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Resumo
INTRODUÇÃO
O histórico do problema a ser estudado, é sobre a indolência docente, a maneira de interpretar esse que é o tema do artigo, tem seus fundamentos na letargia, conforme o Houaiss, (2011, p. 583) é um estado de profunda e prolongada inconciência, apatia e desinteresse. Assim, a indolência docente é um estado de colapso funcional que pode afetar a qualquer professor, seja o mais experiente ou não, conforme Zoubaref, (2025, n.p):
O profissional júnior está no início da carreira. Com até dois anos de experiência na área, ele ainda está construindo sua base técnica e aprendendo a se adaptar às rotinas corporativas. Com experiência entre dois e cinco anos, o profissional pleno já executa suas atividades com mais autonomia. Ele entende os processos, sabe resolver problemas cotidianos e pode até liderar pequenas iniciativas ou orientar colegas menos experientes. O nível sênior é ocupado por profissionais com ampla bagagem: entre 5 e 10 anos de experiência, geralmente. Além do conhecimento técnico aprofundado, esse profissional tem um papel importante no planejamento e nos resultados do time. (Zoubaref, 2025, n.p) griffo nosso
Indolência docente pode ser um momento passageiro na vida do professor que foi acometido no andamento da profissão, podendo ocorrer mesmo sem este perceber tal estado que está inserido. Pode ser a ausência de dor, pela falta de alicerce cultural quando se perde o outro para a lacuna de conhecimento. É vivenciar o processo educacional de forma indiferente, apática, distante mesmo sendo protagonista na arte de ensinar; a falta de disposição no corpo, na alma e no espírito, sendo que que o professor é o referencial na sala aula agindo de modo preguiçoso e insensível as ignorâncias alheias.
Caracteriza-se quando o professor trabalha sem ânimo, apático frente aos aspectos educacionais, estando diretamente ligada a forma como o professor desempenha o seu papel, suas atribuições, de forma relaxada, negligente e desleixada. Se dá por falta de um exame minucioso das atividades desenvolvidas durante o processo educacional, provocando acomodação, desmotivação, desinteresse em continuar melhorando na carreira profissional, por parte do professor que não é avaliado por competência, apenas por titulação, que não tem o seu trabalho e conduta auditado.
Se na escola da vida, o docente tenha sido instruído a mover-se, sem esperar que se movam por ele, a sua visão terá um sentido; caso contrário, teve na sua formação tudo ao seu alcance, sem a necessidade de buscar, de conquistar, de competir frente as intempéries da vida, a sua visão será completamente diferente, o que pode ser uma porta aberta para a indolência se instalar na vida profissional e pessoal. A relevância da indolência docente, sendo essa questão problema do artigo no contexto educacional tem extrema importância pois, esse formador influenciará ou não de forma significativa a vida profissional do discente.
O alcance do artigo será especificamente a professores de duas Escolas Técnicas Estaduais de São Paulo (ETECs), situadas na zona leste de São Paulo. A importância da problemática de pesquisa para a área temática escolhida, dependerá do acolhimento docente frente ao assunto. As razões que estimularam o desenvolvimento do estudo foi devido a reflexão e revisão da atividade exercida nas escolas e sua influência na vida discente. E o objetivo do artigo é diferenciar o trabalho do professor dinâmico do indolente. O anseio por provocar o pensar, o desejar e o repensar sobre o trabalho docente atual que propiciou a escolha do tema e do objeto de estudo.
A delimitação do tema é se o professor exerce com dinamismo o seu trabalho no ensino técnico. Dessa forma fica esclarecida a abordagem a ser tratada no tema e o campo de abrangência da pesquisa é a performance do professor durante o período de aula. Não se pode esquecer de esclarecer o que significa dinâmico e indolente, sendo necessário entender, perceber a diferença do professor dinâmico e do professor indolente; caso não seja feita essa distinção, corre-se o risco de colocar ambos na mesma prateleira. O que não contribui para a reflexão proposta.
Segundo Houaiss, (2011, p. 305) dinâmico é um adjetivo masculino relativo ao movimento, que se modifica continuamente, que evolui, ativo e ágil. Palavra de origem grega que significa forte, potente e eficaz. Já indolente, conforme o Houaiss, (2011, p. 532) é um adjetivo de dois gêneros, que age de modo preguiçoso, lento, apático, indiferente e insensível. Sua etimologia é do latim que significa insensível à dor.
PROFESSOR DINÂMICO
É aquele que se modifica continuamente e esse modificar-se aborda não ficar preso apenas na formação acadêmica inicial; dinâmico porque evolui, evolui o desenvolver os pensamentos, os sentimentos as emoções, de forma automática está se desenvolvendo intelectualmente e estrategicamente.
Ativo porque exerce ação, ou seja, não fica inerte frente a uma situação, participa, coloca intensidade na ação de ensinar; ágil porque pensa de forma rápida, raciocina, não é moroso em seus pensamentos e juízos, se move com rapidez sem esperar por comandos, conforme (Teles & Fausto, 2025, p. 1) “nesse contexto, ao ler os anúncios diários na seção de empregos dos classificados, observamos que uma das qualidades mais exigidas pelos mesmos é o dinamismo do professor.”
O dinamismo não lhe permite se tragado pela letargia, ou seja, a incapacidade de reagir a situações adversas, por essa razão está um passo à frente dos demais, embora também sofra com as adversidades da vida de forma geral. Sendo dinâmico, o professor rompe com o emburrecimento pedagógico que no ofício do magistério de acordo com (Houaiss, 2011, p. 305), na arte de ensinar, no instruir, ao mostrar um caminho ou indicando uma direção.
Dessa forma, ele quebra elos que naturalmente ao longo da profissão o professor vai conectando devido ao ego docente, seja pela personalidade do professor, suas experiências adquiridas na vida, devido os longos anos de capacitações, formações pedagógicas e achar que sabe de tudo, sendo também pela função de controle, liderança, exposição ou admiração das pessoas pela pessoa do professor. É perigoso, mas que surge de forma natural, pelo fato de o professor ser um ser humano de carne e osso, mas que pode afetar a vida docente se este não for resolvido com seus pensamentos, sentimentos e suas emoções, consigo mesmo e sabedor da vocação a qual foi escolhido.
Embora seja óbvio, mas a sociedade não sabe, que não tem receita para ser um professor dinâmico, na matriz curricular do curso de licenciatura em pedagogia, não tem uma disciplina específica para ensinar o aluno a ser dinâmico, o professor não se torna dinâmico, ele nasce, está diretamente ligado a sua personalidade, assim como não escolhe, ele é escolhido pela educação para ser professor.
Embora, Araújo & Purificação (2021, p. 2) questionem:
Aqueles que continuam apaixonados pela profissão, permanecem por falta de oportunidade em outros mercados, ou pela vocação, que é uma justificativa muito utilizada pelos responsáveis pelas leis educacionais para explicar a falta de reconhecimento. Procura-se associar o trabalho do professor a uma atividade celestial, que deve ser realizada por amor, sem pensar em compensação social ou financeira. Como se o professor fosse um beato obrigado a ter voto de pobreza e “castidade social. (Araújo & Purificação, 2021, p. 2)
É imprescindível que o trabalho do professor seja reconhecido financeiramente, respeitado como tal pela sociedade em geral, e inclui governo federal, estadual e municipal, sem esquecermos da família, pois tem um papel preponderante na questão de respeito pelo trabalho alheio, caso contrário não existirá o interesse e muito menos respeito pela profissão.
Conforme, Ratier & Salla (2025, p.1):
Sim, o professor é fundamental para a sociedade e exerce um trabalho importante, nobre, gratificante e de muita responsabilidade. Mas, não, obrigado, não queremos ir para a sala de aula. É isso que diz a maior parte dos jovens brasileiros hoje. O trabalho é mal remunerado e o docente é confrontado pelos alunos, esquecido pelo governo e desvalorizado pela sociedade. Na pesquisa da Fundação Victor Civita (FVC) e da Fundação Carlos Chagas (FCC), apenas 2% dos estudantes do terceiro ano apontaram a Pedagogia ou algum tipo de Licenciatura como primeira opção de carreira. (Ratier & Salla, 2025, p. 1)
Sem remuneração condizente, não tem vocação que resista as exigências da vida cotidiana e agrava se o professor tiver família constituída, não resistirá as pressões internas e externas da vida diária. A força do dinamismo como características de um professor, encontra meios para conseguir superar adversidades como a financeira, a emocional, a psicológica e uma interminável lista desventuras que são impostas ao magistério, a arte de ensinar.
Teles & Fausto (2025 apud Knight, 2002, p.2) prossegue:
Definindo os conceitos de competência, confiabilidade e dinamismo. Segundo a autora, dinamismo focaliza a paixão do professor pela profissão e seu entusiasmo na sala de aula; também está relacionado com suas habilidades de apresentação, que envolve seus conhecimentos de didática. Ela afirma que o professor dinâmico é confiante, articulado e animado. Ele muda o ritmo da aula usando uma variedade de estratégias de ensino. Por fim, ela relaciona carisma, energia e talento ao professor dinâmico. Como podemos observar, Knight associa dinamismo a conceitos bem diferentes entre si, confirmando nossa hipótese inicial de que o adjetivo dinâmico é um umbrella term, ou seja, engloba todas as qualidades necessárias para a formação do educador. (Teles & Fausto, 2025, p. 2)
Completando, o professor dinâmico faz a leitura do tempo, que consiste em perceber qual a atmosfera, a temperatura, o estado de espírito da sala; se atenta em quais condições o alunato conforme (Aulete, 2025, p. 91) está e o que melhor ofertar como conhecimento; podendo ser, um ouvir, um acolher ou apenas um orientar. Dessa forma, o professor poderá e terá condições de ofertar uma aula que seja usufruída e não sofrida por aqueles presentes.
PROFESSOR INDOLENTE
Professor indolente é um trabalhador, exerce a função, cumpre com os compromissos, não age fora dos padrões de uma pessoa responsável, mas com nível insuficiente de vitalidade que a docência exige; não se envolvendo no processo educacional e nesse período está professor, não o é de fato. Uma observação em relação ao professor indolente, por não ser propositivo, não compreende que estudar pressupõe esforço, vontade, vida, esmero, força, vigor, pensamento concreto de que está difícil a conquista, mas que se esforçando conseguirá. Sendo necessário que o professor seja o protagonista na aula, com o intuito de provocar o aluno a participar, aprender, conhecer e dessa forma, fazer que os demais (sala) se prontifiquem espontaneamente fazendo a aula acontecer, contribuindo assim com o processo de ensino aprendizagem.
Por sua indolência, esse professor não consegue passar a sua plateia, seus espectadores que se dispôs a ouvi-lo, a ideia de que estudar, exige tais qualidades, como ele conseguirá provocar o seu aluno a estudar, esmerar-se, esforçar-se, se ele mesmo na sua prática não tem diligência, ambição, vida, capricho, entusiasmo, potência, por tais predicados não acredita que conquistará mesmo com dificuldade. Infelizmente, nem mesmo senso crítico demonstra.
Conforme Varela (2007, p. 75):
Sendo assim, um indivíduo crítico tende a demonstrar as seguintes características gerais: atitude de constante curiosidade intelectual e questionamento, habilidade de pensar logicamente, habilidade de perceber a estrutura de argumentos em linguagem natural, perspicácia (isto é, tendência a perceber além do que é dito explicitamente, desenvolvendo as ideias subentendidas), consciência pragmática, reconhecimento e apreciação de usos práticos da linguagem como meio de realizar objetivos e de influenciar outros, caracterização de questões de fato, questões de valor e questões conceituais, habilidade de penetrar até o cerne de um debate, avaliando a coerência de posições e levantando questões que possam esclarecer a problemática. (Varela, 2007, p. 75)
O processo de ensino exige que o professor seja um negociador, nessa linha de pensamento (Mery, 2016, p. 11) diz que, a imagem do negociador tem se tornado cada vez mais importante, em tempos de crise, nos mais diversos setores da sociedade. Saber lidar com as pressões durante uma negociação exige preparo, tanto no nível técnico quanto no nível psicológico. Estrategista conforme (Houaiss, 2011, p. 402), sobretudo em relação a sua postura frente a uma sala de aula com alunos de um determinado ano escolar, pois a sua atitude será o leme que direcionará o andamento, interferindo ou não, no processo de desenvolvimento discente em sala de aula.
ANÁLISE
Tratar sobre a indolência docente no ensino técnico profissional é um tanto que complexo, tendo em vista a significância do problema no contexto educacional, por não ser discutido se influencia ou não o desenvolvimento discente.
Facilita a análise sobre a performance docente indo de encontro com o que diz, (Varela, 2007, p. 75) um indivíduo capaz de analisar e discutir informações, inteligente e racionalmente, sem aceitar, de forma automática, suas próprias opiniões ou opiniões alheias, é um indivíduo dotado de senso crítico.
Acreditando que professores tanto o dinâmico quanto o indolente, sejam indivíduos capazes de analisar e discutir informações, inteligente e racionalmente, que não aceitam, de forma automática, suas próprias opiniões ou alheias, são indivíduos dotados de senso crítico. Então por qual motivo discutir sobre a indolência docente?
Por ser um assunto intrigante, que desperta a curiosidade, que surpreende, que faz querer entender se a indolência docente, se o formador (professor) influência ou não no aprendizado discente de forma significativa, a ponto de haver conflitos. Discutir para diferenciar o trabalho do professor dinâmico do indolente; provocando o pensar, o desejar e o repensar sobre o trabalho docente contemporâneo. Enfim, fazer uma análise se o professor exerce com dinamismo o seu trabalho no ensino técnico.
De acordo com Teles & Fausto (2025, p. 7):
A criatividade é a característica mais diretamente relacionada a dinamismo, tanto para alunos quanto para professores. Exige-se do professor dinâmico a capacidade de inventar, criar, trazer o novo e a surpresa para a sala de aula; logo após criatividade e didática, os adjetivos em questão são os mais relacionados ao dinamismo. Os conceitos de carisma e talento tem muito em comum, uma vez que ambos remetem a características da personalidade das pessoas. Acreditamos que ainda esteja presente nos alunos e professores a idealização do professor que tem talento para lecionar, que nasceu para ser professor. (Teles & Fausto, 2025, p. 7)
Por esse prisma conforme citado acima, a indolência não tem espaço, pois o professor estará ocupado em usar a sua mente para criar, inventar, trazer o novo e a surpresa para a sala de aula. A discussão vale por conta de justamente não se tocar no assunto, mas vivermos com ele no dia a dia docente, seja por conveniência, por não estou nem ai, vou cuidar do meu problema cada um que se cuide. Por fim, vivemos uma educação profissional pautada no egoísmo e não no altruísmo.
Por conta das características do indolente, sujeito que vive com a falta de disposição física e muitas vezes moral, submisso a morosidade, dependente do ócio, adepto à preguiça generalizada, negligente quanto a suas responsabilidades docente e provido de uma indiferença a tudo que se refere ao seu trabalho, conforme Borba, et al. (2015 apud, Lopes & Pontes, 2009; Silveira, Enumo, & Batista, 2014):
A atividade docente tem sido alvo de muitas investigações, visto que no cotidiano de trabalho do professor estão presentes estressores psicossociais relacionados tanto à natureza de sua função, quanto ao contexto institucional e social em que estão inseridos. Esta pode vir a ser uma porta de entrada para doenças que afetam o desenvolvimento do trabalho docente. (Borba, et al., 2015, p. 271)
O dinamismo pode vir a ser uma medida de proteção a saúde docente contra as doenças do trabalho. Não é uma regra, mas se a escola, os alunos, o componente curricular, os colegas de trabalho, a instituição terem a capacidade de ligar, de unir propósitos que são de acordo com o que o professor acredita, este estabelecerá um vínculo, seja emocional, de afetividade e não somente profissional.
Isto contribui para o melhor desenvolvimento do trabalho docente, impactando no dinamismo e na indolência docente, automaticamente este terá uma saúde ocupacional melhor. Vínculos estabelecidos por professores com a escola e o trabalho são fundamentais para o desempenho e a satisfação profissional. Um ambiente de trabalho, no caso escolar, a qualidade das relações interpessoais é crucial para a satisfação no trabalho.
A relação da saúde docente com a indolência tem aspectos que traz o pensamento de mudança de comportamento e pensamento atitudinal. Para que o docente não adoeça devido às adversidades do mundo do trabalho, é preciso alguns ingredientes, conforme Mery, (2016, p. 31) diz: que não existe receita milagrosa para se tornar um bom negociador. No entanto, os melhores negociadores têm em comum competências e habilidades que constituem os pontos fortes para o cumprimento de sua missão.
Para que o professor não se renda e seja classificado como indolente na profissão docente, se faz necessário algumas qualidades, caso ele não as tenha, deverá desenvolvê-las, conforme Mery, (2016, p. 32) menciona:
A primeira virtude é, sem sombra de dúvida, a empatia – ou a capacidade de se colocar no lugar do interlocutor para entender os sentimentos e as emoções que o afetam;… O autocontrole é fundamental para manter o vínculo e agir com lucidez; … a humildade, em negociação, muitas vezes se traduz da seguinte maneira: ‘Ego posto de lado, negócio fechado’; … criatividade, pois nunca existe, absolutamente, uma única solução para um problema. Compete ao negociador encontrar soluções inovadoras para enfrentar a complexidade;… resiliência é a capacidade de suportar as atribuições e dificuldades que atrapalham o seguimento da vida ou, mais especificamente, das negociações;… fluência verbal, vocabulário rico, entonação harmoniosa, preocupação com o uso da palavra exata e boa dicção são os dispositivos da fluência verbal;… intuição, precisamente como a criatividade, a intuição também tem base na experiencia;… lógica, algumas negociações são complexas por causa de sua natureza técnica;… (Mery, 2016, pp. 32 – 36) grifo nosso
O alicerce ou uma forma, receita ou ingrediente para ser professor, não temos, mas refletiremos no que se faz necessário observar nessa composição, embora (Iza, et al., 2014, p. 276) diz que, pode-se dizer que “ser-professor(a)” é uma construção angariada no decorrer de um longo processo, pois é preciso tempo para assimilar a formação, para aprender como agir, para tomar decisões e principalmente para se reconhecer como um formador das futuras gerações.
Ser professor exige e está inserido um processo contínuo, longo e sobre tudo a pessoa se consolida como professor, tornando-se consistente em sua performance docente, mas necessita conforme Mery, (2016, p. 36), da criação de um ambiente propício como pano de fundo é essencial para o êxito de sua missão. Para isso, contribuem quatro fatores importantes: o condicionamento, o otimismo, a dissociação e o espírito de equipe.
O condicionamento implica a crença no sucesso, mesmo quando ninguém mais tem esperança de alcançá-lo. O otimismo, ser otimista é acreditar na espécie humana. A dissociação, toda situação de grande desafio redunda em forte envolvimento pessoal. O espirito de equipe, nem os maratonistas correm sozinhos: é um trabalho de equipe do começo ao fim. (Mery, 2016, pp. 36-39) grifo nosso
O professor colapsado pela indolência, não consegue desenvolver um trabalho onde provoque admiração, saudade e sobretudo aprendizado nos alunos. Por não estar condicionado a crer no sucesso, por não ser otimista, acaba por não acreditar mais no ser humano, pela dissociação, isso quer dizer, o nível de envolvimento pessoal com o aprendizado, acaba por querer levar o mundo em suas costas, por não saber trabalhar em equipe.
Por outro lado, o professor dinâmico continua se modificando consecutivamente, exerce a liberdade de aprender de forma espontânea, tornando-se ainda mais dinâmico por conta da evolução obtida de forma automática, se desenvolvendo intelectualmente e estrategicamente, pois sabe, por quais caminhos percorrer no campo da docência.
METODOLOGIA
A metodologia adotada combinou as diferentes abordagens: bibliográfica, descritiva, quantitativa e qualitativa; onde foram analisados textos relacionados ao tema do artigo e do objeto de estudo, que deram a sustentação teórica para a escrita aproximando do tema e seu objeto de estudo; a pesquisa bibliográfica, Costa, (2011, p. 34 – 35) sendo realizada em livros acadêmicos sobre o assunto da pesquisa, revistas, artigos de periódicos científicos, etc. Juntando a uma pesquisa descritiva que procura conhecer e interpretar a realidade, sem nela interferir para modificá-la. Rudio, (2015, p. 71) pois, descrever é narrar o que acontece, a pesquisa descritiva está interessada em descobrir e observar fenômenos, procurando descrevê-lo, classificá-los e interpretá-los.
Para êxito na pesquisa buscar-se-á, conforme Vieira, (2009, p.5):
Na pesquisa quantitativa, as informações são de natureza numérica. O pesquisador busca classificar, ordenar ou medir as variáveis para apresentar estatísticas, comparar grupos ou estabelecer associações. O conhecimento obtido é generalizável, ou seja, é possível estender, com certa margem de erro, o resultado da pesquisa para toda a população de onde proveio a amostra. Na pesquisa qualitativa, o pesquisador busca, basicamente, levantar as opiniões, as crenças, o significado das coisas nas palavras dos participantes da pesquisa. Para isso, procura interagir com as pessoas, mantendo a neutralidade. A pesquisa qualitativa não é generalizável, mas exploratória, no sentido de buscar conhecimento para uma questão sobre a qual as informações disponíveis são, ainda, insuficientes. A pesquisa qualitativa mostra as opiniões, as atitudes e os hábitos de pequenos grupos, selecionados de acordo com perfis determinados. (Vieira, 2009, p. 5, grifo nosso)
Para a coleta de dados, elaborado um questionário por meio do Google Forms, ferramenta que permite criar e gerenciar formulários online, disponível do dia 23 de junho até dia 07 de julho onde o professor (a), pode responder o questionário com 12 perguntas, aplicado com o objetivo de provocar a reflexão sobre a indolência docente no ensino técnico.
RESULTADOS E DISCUSSÃO
O resultado da pesquisa foi obtido em decorrência da pesquisa bibliográfica, descritiva, quantitativa e qualitativa, onde foram analisados textos relacionados ao tema do artigo e do objeto de estudo. Utilizado Google Forms, ferramenta que permite criar e gerenciar formulários online. Para coleta de dados foi elaborado um questionário que ficou disponível por 15 dias, do dia 23 de junho até dia 07 de julho, sendo esclarecido o conceito de indolência e levado a responder a 12 perguntas com o objetivo de provocar a reflexão sobre a indolência docente no ensino técnico, abordando percepções e experiências de professores e os resultados seguem:
57 respondentes: 49 (86%) são professores, 8 (14%) “estão” professores.
Faixa etária: 5 (8,8%) têm 20-29 anos; 22 (38,6%) têm 40-49 anos; 19 (33,3%) têm 50-59 anos.
36 (63,2%) acham que ser professor é bom; 19 (33,3%) acham ótimo; 2 (3,5%) acham ruim.
34 (59,6%) consideram a docência uma vocação; 52 (91,2%) escolheram ser professores.
29 (50,9%) não sabiam o que é indolência; 44 (77,2%) acreditam que professores têm problemas com indolência.
30 (52,6%) vivenciaram indolência por curto período; 31 (54,4%) estão satisfeitos com o resultado do trabalho, e
57 respondentes: 27 (47,4%) se consideram bem preparados; 6 (10,5%) têm até 2 anos de experiência.
Enfim, você é professor ou está professor a resposta demonstrou que os 8 professores do total de 57 estão apenas ocupando espaço e não vivem de fato o professorado. Se dividimos 57 por 2 seriam 28 para cada escola e 4 professores que apenas estão vestidos de professor, mas não são, o que representa perigo para o bom desenvolvimento do trabalho docente. O que deixa claro o motivo da indolência. Você acha que ser professor é bom, ruim ou ótimo, teve 2 respostas de que é ruim, deixando clara a indolência no trabalho. Você escolheu ser professor ou foi o que sobrou? Foram 5 respostas de que foi o que sobrou demonstra um dos motivos da indolência docente. Você acha que o professor tem problemas com indolência? É claro que o professor sofre, porém admitir e mudar a rota é um tanto que difícil e envolve a personalidade docente, respondendo à pergunta seguinte se o professor já vivenciou um período no estado de indolência. A sua grande maioria está satisfeita com o resultado de seu trabalho, considerando que está bem-preparado para o cargo que ocupa.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
O artigo abordou o tema a indolência docente no ensino técnico profissional, baseando-se na letargia, que é um estado de profunda e prolongada inconsciência, apatia e desinteresse; uma circunstância de colapso funcional que pode afetar a qualquer professor, independentemente de sua experiência.
Tema relevante sendo a questão problema do artigo no contexto educacional, pois, se o formador (docente) interfere ou não de forma significativa a vida profissional do discente devido a indolência. O alcance do artigo foi os professores do ensino técnico em duas escolas técnica estadual, sendo o motivo do estudo, a reflexão e revisão da atividade exercida nas escolas e sua influência na vida discente. O objetivo do artigo foi diferenciar o trabalho do professor dinâmico do indolente, sendo alcançado o resultado conforme vimos na pesquisa.
Enfim, você é professor ou está professor a resposta demonstrou que os 8 professores do total de 57 estão apenas ocupando espaço e não vivem de fato o professorado. Se dividimos 57 por 2 seriam 28 para cada escola e 4 professores que apenas estão vestidos de professor, mas não são, o que representa perigo para o bom desenvolvimento do trabalho docente. O que deixa claro o motivo da indolência. Você acha que ser professor é bom, ruim ou ótimo, teve 2 respostas de que é ruim, deixando à mostra a indolência no trabalho.
Você escolheu ser professor ou foi o que sobrou? Foram 5 respostas de que foi o que sobrou demonstra um dos motivos da indolência docente. Você acha que o professor tem problemas com indolência? É claro que o professor sofre, porém admitir e mudar a rota é um tanto que difícil e envolve a personalidade docente, respondendo à pergunta seguinte se o professor já vivenciou um período no estado de indolência. A sua grande maioria está satisfeita com o resultado de seu trabalho, considerando que está bem-preparado para o cargo que ocupa.
O aprendizado durante a pesquisa foi que o professor que é indolente, precisa de mudar os conceitos e rever práticas ou mudar de função. O professor que não é indolente deve permanecer livre e não se encolerizar pela indolência. Para uma análise futura do assunto e nova pesquisa, a sugestão é a promoção e capacitação sobre a indolência docente de forma prática na comunidade escolar.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
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