, ERIC e Scopus, a fim de obter uma ampla gama de estudos e pesquisas relacionados ao tema. Serão selecionados artigos científicos, livros e teses que abordem a temática em questão, além de materiais de instituições educacionais reconhecidas.

Sua justificativa é relevante, uma vez que busca compreender como a utilização da TIC pode contribuir para o ensino infantil, aprimorando a qualidade da educação nessa fase crucial do desenvolvimento humano. Logo, considerando a crescente presença da tecnologia em nossas vidas, é essencial investigar de forma aprofundada as implicações e potencialidades dessa integração, visando orientar a prática pedagógica de forma adequada e consciente.

FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA

INTRODUÇÃO DA TECNOLOGIA NO ESPAÇO ESCOLAR INFANTIL

O desenvolvimento da educação infantil está diretamente relacionado às heranças filosóficas e pedagógicas acumuladas ao longo da história. Para Selwyn (2022), no contexto mundial, os séculos XVII e XVIII marcaram o início da preocupação com a infância, quando surgiram instituições voltadas para a proteção de crianças em situação de vulnerabilidade. O autor compreende que o século XX trouxe novas perspectivas, mas manteve o foco na assistência social. Esse cenário comprometeu a ampliação dos direitos infantis, limitando o desenvolvimento de práticas educativas mais abrangentes. Atualmente, a criança é reconhecida como sujeito ativo do processo educacional, participando de maneira autônoma na construção do conhecimento e na interação social.

Conforme Almeida (2020), a tecnologia tornou-se parte integrante e característica distinta das sociedades modernas. A navegação bem-sucedida de paisagens digitais complexas é proposta como um pré-requisito importante para participar da vida econômica, social e cultural. Diante disso, a pandemia de Covid-19 enfatizou ainda mais o papel crucial da tecnologia em nossas vidas diárias – especialmente para ensinar e aprender nas escolas. 

Para esse autor, as escolas desempenham um papel importante na preparação dos alunos para o desafio de usar a tecnologia de forma consciente e responsável. A tecnologia abre portas para a inclusão social nas sociedades modernas e oferece diversas oportunidades para alunos e educadores apoiarem os processos de ensino e aprendizagem.

Lévy (2023) classifica a tecnologia como conjunto de técnicas (materiais e intelectuais), de práticas, de atitudes, de modos de pensamento e de valores que se desenvolvem juntamente com o crescimento do ciberespaço. Ademais, esse pontua que:

Seria a tecnologia um ator autônomo, separado da sociedade e da cultura, que seriam apenas entidades passivas percutidas por um agente exterior? Defendo, ao contrário, que a técnica é um ângulo de análise dos sistemas sócio-técnico globais, um ponto de vista que enfatiza a parte material e artificial dos fenômenos humanos, e não uma entidade real, que existiria independentemente do resto, que teria efeitos distintos e agiria por vontade própria. (Lévy, 2023, p. 22).

Andrade (2022) pontua que, no entanto, o simples fato de estarmos cercados por tecnologias digitais não significa que possamos usá-las efetivamente para nosso benefício e dos outros. As discussões sobre se professores e escolas estão aproveitando as oportunidades da tecnologia digital nas salas de aula geralmente resultam em discussões sobre instalações técnicas e disponibilidade de tecnologia digital nas escolas. Antecipando uma implementação bem-sucedida da aprendizagem digital nas escolas, governos de todo o mundo organizaram investimentos consideráveis em tecnologia digital nas escolas.

Esse autor considera que, quando do avanço tecnológico, a aprendizagem é um processo que deve levar a mudanças relativamente estáveis nas representações de atitudes, conhecimentos e habilidades na memória de longo prazo dos alunos. O processamento cognitivo ativo é um pré-requisito para a transferência de conhecimento para a memória de longo prazo. Portanto, o processamento cognitivo ativo é crucial para uma aprendizagem eficaz e sustentável.

Contudo, os alunos enfrentam ambientes cada vez mais digitalizados e as TICs também têm um impacto na educação. O professor deve se sensibilizar para a necessidade de romper com velhos paradigmas e adotar as novas ferramentas e canais de comunicação que entram nas escolas, aproveitando a sua utilização no processo de ensino-aprendizagem. 

A fim de fornecer possíveis soluções, foram propostos objetivos e ações para examinar a informação científica através da pesquisa de fontes bibliográficas para a elaboração do quadro teórico; utilizar o método dedutivo para obter informações sobre o uso de ferramentas tecnológicas por professores; aplicar a tabulação dos resultados para aponta a investigação proposta. 

Na educação, as tecnologias de informação são ferramentas que auxiliam na descoberta do conhecimento. Visa também conceituar, modelar, fundamentar e solucionar o problema educacional fazendo uso de todos os recursos disponíveis. As TICs buscam aproximar o aluno das ferramentas tecnológicas que ajudem a expandir o conhecimento. 

As novas tecnologias de informação e comunicação apresentam muitos desafios relacionados à aplicação de ferramentas usadas no processo de desenvolvimento educacional e habilidades no seu uso. Isso ocorre por que:

Os indivíduos (especialmente jovens) estão naturalmente em sintonia com as novas tecnologias; b) o uso das TIC é uma atividade que dá inevitavelmente mais poder; c) as TIC podem impelir novos padrões e tipos de comportamento; d) as pessoas atualmente julgadas como digitalmente excluídas vão necessariamente beneficiar-se do uso das TIC (Selwyn, 2022, p. 830).

Para Selwyn (2022), aí reside a importância dos alunos na criação de estratégias capazes de integrar tecnologias para que sejam uma ferramenta fundamental para a aprendizagem. Neste contexto, sistemas digitais são elaborados para aplicar o conhecimento pedagógico na descoberta de recursos, preparando tanto o professor quanto o aluno para participarem de grupos de trabalho interdisciplinares no desenvolvimento de projetos. 

Ao refletir especialmente em educação, as TIC’s criam uma fonte que permite várias formas de fazer para alcançar os resultados desejados, seja como objeto, meio ou suporte para a aprendizagem. 

As tecnologias de informação e de comunicação (TIC) podem constituir um elemento valorizador das práticas pedagógicas, já que acrescenta, em termos de acesso à informação, flexibilidade, diversidade de suportes no seu tratamento e apresentação. Valorizam, ainda, os processos de compreensão de conceitos e fenômenos diversos, na medida em que conseguem associar diferentes tipos de representação que vão desde o texto, à imagem fixa e animada, ao vídeo e ao som. Contudo, o entusiasmo e a esperança que se deposita nas tecnologias, não podem ser tomados, por si só, como o elixir para todos os males de que a escola padece (Martinho; Pombo, 2023 p. 528).

Assim, é comum considerar as novas tecnologias como objeto de aprendizagem, pois dá ao aluno a oportunidade de se familiarizar com o computador e adquirir as habilidades necessárias para torná-lo uma ferramenta útil ao longo dos estudos, no trabalho ou na vida cotidiana. 

Entende-se que as novas tecnologias são utilizadas como meio de aprendizagem quando se trata de uma ferramenta a serviço da formação a distância, presencial ou semipresencial. As tecnologias assim compreendidas, integram-se no processo de aprendizagem, têm o seu lugar na sala de aula, em que as necessidades de formação mais proativas são utilizadas no dia a dia. 

A integração pedagógica das tecnologias difere da formação tecnológica e enquadra-se numa perspectiva de formação contínua e evolução pessoal e profissional como um saber aprender. 

As estratégias às quais os estudantes recorrem para aprender, os problemas que vão enfrentar nesse processo, a forma como é afetada a aprendizagem pela incorporação das novas tecnologias ou pelas novas situações de aprendizagem (Ensino à distância, por exemplo), constituem elementos que permanecem ainda em uma zona relativamente desconhecida do conhecimento profissional. Porém os professores são levados a transitar em um contexto cada vez mais heterogêneo de estudantes, os quais têm diversos interesses, diversas motivações, capacidades e expectativas (Zabalza, 2022, p.189).

Os princípios pedagógicos a se considerar na tomada de decisão ao integrar tecnologias no currículo de gestão da informação são os seguintes: atenção nos alunos e em seus processos de aprendizagem; planejamento para aprimorar o aprendizado; criar ambientes de aprendizagem; enfatizar o desenvolvimento de competências, cumprir os padrões curriculares e a aprendizagem esperada; usar materiais educacionais para promover a aprendizagem.

A TI possui uma imaterialidade, no sentido de que a matéria-prima em torno da qual desenvolve sua atividade é a informação em múltiplos códigos e formas: visuais, auditivos, audiovisuais, textuais, fixos ou móveis, individuais ou em combinação. 

Para Zabalza (2022) há uma interconexão, pois embora as novas tecnologias tendam a surgir de forma independente, oferecem grandes possibilidades de serem combinadas e, assim, ampliam suas possibilidades individuais, como ocorre quando se combinam televisão por satélite e cabo ou quando uma multimídia é incluída em endereço da Web para o qual o computador será movido. 

Essas conexões permitem a construção de novas realidades expressivas e comunicativas, como ocorre na combinação de imagem, som e texto para a construção de plataformas multimídia. Tal interatividade não permite o controle da comunicação, transita entre o remetente e o receptor, o qual vai determinar tanto o tempo quanto o modo de uso, mas é importante lembrar que: 

[…] as TIC devem ser vistas como instrumentos de mediação no processo ensino aprendizagem e não como uma ferramenta principal da construção do conhecimento. A utilização das novas tecnologias afeta todos os campos educacionais. Elas encaminham as instituições para a adoção de uma “cultura informática educacional” que exige uma reestruturação sensível das teorias educacionais, mas da própria percepção e ação educativa (Kenski, 2024, p. 86).

Com isso, o receptor terá um papel importante na construção da mensagem. A instantaneidade é outra das suas características definidoras, pois permite romper barreiras espaciais e colocar em contato direto e imediato com pessoas e bancos de dados. De acordo com Almeida (2023) eles transformam o problema da transmissão ou recepção da informação, independentemente do acesso e dos problemas ideológicos e sociais, em um problema exclusivamente técnico, ou seja, do potencial tecnológico dos meios utilizados. 

Os serviços de videoconferência, como o chat, na Internet, permitem que usuários distantes no espaço troquem mensagens e opiniões interativamente ao mesmo tempo. Por outro lado, é importante destacar que outra das características das novas tecnologias é a qualidade da imagem e do som, graças à digitalização de sinais visuais, auditivos ou de dados. 

Os avanços têm sido tais que em tão pouco tempo modificaram a oferta formativa, ou melhor, as possibilidades que, em linhas gerais, são as seguintes: ampliação da oferta de informação, criação de ambientes mais flexíveis de aprendizagem, eliminação de barreiras espaço-temporais entre professor e alunos, aumento das modalidades de comunicação, valorização de cenários e ambientes interativos, favorecem tanto a aprendizagem independente e a autoaprendizagem quanto a aprendizagem colaborativa e em grupo e rompe com os cenários clássicos de formação. 

Assim, verifica-se que existe uma diversidade de ferramentas tecnológicas aplicadas à educação, entre as quais se destacam: o uso educativo do som, a televisão educativa, o vídeo na educação e formação, a informática, a multimídia e os hipertextos no ensino; videoconferência e sua utilização no ensino e internet aplicada à educação, dentre outras estratégias que poderão ser utilizadas segundo o tipo de aula planejada pelo professor.

INSTRUMENTALIZAÇÕES DAS TICS NO CONTEXTO EDUCACIONAL

A integração das Tecnologias da Informação na Educação tem sido fundamental, visto que através delas o professor tem a facilidade de utilizá-las como recurso pedagógico na realização de trabalhos em sala de aula. Nesse contexto, o professor é considerado um eixo fundamental dentro do sistema educacional infantil. Consequentemente, a Tecnologia da Informação e Comunicação é essencial na formação profissional do professor, visto que nos últimos anos ela tem desempenhado um papel muito importante no campo educacional, especialmente no processo ensino e aprendizagem, através da implantação de salas de aula virtuais e laboratórios em instituições de ensino. 

Buscando compreender o novo papel do professor nesse contexto, Moran (2021) traça a necessidade de novas ações metodológicas. A primeira é aponta pelo autor como uma necessidade da criação de uma ação centralizada em uma abordagem colaborativa que paute-se no desenvolvimento de competência digital entre professores por meio de tecnologias de construção de conhecimento, tanto síncronas quanto assíncronas, que incluem fóruns online, sistemas de videoconferência, uso de redes sociais e ferramentas web 2.0 (documentos colaborativos online), blogs ou software específico para aprendizagem colaborativa. 

Para o autor, estas atividades permitem também enriquecer a colaboração com a participação de outros (estudantes, docentes, formadores, especialistas, investigadores) de diferentes contextos geográficos. Estas propostas de formação permitem o desenvolvimento de competências de trabalho em equipa.

Moran (2021), descreve a construção de uma ação do professor que contemple uma abordagem metacognitiva. Neste modelo de formação o professor é direcionado a realizar uma reflexão sobre a ação didática por meio da expressão e análise de seus pensamentos, comportamentos e/ou consequências de suas práticas profissionais em qualquer situação em que as tecnologias digitais estejam envolvidas. As experiências de treinamento que usam essa abordagem implementam, por exemplo, ferramentas de comunicação online, vídeos de casos ou microensino para estimular a avaliação crítica do uso das TIC nas salas de aula. 

Para o autor, essa intervenção se estabelece na necessidade de os professores em formação aprofundarem o conhecimento das teorias, justificarem e compreenderem sua própria prática e decisões profissionais, relacionadas à integração das tecnologias digitais no currículo. Embora haja uma superavaliação da atividade prática de TIC para desenvolver a competência digital, os professores também demandam formação teórica que lhes permita desenvolver argumentos que justifiquem o uso das tecnologias em sua prática docente.

Para que estes sejam utilizados de forma adequada pelos professores, os estabelecimentos de ensino devem estar totalmente equipados tanto em salas de aula quanto em laboratórios, o que significa que o professor deverá se atualizar, se preparando no campo educacional, tanto na ordem pessoal, como na gestão, direção e administração mais eficientes do sistema educacional. É por isso que Kenski (2022) afirma que:

Uma das soluções para esse impasse está na possibilidade de educadores também participarem das equipes produtoras dessas novas tecnologias educativas. Para isso é preciso que os cursos de formação de professores se preocupem em lhes garantir essas novas competências. Que ao lado do saber científico e do saber pedagógico, sejam oferecidas ao professor as condições para ser agente, produtor, operador e crítico dessas novas educações mediadas pelas tecnologias eletrônicas de comunicação e informação (Kenski, 2022 p. 50).

Diante disso, o professor deve se expor às novas competências e desafios do milênio, pois é hora de fortalecer a qualidade educacional, formando alunos críticos, analíticos e reflexivos, que possam enfrentar todas as situações da vida. Tendo como resposta a aplicação de uma metodologia construtivista, em que o professor é um guia, conselheiro e facilitador, isso permite que os alunos sejam autores e construtores de seus próprios conhecimentos à luz das tecnologias. 

Muitas escolas possuem laboratório equipado com ferramentas tecnológicas que não são utilizadas pelos professores como recursos didáticos, seja por desconhecimento ou falta de interesse em desenvolver uma mudança na postura profissional, distanciando o aluno da oportunidade de conhecer novos benefícios na área educacional. 

A educação está em processo de mudanças, na perspectiva de que professores e alunos se adaptem às transformações apresentadas. Tem como eixo fundamental os docentes da educação de todos os tipos e espera-se que esta seja de qualidade para que se consiga um bom ensino para nossos alunos por meio das tecnologias de informação e comunicação, visto sua importância na formação de todos. 

Para nós, professores, essa mudança de atitude não é fácil. Estamos acostumados e sentimo-nos seguros com o nosso papel de comunicar e transmitir algo que conhecemos muito bem. Sair dessa posição, entrar em diálogo direto com os alunos, correr risco de ouvir uma pergunta para a qual no momento talvez não tenhamos resposta, e propor aos alunos que pesquisemos juntos para buscarmos resposta – tudo isso gera um grande desconforto e uma grande insegurança (Moran et al, 2024, p.142).

A TI constitui um instrumento de ajuda aos professores dentro e fora da sala de aula e permite criar saberes e fazer descobertas de forma significativa. Como os professores são peças importantes dentro do sistema educacional, devem enfrentar o novo cenário da educação e mudar suas estratégias de ensino, utilizando-se dessas ferramentas. É importante conhecer os benefícios que a tecnologia proporciona para a realização de atividades educacionais e pessoais, uma vez que o sistema educacional atual necessita que o professor tenha a capacidade de manejar essas aplicações, proporcionando também aos alunos essa aprendizagem.

A formação de professores precisa se repensar em novos caminhos que garantam a todos a prática docente em novos rumos. Ao contrário do que muitos imaginavam, no atual momento da sociedade digital, a escola não desapareceu. Muitos menos ainda é a preocupação com a extinção da função do Professor. De maneira diversa, a escola como instituição social é o espaço privilegiado para a formação das pessoas em cidadãos e para a sistematização contextualizada dos saberes. Assim também o professor é o principal agente responsável pelo alcance e pela viabilização da missão da escola diante da sociedade. O que a escola e a ação dos professores necessitam é de revisão crítica e reorientação dos seus modos de ação (Kenski, 2022 p. 86).

Dessa forma, precisa estar sempre atualizado visto que a cada dia a tecnologia vai se modernizando, enquanto o professor desenvolve suas habilidades e potencialidades para realizar com facilidade as atividades que lhe são propostas no dia a dia. O paradoxo é que enquanto muitas instituições de ensino dispõem de equipamentos tecnológicos, os professores não os utilizam adequadamente. A respeito desse problema, já foram realizadas pesquisas na área educacional, pois cada instituição de ensino tende a melhorar sua aprendizagem, integrando as TICs, professores e alunos.

A necessidade, portanto não é de usar o meio para continuar fazendo o mesmo. É preciso mudar as práticas e os hábitos docentes e aprender a trabalhar pedagogicamente de forma dinâmica e desafiadora, com o apoio e a mediação de Softwares, programas especiais e ambientes virtuais. Em princípio, devemos compreender e nos apropriar das especificidades das inovações tecnológicas, adequando-as como inovações pedagógicas (Kenski, 2022 p. 97).

Segundo Almeida (2023), os avanços que as Tecnologias de Comunicação e Informação têm sofrido nos últimos anos têm impactado a educação, exigindo um estudo geral de professores e alunos dentro dos processos de ensino. Nesse sentido, os professores devem se preparar de forma adequada, pois o novo aprendizado é criativo e benéfico em sala de aula. 

Para Almeida (2023), a integração das TICs na sala de aula dependerá da capacidade dos professores em estruturar o ambiente de aprendizagem de forma não tradicional, fundir novas tecnologias com novas pedagogias e promover aulas dinâmicas, interação cooperativa, aprendizagem colaborativa e trabalho em grupo. 

Isso requer a aquisição de um conjunto diferente de habilidades de gerenciamento de sala de aula. Mercado (2023), considera que ascompetências essenciais futuras incluirão a capacidade de desenvolver métodos inovadores de uso da tecnologia para melhorar o ambiente de aprendizagem e a capacidade de estimular a aquisição de suas noções básicas, e o aprofundamento do conhecimento. Ainda assim, são muitos os desafios que aparecem e muitas incógnitas, pois nem sempre há um caminho claro a seguir. No vídeo é possível observar a preocupação dos pais em buscar a escola ideal para seus filhos. 

O acesso à rede permitiu ter mais informações do que é possível gerenciar. Isso pode ter seus aspectos positivos, embora, como em tudo, devam ser tomadas precauções. Existem vários grupos geracionais que se relacionam de forma diferente com as novas tecnologias e, neste caso, para os mais jovens (nativos digitais) que nasceram cercados e em contato com esse ambiente tecnológico, a solução pode não ser privá-los dos aparatos tecnológicos, mas sim fazer um uso eficiente deles.

Portanto, expor como deve ser uma relação saudável com essa classe de dispositivos para que não afete o ambiente pessoal, acadêmico e de saúde é essencial. No vídeo alguns pais opinam sobre o uso da tecnologia mostrando que realmente é algo positivo para o desenvolvimento e crescimento dos filhos. Ou seja, ouso ético das ferramentas digitais deve ser garantido para evitar a vigilância abusiva da vida digital das pessoas em geral, e das crianças, em particular. O ensino deve acompanhar o ritmo da tecnologia, e observar cada aluno dentro de sua individualidade. 

METODOLOGIA

Nesta pesquisa exploratória do tipo bibliográfica, adotou-se uma abordagem qualitativa e um método dedutivo para a coleta e análise dos dados. A metodologia utilizada baseou-se na busca sistemática de informações em diferentes bases de dados, levando em consideração critérios temporais, temáticos e multilíngues (inglês, espanhol e português).

As bases de dados consultadas foram a PubMed, ERIC e Scopus, que abrangem uma ampla gama de estudos e pesquisas relacionados às contribuições da Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC) no ensino infantil. Os descritores utilizados para a busca incluíram termos como “TIC”, “ensino infantil”, “contribuições”, “educação”, entre outros, utilizando critérios de inclusão temporal, temática e de idioma.

No que diz respeito aos materiais e método, foram selecionados artigos científicos, livros e teses que abordassem a temática proposta, priorizando estudos publicados nos últimos 10 anos. Esses materiais foram analisados de forma crítica, considerando a relevância, a qualidade e a coerência com os objetivos da pesquisa.

Os procedimentos metodológicos envolveram a busca nas bases de dados a partir da utilização dos descritores previamente definidos. A busca foi realizada de forma sistemática, considerando os critérios de inclusão e exclusão estabelecidos. Após a seleção dos materiais relevantes, foram extraídas as informações pertinentes e realizada uma análise qualitativa dos dados.

Quanto ao tipo de método, esta pesquisa seguiu uma abordagem dedutiva, partindo de conceitos e teorias existentes para a análise dos dados coletados. A classificação da pesquisa foi do tipo exploratória, visando explorar e compreender as contribuições da TIC no ensino infantil.

As técnicas utilizadas para a coleta de dados foram a revisão sistemática da literatura e a análise crítica dos materiais selecionados. Essas técnicas permitiram a obtenção de informações relevantes e a análise aprofundada das contribuições da TIC no contexto do ensino infantil.

As fontes utilizadas para a coleta de dados foram as bases de dados mencionadas anteriormente, bem como bibliotecas virtuais, artigos em periódicos especializados e sites de instituições educacionais reconhecidas.

A caracterização da amostra pesquisada envolveu a seleção de estudos e materiais relevantes que abordassem especificamente as contribuições da TIC no ensino infantil. Foram considerados critérios de inclusão, como a abordagem do tema proposto, o enfoque na faixa etária do ensino infantil e a pertinência dos resultados para os objetivos da pesquisa.

O instrumento utilizado para a coleta de dados foi uma ficha de extração de informações, na qual foram registradas as principais contribuições identificadas nos materiais selecionados. Essa ficha incluiu categorias específicas relacionadas aos aspectos cognitivos, sociais e emocionais das crianças no contexto da utilização da TIC.

Os critérios de inclusão foram definidos com base nos objetivos da pesquisa, buscando selecionar materiais relevantes que abordassem diretamente as contribuições da TIC no ensino infantil. Por outro lado, os critérios de exclusão foram aplicados para excluir estudos que não estavam alinhados com os objetivos e a temática da pesquisa.

A análise dos dados coletados consistiu em uma abordagem qualitativa, na qual foram identificados os principais temas e contribuições encontrados nos materiais selecionados. Essa análise permitiu a organização e a interpretação dos dados, contribuindo para a compreensão das contribuições da TIC no ensino infantil.

A escolha da metodologia justifica-se pela necessidade de explorar de forma abrangente as contribuições da TIC no ensino infantil, buscando embasar a prática pedagógica de forma consistente. A abordagem qualitativa e o método dedutivo permitiram a compreensão mais aprofundada dos aspectos envolvidos nesse contexto.

ANÁLISE DOS DADOS

CONTRIBUIÇÕES DA TIC NO DESENVOLVIMENTO COGNITIVO INFANTIL

Como observado, as TICS têm desempenhado um papel significativo no ensino infantil, proporcionando diversas contribuições para o desenvolvimento das crianças. O impacto no desenvolvimento cognitivo das crianças é evidente. Almeida (2023), destaca que o uso da tecnologia na sala de aula pode ampliar o acesso a informações, estimular a criatividade e desenvolver habilidades de pensamento crítico.

A evolução do conceito de infância influenciou diretamente a educação infantil no Brasil, consolidando-se como a primeira etapa da educação básica. Lemos (2023), lembra que o avanço da ciência sobre o desenvolvimento infantil reforçou a necessidade de garantir o direito à educação desde os primeiros anos de vida. A crescente participação da mulher no mercado de trabalho impulsionou a ampliação das instituições de ensino infantil. Esse processo de democratização resultou na expansão do acesso às creches e pré-escolas, abrangendo tanto instituições públicas quanto privadas. A legislação reforça a obrigatoriedade desse atendimento, assegurando a oferta educacional para crianças de até seis anos.

O direito das crianças à educação infantil é assegurado pelas normativas vigentes, determinando que a avaliação deve ocorrer por meio do acompanhamento contínuo do desenvolvimento infantil, sem caráter classificatório. Almeida (2024), considera que o acesso ao ensino fundamental é um direito constitucional, não podendo ser restringido por avaliações de desempenho na educação infantil. O desenvolvimento humano resulta da interação entre fatores genéticos e ambientais, sendo essencial a presença de vínculos afetivos e materiais para o crescimento saudável. O contato com familiares e professores desempenha um papel fundamental na construção da identidade e na atribuição de significados ao mundo ao redor.

No que diz respeito à influência da TIC no desenvolvimento social das crianças, Andrade (2022), ressalta que o uso de tecnologias digitais promove a interação e colaboração entre os alunos, estimulando o trabalho em equipe e o compartilhamento de ideias. destaca que a inclusão de crianças autistas também pode ser beneficiada pela utilização, proporcionando a elas oportunidades de interação social e aprendizagem.

Para Lemos (2024), as contribuições para o desenvolvimento emocional das crianças são relevantes. Através de recursos audiovisuais e ferramentas digitais, as crianças têm a oportunidade de expressar suas emoções e desenvolver habilidades de autorregulação emocional.O uso da TIC pode promover a empatia e a compreensão das emoções, contribuindo para a formação emocional das crianças.

O papel do professor na integração da TIC no ensino infantil é crucial. Segundo Selwyn (2022), o professor desempenha o papel de mediador do processo de aprendizagem, auxiliando os alunos na utilização adequada da tecnologia e promovendo a reflexão crítica sobre seu uso. Sancho et al. (2022) enfatizam que o professor deve ser capacitado para utilizar a TIC como uma ferramenta pedagógica, adaptando-a às necessidades de seus alunos.

A utilização da TIC no ensino infantil apresenta desafios e benefícios. De acordo com Zabalza (2022), é necessário considerar a formação dos professores para o uso adequado da tecnologia, a infraestrutura das instituições de ensino e a garantia da privacidade e segurança das crianças. No entanto, as vantagens são significativas, como o acesso a um vasto conjunto de recursos educacionais, a personalização do aprendizado e a motivação dos alunos.

O uso de softwares educativos para o estímulo ao pensamento lógico tem sido uma estratégia promissora no ensino infantil. Almeida (2023), destaca que esses softwares oferecem atividades interativas que desafiam as crianças a resolver problemas, desenvolvendo suas habilidades de raciocínio lógico e crítico. Eles fornecem um ambiente de aprendizagem lúdico e motivador, promovendo a construção do conhecimento de forma significativa.

A aprendizagem por meio de jogos digitais têm demonstrado influência positiva na memória e na concentração das crianças. Kishimoto (2022), ressalta que os jogos digitais estimulam a atenção e a memória de trabalho, ajudando as crianças a se concentrarem em tarefas específicas por períodos mais longos. Essa forma de aprendizagem ativa e engajante permite que as crianças absorvam informações de maneira mais efetiva.

A utilização da internet como fonte de pesquisa proporciona às crianças uma ampliação do conhecimento. Lopes, Mendes e Faria (2022), afirmam que a internet oferece acesso a uma quantidade vasta e diversificada de informações, permitindo que as crianças explorem diferentes assuntos de interesse. Essa pesquisa online contribui para o desenvolvimento da autonomia e da capacidade de buscar informações de forma crítica e seletiva.

Recursos audiovisuais desempenham um papel importante na compreensão de conceitos complexos pelas crianças. Segundo Martinho e Pombo (2024), a utilização de vídeos, imagens e animações ajuda a tornar o aprendizado mais visual e concreto, facilitando a compreensão de conteúdos abstratos. Esses recursos despertam o interesse e a curiosidade das crianças, promovendo uma aprendizagem mais significativa.

Os dispositivos móveis têm se mostrado valiosos como ferramentas de apoio à aprendizagem no ensino infantil. Moran (2023), afirma que tablets e smartphones permitem o acesso a aplicativos educativos, que oferecem atividades interativas e adaptativas, personalizadas de acordo com as necessidades de cada criança. Essas ferramentas móveis favorecem a aprendizagem individualizada e promovem a exploração criativa de diferentes conteúdos.

IMPACTO SOCIAL DA INTEGRAÇÃO DA TIC NO ENSINO INFANTIL

A promoção da interação entre as crianças e o desenvolvimento de habilidades sociais é uma das principais contribuições da Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC) no ensino infantil. Segundo Almeida (2023), o uso da TIC proporciona oportunidades para a colaboração e a comunicação entre os alunos, favorecendo a construção de conhecimento de forma coletiva. Essa interação promove o desenvolvimento de habilidades sociais, como a capacidade de trabalhar em equipe, resolver conflitos e expressar ideias de maneira eficaz.

A ampliação do acesso à informação e a superação de barreiras geográficas são benefícios significativos proporcionados no ensino infantil. Kenski (2024), destaca que a internet possibilita que as crianças tenham acesso a uma variedade de recursos educacionais, independentemente de sua localização geográfica. Esse acesso facilita a pesquisa, o estudo e a exploração de diferentes conteúdos, contribuindo para uma aprendizagem mais abrangente e inclusiva.

A TIC estimula a criatividade e a colaboração em projetos educacionais. Segundo Kishimoto (2022), as ferramentas digitais permitem que as crianças criem, produzam e compartilhem seus próprios conteúdos, estimulando a criatividade e a expressão individual. A colaboração em projetos online promove o trabalho em equipe, a troca de ideias e a construção coletiva de conhecimento.

A utilização da TIC no ensino infantil contribui para a inclusão digital e a redução das desigualdades sociais. Almeida (2023), ressalta que o acesso às tecnologias digitais democratiza o acesso ao conhecimento e oferece oportunidades iguais de aprendizagem para todas as crianças. Através da TIC, é possível reduzir as disparidades educacionais e promover a inclusão social.

A preparação das crianças para um mundo cada vez mais tecnológico é uma necessidade crescente. Moran et al. (2023), destacam que a TIC desafia as escolas a prepararem as crianças para o uso crítico e responsável da tecnologia, desenvolvendo competências digitais essenciais para sua vida pessoal e profissional. A utilização da TIC no ensino infantil auxilia na formação de crianças preparadas para enfrentar os desafios do século XXI.

No que diz respeito aos desafios e recomendações para a integração da TIC no ensino infantil, a formação dos professores é essencial. Moran et al. (2023), ressaltam que os educadores precisam ser capacitados para o uso adequado e responsável da TIC, compreendendo seu potencial pedagógico e promovendo práticas inovadoras em sala de aula.

A infraestrutura adequada nas instituições de ensino também é um desafio a ser enfrentado. Lopes et al. (2022), enfatizam a importância de garantir acesso à internet, computadores e outros dispositivos tecnológicos nas escolas, possibilitando que as crianças usufruam dos benefícios da TIC.

A privacidade e segurança das crianças na utilização da TIC devem ser garantidas. Moran (2023), destaca a importância de políticas e diretrizes claras para proteger a privacidade e a segurança das crianças na internet, bem como educá-las sobre os riscos e precauções necessárias. Ademais, o envolvimento dos pais e responsáveis é fundamental nesse processo. Almeida (2023), salienta que os pais devem estar cientes e envolvidos no processo educacional mediado, colaborando com os educadores e acompanhando o uso das tecnologias pelos seus filhos.

A promoção de práticas pedagógicas inovadoras e alinhadas às demandas da sociedade é um objetivo a ser buscado. Sancho et al. (2022), argumentam que as escolas devem adaptar-se às mudanças tecnológicas e promover abordagens pedagógicas que incentivem a criatividade, o pensamento crítico e a resolução de problemas.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

A sociedade contemporânea passa por constantes transformações impulsionadas pelos avanços econômicos, políticos e inovações digitais. Esse dinamismo afeta diretamente as relações humanas, impondo desafios àqueles que não acompanham tais mudanças. O uso de dispositivos eletrônicos e sistemas automatizados tornou-se essencial para a funcionalidade cotidiana, sendo impensável um dia sem esses recursos. No contexto educacional, essa evolução exige uma adaptação das instituições de ensino, para que acompanhem a crescente necessidade de integração digital no aprendizado.

As escolas enfrentam dificuldades para acompanhar a velocidade dessas transformações, o que contribui para o desinteresse dos alunos e o despreparo dos profissionais. A inovação no ambiente pedagógico surge como ferramenta fundamental para a inserção da educação no mundo digital. A implementação desses recursos levanta questionamentos sobre sua eficácia, suas aplicações e as formas adequadas de aproximar as crianças desses instrumentos sem comprometer o desenvolvimento infantil. A responsabilidade dos educadores inclui a adoção de posturas inovadoras que contemplem novas formas de leitura, promovendo práticas pedagógicas que valorizem a diversidade e a construção de uma cultura de paz.

A inserção da criança no ambiente escolar amplia suas interações sociais, promovendo o desenvolvimento de habilidades essenciais para a convivência coletiva. A imagem que os educadores possuem sobre a infância influencia diretamente suas práticas pedagógicas e a organização das atividades escolares. As crianças necessitam de ambientes diferenciados, que respeitem suas singularidades e favoreçam sua autonomia. O reconhecimento das diferenças e a garantia da igualdade de direitos são princípios fundamentais para a construção de uma educação inclusiva e democrática.

A relação entre a educação infantil e a família requer um diálogo constante e um olhar atento às realidades de cada contexto. É preciso desconstruir estereótipos que desvalorizam os conhecimentos e práticas das famílias de baixa renda, reconhecendo sua importância na formação da criança. A legislação estabelece a responsabilidade compartilhada entre Estado e família na garantia da educação infantil, promovendo a integração entre escola e comunidade. A superação dos desafios educacionais exige o fortalecimento dessa parceria, respeitando a diversidade cultural e social das famílias.

Os avanços digitais trouxeram novas demandas para o ensino, exigindo que os educadores desenvolvam habilidades para integrar esses instrumentos de maneira significativa ao aprendizado. O desenvolvimento intelectual da criança não ocorre isoladamente, mas a partir de suas interações com o meio. A mídia desempenha um papel central na formação dos indivíduos, influenciando comportamentos e valores. O desafio das escolas é transformar essas influências em oportunidades de aprendizagem, desenvolvendo a consciência crítica dos alunos diante das novas ferramentas disponíveis.

O uso de recursos tecnológicos na educação infantil deve ir além da reprodução de conteúdos tradicionais, promovendo um ensino inovador e interativo. O emprego de dispositivos eletrônicos, ferramentas audiovisuais e metodologias digitais amplia as possibilidades pedagógicas, tornando a aprendizagem mais dinâmica e estimulante. A resistência dos docentes à incorporação desses meios reflete a necessidade de formação contínua, garantindo que os benefícios desse processo sejam plenamente aproveitados. A adaptação ao novo contexto educacional exige mudanças na prática docente, permitindo que as inovações sejam aliadas na construção do conhecimento.

A presença de soluções digitais na educação infantil possibilita novas formas de interação e aprendizado, incentivando a criatividade e a autonomia das crianças. O sistema educacional deve acompanhar essa transformação, incorporando metodologias que favoreçam o desenvolvimento integral dos alunos. O acesso à informação tornou-se universal, exigindo da escola um papel ativo na mediação desse conhecimento. O desafio é orientar os estudantes para que utilizem essas ferramentas de maneira crítica e responsável, consolidando uma educação que prepare para a realidade contemporânea.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

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ALMEIDA, M. E. ProInfo: informática e formação de professores Brasília: MEC/ Secretaria de Educação à Distância, 2023.

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MARTINHO, T., POMBO, L. Potencialidades das TIC no ensino das ciências naturais – um estudo de caso. Revista Electrónica de Enseñanza de las Ciencias, Portugal. v. 8, n. 2, 2024.

MARTINS, M. H.; ZILBERMAN, R. Literatura infantil brasileira: história e histórias. 8. ed. São Paulo: Ática, 2022.

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MITTLER, P. Educação inclusiva: Contextos Sociais. Traduzido Windyz Brazão Ferreira. Editora Artmed: Porto Alegre, 2024.

MORAN, J. M. Novas tecnologias e mediação pedagógica. 21 ed. São Paulo: Papirus, 2023.

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Referencias

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BAILEY, C. J.; LEE, J. H.
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Disponível em: https://academic.oup.com/cid/article/67/7/1208/6141108.
Acesso em: 2024-09-03.

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