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Resumo
INTRODUÇÃO
As Novas Tecnologias de Informação e Comunicação (NTICs) têm provocado profundas transformações em todos os setores da sociedade, especialmente na educação. A rápida expansão das NTICs — especialmente a Inteligência Artificial (IA) — está transformando o cenário educacional globalmente. Desde plataformas de aprendizagem adaptativa até apoio automático na gestão escolar, essas tecnologias remodelam as práticas pedagógicas, a interação professor-aluno e as demandas do mercado de trabalho, exigindo assim adaptações dos educadores, das instituições, dos estudantes e nas relações sociais.
O objetivo da pesquisa é analisar o impacto das NTICs na educação, destacando como são utilizadas nas escolas, seus benefícios e os desafios impostos, com atenção especial ao uso da IA na educação e na sociedade, apresentar dados estatísticos atualizados sobre a implantação e percepção da IA no ambiente educacional.
O estudo parte da premissa de que o uso adequado das NTICs pode promover a inclusão, melhorar a qualidade do ensino e contribuir para o desenvolvimento de competências do século XXI. Também impõe desafios éticos, técnicos e pedagógicos que merecem análise crítica, bem como gerar recomendações para políticas educacionais.
USO DAS NTICs NAS ESCOLAS
As escolas brasileiras têm incorporado tecnologias digitais progressivamente. Dados do IBGE apontam que mais de 90% dos lares já possuem internet, embora a infraestrutura escolar ainda seja desigual, com cerca de 6 milhões de domicílios sem acesso adequado. A escola pública, especialmente em zonas rurais, ainda enfrenta limitações estruturais e formação deficiente dos docentes. (Brasil, 2022).
As NTICs incluem ferramentas como plataformas digitais de aprendizagem, ambientes virtuais, aplicativos educacionais, recursos de realidade aumentada, inteligência artificial e big data. Segundo o Censo Escolar 2023, cerca de 92% das escolas públicas urbanas no Brasil têm acesso à internet, porém apenas 55% possuem laboratórios de informática em funcionamento (Brasil, 2024).
A presença das tecnologias nas escolas ainda é desigual. Enquanto escolas privadas contam com maior infraestrutura tecnológica, muitas instituições públicas enfrentam dificuldades de conectividade, formação docente e manutenção de equipamentos. A maioria dos professores relata falta de recursos tecnológicos, como computadores, TVs, projetores, impressoras e internet de qualidade.
A pandemia de COVID-19, entre 2020 e 2022, acelerou a digitalização do ensino, impulsionando o uso massivo de ambientes virtuais e consolidando o ensino híbrido como alternativa viável e complementar ao modelo presencial. Desde então, escolas e redes de ensino passaram a buscar soluções tecnológicas de forma mais sistemática, com foco na eficiência pedagógica e na redução das desigualdades educacionais.
É esperado que a escola precise se reinventar para garantir sua sobrevivência como instituição educacional. É fundamental que o professor adquira conhecimentos relacionados às tecnologias digitais da informação e comunicação, de modo que possa integrá-los de forma sistemática em sua prática pedagógica. A maneira como o docente aplica e media o uso do computador e das ferramentas multimídia em sala de aula depende, em parte, de sua compreensão sobre esse processo de transformação e de como ele se sente em relação a ele. Se o professor enxerga essas mudanças como algo positivo e que pode beneficiar seu trabalho, é mais provável que as incorpore de forma eficaz; por outro lado, se se sente ameaçado ou inseguro diante delas, sua adaptação pode ser mais difícil (Souza, et al. 2011).
A integração das NTICs deve estar ligada a uma proposta pedagógica que promova a autonomia do aluno, a aprendizagem ativa e o pensamento crítico. O uso de ferramentas digitais deve ir além da substituição do quadro negro ou dos livros físicos, promovendo novas formas de construção do conhecimento (Moran,2015).
Dados de uma pesquisa ampla com professores da educação básica do Brasil em 2024, abrangendo vários temas relevantes à profissão e ao profissional da educação, no quesito tecnologia a pesquisa mostrou que 41,1% dos professores classificam o acesso à tecnologia na escola como ótimo ou bom, 36,1% consideram regular, 45,7% responderam que, na escola em que lecionam, os professores e alunos possuem acesso à tecnologia (uso de computadores, internet, etc.). Entretanto, 7,0% responderam que ainda não há acesso à tecnologia, 39,2% dos professores sempre utilizam a tecnologia como ferramenta de ensino e 74,8% dos respondentes concordam parcial ou totalmente com o uso da tecnologia e inteligência artificial como ferramenta de ensino. (SEMESP, 2024).
BENEFÍCIO DAS NTIC NA EDUCAÇÃO
As NTICs facilitam a gestão escolar, o acompanhamento do desempenho dos estudantes e a formação continuada de professores. Souza (2025), menciona essa melhora na produção acadêmica:
Através da personalização da aprendizagem, como em sistemas adaptativos que melhoram desempenho em 30% dos estudantes, essas ferramentas baseadas em IA podem adaptar conteúdos ao ritmo e às necessidades de cada aluno. De acordo com a McKinsey & Company, escolas que implementam ferramentas de aprendizado personalizado baseadas em IA registraram um aumento de 30% no desempenho dos estudantes. Além disso, a mesma pesquisa revelou que 70% dos educadores acreditam que a IA pode personalizar a experiência de aprendizado para atender às necessidades individuais dos alunos (Souza, 2025. p. 23 ).
O Instituto Significare e a Universidade Tecnológica Federal do Paraná lançam estudo debatido na Bett Brasil 2025 de percepções de professores sobre o uso da Inteligência Artificial na sala de aula, identificou 69,4% dos professores têm conhecimento inicial sobre IA; apenas 1,9% se consideram especialistas. Enquanto 74,8% defendem o uso de IA no ensino, só 39,2% a aplicam sempre e 14,3% de fato usam ferramentas gerativas regularmente.( Significare/UTFPR, 2025).
Os professores, mais de 80%, reconhecem benefícios no uso da IA pela agilidade no planejamento e distribuição de materiais interativos. Segundo Tavares (2025):
Uma pesquisa inédita do Instituto Significare em parceria com a Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), que ouviu 346 professores de todos os estados brasileiros revelou que mais de 80% dos docentes reconhecem os benefícios da IA no ensino, sobretudo no planejamento de aulas e na produção de conteúdos mais dinâmicos e interativos. E mais de 60% já utilizam ferramentas generativas de IA para obter ideias, elaborar planos de aula e desenvolver materiais (Tavares, 2025. p. 34).
As possibilidades de acessibilidade ampliada, com tecnologias como reconhecimento de voz e legendagens que atendem estudantes com necessidades especiais permitem o acesso a conteúdo diversificado por meio da internet às pessoas de diferentes contextos sociais. Plataformas educacionais permitem maior interação entre alunos e professores, promovendo o trabalho em grupo e o engajamento, fortalecendo a colaboração e interatividade. Também amplia o Desenvolvimento de competências digitais que são essenciais para o mercado de trabalho atual, tais competências são fortalecidas com o uso consciente da tecnologia.
INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL NA ESCOLA E NA SOCIEDADE
A Inteligência Artificial tem sido incorporada ao campo educacional de diversas formas: sistemas de tutoria inteligente, análise de dados de desempenho, chatbots educativos e algoritmos de recomendação de conteúdo. Segundo relatório da UNESCO (2023), a IA pode contribuir para reduzir defasagens de aprendizagem e identificar dificuldades individuais em tempo real.
A inteligência artificial já não é o futuro, é a realidade presente nas salas de aula. Milhões de pessoas usam-na diariamente, um cenário de crescimento explosivo e de debates cruciais sobre o rumo da aprendizagem: 92% já utilizaram ferramentas de IA para apoiar seus estudos e 51% dos educadores da educação básica já adotaram IA nas suas práticas em 2024 (Magalhães, 2025).
A rápida e crescente incorporação das tecnologias na educação e na sociedade demonstram as mudanças de valores sociais e culturais vivenciados nos últimos anos. Segundo Lage e Marinho (2022):
Mesmo a escola sendo uma instituição fundamental para a nossa formação, as NTICs ainda se dissociam das rotinas das salas de aula brasileiras, apesar de percebermos um aumento no uso da internet nas atividades relacionadas à aprendizagem. Além disso, percebe-se que os aparelhos tecnológicos, principalmente os celulares, não eram vistos como ferramentas pedagógicas e sim como instrumentos voltados para o lazer ou busca de informações, das quais os estudantes alegam se dissociar do meio educacional. Acreditamos que a pandemia de COVID-19 tenha contribuído para a mudança deste cenário, já que tanto professores como estudantes passaram a incorporar as NTICs em suas rotinas de estudo. (Lage e Marinho, 2022. p. 25).
A Inteligência Artificial (IA) vem ganhando cada vez mais destaque na sociedade, graças à sua grande capacidade de processar grandes volumes de dados e identificar padrões. Na educação, essa tecnologia traz benefícios que vão desde a educação infantil até o ensino superior. A IA é utilizada em diversas áreas, desde a automação de processos administrativos até a personalização do ensino e a previsão de tendências acadêmicas. As principais formas de aplicar a IA na educação e na gestão educacional: Análise de dados acadêmicos, Personalização do ensino, Gestão financeira, Otimização dos horários escolares, Comunicação com pais e responsáveis, Melhoria da segurança (como biometria), Eficiência nos processos de matrícula e rematrícula, Análise preditiva para identificar tendências, Aprendizagem personalizada, Automatização de tarefas administrativas, Otimização de recursos (Dantas, 2025).
Alunos utilizam a IA primariamente para explicar conceitos complexos, resumir artigos longos, obter ideias para pesquisas e aprimorar a qualidade de seus textos. Os professores, por sua vez, recorrem à tecnologia para otimizar o planejamento de aulas, automatizar tarefas administrativas e desenvolver materiais didáticos. Em ambos os casos, a busca é por eficiência e otimização de tarefas existentes. (Magalhães, 2025).
BENEFÍCIOS E DESAFIOS DA IA
Nos últimos anos houve um aumento significativo no uso de ferramentas de Inteligência Artificial (IA) por estudantes do ensino superior. Uma pesquisa da Associação Brasileira de Mantenedoras do Ensino Superior (Abmes), em parceria com a Educa Insights, que ouviu 300 estudantes das cinco regiões do país, apontou que 71% dos entrevistados utilizam IA frequentemente, com 29% usando-a diariamente e 42% semanalmente ou seja, Sete a cada dez estudantes usam IA na rotina de estudos. No ensino básico, em 2024, o uso de IA generativa subiu de 37% para 75% entre 2023 e 2024, com 77% dos adolescentes usando.
Os estudantes mencionam ganhos com o uso das novas tecnologias de informação e comunicação: 53% dizem que conseguem aprender com flexibilidade de dias e horários, 50% consideram ter acesso ao conteúdo atualizado e 49% encontram resolução rápida às dúvidas. Já os principais desafios na utilização de IA na educação mencionados pelos entrevistados, 52% mencionam a falta de interação humana, 49% a dependência excessiva em tecnologias que podem falhar ou ficar obsoletas rapidamente e 41% a possibilidade de erros nas avaliações e correções realizadas por inteligências artificiais (Tokarnia, 2024).
Uma pesquisa inédita sobre o Perfil e Desafios dos Professores da Educação Básica no Brasil, realizada no período de 18 a 31 de março de 2024, com a participação de 444 docentes dos ensinos infantil ao médio, das redes privada e pública (municipal, estadual e federal), de todas as regiões do país revelou que os professores com mais de 10 anos de experiência perceberam várias mudanças quanto ao uso da tecnologia nas atividades escolares. Os principais aspectos positivos foram: maior acesso às tecnologias, o acesso à informação é mais rápido, a aprendizagem é mais dinâmica. Os pontos negativos também foram citados: alunos mais dispersos, escolas que ainda não possuem estrutura tecnológica adequada, dificuldade dos docentes em acompanhar a evolução da tecnologia e falta de capacitação para os professores. (SEMESP, 2024).
Alguns desafios como a falta de infraestrutura e o acesso desigual ainda são enfrentados. Mesmo com a alta no uso de internet nas residências, a infraestrutura nas escolas, especialmente em áreas vulneráveis, ainda é frágil, limitando o uso eficaz das NTICs. A IA pode ampliar desigualdades em contextos com baixo acesso à tecnologia (Silva & Almeida, 2022).
Para Gomes, 2025:
É fundamental destacar que cabe aos formuladores de políticas públicas e às instituições de ensino garantir a incorporação das novas tecnologias no processo educacional. Ainda se observa, em grande parte dos casos, uma omissão quanto ao uso dessas ferramentas em sala de aula, transferindo exclusivamente ao professor a responsabilidade por lidar com a nova realidade educacional imposta pelas tecnologias de IA. A garantia de acesso, a oferta de formação continuada e a disponibilização de diretrizes concretas sobre o uso da IA no contexto acadêmico são necessidades urgentes para viabilizar uma adoção coordenada e benéfica dessas ferramentas na educação. (Gomes, 2025. p. 43)
ÉTICA E ORIGINALIDADE NOS IMPACTOS DAS NTIC
Pesquisa feita pela Ipsos e o Google com 21 mil pessoas em 21 países mostrou que em 2024 o Brasil ficou acima da média global no uso de inteligência artificial (IA), com 54% dos brasileiros relatando que utilizaram IA generativa enquanto a média global ficou em 48%. A IA generativa é a que cria conteúdos como imagens, músicas e textos.Pelo menos 60% dos brasileiros acreditam que a IA traz uma maior expectativa de ganhos, prevendo que haja aumento nos empregos.
A pesquisa indica que os brasileiros veem a IA como uma força transformadora em diversos setores, com destaque para a ciência (80%), medicina (77%), agricultura (74%) e segurança cibernética (67%). Já 64% da população brasileira acredita que os benefícios da inovação, seja na ciência ou na medicina, superam os riscos dos avanços da IA. As áreas que facilitam a vida cotidiana são apontadas com entusiasmo e destaques para a busca por informações online (81%), a assistência pessoal (76%) e o apoio aos estudos (74%). Além disso, há um consenso sobre a importância de ferramentas como assistentes de escrita (85%) e tradutores (89%). Três a cada quatro brasileiros entrevistados (78%) afirmam utilizar IA no trabalho e 88% dos entrevistados consideram essencial o uso da IA para lidar com informações complexas e encontrar soluções inovadoras para os desafios do negócio (Albuquerque, 2025).
A vulnerabilidade à privacidade de dados pessoais que são gerados, coletados e analisados em uma escala sem precedentes expõe o uso de algoritmos, a coleta e análise de grandes volumes de dados pessoais. A regulação ainda é insuficiente, o PL 2338/2023 prevê estrutura regulatória nacional, com foco em ética, transparência e proteção de dados — incluindo na educação — mas sua implementação ainda está em fase inicial.
A transformação digital e a explosão do uso de dispositivos inteligentes e a popularização das redes sociais moldaram um ambiente desumano, principalmente nas escolas, comprometendo a dimensão humana da relação professor-aluno pelo uso excessivo da IA. A Lei de Restrição ao uso do celular nas escolas entrou em vigor em 2025, Lei nº 15.100/2025, e restringe o uso de celulares nas escolas. Cabe a cada uma das redes de ensino e escolas, públicas e privadas, definirem suas próprias estratégias de implementação até o início do ano letivo.
A legislação surge em resposta ao crescente debate sobre o uso desses aparelhos nas escolas, que gera grande preocupação a especialistas e à população em geral, devido aos impactos negativos no aprendizado, na concentração e na saúde mental dos jovens. A lei não proíbe totalmente o uso de celulares, mas restringe seu uso durante aulas, recreios e intervalos, para que os alunos possam se concentrar nas atividades diárias e interagir com outras pessoas. O uso ainda é permitido para fins pedagógicos com autorização do professor e para casos de acessibilidade, saúde e segurança. A medida visa salvaguardar a saúde mental, física e psíquica de crianças e adolescentes, promovendo um ambiente escolar mais saudável e equilibrado. (Brasil, 2025)
As NTIC têm ampliado o acesso à informação, democratizando o conhecimento e transformado o mercado de trabalho. A IA, por sua vez, traz impactos ainda mais amplos, com automação de tarefas, mudanças em profissões e a criação de novas ocupações.
No entanto, essas tecnologias também impõem desafios éticos e sociais, como a manipulação de informações, o uso de algoritmos enviesados e a vigilância digital. A formação cidadã, crítica e ética se torna essencial para que os indivíduos possam compreender e atuar de forma responsável nesse novo cenário. Alguns desafios são permanentes e apontam a falta de capacitação ou infraestrutura, a preocupação com as questões éticas como dependência excessiva, plágio e diminuição do pensamento crítico, a falta de interação humana e o risco de desigualdade com a ausência de políticas inclusivas como agravante na exclusão digital. Para Niskier, 2024:
A introdução da IA na educação superior não está isenta de desafios. A falta de interação humana é uma preocupação para 52% dos estudantes, enquanto 49% apontam para uma dependência excessiva de tecnologias passíveis de falhas e desatualizações. Esses são alertas importantes para as IES: é necessário investir em tecnologia, mas sem perder de vista o valor das relações humanas e da constante atualização tecnológica. (Niskier, 2024. p. 28 ).
Os números são alarmantes quando se trata do impacto da tecnologia na saúde mental dos jovens brasileiros. Pesquisas mostram que 43,5% dos brasileiros que passam mais de três horas diárias nas redes sociais possuem o diagnóstico de ansiedade. Além disso, jovens que dedicam esse tempo às plataformas digitais têm 30% mais probabilidade de desenvolver quadros depressivos. Pesquisa da Universidade de São Paulo, a USP, a tecnologia aumentou a ansiedade em 70% dos jovens Brasileiros.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
As Novas Tecnologias de Informação e Comunicação estão transformando profundamente a educação. Seu uso nas escolas pode representar avanços significativos, desde que acompanhado de políticas públicas que garantam infraestrutura, formação docente e inclusão digital.
A Inteligência Artificial, em especial, traz oportunidades únicas para personalizar o ensino e melhorar os resultados educacionais, mas também exige atenção às questões éticas, sociais e pedagógicas.
A adoção das NTICs e da IA no ensino representa um paradigma com enorme potencial para personalizar o aprendizado, apoiar educadores e democratizar o acesso ao conhecimento. Os dados mostram adoção crescente, mas também se limitam por déficits de infraestrutura, capacitação e regulamentação.
Para que essa revolução das novas tecnologias de informação e comunicação aconteça com qualidade e eficiência é necessário investir em infraestrutura digital nas escolas (internet, equipamentos), promover programas sistemáticos de formação continuada para professores, estabelecer diretrizes éticas e curriculares sobre o uso da IA, integrar competências digitais e pensamento computacional ao currículo básico, fomentar parcerias entre governos, universidades e iniciativa privada.
Esses passos são essenciais para transformar a educação atual, preparando alunos para um futuro no qual saber conviver criticamente com IA será tão importante quanto saber ler e escrever. O potencial das NTICs na educação só será plenamente alcançado se houver investimento contínuo, planejamento estratégico e compromisso com a equidade. Também a educação deve preparar os estudantes não apenas para o uso técnico das ferramentas, mas para refletir sobre seus impactos sociais e culturais.
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