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Resumo
INTRODUÇÃO
A dedicação às classes de alfabetização é crucial na educação atual, pois estabelece a base para toda a vida escolar. A sociedade e a escola foram impactadas pelas inovações nos campos da ciência e tecnologia. Com esses avanços, muitas teorias sobre aprendizagem, desenvolvimento cognitivo, leitura e escrita na alfabetização foram complementadas, discutidas e reconstruídas, exigindo reformulações dos métodos educacionais, algumas das quais foram significativamente alteradas.
Até algumas décadas atrás, a exploração da letra cursiva no início da alfabetização era amplamente defendida por educadores. Embora alguns ainda resistam à mudança, muitos já reconhecem a necessidade de evolução. As crianças passavam horas praticando caligrafia, muitas vezes conseguindo belas letras, mas sem desenvolver plenamente a leitura e a escrita, atuando mais como copistas. Infelizmente, ainda hoje encontramos crianças nessa situação.
A letra cursiva apresenta um grau de dificuldade maior, exigindo da criança um esforço triplo: leitura, escrita e caligrafia. A letra “bastão”, ou “caixa alta”, facilita a reprodução devido ao seu formato mais distinto, evitando confusões comuns entre as crianças ao utilizarem letras cursivas e de imprensa minúscula (script). O uso da letra bastão no início da alfabetização visa acelerar o domínio da escrita. Quando a criança compreende essa combinação, ela naturalmente se interessará em escrever com letra cursiva, imitando o que vê, como a mãe fazendo uma lista de compras ou o irmão mais velho realizando deveres de casa.
É importante apresentar o alfabeto aos alunos nos quatro tipos de letras: bastão (maiúscula), script (minúscula), cursiva maiúscula e minúscula. A visualização e leitura de diferentes tipos de letras devem ser trabalhadas, utilizando a bastão apenas para a escrita.
Para introduzir a diversidade de tipos de letras no aprendizado da leitura, uma estratégia eficaz é permitir que os alunos manuseiem diversos escritos, tanto impressos quanto manuscritos. Perguntar-lhes onde na sociedade se encontram exemplos de cada tipo de escrita e pedir que classifiquem as letras segundo suas características gráficas pode ser uma prática enriquecedora. Isso não apenas lida com a diversidade de tipos de letras, mas também cria oportunidades para que os alunos ampliem seus conhecimentos sobre a natureza e os usos sociais da escrita no mundo letrado.
A DIFERENÇA NA APRENDIZAGEM INFANTIL DA EXPLORAÇÃO DA LETRA CURSIVA E DA LETRA “BASTÃO”
É fundamental entender por que as crianças aprendem primeiro a letra de fôrma em vez da cursiva, ao invés de apenas seguir a prática comum porque “dá certo”. De fato, a metodologia é eficaz, mas há razões específicas para essa preferência ser a melhor escolha.
Durante a fase inicial da alfabetização, a criança está desenvolvendo sua motricidade, e a letra de fôrma, também conhecida como “bastão”, é mais adequada para esse estágio. Os rabiscos começam a se transformar em letras, e a simplicidade das letras de fôrma facilita esse processo. As letras de fôrma são ideais porque cada caractere é individual e pode ser escrito separadamente. Em contraste, as letras cursivas exigem maior agilidade motora, pois são projetadas para tornar a escrita mais rápida, mas isso não se aplica às crianças que ainda estão aprimorando suas habilidades motoras.
As letras de fôrma, com seus traços simples e diretos, oferecem maior liberdade na escrita, enquanto as letras cursivas necessitam de uma organização maior e a habilidade de conectar uma letra à outra sem levantar o lápis do papel. Esse requisito de conexão contínua demanda um esforço motor mais complexo, que pode ser difícil para crianças em desenvolvimento.
Além disso, antes mesmo de serem alfabetizadas, as crianças já estão expostas às letras de imprensa em jornais, televisão, livros e gibis. Embora ainda não saibam ler, essas letras se fixam em sua memória visual, tornando a percepção da letra de fôrma mais rápida e fácil do que a da letra cursiva. No entanto, é importante introduzir a letra cursiva assim que a criança estiver confortável com a letra de fôrma. Ambas as formas podem coexistir sem problemas, pois o foco deve estar na leitura e na escrita como um meio de comunicação, independentemente do estilo de letra escolhido.
VANTAGENS DA EXPLORAÇÃO DA LETRA “BASTÃO”
Nos últimos anos, os institutos escolares foram impactados pelas inovações científicas e tecnológicas, o que levou à revisão e atualização das teorias sobre aprendizagem, desenvolvimento cognitivo, leitura, escrita e alfabetização. Apesar das dificuldades enfrentadas pelos alunos no processo de alfabetização, muitos ainda precisam aprender a ler e escrever em letra cursiva, uma prática que hoje é quase exclusiva do ambiente escolar e raramente encontrada no contexto social.
A questão de qual tipo de letra utilizar para alfabetizar de forma mais eficaz – “bastão” ou cursiva – é complexa e gera dúvidas entre os educadores. A EXPLORAÇÃO da letra “bastão” no início do processo de alfabetização proporciona várias vantagens às crianças: facilita o acesso rápido às mensagens da sociedade, melhora a discriminação dos sinais gráficos, é menos variável e requer um desenvolvimento motor menos avançado.
O objetivo da escola deve ser preparar cidadãos críticos e capazes de transformar a realidade para melhor. A proposta de alfabetização deve se ajustar às exigências do mundo atual, onde a letra de fôrma está presente em todos os aspectos da vida das crianças: livros, televisão, revistas, jornais, embalagens, rótulos e teclados de computador. A escola, muitas vezes, é o único lugar que ainda privilegia a escrita cursiva.
Dedicando tempo significativo ao treino do alfabeto cursivo, muitos educadores acabam desperdiçando um tempo que poderia ser melhor utilizado com atividades mais desafiadoras e que promovem um crescimento real para seus alunos. A insistência na grafia cursiva pode criar obstáculos desnecessários para as crianças que estão aprendendo a ler e escrever, podendo inibir seu progresso e até levar ao fracasso escolar.
Portanto, adotar a letra “bastão” na fase inicial da alfabetização não só facilita o aprendizado como também alinha o ensino com a realidade cotidiana das crianças, preparando-as de forma mais eficaz para o uso da linguagem escrita na vida real.
DA FACILIDADE AO ERRO NA ESCRITA
É comum encontrar alunos que, após a alfabetização – supostamente completa – ainda escrevem em letras de “bastão”. Em alguns casos, eles não compreendem a letra cursiva e têm dificuldade em identificar as letras de forma minúscula. Isso ocorre devido à crescente crítica ao ensino da letra cursiva, levando as crianças a serem instruídas apenas com o alfabeto em letras de bastão:
Figura 1: Alfabeto “Bastão” Maiúsculo

Fonte: Retirado do site https://educadorcriativo.wordpress.com,
acessado em 20/06/2016
Este equívoco não pode ocorrer. Como mencionado anteriormente, a criança precisa ter contato com o alfabeto nos quatro tipos de letras: maiúsculas e minúsculas de forma e cursiva. Não se pode, como professor de uma classe de alfabetização, utilizar a crítica à letra cursiva como justificativa para não expor os alunos aos diversos tipos de letras. A criança, ao ser alfabetizada, deve compreender as diferenças entre letras maiúsculas e minúsculas, pois seu uso adequado será avaliado mais tarde. Embora algumas escolas não exijam o conhecimento da letra cursiva e do alfabeto minúsculo, este é de suma importância. Afinal, como identificar o início de uma frase ou parágrafo, ou a letra maiúscula de substantivos próprios (como seu próprio nome, a cidade onde mora, o país)?
As letras minúsculas em “bastão” exigem da coordenação motora tanto quanto as letras cursivas. Portanto, não é necessário que a criança escreva em cursiva, mas sim que saiba discriminá-la visualmente e na leitura. A criança tem o direito de escrever com o tipo de letra que melhor se adequar ao longo de sua vida, desde que saiba ler os demais estilos e escreva com o traçado correto.
Apesar de as letras maiúsculas de forma serem mais fáceis de traçar, elas também possuem uma posição correta para o traçado: todas devem ser traçadas de cima para baixo. Isso precisa ser ensinado aos alunos e, às vezes, até mesmo aos professores.
Quadro 01 – Quadro construído com base no Quadro descritivo das características das letras cursiva e bastão

Fonte:(http://casa-humilde.blogspot.com.br/2012/11/letra-bastao-x-letra-cursiva.html), acessado em 07/09/2017.
Analisando o quadro, é possível observar que ambas possuem pontos positivos e negativos. Porém, vale ressaltar que não se deve antecipar o processo de ensino da escrita. Se exigirmos da criança que comece a escrever antes dela ter a maturidade cognitiva e motora necessárias, o resultado tende a ser frustração, o que pode comprometer o sucesso escolar futuro. Sendo assim, é necessário encontrar um meio termo sem abandonar os estímulos propostos pela escrita cursiva, mas aproveitando as vantagens apresentadas pelas letras de forma presentes no mundo da criança, objetivando o conhecimento dos usos e funções da escrita na sociedade.
A PASSAGEM DA LETRA BASTÃO PARA A LETRA CURSIVA
O traçado simples da letra bastão oferece maior liberdade na escrita, ao contrário da letra cursiva, que exige uma organização maior. A conexão contínua entre as letras cursivas dificulta o processo, pois anula a ação de tirar o lápis do papel e investir esforço na próxima letra, demandando um esforço motor maior.
Antes mesmo de serem alfabetizadas, as crianças já têm contato com letras de imprensa em jornais, televisão, livros e gibis. Embora não saibam ler, essas letras ficam gravadas na memória visual delas. Assim, a percepção da letra bastão é mais rápida e fácil do que a da letra cursiva. No entanto, a letra cursiva pode ser introduzida assim que a criança se habituar à letra bastão.
Ensinar a letra cursiva é um processo que requer cuidado, paciência e atenção para não estressar as crianças, que inicialmente podem estranhar bastante. O trabalho deve começar de forma lúdica. O professor deve ensinar cada letra individualmente, garantindo que a criança faça o movimento correto de cada letra. É importante que a criança sinta o movimento da letra em diferentes texturas, como tinta, lixa e areia.
No entanto, em vez de focar excessivamente no aprendizado da letra cursiva, os professores poderiam utilizar essa energia para outras atividades mais importantes e necessárias, como leituras, produção de textos, jogos, brincadeiras e músicas. As classes de alfabetização são a base para a vida escolar do aluno, e esta etapa deve ser encantadora e estimulante, para que a criança siga com entusiasmo sua jornada escolar.
Utilizar a letra bastão não deve ser apenas uma opção para facilitar a vida do professor, mas deve estar fundamentado na filosofia de ensinar pelo que é mais presente no mundo da criança, e não pelo que a sociedade exige. É essencial pensar no que é melhor para o aluno, e não apenas para os pais ou o coordenador pedagógico. O professor deve estar preparado para justificar o uso da letra bastão, pois certamente alguém questionará essa escolha.
A forma da letra de cada pessoa é muitas vezes determinada pela genética, e os filhos tendem a ter traços semelhantes aos dos pais ou avós. Assim, páginas de caligrafia podem ser inúteis se a criança tiver maior aptidão para escrever com letra bastão. O professor deve estar atento à maturidade do aluno, tanto cognitiva quanto motora. Para aprender a letra cursiva, o aluno precisa ter consciência espacial e uma coordenação motora suficientemente desenvolvida para enfrentar o desafio de desenhar letras.
É necessário valorizar cada etapa do processo de aprendizagem, incluindo a Educação Infantil, que não tem apenas o objetivo de desenvolver a sociabilidade do aluno, mas também de maximizar o desenvolvimento psicomotor e a relação simbologia/significado. A Educação Infantil deve ser uma preparação para a alfabetização.
Cabe ao professor garantir as estratégias mais eficientes para que o aluno explore ao máximo seu potencial. Com maturidade cognitiva e motora suficiente, o aluno poderá reconhecer simbolicamente e praticar qualquer das grafias oferecidas pela escola, explorando suas competências e habilidades pessoais.
Portanto, o processo deve começar com a letra de forma maiúscula, mas não deve ser exclusivo. Conhecimento nunca é demais, e sem forçar o aluno, ele acabará por escolher a escrita que prefere, fazendo dela parte integrante de sua IDENTIDADE.
Alguns estados americanos avaliaram que o mais importante é se concentrar no aprendizado das letras bastão (de forma). No Brasil, dentro da proposta construtivista, utilizamos a letra bastão para alfabetizar, pois ela é de fácil visualização e não exige movimentos mais complexos na hora da escrita. Segundo Emilia Ferreiro (apud Nova Escola, 1996, p. 11), começar a alfabetização com a letra bastão é uma tentativa de respeitar a sequência do desenvolvimento visual e motor da criança.
“O argumento dos defensores desta lei, que provocou polêmica nos Estados Unidos nas últimas semanas, é que hoje as crianças praticamente não necessitam mais escrever as letras com caneta ou lápis no papel. Seria mais importante elas aprenderem a digitar mais rapidamente, já que quase toda a comunicação acontece por meio de letras de forma nos celulares e computadores.” A criança moderna, que tem acesso a todo tipo de mídia e que lê e escreve no computador, precisa de conteúdos mais instigantes do que simples treinos de caligrafia. A sociedade já não exige mais que a pessoa tenha uma boa letra para escrever textos, já que tudo é feito no computador!
“As escolas devem decidir se pretendem ensinar letra cursiva, mas recomendamos que deixem de ensinar e se foquem em áreas mais importantes. Também seria desnecessário encomendar apostilas que ensinem letra cursiva”, diz um memorando do Departamento de Educação de Indiana.
Quanto tempo se perde na Educação Infantil com atividades de cobrir pontilhados e com cadernos de caligrafia que acabam estressando a criança e fazendo-a perder o estímulo de frequentar a escola.
A alfabetização não tem um início, meio ou fim. Ela não termina nunca. Tecnicamente alfabetizada está uma criança que já lê, compreende o que foi lido e pode se comunicar a partir de um bilhete. Ela não precisa conhecer as sílabas separadas, como reza a cartilha, que envolve um processo fragmentado. Nosso histórico no passado foi de fragmentação das disciplinas, o que chamamos de cartesianismo – ter uma linha contínua: começo, meio e fim, como se isso fosse possível. Devemos reconhecer que essa foi uma maneira de avançar nas ciências. O conhecimento foi recortado a partir da Filosofia, originando disciplinas como Psicologia e Sociologia. Fragmentava-se e transformava-se o conhecimento em departamentos e disciplinas para que isso fosse oferecido com a visão de um professor que sabe tudo e de um estudante que não sabe nada. Esta concepção permeava a alfabetização a partir da cartilha.
Portanto, o aprendizado da letra bastão ou da letra cursiva dependerá do esforço e empenho da criança e de seu educador. Alguns terão maior assimilação e outros talvez demorem um pouco mais. As técnicas empregadas viabilizam o progresso didático, respeitando-se o tempo e a hora de cada aluno.
A criança na Educação Infantil tem que brincar muito, desenhar, criar e recriar, precisa ter a sua curiosidade estimulada. A infância é o tempo de maior criatividade na vida de um ser humano. (Jean Piaget)
O USO DA LETRA CURSIVA E DA LETRA BASTÃO PARA ALFABETIZAR CRIANÇAS AUTISTAS
A inclusão da criança autista na sala de aula é fundamental para estimular suas capacidades e também para ensinar às outras crianças a lidar com as diferenças, promovendo adultos com menos preconceitos. César de Moraes, coordenador do Departamento de Psiquiatria da Infância e Adolescência da Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP), afirma: “Devemos lembrar também o que é definido na Constituição: todo cidadão tem direito à saúde e educação. Partindo dessa premissa, o autista é um cidadão e o processo educacional é o mesmo.” Fábio Oliveira, da Associação Brasileira de Assistência e Desenvolvimento Social (Abads), reforça essa visão.
Para contribuir efetivamente com esse processo, é essencial entender o que é o autismo. Segundo Francisco Baptista Assumpção Júnior, professor da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP), o autismo é um transtorno de desenvolvimento de base biológica que compromete a cognição (habilidades ligadas ao aprendizado, memória, percepção, entre outros atributos) e provoca alterações na sociabilidade, na linguagem e na capacidade imaginativa do indivíduo. Embora a causa ainda seja um mistério, acredita-se que fatores genéticos estejam envolvidos, além de aspectos ambientais como quadros infecciosos ou traumáticos.
A maioria das crianças autistas provavelmente precisará de muito treino para aprender a letra cursiva. Elas podem necessitar de ajuda física, de modelos e da fragmentação de cada parte das letras. Algumas podem precisar de linhas maiores no início ou de linhas que indiquem onde cada parte da letra deve ir (como cadernos pautados com linhas coloridas). E pode ser que algumas crianças nunca aprendam a escrever em cursiva, o que não deve ser visto como um problema principal. Se uma criança sabe ler e escrever, a escolha da letra é um detalhe refinado.
O foco sempre deve ser no que a criança precisa aprender. Se ela tem condições, podemos ensinar a letra cursiva. Se ela não apresenta condições motoras para aprendê-la, isso não prejudicará o aprendizado da língua. Hoje, a letra cursiva é usada quase que exclusivamente na escola, pois as pessoas se comunicam mais por meio de mensagens de computador ou celular. Portanto, ensinar a letra cursiva deve ser uma decisão bem pensada, considerando cada criança individualmente.
A ideia de ensinar a letra cursiva é para dar mais agilidade à escrita, mas isso não deve ser uma obrigatoriedade. Devemos considerar as dificuldades motoras que esses alunos apresentam, a demora em realizar as atividades e possíveis resistências. Uma série de análises deve ser feita para estimular a criança autista a entrar no mundo do aprendizado, seja pela escrita cursiva ou pela escrita bastão.
O ideal da educação não é aprender ao máximo, maximizar os resultados, mas é antes de tudo aprender a aprender, é aprender a se desenvolver e aprender a continuar a se desenvolver depois da escola.(Jean Piaget)
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Este texto tem como objetivo promover uma reflexão entre pais e educadores sobre a escrita das crianças, especialmente no que se refere ao tipo de letra utilizado e aos erros gráficos comuns no processo de alfabetização — temas recorrentes no cotidiano escolar. A discussão central não deve se restringir à escolha entre letra cursiva ou de imprensa, mas sim valorizar a função da escrita como forma de expressão, comunicação e registro de pensamentos, independentemente da grafia adotada.
A aprendizagem não é algo homogêneo ou automático — cada indivíduo possui seu próprio ritmo e facilidade em determinadas áreas. Isso não torna ninguém superior ou inferior, apenas reforça a beleza da diversidade humana e da educação, que se reinventa todos os dias.
Dessa forma, é essencial permitir que as crianças escrevam livremente, experimentando maneiras de registrar suas ideias. As intervenções pedagógicas devem acontecer com sensibilidade, corrigindo o necessário, mas sempre respeitando o momento de cada aluno.
O resultado de um trabalho realizado com dedicação e afeto é visível ao longo do tempo. O maior privilégio de um educador é poder acompanhar de perto o crescimento de seus alunos, celebrando conquistas, oferecendo apoio nas dificuldades e estando presente a cada passo da jornada.
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