O desenvolvimento do educando e a ludicidade em sala de aula

THE DESELOPMENT OF LEARNING AND PLAYFULNESS IN THE CLASSROOM

EL DESARROLLO DE LA EDUCACIÓN Y LA LUCIDEZ EN LA SALA DE AULA

Autor

URL do Artigo

https://iiscientific.com/artigos/5EDA8E

DOI

doi.org/10.63391/5EDA8E

Teixeira, Alessandra Moreira . O desenvolvimento do educando e a ludicidade em sala de aula. International Integralize Scientific. v 5, n 48, Junho/2025 ISSN/3085-654X

Resumo

A ludicidade proporciona o desenvolvimento do educando de maneira significativa, mediante a evolução cognitiva psicológica e motora. Desse modo, a partir do tema desenvolvimento do educando e a ludicidade em sala de aula, percebe-se que a aprendizagem do aluno vai muito além dos conhecimentos de componentes curriculares, oferecendo uma valorização do componente sociocultural, fazendo com que o sujeito seja ativo na comunidade que vive. Ao desenvolver as atividades de ensino e aprendizagem lúdica, a escola vai além dos muros, ou seja, oferece uma formação que vai além da vida comunitária. Dessa forma, pode-se afirmar que este artigo se desenvolveu a partir da questão problema: A ludicidade é um elemento possível para o bom desenvolvimento do educando na construção do conhecimento em sala de aula? E mediante os seguintes objetivos: Compreender o conceito de ludicidade; a relação de ludicidade e aprendizagem e perceber a importância da ludicidade em sala de aula do Sistema regular de Ensino. Tendo como base essa premissa, optou-se por desenvolver esta atividade científica mediante a pesquisa bibliográfica de Bacelar, França e Vygotsky estruturando em aspectos de que conceitua e apresenta a relação entre ludicidade e estratégia de ensino.
Palavras-chave
ludicidade; ensino; aprendizagem; educando.

Summary

Playfulness provides the student with significant development, through cognitive, psychological and motor development. Thus, based on the theme: Student development and playfulness in the classroom, it is clear that student learning goes beyond knowledge of curricular components, social and cultural interrelationship is valued, making the subject be active in the community you live in. By developing playful teaching and learning activities, the school goes beyond the walls, that is, it forms a being for community life. Thus, it can be said that this article was developed based on the problem question: Is playfulness a possible element for the good development of students in the construction of knowledge in the classroom? And through the following objectives: Understand the concept of playfulness; the relationship between playfulness and learning and understanding the importance of playfulness in the classroom of the regular Education System. From this context, it was decided to develop this scientific activity through bibliographic research by Bacelar, França and Vygotsky, structuring aspects that conceptualize and present the relationship between playfulness and teaching strategy.
Keywords
playfulness; teaching; learning; teaching.

Resumen

La lúdica proporciona al estudiante un desarrollo significativo, a través del desarrollo cognitivo, psicológico y motor. Así, a partir del tema: Desarrollo estudiantil y lúdica en el aula, se evidencia que el aprendizaje del estudiante va más allá del conocimiento de los componentes curriculares, se valora la interrelación social y cultural, haciendo que el sujeto sea activo en la comunidad en la que vive. Al desarrollar actividades lúdicas de enseñanza y aprendizaje, la escuela traspasa los muros, es decir, forma un ser para la vida comunitaria. Así, se puede decir que este artículo fue desarrollado a partir de la pregunta problema: ¿Es la lúdica un elemento posible para el buen desarrollo de los estudiantes en la construcción de conocimientos en el aula? Y a través de los siguientes objetivos: Comprender el concepto de lúdica; la relación entre lúdica y aprendizaje y comprender la importancia de la lúdica en el aula del Sistema Educativo regular. A partir de este contexto, se decidió desarrollar esta actividad científica a través de investigaciones bibliográficas de Bacelar, França y Vygotsky, estructurando aspectos que conceptualizan y presentan la relación entre lúdica y estrategia de enseñanza.
Palavras-clave
alegría; enseñanza; aprendiendo; educando.

INTRODUÇÃO

O desenvolvimento educacional a partir da ludicidade, proporciona uma nova perspectiva para a evolução cognitiva dos educandos como seres sociais que interagem e se relacionam. Assim, a discussão desta temática busca a compreensão do ato de ensinar e construir conhecimento através de jogos e brincadeiras. 

Desse modo, podemos compreender a ludicidade como uma estrutura que deslumbra a construção do conhecimento, com jogos e brincadeiras nos ajuda a compreender os aspectos que dinamizam o processo de ensino e aprendizagem em sala de aula.

Para melhor desenvolvimento e estruturação do tema, o presente artigo tem como título: O desenvolvimento do educando e a ludicidade em sala de aula, o qual harmoniza uma reflexão que, se debruça sobre o trabalho docente em sala de aula mediante as ações pedagógicas adotadas para o fazer metodológico no ato de planejar e aplicar o planejamento em sala de aula. Mediante este contexto se faz a seguinte questão problema: A ludicidade é um elemento possível para o bom desenvolvimento do educando na construção do conhecimento em sala de aula?   Desse modo compreende-se que a ludicidade é uma temática relevante para discutir e argumentar no que se refere à construção do conhecimento em salas de aulas do Sistema Regular de Ensino. 

Para melhor desenvolvimento deste artigo se propôs os seguintes objetivos:  Compreender o conceito de ludicidade; a relação de ludicidade e aprendizagem e perceber a importância da ludicidade em sala de aula do Sistema regular de Ensino, os quais estabeleceram possibilidades para a pesquisa bibliográfica e estruturação do trabalho. Assim, este artigo contribui de modo significativo para a compreensão da ludicidade em sala de aula como estratégia, com o propósito do desenvolvimento integral do aluno.

O presente artigo é composto por dois capítulos, no primeiro capítulo apresenta o conceito de ludicidade, para a compreensão do ato de ensinar e aprender com jogos e brincadeiras. Já no segundo capítulo apresenta-se a ludicidade como estratégia de ensino em sala de aula, entendido como um elemento pedagógico que viabiliza o fazer pedagógico do professor. 

Desse modo, com a colaboração de leituras de alguns atores tais como: Bacelar, França e Vygotsky estruturando em aspectos de que conceitua e apresenta a relação entre ludicidade e estratégia de ensino em sala de aula.

CONCEITO DE LUDICIDADE

Portanto, a ludicidade vem mostrar que através de jogos e brincadeiras, o desenvolvimento pessoal de cada indivíduo favorável para o processo de socialização, facilitando a adaptação no ambiente cultural do indivíduo transformando-o capaz de reconhecer no espaço de origem desempenhando o raciocínio lógico e a imaginação de cada um nessa forma no processo de ensino e aprendizagem.

A atividade lúdica é externa ao indivíduo e pode ser observada e descrita por outra pessoa enquanto é realizada. Pode se dar em grupo ou individualmente, apresentando Ludicidade e Educação Infantil variações no seu formato, determinadas por gosto, preferências, cultura, regras pré-estabelecidas por uma instituição ou por quem a realiza (Bacelar, 2009, p.29, 30).

Através do lúdico podemos desempenhar um conhecimento do aprendizado do aluno através dos jogos podemos observar Independência e cada um o objetivo dos jogos e mostrar que eles são capazes de pensar imaginar o mundo capaz de ter sua própria opinião de formar novos conceitos e piorar o aprendizado, e expressar-se de forma mais facilitadora para que tenha opinião própria dessa forma o lúdico é lúdico e a ludicidade estão juntas para melhorar o aprendizado de cada um na sociedade.

A ludicidade, como experiência interna, integra as dimensões emocional, física e mental. Nesta perspectiva, ela envolve uma conexão entre o externo (objetivo) e o interno (subjetivo) e, portanto, é de relevância significativa para a vida em todas as suas fases e, especialmente, na Educação Infantil (Bacelar, 2009, p.30).

Através do brincar podemos desempenhar a socialização e permitir à criança o hábito da partilha, melhorar o relacionamento com outro, respeitar a opinião própria e expressar sua personalidade constituindo o aprendizado.

Desse modo, observa-se que na vida se faz necessário ter respeitar os valores de cada um repassar conhecimento e aprender novas coisas com as pessoas que convivemos respeitando um ao outro e dando direito de cada um mostrar suas capacidades físicas e psicológicas e através da brincadeira mais fácil ao transmitir conhecimento podemos adquirir novos conhecimentos. Dessa forma o jogo e brincadeira facilitam a vida e proporcionam o aprendizado de forma agradável.

A brincadeira desempenha um papel de grande importância para o desenvolvimento infantil, pois brincando a criança se comporta de maneira mais avançada do que nas suas atividades da vida real, essa é uma forma de observarmos como o brinquedo cria uma zona de desenvolvimento proximal. (Por ser uma ação iniciada e mantida pela criança, a brincadeira possibilita a busca de meios de ação, pela exploração, ainda que desordenada, e exerce papel fundamental na construção do saber-fazer) (Kishimoto, 2002, p.146).

Os jogos são fundamentais para o cognitivo preparar as ações e reações, pensamentos e possibilidade do aprendizado através da brincadeira. E com isso podemos observar o processo afetivo da criança e como vai se desenvolver com seu cognitivo e a socialização, fazendo com que ela tenha boas relações sociais.

Os aspectos físicos sociais aumentam a autonomia e a criatividade, mostrando a competência dessa forma os jogos são muito importantes para o desenvolvimento integral, pode-se dizer que os jogos são meio para que a criança tenha um bom aprendizado de forma divertida e direta.

As brincadeiras de faz-de-conta, os jogos de construção e aqueles que possuem regras, como os jogos de sociedade (também chamados de jogos de tabuleiro) jogos tradicionais, didáticos, corporais, etc., propiciam a ampliação dos conhecimentos da criança por meio da atividade lúdica (Basil, 1998, p.28).

Através dos jogos pode-se proporcionar a socialização e o auxílio aprendizagem experimentando novas atividades de forma criativa podemos ter uma noção de quantidade, percepção visual e localização fazendo com que a criança conheça as formas e tenha uma boa perspectiva de vida e mostrar as reações de conhecimento e desenvolvimento de novas descobertas.

Através das regras dos jogos podemos aprimorar nossos conhecimentos e adaptá-los em nosso cotidiano de forma que cada um tenha sua própria característica de jogador e de aprendiz, com isso podemos mostrar nossas capacidades físicas, mentais e intelectuais.

O jogo serviu para divulgar princípios éticos, morais, conteúdos de história e geografia e outros, a partir do Renascimento, o período de ‘compulsão lúdica’ O Renascimento vê a brincadeira como conduta livre que favorece o desenvolvimento da inteligência e facilita o estudo. Ao entender as necessidades infantis, o jogo infantil torna-se forma adequada para a aprendizagem dos conteúdos escolares (Kishimoto, 1999, p. 28).

Os jogos e brincadeiras estimulam nas crianças valores éticos como amizade, respeito, conscientização da divisão de brinquedo e materiais, que também servirão para trabalhar em cada um a noção do “meu” e “do outro”.

Nesta perspectiva, pode-se ver o certo e o errado de forma aprendemos a esperar sua própria vez fazer com que tenha autonomia ao brincar e que a criança tenha um equilíbrio e visão, que compreendendo o mundo que se ganha e se perde.

O brincar desenvolve a criança para que se torne um adulto independente e capaz de realizar suas próprias tarefas e imposto opinião e desenvolver suas habilidades adquiridas na infância de forma que sinta confiança no que vai fazer.

Com esse podemos dizer que os jogos e brincadeira é a melhor forma de adquirir conhecimento e desenvolvimento da criança, tornando-a capaz de aprender e ensinar novas técnicas que no convívio podemos observar:

Na Educação Infantil, há uma série de atividades programadas com o objetivo de estimular a aquisição dos conhecimentos e das habilidades necessárias para o desenvolvimento da criança. Segundo Piaget, a criança já nasce com as pré-condições neurológicas do conhecimento, mas as condições de fato se dão através de atividades que ele denomina jogos (de exercício, simbólicos e de regras, conforme as idades) (Bacelar, 2009, p.25).

O desenvolvimento da criança tem uma sintonização que deve estar ligada ao cognitivo e emocional físico, afetivo para que tenha um bom desenvolvimento mental. 

Segundo Piaget, o desenvolvimento cognitivo ocorre em quatro estágios principais: sensório-motor, pré-operatório, operatório, concreto e operatório formal. Portanto, dessa forma o desenvolvimento de cada um já está sendo formado desde quando nascemos.

Vale ressaltar, a importância de aprimorar nossas técnicas pedagógicas, para que aprendamos uma nova habilidade e sejamos capazes de desenvolvê-la. Assim, podemos dizer que o jogo é a melhor opção para o desenvolvimento da criança, favorecendo para que ela se torne um adulto capaz de realizar suas atividades.

LUDICIDADE X ESTRATÉGIA DE ENSINO

A ludicidade vem da palavra Latina “ludus” que significa jogo ou brinca. Assim, podemos dizer que os jogos e brincadeiras são muito importantes, para o desenvolvimento da Criança com uso dos jogos e do brincar pode-se observar o desenvolvimento da criança, inseri-la ao ambiente cultural em que está vivendo proporcionando a ela uma saúde física e mental de boa qualidade. Assim, faz com que tenha uma boa socialização de conhecimento, observando suas habilidades de aprendizagem adquirida nos jogos e na brincadeira dessa forma tornando prazeroso o aprendizado esposo sua criatividade fazendo uma boa socialização com seu próximo. 

O jogo e a brincadeira é uma porta aberta para o conhecimento, assim, podemos compartilhar nosso conhecimento e aprender novas experiências respeitando regras e noção do antes e depois, esperar a vez e entender que toda a vida é feita por regras. Vivemos diariamente em um jogo o que nos torna seres capazes de desenvolver nossas próprias atividades tendo pensamento e qualidade para desenvolver na sociedade.

[…] O brincar atualmente é uma ação considerada lúdica no qual trabalha na criança seu desenvolvimento cognitivo, motor, social e afetivo, principalmente por ser uma ação no qual proporciona a socialização e interação com outras crianças, ou seja, ela aprende brincando, se divertindo, pois, a brincadeira proporciona às crianças uma aprendizagem alegre e prazerosa (Friedmann, 1996, p. 71).

O ato de brincar possibilita a compreensão da criança no que se refere às habilidades a serem desenvolvidas. É a partir da brincadeira que se apresenta as habilidades e provoca a construção dos conhecimentos e dos valores a cada indivíduo, isso provoca o respeitando a diversidade cultural, ou seja, de modo que cada um expressa as diferentes formas de viver em comunidade. Assim, a brincadeira é muito importante para o desenvolvimento e construção do conhecimento do ser humano. 

Através do ato de brincar podemos aprimorar o que aprendemos com o outro em cada espaço que estamos inseridos. Ah! Se o lúdico é a melhor forma de desenvolver conhecimento e uma forma de aprendizagem que podemos entender o prazer de aprender brincando.

[…] A brincadeira pressupõe ação e reflexão, pois não se limita ao simples agir. É preciso imagens e sons que possam trazer para o mundo da ficção atividades desenvolvidas na vida real, permitindo que a criança possa lidar com os jogos e brincadeiras de forma representativa (França 1990, p. 89).

Atividade lúdica proporcionada à criança o desempenho em seu espaço melhorando as habilidades e desenvolvimento em sociedade, pode-se dizer que o lúdico é a melhor forma de aprendizagem saudável e prazerosa que faz com que cada um expressa suas habilidades que tenham o conhecimento cultural do espaço em que está inserido assim tornando capaz de pensar em diferentes aspectos e tornando capaz de realizar várias atividades hein o mesmo ambiente

O lúdico contribui para o desenvolvimento pessoal, estimulando o bem-estar, a melhoria do metabolismo e a capacidade de expressão e realização de atividades com mais eficiência, favorecendo a integração do indivíduo à sociedade. 

[…] a) as atividades lúdicas possibilitam fomentar a “resiliência”, pois permitem a formação do autoconceito positivo;

b) As atividades lúdicas possibilitam o desenvolvimento integral da criança, já que através destas atividades a criança se desenvolve afetivamente, convive socialmente e opera mentalmente. 

c) o brinquedo e o jogo são produtos de cultura e seus usos permitem a inserção da criança na sociedade; 

d) brincar é uma necessidade básica assim como é a nutrição, a saúde, a habitação e a educação;

e) brincar ajuda a criança no seu desenvolvimento físico, afetivo, intelectual e social, pois, através das atividades lúdicas, a criança forma conceitos, relaciona ideias, estabelece relações lógicas, desenvolve a expressão oral e corporal, reforça habilidades sociais, reduz a agressividade, integra-se na sociedade e constrói seu próprio conhecimento (Negrine, 1994, p. 41).

A brincadeira é uma parte muito importante para o desenvolvimento da criança. É com ela que cada um se desenvolve fisicamente mentalmente e assim pode oferecer ao indivíduo uma interação entre afetividade e o prazer da aprendizagem saudável e com esta aprendizagem na brincadeira eles percebem seus sentimentos dentro de um ambiente social em que está inserido e, assim, possa se tornar um ser humano responsável.

Brincar é uma recreação, e quando o educador reconhece o jogo como atividade ou conteúdo que promove o desenvolvimento, permite a sensibilidade de perceber sua própria prática e avaliar suas próprias condutas, oferecendo melhor qualidade de brincadeira às suas crianças (Lima, 2007, p. 56).

Jogo e brincadeira são atividades de aprendizado e desenvolvimento que fazem com que a criança mostre suas habilidades proporcionando a socialização do indivíduo, facilitando o aprendizado através do brincar. Também podemos observar a brincadeira com um aspecto que faz com que ela imagine o mundo ao seu redor e aumente o estímulo em aprender a se comunicar de formas diferentes de interagir em sociedade compartilhando suas próprias ideias e experiências vividas no decorrer do tempo.

[…] brincando a criança é capaz de satisfazer as suas necessidades e estruturar-se à medida que ocorrem transformações em sua consciência. Através da imaginação a criança se liberta de sentimentos que a oprimem, de limites, convenções e exigências impostas pelo mundo que a rodeia (Vigotsky, 2000, p. 66).

Através do brincar podemos observar o desenvolvimento das crianças em suas habilidades, sua personalidade e sua criatividade. Dessa forma, podemos dizer que através do brincar somos capazes de expressar emoções e positividade ou negatividade (perder/ganhar). A criança mostra sua capacidade de conquista possibilitando sua autonomia.

Assim, a emoção consiste naquilo que une o indivíduo à vida social pelo que pode haver de mais fundamental na sua existência psicológica, e esta ligação não sofrerá ruptura, embora as reações orgânicas da emoção tendem a esbater-se à medida que a imagem das situações ou das coisas se intelectualiza. Existe, ao mesmo tempo, solidariedade e oposição na consciência entre o que é impressão orgânica e imagem intelectual. Entre as duas não param de desenrolar ações e reações mútuas que mostram como vão as distinções de espécies que os diferentes sistemas filosóficos gozam entre a matéria e pensamento, existência e inteligência, corpo e espírito (Wallon, 1968, P.65).

As emoções são o que cada um vive no cotidiano. Perdeu ou ganhar são emoções negativas e positivas, o que faz com que os indivíduos aprendam a valorizar cada vez mais e possam desenvolver suas habilidades em diferentes situações, sejam negativas ou positivas, mas com muito aprendizado podemos estimular nossas habilidades em diferentes situações e através dessas situações é que podemos nos desenvolver e nos adaptar em sociedade como ser humano que pensa e que age de diferentes formas, em situações diferentes. Assim, as emoções nos levam à descoberta do desenvolvimento e aprendizagem no decorrer de nossas vidas.

Constitui, entretanto, uma ilusão supor que o jogo pelo jogo possa abrigar o conhecimento cognitivo e estimular as relações interpessoais: quem poderá fazer esse instrumento será sempre o professor. Esse professor jamais poderá em suas ambições cognitivas e sociais esquecer o aspecto do prazer e da alegria. A infância não mais pode ser vista apenas como ante-sala da vida adulta, precisa ser reconhecida como uma fase admirável que deve ser apreciada em si mesma, razão pela qual a alegria e o prazer de jogar precisam sempre caminhar lado a lado com os propósitos de aprendizagem… (Antunes,2003 p.14 e 15).

Os jogos podem proporcionar o aprendizado, através da estimulação do cérebro e melhorar o bem-estar e viver com autonomia e confiança que está se desenvolvendo e atualizado do mundo em que vivemos. Chegamos a conclusão que com algumas leituras teóricas, os jogos são um forte aliado para o desenvolvimento e aprendizado de forma significativa. “Jogos bem organizados ajudam a criança a construir novas descobertas, a desenvolver e enriquecer sua personalidade e é jogando que se aprende a extrair da vida o que a vida tem de essencial” (Antunes, 2003, p.11).

[…] É fundamental que os professores redescubram seu papel de pesquisadores, buscando conhecimentos novos por meio de leituras, cursos, entrevistas, palestras, ações que lhes darão embasamento e coragem para enfrentar o novo e um caminhar seguro (Almeida, 1998, p.64).

É fundamental que o professor esteja sempre aberto a novos conhecimentos e busque constantemente aprender novas técnicas de ensino. Isso permite que ele ensine de forma mais prazerosa, propondo unidades de ensino que tornem o ambiente escolar mais acolhedor e significativo para o aluno. O desenvolvimento do estudante está diretamente ligado à forma como o professor compartilha suas experiências e orientações, permitindo que o aluno assuma um papel ativo na construção do próprio saber. Para que esse processo seja ainda mais eficaz, é essencial que a família esteja presente e envolvida, contribuindo na busca por novos conhecimentos e na promoção da aprendizagem. Assim, todos os envolvidos se desenvolvem dentro do ambiente educacional em que estão inseridos.

CONSIDERAÇÕES FINAIS 

A ludicidade é uma ação metodológica eficaz, pois, permite o desenvolvimento da aprendizagem de modo personalizado, atendendo as necessidades coletivas e individuais de cada educando, estruturando o processo educacional com perspectivas dinâmicas. Além disso, capacita os educadores a uma ação metodológica que alfabetiza e/ou media o conhecimento ao aluno de forma prazerosa e a prática pedagógica sendo reconhecida como potencial transformador no ambiente escolar.

No entanto, contextualiza-se que a ludicidade é um componente essencial para a construção de uma educação dinâmica e humanizada, que proporciona ao educando o desenvolvimento cognitivo e social. Assim, a ludicidade não é apenas uma ação pedagógica neutra, pois enriquece o currículo escolar com a aprendizagem cognitiva do aluno para a sua vida em comunidade. 

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICA 

ALMEIDA, Paulo Nunes de. Educação lúdica, técnicas e jogos pedagógicos. 9ª ed. 1998.

ANTUNES, C. Jogos para a estimulação das múltiplas inteligências. Petrópolis: Vozes,2003.

BACELAR, Vera Lúcia da Encarnação.  Ludicidade e educação infantil / Vera Lúcia da Encarnação Bacelar. – Salvador: EDUFBA, 2009.

BRASIL. Referencial curricular nacional para a educação infantil/ Ministério da educação e do Desporto, Secretaria de Educação fundamental. ___ Brasília: MEC/SEF, 1998.

FRANÇA, Gisela Wajskop (Coord.). O cotidiano da pré-escola. São Paulo, FTD, 1990.

FRIEDMAN, Adriana. Brincar, crescer e aprender: o resgate do jogo infantil. São Paulo: Editora Moderna, 1996.

KISHIMOTO, Tisuko Morchida (org.). O brincar e suas teorias. São Paulo: Pioneira Thomson Learning, 2002. 

LIMA, E. S. Conhecendo a criança pequena. São Paulo: Sobradinho. 2007.

NEGRINE, A. Aprendizagem e desenvolvimento infantil. Porto Alegre: Prodil, 1994.

WALLON, Henri. A evolução psicológica da criança. Lisboa: ed.70,1968.

VYGOTSKY, L. S. O brincar como um modo de ser e estar no mundo. In: Brasil MEC/ SEB. Ensino Fundamental de nove anos: orientações para a inclusão da criança de seis anos de idade/ organização Jeanete Beauchamp, Sandra Denise Pagel, Aricélia Ribeiro do Nascimento. Brasília: Ministério da Educação Infantil, 2000.

Teixeira, Alessandra Moreira . O desenvolvimento do educando e a ludicidade em sala de aula.International Integralize Scientific. v 5, n 48, Junho/2025 ISSN/3085-654X

Referencias

Vivian Caroline Coraucci.
BAILEY, C. J.; LEE, J. H.
Management of chlamydial infections: A comprehensive review.
Clinical infectious diseases.
v. 67
n. 7
p. 1208-1216,
2021.
Disponível em: https://academic.oup.com/cid/article/67/7/1208/6141108.
Acesso em: 2024-09-03.

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Edição

v. 5
n. 48
O desenvolvimento do educando e a ludicidade em sala de aula

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