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Resumo
INTRODUÇÃO
Este artigo tem como objetivo avaliar a influência da educação a distância (EAD) no desenvolvimento cognitivo de crianças do ensino fundamental, comparando-a ao ensino presencial tradicional.
No Brasil, o ensino fundamental é obrigatório e gratuito, abrangendo crianças de 6 a 14 anos, conforme estabelecido pela LDB nº 9.394/96. Essa etapa educacional é dividida em dois períodos: anos iniciais (1º ao 5º) e anos finais (6º ao 9º), sendo que a maioria das crianças brasileiras está matriculada nessa fase.
O estudo adota como recorte geracional a geração “Alfa” (nascidos entre 2010 e 2025), primeira geração completamente nativa digital. Prevê-se que essa geração seja composta por mais de 2 bilhões de pessoas até 2025, predominantemente em países emergentes e em desenvolvimento.
A EAD, respaldada pelo art. 80 da LDB/96, tem ganhado destaque, com incentivo à utilização de tecnologias no ensino. Educadores como Anísio Teixeira, Roquete Pinto e Paulo Freire destacaram a importância das tecnologias em projetos educacionais, buscando sempre a autonomia dos educandos, mesmo em cenários adversos.
Com base nesse panorama, surge a questão: a EAD influencia o desenvolvimento cognitivo das crianças do ensino fundamental – geração “Alfa”? Os objetivos específicos incluem investigar a interação social, os benefícios e desafios da EAD, a adaptação às tecnologias e o desempenho cognitivo em comparação ao ensino tradicional.
Metodologicamente, este estudo é descritivo e qualitativo, com base em revisão de literatura.
O desenvolvimento deste estudo se justifica porque a educação a distância (EAD) pode impactar significativamente o desenvolvimento e amadurecimento cognitivo das crianças da geração “Alfa” no ensino fundamental brasileiro.
Para responder à questão colocada e alcançar o objetivo geral, este artigo foi organizado nas seguintes seções, além da Introdução:
REFERENCIAL TEÓRICO
INTERAÇÃO SOCIAL E DESENVOLVIMENTO COGNITIVO
A pandemia da COVID-19 despertou na sociedade, entre professores, profissionais, pais e gestores, um amplo debate sobre como criar novos rumos para a educação, superando barreiras físicas e práticas na transmissão de conhecimentos e valores. As demandas educacionais e metodológicas precisam considerar os discentes como sujeitos ativos no processo de ensino-aprendizagem, alicerçados no uso de tecnologias digitais (Araldi; Santos, 2022a; Almeida, 2018).
O desenvolvimento cognitivo está intrinsecamente relacionado ao processo de aquisição de conhecimentos. Segundo Vygotsky, esse processo ocorre por meio das interações sociais, ou seja, as crianças aprendem ao se relacionarem com outras pessoas (Lins, 2021; Vygotsky, 2007).
A Educação a Distância (EAD) surge como uma modalidade significativa de ensino, capaz de complementar o sistema presencial. Apoiada em práticas pedagógicas modernas, utiliza recursos tecnológicos que eliminam barreiras de tempo e distância, facilitando a comunicação entre docentes e discentes (Affonso; Quinelato, 2014).
Pesquisas brasileiras apontam a importância de capacitar recursos humanos e tecnológicos para a estruturação de projetos educacionais que garantam ferramentas adequadas aos discentes, incluindo suporte durante o curso, tutoria e avaliação, assegurando qualidade ao longo do processo.
No âmbito sociológico, é inegável que as diferentes mídias eletrônicas desempenham um papel crucial nesse contexto. A escola pública, entretanto, enfrenta dificuldades em atender demandas crescentes e exigentes. A academia, no que lhe concerne, muitas vezes negligencia os avanços tecnológicos, tratando-os apenas como ferramentas instrumentais. Já as escolas privadas abraçam a renovação tecnológica, mas sem uma análise crítica, promovendo consumidores deslumbrados em vez de usuários críticos e competentes (Belloni, 2002).
Josetti (2009), complementa essa perspectiva ao afirmar que “a escola de hoje resiste ao moderno e se apega ao arcaico, caracterizando práticas obsoletas e ineficazes”. Zanin (2014), acrescenta que a escola é um espaço essencial para a socialização das crianças com colegas e professores, influenciando diretamente no processo de desenvolvimento e aprendizagem infantil em cada etapa.
Belloni e Gomes (2008), destacam que as interações entre pares e adultos, aliadas ao uso adequado das Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC), podem fomentar comportamentos colaborativos e autônomos, contribuindo para o desenvolvimento intelectual e socioafetivo. Para Vygotsky, a aprendizagem é um processo que transita do social para o individual. Ele afirma que “[…] o aprendizado das crianças começa muito antes delas frequentarem a escola” (Vygotsky, 2008, p. 94-95). Esse contexto reforça a necessidade de valorizar as experiências culturais presentes nas salas de aula como estímulo ao desenvolvimento infantil.
No cenário contemporâneo, marcado pela globalização e avanços tecnológicos, gerações como Y (1977-1997), Z (1999-2019) e Alfa (2010-2024) apresentam modos singulares de perceber, interagir e aprender em suas relações com as mídias (Belloni; Gomes, 2008). Essa última geração, 100% nativa digital, confia naturalmente na tecnologia para descobrir o mundo, interagir e aprender de formas inéditas (Borrull, 2019).
A revolução tecnológica avança tão rapidamente que muitos adultos não conseguem acompanhar a naturalidade com que crianças e jovens se apropriam das TICs. Essa autodidaxia desafia escolas, produção de conhecimento e a formação de professores (Araldi; Santos, 2022).
A aprendizagem autodidata ocorre sem a orientação formal de professores, mas desenvolve competências equivalentes às previstas em ambientes formais. Segundo Araldi (2019, p. 45), “a aprendizagem está ligada a níveis de atenção, interesse e estado de espírito, entre outros fatores”.
A Internet, em particular, emerge como uma fonte inesgotável de informações e interações sociais. Sua disseminação rápida desafia instituições tradicionais de socialização, como a família, a escola e o Estado (Araldi; Santos, 2022b). De acordo com Pierre Lévy (1998), a virtualização transcende a simples troca de informações, transformando corpos, comunicação e até mesmo os modos de convivência: “Podemos pensar a virtualização como um intrincado sistema de intercâmbio global que dá fluidez aos corpos, ao trabalho, às ideias, aos valores econômicos e aos bens simbólicos” (Araldi, 2019, p. 23).
Nesse contexto, as mudanças nas formas de ensinar e aprender, impulsionadas por novas políticas educacionais e metodologias, demandam uma revisão profunda sobre o que significa educar e como fazê-lo de forma eficaz (Carrara, 2019).
As inter-relações virtuais também se consolidaram na educação, reduzindo o tempo de contato presencial entre professores e alunos. Segundo Bauman (2004, p. 14), “as redes facilitam conexões rápidas e pragmáticas, relativizando o significado do corpo e de suas relações”.
A seguir são apresentadas as vantagens e desvantagens da educação a distância (EAD) x a presencial.
VANTAGENS E DESVANTAGENS DA EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA (EAD) X PRESENCIAL
A educação brasileira encontra-se em constante transformação devido ao impacto da globalização, do contexto histórico e das novas tecnologias, como inteligência artificial e aprendizado de máquina. Essas inovações alteram como se aprende, compartilha e aplica o conhecimento (Rodrigues da Silva; Rocha da Silva; Hortêncio, 2019).
Como ciência humana, a educação tem sido amplamente divulgada devido às diversas visões de mundo provenientes do processo sociocultural brasileiro, o que ocasionou mudanças de paradigmas que transformaram os métodos de ensino e as formas de ensinar.
A principal objeção à Educação a Distância (EAD) vem dos profissionais da educação, uma vez que dificultam a ocorrência de um debate coerente sobre o tema (Benakouche, 2000). No entanto, essa forma de ensino-aprendizagem tem proporcionado acesso a informações, anteriormente disponíveis apenas em livros impressos, tanto para discentes quanto para docentes e à cadeia produtiva da educação (Moran, 2022).
Técnicas de ensino, como estudar em casa, vestibular online e professor tutor online – chamadas de plataforma EAD – têm revolucionado o modelo de ensino-aprendizagem brasileiro. No entanto, apesar de serem necessárias, essas técnicas precisam ser consideradas com prudência, uma vez que a qualidade do ensino deve ser a diretriz imposta pelo Ministério da Educação.
Neste contexto, é essencial debater o fato de que a substituição de docentes por computadores, aplicativos, aulas gravadas e estudantes que não interagem com o meio em que vivem, pois estão constantemente com os celulares em mãos e não prestam atenção em mais nada, pode resultar em uma educação incapaz de nutrir os alunos com o conhecimento necessário (Rodrigues da Silva; Rocha da Silva; Hortêncio, 2019).
Por outro lado, esses novos métodos de ensino-aprendizagem são relevantes, pois tornam a educação mais acessível a pessoas que trabalham e não podem se deslocar até a instituição escolar para assistir às aulas, o que a escola tradicional não permite. Esses novos modelos contribuem com uma educação de qualidade, embora existam outros processos de ensino-aprendizagem que devam ser considerados (Moran, 2022).
Nesta perspectiva, encontra-se a escola, que não pode ser deixada de lado, uma vez que sua estrutura permite a interação dos estudantes com outras pessoas e com o meio social, uma dinâmica que favorece tanto o desenvolvimento quanto o amadurecimento cognitivo deles. Uma circunstância pertinente é que o Estado, o corpo docente, as escolas e os estudantes são peças desse método de ensino-aprendizagem e, por essa razão, devem conhecer e/ou aprofundar as pesquisas sobre os saberes e experiências, objetivos, mobilizar conhecimentos para que toda a sociedade possa colher os frutos dessa educação.
A sociedade brasileira é desigual e divergente, talvez neste contexto, a educação a distância (EAD) possa se transformar em uma ferramenta que possibilite à população não só o acesso à educação, mas a continuidade ao estudo, porque muitos estudantes não conseguem frequentar ou permanecer na escola tradicional – ensino presencial – pelos mais variadas razões, entre elas o tempo, a distância, situações adversas para mobilidade (Duarte; Santos, 2024).
“Educação é ensinar a saber pensar”, o que para Freire é a autonomia do indivíduo e, neste sentido, a educação a distância (EAD) estimula o estudante a ser um pesquisador, em outras palavras, a buscar respostas aos seus questionamentos, o que pode incentivar a interação por meio dos debates. Ainda que essa interação ocorra por meio virtual ela melhora a qualidade da educação a distância, pois para que ocorra uma aprendizagem significativa é preciso que haja interação e reconstrução do conhecimento (Freire, 2019; Duarte; Santos, 2024).
Diante do que já foi discutido, é possível afirmar que a plataforma EAD apresenta vantagens e desvantagens (Quadros 1 e 2), assim como a educação tradicional.
Os Quadros 1 e 2 foram adaptados de Benedetti (2021) e Guimarães (2023), que apresentam vantagens e desvantagens enfrentadas pelas crianças no ensino a distância (EAD) versus ensino tradicional. Foram elencadas vantagens ou benefícios do ensino a distância para comparar e avaliar os ganhos efetivos da prática no processo de ensino-aprendizagem e desvantagens que o ensino a distância apresenta em comparação ao ensino presencial. (Benedetti, 2021).
Quadro 1 – Vantagens e Desvantagens do ensino a distância (EAD)


Fonte: Benedetti (2021); Guimarães (2023).
O ensino a distância (EAD) encontra desafios para ganhar espaço na educação fundamental. Embora apresente resultados positivos quando aplicado aos adultos, o perfil das crianças exige um acompanhamento mais dedicado e a intervenção do professor, ainda que os integrantes das gerações Z e Alfa sejam considerados nativos digitais (Benedetti, 2021; Guimarães, 2023).
A Geração Alfa é o grupo demográfico que sucede a Geração “Z”. Pesquisadores e a mídia geralmente identificam o ano de 2010-13 como o início da Geração Alfa, e meados da década de 2020-25 como o período final. Batizada com o nome da primeira letra do alfabeto grego, a Geração Alfa é a primeira a nascer totalmente no século XXI. A maioria dos membros dessa geração são filhos da Geração “Y” (Lavelle, 2019; Shaw Brown, 2020).
De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a Geração “Z” (1999-2019) responde por 24% da população, o que equivale a 51 milhões de brasileiros (Gil, 2020). Há uma divergência quanto à classificação das gerações: segundo Cerbasi e Barbosa (2014), esta Geração “Z” envolve os nascidos entre 2000 e 2022; já Tapscott (2010) afirma que são os nascidos entre 1998 e 2010; e para Indalécio e Campos (2016), a Geração “Z” se constitui dos nascidos entre 2000 e 2010.
A Geração Alfa, formada pelos filhos da geração Millennials (nascidos entre 1981 e 1994) e da geração “Z” (nascidos entre 2000 e 2009). São as crianças nascidas entre 2010 e 2024, a primeira, inteiramente no século XXI. Até 2025 devem somar cerca de 2,5 bilhões de pessoas mundialmente. Considerados como o maior grupo etário da história, eles se configurarão como uma importante força econômica a partir desse ano.
Esse grupo etário (“Alfa”) representa 20% da população brasileira, segundo informações do último Censo 2022 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A hiperconectividade é o principal paradigma em relação ao comportamento desse grupo. Além disso, o Censo 2022 revelou que mais de 50% das crianças brasileiras de 10 a 13 anos têm um celular pessoal (Odebateon, 2024).
A educação tradicional, realizada em salas de aula físicas, é a forma de ensino mais antiga e amplamente adotada. No Quadro 2 estão algumas de suas principais características.
Quadro 2 – Vantagens e Desvantagens do ensino tradicional

Fonte: Benedetti (2021); Guimarães (2023).
Ainda que promova inclusão e democratize o acesso à educação de qualidade, a EAD exige um modelo pedagógico diferenciado para atender as crianças da geração “Alfa”, cuja hiperconectividade é predominante. Essas crianças, totalmente nativas digitais, representam uma força crescente na sociedade, o que reforça a relevância de integrar o ensino presencial e o virtual, criando um modelo híbrido capaz de combinar os benefícios de ambas as abordagens (Melo Neto, 2012; Duarte & Santos, 2024).
Em síntese, a escolha entre EAD e ensino presencial depende do perfil e das necessidades individuais dos estudantes. O importante é garantir uma educação de qualidade que promova autonomia, inclusão e desenvolvimento integral.
A próxima sessão vai discutir a adaptação de crianças e adolescentes às tecnologias.
ADAPTAÇÃO DE CRIANÇAS E ADOLESCENTES ÀS TECNOLOGIA NECESSÁRIAS PARA A EAD
Lembrando que o ensino fundamental completo no Brasil abrange nove anos de escolaridade obrigatória, atendendo alunos de 6 a 14 anos. Este ciclo educacional, dividido entre os anos iniciais (1º ao 5º ano) e finais (6º ao 9º ano), abrange a geração “Alfa”, composta por crianças nascidas entre 2010 e 2024. Essa geração é caracterizada por crescer em um mundo profundamente influenciado pela tecnologia, onde dispositivos digitais desempenham um papel central no cotidiano.
A presença da tecnologia no mundo contemporâneo reorganizou hábitos, promoveu transformações significativas e impulsionou uma verdadeira revolução tecnológica. O binômio ciência-tecnologia moldou um novo modelo relacional, dinamizando a sociedade e rompendo barreiras tradicionais. Como aponta Ortiz (1994, p. 149), é essencial refletir sobre “quais tecnologias se adequam a um mercado particular”. Nesse contexto, a própria concepção do ser humano evolui à medida que ele se insere em um universo cada vez mais digital. Veen e Vrakking (2009, p. 9) ressaltam que, com o auxílio da tecnologia, a comunicação transcende o texto, integrando imagens e sons para enriquecer a experiência humana.
Por outro lado, uma visão limitada da tecnologia pode restringir sua análise aos aspectos tangíveis ou gerar receios infundados sobre o desconhecido. Como observa Sancho (2001, p. 24), é crucial refletir sobre como as tecnologias organizam e transformam nosso mundo. Ainda que sejamos alertados sobre os impactos do uso das tecnologias, a integração digital tornou-se tão enraizada que imaginar a vida sem ela se tornou praticamente impossível.
A pandemia da COVID-19 destacou a importância das tecnologias digitais, especialmente no âmbito educacional. Com as atividades presenciais suspensas, o Ensino Remoto Emergencial (ERE) emergiu como uma alternativa viável para garantir a continuidade do ensino. Segundo Silva, Andrade e Brinatti (2020), o ERE se diferencia da Educação a Distância (EAD) tradicional, pois foi uma medida emergencial criada em resposta à crise sanitária. Ele utilizou soluções remotas como substituição temporária às aulas presenciais, retornando ao formato original assim que a situação de emergência permitiu.
Ainda assim, essa adaptação enfrentou muitos desafios e equívocos. Colello (2021), observa que muitos pais e educadores confundiram o ERE com outras modalidades de ensino online, subestimando suas particularidades. Houve quem acreditasse, erroneamente, que o ensino remoto era apenas uma transposição direta das atividades escolares para o ambiente doméstico, resultando em longas horas de exposição das crianças a dispositivos eletrônicos (Aureliano; Queiroz; 2023).
Os educandos da geração “Alfa”, acostumados com o uso cotidiano de telas touch screen e controles remotos, interagem naturalmente com o universo digital. Para esses alunos, dispositivos tecnológicos são tão familiares quanto os brinquedos tradicionais eram para crianças de três décadas atrás. O pensamento cibernético é parte integrante de sua cultura, desenvolvendo-se simultaneamente à linguagem oral e à coordenação motora (Papert, 2008).
Nesse cenário, a escola desempenha um papel fundamental ao reconhecer que as tecnologias deixaram de ser meras ferramentas auxiliares e se tornaram elementos indispensáveis no processo educativo. A interação com dispositivos tecnológicos, como computadores, permite aos educandos transitarem entre o concreto e o abstrato, promovendo um processo de aprendizagem contínuo que fomenta sua autonomia (Gaidargi, 2020).
Assim, o uso da tecnologia deve ser percebido como uma nova abordagem educacional. Mesmo que separados por telas, professores e alunos podem estabelecer relações produtivas e enriquecedoras, incentivando a busca por novos conhecimentos. Essa dinâmica tecnológica beneficia a educação, independentemente de um eventual retorno integral às aulas presenciais ou da adoção de métodos híbridos, que combinem presencial e EAD (Oliveira; Almeida; Trotta, 2020).
Na seção a seguir vem a discussão sobre o desempenho cognitivo das crianças do ensino fundamental da EAD e da educação tradicional.
DESEMPENHO COGNITIVO DAS CRIANÇAS DO ENSINO FUNDAMENTAL DA EAD E DA EDUCAÇÃO TRADICIONAL
Os objetivos da educação vão além dos muros da escola. No Brasil, onde a educação é um dever do Estado e da família, é evidente que ela também demanda contribuições de outras estruturas sociais. Tanto a escola quanto o sistema escolar desempenham papéis distintos e complementares nesse processo, assegurando aos alunos oportunidades para adquirir competências cognitivas essenciais às inter-relações sociais e ao desenvolvimento de habilidades individuais. O objetivo principal da educação escolar – aquela que ocorre no ambiente formal – pode ser resumido na expressão: “instruir, mas também educar; ou educar através da instrução” (Soares, 2007, p. 136).
Na EAD, diversos fatores influenciam o desempenho dos alunos, incluindo a separação física entre professores e educandos, a interação por ferramentas de comunicação síncronas e assíncronas, a autonomia dos alunos no desenvolvimento de seus estudos e o apoio institucional oferecido (Espino-Díaz et al., 2020). O tempo que os alunos conseguem dedicar às tarefas também é decisivo para a eficácia do aprendizado.
Por um lado, os alunos destacam aspectos positivos da EAD, como o espaço para interação nas plataformas e–learning e as oportunidades de compartilhar ideias e recursos com seus pares. Por outro, enfrentam desafios como distrações frequentes e dificuldades de autorregulação (Xu; Chen, N-S; Chen, 2020).
O envolvimento cognitivo (EC) tem sido identificado em diversas pesquisas como um fator crucial para o sucesso da EAD. Ele está relacionado a resultados educacionais significativos, incluindo satisfação, persistência e desempenho acadêmico. Apesar da ampla literatura sobre o tema, ainda não há consenso sobre uma definição exata do EC (Eccles, 2016).
De acordo com Bond e Bedenlier (2019), o envolvimento cognitivo refere-se à energia e ao esforço que os alunos dedicam à sua comunidade de aprendizagem, sendo perceptível por meio de comportamentos, indicadores cognitivos e afetivos. Esses aspectos refletem a interação complexa entre relacionamentos, atividades e o ambiente de aprendizagem (Ribeirinha et al., 2022).
Fredricks, Blumenfeld e Paris (2004), propõem que o envolvimento do aluno pode ser dividido em três dimensões:
Além disso, os resultados das atividades formativas são vistos como uma produção coletiva e sistêmica sustentada em uma estrutura mediadora complexa (Engeström, 2001).
O apoio institucional é um fator primordial para o envolvimento do aluno. É essencial que os professores desenvolvam um design estratégico para os conteúdos, utilizando variados canais de interação com os educandos. Essa abordagem pode ser aprimorada pela adoção do modelo híbrido, que combina elementos do ensino presencial e da EAD. Essa modalidade aproveita o potencial tecnológico para expandir a autoeficácia, autorregulação e a participação dos alunos na comunidade educacional (Halverson; Graham, 2019; Alioon; Delialioglu, 2019).
A troca de experiências entre os pares também é um valioso processo de construção do conhecimento. A diversidade das turmas enriquece as inter-relações, trazendo diferentes perspectivas e histórias de vida (Costa, 2023).
O envolvimento cognitivo é considerado um pré-requisito para uma aprendizagem significativa. Quando os alunos se dedicam cognitivamente às atividades, eles se tornam capazes de gerar novos conhecimentos e alcançar maior compreensão durante as discussões online. Para medir a qualidade da aprendizagem online, é essencial avaliar o nível de EC dos alunos, uma vez que ele indica o desenvolvimento do processo de aprendizagem e o esforço mental dedicado ao engajamento com os conteúdos (Ribeirinha et al., 2022).
METODOLOGIA
No que se refere à Metodologia de Estudo trata-se de uma pesquisa descritiva qualitativa – revisão de literatura (levantamento de dados secundários).
A pesquisa descritiva de acordo com Gil (2022), descreve as características de determinada população ou fenômeno ou, ainda, estabelece as relações entre as variáveis.
No que se refere aos procedimentos técnicos trata-se de revisão de literatura (levantamento de dados secundários) – que aborda a educação a distância e influência no desenvolvimento cognitivo das crianças no ensino fundamental, quando comparado com o ensino presencial tradicional. A pesquisa foi desenvolvida por meio de livros, revistas e artigos já publicados disponibilizados na Internet.
O procedimento para o levantamento dos artigos ocorreu da seguinte forma: uma busca nas bases de dados da Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde (LILACS) e da Medical Literature Analysis and Retrieval System on-line (Medline) por meio do portal da Biblioteca Virtual em Saúde (BVS) e Periódicos Capes e outros documentos na área de educação. Foram pesquisados os seguintes descritores: “educação a Distância” OR “educação tradicional” OR “envolvimento cognitivo” OR “integração de mídias digitais”, “ensino-aprendizagem” OR “geração Alfa” OR “inter-relação no ensino a distância”.
Foram utilizados os seguintes filtros: texto completo, banco de dados Medline, Lilacs e Capes, quanto aos tipos de estudo: pesquisa qualitativa, revisão sistemática, inglês e português, artigos publicados 2010-2024 (nos últimos 15 anos). As publicações científicas que não versavam sobre o tema em questão, assim como não atendiam ao recorte temporal foram excluídas da revisão.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
A questão levantada foi: a educação a distância influencia o desenvolvimento cognitivo das crianças no ensino fundamental – geração “Alfa”? Sim, exerce influência no desenvolvimento cognitivo, pois, embora a troca presencial face a face entre pares seja reduzida, a educação a distância (EAD) possibilita o desenvolvimento de autonomia e letramento por meio da interação com as tecnologias da informação e comunicação (TICs), plataformas digitais, docentes e discentes.
O objetivo geral de avaliar o impacto da educação a distância (EAD) no desenvolvimento cognitivo das crianças, em comparação ao ensino presencial tradicional, foi alcançado conforme demonstrado nesta pesquisa. Ficou evidente que o apoio institucional é crucial para o envolvimento dos alunos e que os professores devem adotar um design estratégico para os conteúdos, utilizando diversos canais de interação.
A combinação do ensino presencial com a EAD, por meio de modelos híbridos, revela-se eficaz para ampliar a autoeficácia, a autorregulação e a participação dos alunos na comunidade educacional. Esse modelo também valoriza a troca de experiências e diferentes perspectivas, enriquecendo a construção do conhecimento.
Além disso, a educação desempenha um papel essencial na autonomia e na liberdade dos indivíduos, tornando-se ainda mais relevante em um contexto digital, onde as TICs apresentam múltiplas possibilidades. Contudo, o contato físico permanece insubstituível para certos aspectos da formação.
Por fim, conclui-se que EAD e ensino tradicional não são concorrentes, mas complementares, representando uma nova forma de compreender e realizar a educação. Mesmo baseada em revisão de literatura, esta pesquisa trouxe à tona importantes reflexões sobre os modos de aprender e interagir da geração “Alfa” no universo digital.
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