A educação ambiental e seu impacto social

ENVIRONMENTAL EDUCATION AND ITS SOCIAL IMPACT

LA EDUCACIÓN AMBIENTAL Y SU IMPACTO SOCIAL

Autor

URL do Artigo

https://iiscientific.com/artigos/6B45A9

DOI

doi.org/10.63391/6B45A9

Rodrigues, Maria De Fátima Lima. A educação ambiental e seu impacto social. International Integralize Scientific. v 5, n 50, Agosto/2025 ISSN/3085-654X

Resumo

A preocupação com o meio ambiente tem crescido significativamente nas últimas décadas, tornando a educação ambiental um tema central para debates científicos e sociais. Esse campo busca conscientizar indivíduos e comunidades sobre a importância da preservação dos recursos naturais, considerando os impactos diretos e indiretos das ações humanas no planeta. O interesse pelo tema surge da necessidade urgente de enfrentar os danos ambientais causados por hábitos de consumo irresponsáveis, descarte inadequado de resíduos e exploração excessiva dos recursos naturais. A degradação ambiental não afeta apenas a natureza, mas também a qualidade de vida das populações, tornando essencial a disseminação de conhecimento e práticas sustentáveis. O problema central abordado neste estudo é a lacuna entre a conscientização e a efetiva mudança de comportamento, que compromete iniciativas de preservação. Assim, o objetivo geral é evidenciar como a educação ambiental pode transformar atitudes coletivas e individuais. Especificamente, o estudo busca explorar os principais impactos ambientais, destacar a importância da disseminação de informações acessíveis e propor estratégias para incentivar ações sustentáveis. A pesquisa, fundamentada em levantamento bibliográfico, analisa documentos acadêmicos e relatórios ambientais para compreender as tendências e desafios da educação ambiental. Os resultados indicam que campanhas educativas e políticas públicas desempenham um papel crucial na construção de uma sociedade mais consciente, demonstrando que pequenas mudanças diárias podem gerar impactos positivos a longo prazo. Conclui-se que a educação ambiental é um instrumento poderoso para fortalecer o senso de responsabilidade ecológica e promover um desenvolvimento mais equilibrado, exigindo esforços contínuos de todos os setores da sociedade.
Palavras-chave
educação; ambiente; socialização; valores.

Summary

The concern for the environment has grown significantly in recent decades, making environmental education a central theme in scientific and social debates. This field aims to raise awareness among individuals and communities about the importance of preserving natural resources, considering both the direct and indirect impacts of human actions on the planet. The interest in this subject arises from the urgent need to address environmental damage caused by irresponsible consumption habits, improper waste disposal, and excessive exploitation of natural resources. Environmental degradation affects not only nature but also the quality of life of populations, making the dissemination of knowledge and sustainable practices essential. The central issue addressed in this study is the gap between awareness and actual behavioral change, which undermines conservation initiatives. Thus, the general objective is to demonstrate how environmental education can transform collective and individual attitudes. Specifically, the study seeks to explore the main environmental impacts, highlight the importance of accessible information dissemination, and propose strategies to encourage sustainable actions. The research, based on a bibliographic review, analyzes academic documents and environmental reports to understand trends and challenges in environmental education. The results indicate that educational campaigns and public policies play a crucial role in building a more aware society, showing that small daily changes can generate long-term positive impacts. It is concluded that environmental education is a powerful tool for strengthening ecological responsibility and promoting a more balanced development, requiring continuous efforts from all sectors of society.
Keywords
education; environment; socialization; values.

Resumen

La preocupación por el medio ambiente ha aumentado significativamente en las últimas décadas, convirtiendo la educación ambiental en un tema central para los debates científicos y sociales. Este campo busca concienciar a individuos y comunidades sobre la importancia de la preservación de los recursos naturales, considerando los impactos directos e indirectos de las acciones humanas en el planeta. El interés por este tema surge de la necesidad urgente de enfrentar los daños ambientales causados por hábitos de consumo irresponsables, eliminación inadecuada de residuos y explotación excesiva de los recursos naturales. La degradación ambiental no solo afecta la naturaleza, sino también la calidad de vida de las poblaciones, lo que hace esencial la difusión de conocimientos y prácticas sostenibles. El problema central abordado en este estudio es la brecha entre la concienciación y el cambio de comportamiento efectivo, lo que compromete las iniciativas de preservación. Así, el objetivo general es evidenciar cómo la educación ambiental puede transformar actitudes colectivas e individuales. Específicamente, el estudio busca explorar los principales impactos ambientales, destacar la importancia de la difusión de información accesible y proponer estrategias para incentivar acciones sostenibles. La investigación, basada en una revisión bibliográfica, analiza documentos académicos e informes ambientales para comprender las tendencias y desafíos de la educación ambiental. Los resultados indican que las campañas educativas y las políticas públicas desempeñan un papel crucial en la construcción de una sociedad más consciente, demostrando que pequeños cambios diarios pueden generar impactos positivos a largo plazo. Se concluye que la educación ambiental es una herramienta poderosa para fortalecer el sentido de responsabilidad ecológica y promover un desarrollo más equilibrado, exigiendo esfuerzos continuos de todos los sectores de la sociedad.
Palavras-clave
educación; medio ambiente; socialización; valores.

INTRODUÇÃO

A preocupação com os impactos ambientais gerados pela sociedade tem levado pesquisadores a aprofundar discussões sobre a educação ambiental como ferramenta de transformação social. Estudos recentes mostram que a forma como esse conhecimento é transmitido influencia diretamente na conscientização coletiva e na adoção de práticas mais sustentáveis. A reflexão sobre métodos pedagógicos e sua eficácia na construção de valores ambientais tem sido amplamente abordada por especialistas da área, evidenciando a necessidade de estratégias que vão além da simples transmissão de informação.

Diante dos desafios impostos pela degradação ambiental, surge um problema central: apesar da ampliação das iniciativas voltadas à educação ambiental, muitas ainda esbarram na dificuldade de gerar mudanças significativas de comportamento. O que falta para que essas ações resultem em transformações concretas na forma como a sociedade lida com os recursos naturais?

O objetivo geral deste estudo é analisar como a educação ambiental pode contribuir para a formação de uma consciência coletiva mais engajada na preservação do meio ambiente. Especificamente, busca-se compreender os principais obstáculos enfrentados na disseminação do conhecimento ambiental, explorar abordagens pedagógicas mais eficazes e propor alternativas que incentivem práticas sustentáveis no cotidiano.

Essa pesquisa se justifica pela necessidade urgente de integrar conhecimento científico e educação ambiental de forma acessível e aplicável, permitindo que a sociedade participe ativamente da construção de soluções ambientais. A relevância do estudo se evidencia na busca por estratégias que não apenas informem, mas também motivem mudanças concretas.

MÉTODO

Para a realização deste estudo, adotou-se uma abordagem qualitativa baseada em pesquisa bibliográfica, visando reunir e analisar contribuições acadêmicas sobre educação ambiental e seu impacto social. Foram selecionados artigos científicos recentes que discutem metodologias pedagógicas, desafios na implementação de práticas ambientais e o papel da educação na conscientização coletiva.

O levantamento bibliográfico incluiu publicações de periódicos reconhecidos, considerando a relevância dos autores na área. A análise dos textos buscou identificar convergências e divergências nas abordagens utilizadas, permitindo uma compreensão ampla sobre os fatores que influenciam a eficácia da educação ambiental. Além disso, foram examinados documentos e relatórios institucionais que apresentam dados sobre a aplicação de políticas educacionais voltadas para a sustentabilidade.

A metodologia também envolveu uma comparação entre diferentes estratégias educacionais, com o objetivo de avaliar quais mecanismos têm demonstrado maior impacto na mudança de comportamento social. O cruzamento de informações permitiu estabelecer relações entre o conhecimento disseminado e sua efetiva aplicação na vida cotidiana.

RESULTADOS E DISCUSSÃO

A educação ambiental tem se consolidado como uma ferramenta essencial para a promoção da consciência ecológica e a transformação de práticas sociais. Estudos recentes destacam diferentes abordagens pedagógicas e metodológicas que contribuem para o desenvolvimento de uma mentalidade sustentável na sociedade.

PRINCIPAIS OBSTÁCULOS ENFRENTADOS NA DISSEMINAÇÃO DO CONHECIMENTO AMBIENTAL 

A disseminação do conhecimento ambiental enfrenta desafios que dificultam sua plena implementação e impacto na sociedade. Para que a educação ambiental se torne efetiva, é fundamental compreender e superar esses obstáculos, garantindo que o aprendizado resulte em ações concretas e duradouras.

A fragmentação curricular é uma das barreiras mais significativas. Como apontado em diversos estudos, a ausência de uma abordagem interdisciplinar compromete a conexão do tema ambiental com outras áreas do conhecimento, dificultando uma compreensão mais integrada da questão. A educação ambiental crítica, defendida por Brandão (2023), busca justamente superar essa limitação, propondo um ensino que relaciona o meio ambiente com aspectos sociais e políticos, permitindo uma maior articulação entre disciplinas e realidades locais.

Outro fator essencial é a formação docente. Educadores desempenham um papel central na conscientização ambiental, mas muitos não recebem preparação adequada para abordar o tema de forma crítica e engajadora. Gadotti (2022) destaca que a cidadania planetária deve ser construída desde a escola, e para isso é fundamental que os professores sejam capacitados para trabalhar o tema de maneira significativa. Libâneo (2023), por sua vez, enfatiza que a formação docente precisa incluir metodologias dinâmicas, capazes de aproximar os alunos da realidade ambiental e incentivá-los à participação ativa em projetos sustentáveis.

A desigualdade social também impacta diretamente o acesso à educação ambiental. Como demonstrado por Carvalho (2024), a escassez de recursos em algumas regiões dificulta a aplicação de práticas ecológicas, tornando o conhecimento sobre sustentabilidade menos acessível para populações vulneráveis. Rodrigues (2024) reforça que a gestão ambiental sustentável precisa ser acompanhada de iniciativas educacionais que considerem as realidades sociais locais, garantindo que a conscientização ambiental seja inclusiva e aplicável.

A resistência cultural e comportamental representa outro entrave. Mesmo quando há informação disponível, a adoção de hábitos sustentáveis enfrenta barreiras culturais e sociais. Gomes et al. (2023) indicam que a mudança de comportamento exige tempo e ações bem estruturadas, e que muitas pessoas ainda percebem práticas sustentáveis como inconvenientes. Para superar essa resistência, é essencial investir em estratégias educativas que evidenciem os benefícios diretos da sustentabilidade no cotidiano.

As políticas públicas exercem influência direta na disseminação do conhecimento ambiental. Como afirmam Silva & Santos (2019), políticas eficazes devem promover a conexão entre instituições de ensino e a sociedade, permitindo que as ações educativas tenham impacto real. No entanto, a falta de investimentos e fiscalização faz com que muitas iniciativas não tenham continuidade, tornando sua efetividade limitada. Rodrigues (2024) destaca que um dos caminhos para superar esse problema é a construção de programas educativos sustentáveis, que aliem teoria e prática de forma acessível.

Além desses obstáculos, a desinformação e a influência de discursos negacionistas dificultam a formação de uma consciência ambiental sólida. Silveira & Lorenzetti (2021) apontam que a circulação de informações imprecisas reduz o engajamento social e compromete a implementação de políticas ambientais eficazes. Para combater esse problema, é essencial fortalecer o acesso a fontes científicas confiáveis e fomentar debates públicos que promovam a sensibilização sobre questões ambientais.

Mesmo quando há conscientização, a aplicação prática do conhecimento ambiental enfrenta desafios. Como ressaltado por Toscan (2021), a infraestrutura inadequada para reciclagem e transporte sustentável dificulta a adoção de hábitos ecológicos. Sem incentivos financeiros e estruturais, muitas pessoas e empresas têm pouca motivação para modificar seus padrões de consumo. A tabela 1 sintetiza os principais obstáculos identificados e suas implicações:

Tabela 1 – Principais obstáculos identificados e suas implicações

Fonte: Elaboração Própria (2025)

A superação desses desafios exige um esforço conjunto entre educadores, gestores públicos e a sociedade. A implementação de políticas eficazes, aliada a estratégias pedagógicas mais conectadas ao cotidiano dos alunos, pode fortalecer a disseminação do conhecimento ambiental e garantir que ele se transforme em ações concretas. O desenvolvimento de soluções que tornem a sustentabilidade mais acessível e aplicável também pode minimizar resistências culturais e incentivar mudanças de comportamento em larga escala.

A educação ambiental ganha maior impacto quando integrada a diferentes áreas do conhecimento, permitindo uma abordagem mais ampla e significativa. Estudos indicam que sua conexão com disciplinas como ciências, geografia e matemática contribui para uma aprendizagem contextualizada, levando os alunos a compreenderem as relações entre suas ações e os desafios ambientais globais. Brandão (2023) destaca a importância de uma educação ambiental crítica, que ultrapasse a mera transmissão de conhecimento e estimule reflexões interdisciplinares sobre a sustentabilidade. Carvalho (2024) reforça essa perspectiva ao enfatizar que integrar a educação ambiental a outros campos do saber facilita sua aplicação prática e torna seu impacto mais duradouro.

Além disso, ao envolver múltiplas áreas, possibilita que o aprendizado ocorra de forma prática e interligada, evitando que os temas ambientais sejam tratados isoladamente ou apenas como conteúdos complementares. Gadotti (2022) aponta que a cidadania planetária deve ser construída por meio de um ensino que relacione o conhecimento ecológico com as vivências diárias dos estudantes, tornando a educação ambiental mais acessível e engajadora.

Outro aspecto essencial na construção de uma consciência ambiental transformadora é o uso de metodologias ativas. Estudos recentes evidenciam que estratégias como aprendizado baseado em projetos e problematização tornam o ensino ambiental mais envolvente, levando os alunos a participarem ativamente na busca por soluções concretas para os problemas ambientais. Gomes et al. (2023) destacam que a aprendizagem experiencial proporciona maior assimilação dos conteúdos e gera um impacto real nas práticas dos estudantes. Quando os alunos são incentivados a desenvolver projetos reais, investigar questões locais e propor alternativas sustentáveis, o conhecimento deixa de ser apenas teórico e passa a ser vivenciado na prática. Isso favorece a autonomia intelectual e fortalece o compromisso com a preservação ambiental, tornando os conceitos mais duradouros e aplicáveis no cotidiano.

Além da dimensão pedagógica, a educação ambiental depende fortemente do fortalecimento das políticas públicas. Para que as iniciativas educacionais tenham um alcance significativo, é necessário que sejam respaldadas por programas governamentais estruturados e contínuos. Rodrigues (2024) sugere que políticas ambientais eficazes devem ser acompanhadas por programas educativos que incentivem práticas sustentáveis desde a infância. 

A inclusão de diretrizes ambientais nos currículos escolares, o financiamento de projetos educativos e o incentivo à formação docente são medidas fundamentais para garantir que as ações voltadas à conscientização ecológica sejam eficazes e acessíveis. Libâneo (2023) enfatiza que a formação de professores é um elemento central para consolidar a educação ambiental, defendendo que o preparo pedagógico deve incluir abordagens interdisciplinares e metodologias dinâmicas.

Além disso, políticas que promovem parcerias entre escolas, universidades e comunidades locais podem ampliar a abrangência das práticas ambientais, permitindo que os conceitos discutidos em sala de aula sejam aplicados em espaços reais de transformação social. Silva & Santos (2019) indicam que a colaboração entre diferentes setores da sociedade fortalece as iniciativas de educação ambiental, garantindo que os aprendizados escolares sejam expandidos para o cotidiano dos indivíduos.

ABORDAGENS PEDAGÓGICAS EFICAZES E ALTERNATIVAS PARA PRÁTICAS SUSTENTÁVEIS NO COTIDIANO

A educação ambiental não pode se limitar à transmissão de conceitos teóricos. Para que realmente provoque mudanças, é necessário que as metodologias adotadas sejam envolventes, aplicáveis e conectadas à realidade dos estudantes. Como defendem Brandão (2023) e Gadotti (2022), a aprendizagem ambiental deve ser crítica, instigando reflexões profundas e promovendo uma compreensão integrada dos desafios ecológicos. Carvalho (2024) reforça que experiências concretas, dentro e fora da escola, são essenciais para que os alunos internalizem conceitos e se sintam parte das soluções ambientais.

Uma das abordagens mais eficazes é a aprendizagem baseada em projetos. Em vez de apenas discutir os impactos ambientais, os alunos são incentivados a desenvolver soluções para problemas reais. Estudos como o de Gomes et al. (2023) demonstram que projetos práticos aumentam significativamente a assimilação do conhecimento e favorecem a mudança de comportamento. Rodrigues (2024) destaca que iniciativas como hortas comunitárias, sistemas de reaproveitamento de água e campanhas de reciclagem permitem que os estudantes percebam os efeitos diretos de suas ações e compreendam a importância da sustentabilidade de forma aplicada. Libâneo (2023) também argumenta que a formação docente deve estar alinhada a esses princípios, incentivando educadores a adotarem metodologias ativas que aproximem os alunos das questões ambientais do cotidiano.

Tabela 2 – Iniciativas Educacionais para Sustentabilidade

Fonte: Elaboração Própria (2025)

A gamificação também tem se mostrado uma ferramenta interessante para engajar os alunos. Ao transformar o aprendizado em desafios, missões e recompensas, essa abordagem estimula a participação ativa e torna o ensino ambiental mais dinâmico. Como apontam Gomes et al. (2023), o uso de estratégias lúdicas na educação fortalece a construção do conhecimento, incentivando práticas sustentáveis de maneira envolvente e acessível. Brandão (2023) destaca que metodologias que despertam o interesse dos alunos são fundamentais para consolidar a conscientização ambiental. Além disso, Carvalho (2024) reforça que a gamificação pode ser um elemento-chave para aproximar conceitos ecológicos da realidade dos estudantes, tornando o aprendizado mais significativo.

Jogos educativos sobre consumo consciente, desafios de redução de desperdício e competições de reciclagem são exemplos de como a gamificação pode tornar a sustentabilidade parte da rotina dos estudantes. Libâneo (2023) salienta que a incorporação de práticas inovadoras no ensino ambiental estimula maior engajamento e participação. Rodrigues (2024) sugere que esse tipo de abordagem pode ser potencializado por meio da integração com tecnologias digitais, permitindo a criação de simuladores interativos e plataformas gamificadas que ampliem o alcance do aprendizado.

A gamificação na educação ambiental pode ser aplicada por meio de diversas estratégias, envolvendo desafios práticos e sistemas de recompensa que incentivam mudanças de comportamento. Abaixo estão alguns exemplos organizados em uma tabela e em um breve plano para ilustrar diferentes formas de implementação.

Tabela 3 – Aplicação da Gamificação na Educação Ambiental

Fonte: Elaboração Própria (2025)

Figura 1 – Plano de Implementação

Fonte: Elaboração Própria (2025)

O contato direto com a natureza também é visto como essencial para que os alunos desenvolvam uma relação mais profunda com o meio ambiente. Brandão (2023) aponta que a experiência sensorial com os ecossistemas amplia a conscientização e fortalece o vínculo dos estudantes com a sustentabilidade. Carvalho (2024) reforça que atividades ao ar livre, como trilhas ecológicas e observação da fauna e flora, contribuem para o aprendizado significativo e estimulam a empatia pelos seres vivos. Além disso, estudos indicam que a vivência prática do meio ambiente potencializa a adoção de hábitos sustentáveis e incentiva reflexões sobre conservação.

A tecnologia também pode ser uma grande aliada na educação ambiental. Gomes et al. (2023) destacam que simuladores digitais e plataformas interativas permitem que os alunos visualizem os impactos ambientais de suas ações, tornando a aprendizagem mais envolvente. Rodrigues (2024) sugere que a realidade aumentada pode ampliar o entendimento sobre biodiversidade, proporcionando experiências imersivas que conectam conhecimento teórico à prática cotidiana. Além disso, a inteligência artificial pode ser utilizada para criar sistemas de monitoramento do consumo energético, ajudando os estudantes a compreenderem a importância da eficiência e redução de desperdício.

A escola não deve ser um espaço isolado. Parcerias com ONGs, empresas e órgãos públicos podem ampliar o impacto das iniciativas ambientais. Gadotti (2022) argumenta que a colaboração entre setores fortalece a cultura da sustentabilidade, permitindo que os aprendizados escolares se transformem em ações comunitárias. Libâneo (2023) enfatiza que projetos de reflorestamento, mutirões de limpeza e oficinas de reaproveitamento de materiais são formas eficazes de estimular o engajamento social e consolidar práticas sustentáveis. Essas iniciativas possibilitam que os alunos atuem como agentes de mudança, conectando conhecimento com experiências reais.

A implementação dessas abordagens exige planejamento e compromisso coletivo. Quando o aprendizado se torna uma experiência viva, os alunos não apenas absorvem conhecimento, mas passam a enxergar a sustentabilidade como parte essencial de suas vidas. Como indicam Silva & Santos (2019), a educação ambiental deve ser estruturada para estimular a participação ativa dos estudantes e fortalecer sua conexão com os desafios ecológicos contemporâneos. Toscan (2021) reforça que estratégias pedagógicas inovadoras, aliadas a políticas públicas bem definidas, podem garantir a formação de cidadãos ambientalmente conscientes e capazes de promover mudanças efetivas.

Os resultados também indicam que a conscientização ambiental não depende apenas do acesso à informação, mas da criação de espaços de discussão e engajamento ativo. Como afirmam Silveira & Lorenzetti (2021), a participação da sociedade é crucial para consolidar uma cultura ambiental que vá além do discurso e se traduza em ações concretas. Quando educação, tecnologia e envolvimento comunitário se unem, a sustentabilidade deixa de ser apenas um conceito e passa a ser incorporada à realidade cotidiana.

CONSIDERAÇÕES FINAIS 

A educação ambiental é fundamental na construção de uma sociedade mais consciente e comprometida com a sustentabilidade. Os desafios enfrentados na disseminação desse conhecimento evidenciam a necessidade de abordagens pedagógicas mais eficazes, capazes de integrar o tema ao cotidiano dos estudantes e promover mudanças concretas de comportamento. Estratégias como a interdisciplinaridade, metodologias ativas e o uso de tecnologias tornam o aprendizado mais envolvente e aplicável, fortalecendo a conexão entre teoria e prática. Quando essas iniciativas são bem estruturadas, elas transcendem os limites da sala de aula e influenciam diretamente a forma como indivíduos e comunidades lidam com questões ambientais.

Além do ambiente escolar, a participação social e o fortalecimento de políticas públicas são fatores determinantes para consolidar a educação ambiental como instrumento de transformação. O envolvimento de diferentes setores, como instituições acadêmicas, empresas e organizações comunitárias, amplia o impacto das práticas sustentáveis e incentiva a criação de soluções inovadoras para os desafios ambientais. A superação de obstáculos como resistência cultural, desigualdade social e desinformação exige esforços coordenados que garantam o acesso a conteúdo confiáveis e incentivem mudanças estruturais.

Diante desse contexto, reforça-se a importância de ações contínuas e integradas que tornem a educação ambiental acessível, aplicada e capaz de gerar resultados reais. O conhecimento sobre sustentabilidade não deve ser visto apenas como um conjunto de informações, mas como um processo ativo que transforma percepções e hábitos. Ao conectar teoria, prática e engajamento social, é possível construir um cenário no qual a consciência ambiental não apenas exista, mas se traduza em atitudes concretas que promovam um equilíbrio entre desenvolvimento e preservação.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 

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GADOTTI, Moacir. Educação ambiental e cidadania planetária. Revista Brasileira de Educação Ambiental, v. 18, n. 2, 2022.

GOMES, Yasmin Leon; PEDROSO, Daniele Saheb; RODRIGUES, Daniela Gureski; LELIS, Diego Andrade de Jesus. Abordagens pedagógicas em Educação Ambiental: uma revisão sistemática. Revista Brasileira de Estudos Pedagógicos, v. 104, 2023. DOI: 10.24109/2176-6681.rbep.104.5221.

LIBÂNEO, José Carlos. Formação docente e educação ambiental: desafios e perspectivas. Cadernos de Pesquisa, v. 52, n. 3, 2023.

RODRIGUES, Ana Lucia Alves Feitosa. Contribuições da educação ambiental para a gestão ambiental sustentável e conscientização social no Brasil. Revista FT, v. 28, n. 132, 2024. DOI: 10.5281/zenodo.10901419

SILVA, A. P.; SANTOS, R. P. dos. Educação ambiental e sustentabilidade: é possível uma integração interdisciplinar entre o ensino básico e as universidades? Ciência & Educação (Bauru), v. 25, n. 3, p. 803–814, 2019. DOI: 10.1590/1516-731320190030007.

SILVEIRA, Dieison Prestes da; LORENZETTI, Leonir. Estado da arte sobre a educação ambiental crítica no Encontro Pesquisa em Educação Ambiental

TOSCAN, Tainá Silva Candido. Educação ambiental: desafios e perspectivas no contexto da Educação Básica. Novos Cadernos NAEA, v. 24, n. 1, p. 147-166, jan.-abr. 2021. ISSN 1516-6481 / 2179-7536. Disponível em: Novos Cadernos NAEA. Acesso em: 18 jun. 2025.

Rodrigues, Maria De Fátima Lima. A educação ambiental e seu impacto social.International Integralize Scientific. v 5, n 50, Agosto/2025 ISSN/3085-654X

Referencias

Vivian Caroline Coraucci.
BAILEY, C. J.; LEE, J. H.
Management of chlamydial infections: A comprehensive review.
Clinical infectious diseases.
v. 67
n. 7
p. 1208-1216,
2021.
Disponível em: https://academic.oup.com/cid/article/67/7/1208/6141108.
Acesso em: 2024-09-03.

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v. 5
n. 50
A educação ambiental e seu impacto social

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