Alfabetização e dificuldades de aprendizagem

LITERACY AND LEARNING DIFFICULTIES

DIFICULTADES DE ALFABETIZACIÓN Y APRENDIZAJE

Autor

URL do Artigo

https://iiscientific.com/artigos/427692

DOI

doi.org/10.63391/427692

Malheiro, Vandirene Alves. Alfabetização e dificuldades de aprendizagem. International Integralize Scientific. v 5, n 50, Agosto/2025 ISSN/3085-654X

Resumo

O presente estudo é um projeto de pesquisa que tem como objetivo identificar as dificuldades de leitura dos alunos durante a fase de alfabetização e analisar as práticas de ensino e os elementos do contexto didático-pedagógico. O objeto de estudo são as dificuldades de leitura que algumas crianças apresentam durante todo o processo. Este artigo faz uma análise de algumas dificuldades encontradas pelos professores ao ensinar os alunos a ler e escrever. Espera-se que a partir dos resultados obtidos, a equipe pedagógica da escola em que trabalho elabore estratégias a fim de ajudar os professores a tentar sanar as dificuldades, que não são poucas, desses alunos. Esta iniciativa criará um clima mais propício entre aluno e educador, o que permitirá a superação de muitas dificuldades e a aquisição de um conhecimento das habilidades de leitura para a vida
Palavras-chave
leitura; escrita; alfabetização; dificuldades de aprendizagem.

Summary

The present study is a research project that has as objective to identify the reading difficulties of the students during the literacy and analyze educational practices and the elements of the didactic-pedagogical context. The study object is the reading difficulties that some children present during the entire process. This article is a review of some of the difficulties found by the teachers when teaching students to read and write. It is expected that from the results obtained, the pedagogical team of the school where I work develop strategies in order to assist the teachers trying to remedy the difficulties, which are not few, of these students. This initiative will create a more favorable climate between student and educator, which will allow overcoming a lot of difficulties and acquiring knowledge of reading skills for life.
Keywords
reading; writing; literacy; learning difficulties.

Resumen

Este estudio es un proyecto de investigación que busca identificar las dificultades lectoras de los estudiantes durante la etapa de lectoescritura y analizar las prácticas docentes y los elementos del contexto didáctico-pedagógico. El objeto de estudio son las dificultades lectoras que presentan algunos niños a lo largo de este proceso. Este artículo analiza algunas de las dificultades que encuentran los docentes al enseñar a leer y escribir a sus estudiantes. Se espera que, con base en los resultados obtenidos, el equipo pedagógico de la escuela donde trabajo desarrolle estrategias para ayudar a los docentes a intentar superar las numerosas dificultades de estos estudiantes. Esta iniciativa creará un clima más favorable entre estudiantes y educadores, lo que les permitirá superar numerosas dificultades y adquirir conocimientos de lectura para la vida.
Palavras-clave
lectura; escritura; lectoescritura; dificultades de aprendizaje.

INTRODUÇÃO

Este estudo tem como objetivo identificar as dificuldades de leitura dos alunos na fase de alfabetização e analisar as práticas de ensino e os elementos do contexto didático-pedagógico.

A leitura é de suma importância para que se aprenda a pesquisar e adquirir conhecimentos. Cagliari (1998, p. 312), afirma que na alfabetização, a leitura como decifração é objetivo maior a ser atingido. Desta forma, o processo de aquisição da leitura é visto em muitos casos como a decodificação das letras em sons da fala. No entanto, é preciso pensar na leitura significativa, uma vez que os alunos precisam encontrar sentido e significado nas leituras realizadas.

Muitos professores buscam respostas para algumas questões tais como: Quais são as dificuldades de leitura vivenciadas pelos alunos no processo de alfabetização? Essas dificuldades estão relacionadas ao trabalho docente? Quais as dificuldades dos alunos quanto ao uso da leitura na alfabetização? Como identificar os fatores que interferem no processo de apropriação da leitura? Quais as estratégias utilizadas pelos professores para sanar as dificuldades de leitura dos alunos? 

Para construir respostas para tais questões, a análise dos dados foi orientada por autores como Cagliari (1992; 1993;1998), Ferreiro (2003) e Freire (1982;2002). 

Segundo Freire (1982), a leitura da palavra precede à leitura do mundo, e nesse contexto a criança em nenhum momento deve ser tratada como analfabeta e vazia de conhecimento da realidade que a cerca. Cabe aos educadores o papel de refletir em que bases educativas o desenvolvimento cognitivo do educando pode ser realizado.

Inúmeras pessoas encontram dificuldades de aprendizagem durante o decorrer da vida no que se refere aos conteúdos escolares. Isso pode estar associado a uma má leitura, ás vezes por falta de incentivo de pais e professores ou por lacunas existentes nos métodos de ensino utilizados durante o processo de alfabetização. A maioria dos entraves no ensino da leitura está na ausência do hábito de leitura em casa.  A razão da dificuldade no ato de ler apresentada pela maioria dos educandos deve-se ao fato de que esta não é uma vivência diária em seus lares, o que traz atraso no aprendizado.

A leitura é a extensão da escola na vida das pessoas. Quando aplicada de maneira oportuna e eficaz, estabelecendo relações entre o texto e os conhecimentos prévios, possibilita uma melhor compreensão na alfabetização das crianças. Torna-se necessário que o aluno aprenda a mensagem transmitida pelo conjunto de palavras que formam frases e textos. Segundo Freire (2005, p. 8), o ato de aprender a ler o mundo, compreender o seu contexto não se resume a uma manipulação mecânica de palavras. Ele constitui uma relação dinâmica que vincula linguagem e realidade. 

Notam-se muitas dificuldades no decorrer do processo de alfabetização. Elas vão desde as financeiras que inviabilizam a aquisição de livros complementares para auxiliar a aquisição da aprendizagem a fatores orgânicos como dificuldades fonológicas e visuais enfrentadas pelos alunos, assim como outros fatores que poderão ser identificados no decorrer da pesquisa.

II – A IMPORTÂNCIA DA LEITURA E O TRANSTORNO DE APRENDIZAGEM

A leitura tem sido o foco de inúmeros estudos e reflexões tanto na área de letras quanto em áreas afins, como a Psicologia ou a Pedagogia. Por essa razão, torna-se pertinente destacar o que os autores vêm pesquisando de forma mais pontual. Freire (2005) entende o ato de ler como forma de conhecer, de criar, de politizar-se a fim de compreender e interagir com o mundo.

É necessário, assim, que a criança entre em contato com os bens culturais, entre os quais aqueles conservados através da linguagem escrita. A aprendizagem da leitura é fundamental, portanto, para a integração do indivíduo ao seu contexto cultural. O ato de ler abre novas perspectivas para a criança, permitindo-lhe posicionar-se criticamente diante da realidade. Ler então, não é apenas decodificar palavras, mas converter-se num processo compreensivo que deve chegar às ideias centrais, à descoberta dos pormenores, às conclusões. 

A atividade fundamental desenvolvida pela escola para a formação dos alunos é a leitura. É muito mais importante saber ler do que escrever. O melhor que a escola pode oferecer para os alunos é a leitura. Se um aluno não se sair muito bem nas outras atividades, mas for um bom leitor, penso que a escola cumpriu boa parte de sua tarefa. Se, porém, outro aluno tiver notas excelentes em tudo, mas se não tornar-se um bom leitor, sua formação será profundamente defeituosa e ele terá menos chances no futuro que o outro que, apesar das reprovações, se tornou um bom leitor. (Cagliari , 1992 p.148).

Segundo Cagliari (1992), ler não é decifrar o sentido de um texto, como um jogo de adivinhações. Portanto, ao ler a pessoa não deve se tornar um mero decodificador, mas sim alguém que assume um papel atuante na busca de significações. 

A leitura é a atividade mais importante que a escola pode oferecer às crianças. Saber ler é a extensão da escola na vida das pessoas. (Cagliari, 1992). O ato de ler é uma atividade estritamente linguística e é nela que se baseia a escrita. É a linguagem que se monta com a fruição de significados como significante. Toda leitura é, portanto, uma atividade de produção. Sendo assim, ela não pode ser delimitada. 

O hábito de leitura só pode desenvolvido se houver estratégias efetivas para formar leitores. Estas estratégias devem se dar por meio de sugestões significativas.  O papel do educador como mediador do conhecimento em sala de aula deve ser dinâmico ao ensinar e delimitar a trajetória da leitura escolar. A leitura deve estar voltada para algo que chame a atenção do aluno e que seja do seu interesse.

Cagliari (1993), ao pensar no desenvolvimento da leitura na alfabetização de crianças afirma a necessidade de buscar meios de rupturas com métodos e técnicas que reproduzem a ideologia dominante. O autor ainda considera que as crianças têm consciência de sua condição de dominados a partir do momento que não conseguem expressar seu pensar de modo escrito ou não conseguem decifrar códigos linguísticos representados pelas letras. 

Outro fator que Cagliari (1993) aponta para a efetivação do processo de aquisição da escrita é a motivação que o professor deve mostrar para a criança. No momento em que esta se manifesta entre ambos, é possível a aquisição do conhecimento, pois as pessoas são motivadas a escrever aquilo que leem desde que o tema em questão seja revelador e desafiador a ela.

É importante ressaltar que a leitura, por se constituir uma interpretação da escrita, apresenta relevância social na vida dos sujeitos.  As pessoas a desejam para compreender o mundo e estarem informadas sobre as condições que se expressam na sociedade. De acordo com Paulo Freire, ler não é caminhar e nem voar sobre as palavras. Ler é reescrever o que estamos lendo, é perceber a conexão entre o texto e o contexto. É perceber como isto está vinculado ao nosso contexto. Durante o processo de alfabetização de crianças é importante conhecer os condicionantes e os aspectos motivacionais que cruzam a vida dos sujeitos na aquisição da leitura. Sem dúvida, levando-se em conta o cotidiano das relações de dominação e submissão, é comum pessoas que não possuem o domínio de leitura e da escrita se excluírem nos momentos decisivos ou quando lhes é solicitado uma opinião sobre determinado assunto ou problema. Pensa-se que a leitura e a escrita passam a ser consideradas como o instrumento que os homens utilizam para viverem em sociedade.

Fala-se em leitura e escrita, pois a escrita é a representação da fala. Cagliari (1993) aponta para o caráter sistematizado realizado pela escola para ensinar a leitura e a escrita à criança. Ele tece críticas às formas herméticas que em muitos casos inibem o poder criativo e resultam no aprendizado segundo o modelo dominante exigido. Assim, a presença das letras não basta. É preciso ler significados e compreender, instrumentalizar para a transformação como alternativas favoráveis ao aprendizado.

Cagliari (1997) afirma que a escrita, seja ela qual for, tem por objetivo primeiro a leitura. A leitura é uma interpretação da escrita que consiste em traduzir os símbolos escritos em fala. Então, é importante considerar que os sistemas de escrita, em geral, admitem variantes para as formas dos símbolos e das letras. A facilidade dos caracteres da leitura permite ao aluno compreender de modo claro o significado que é expresso em cada símbolo. Um fator relevante a se considerar, na alfabetização da criança, é que as mais recentes conquistas tecnológicas e os novos hábitos de vida, rompem significativamente com o ato de alfabetizar de forma tradicional.

Para Paulo Freire o processo de alfabetização vem acompanhado da leitura e escrita, por esse motivo, sua prática é de fundamental importância na educação. Ele coloca a educação de crianças como um ato político. Fazer com que a criança leia pequenas frases, textos e reflita sobre a importância da prática do conhecimento é preponderante para a obtenção de uma aprendizagem significativa. Deve-se estimular à criança a oralidade, assim como o domínio da linguagem. Conforme Luria (2003, p.65), a criança precisa entender que a escrita é um sistema simbólico de representação da realidade, que não tem significado em si, mas representa um outro contexto. 

Em investigação realizada, Patto (1990) mostra que o pensamento educacional brasileiro, nas últimas décadas, tem veiculado, declarada ou dissimuladamente, explicações que atribuem os sucessos e insucessos dos alunos a fatores individuais. O fracasso do aluno não seria responsabilidade da escola, mas de si mesmo, por ele não ter as características necessárias ao bom aproveitamento dos recursos fornecidos pela escola. O resultado é a disseminação na sociedade de que a escola é “para todos”, no entanto, nem todos têm dom para continuar os estudos. Para estes “menos capazes”, a opção são as escolas que oferecem formação técnica para se qualificarem como mão de obra mais especializada para desempenho das funções nas indústrias de todo o país.

Embora a ideologia do dom esteja até hoje muito presente na educação, a cientificidade de seus procedimentos foi irremediavelmente abalada quando se evidenciou, sobretudo a partir da ampliação do acesso das camadas populares à escola, que as diferenças naturais não ocorriam, na verdade, apenas entre indivíduos, mas, sobretudo entre grupos indivíduos, entre os grupos social e economicamente privilegiados e os grupos desfavorecidos, entre pobres e ricos, entre as classes dominantes e as classes dominantes.( Soares, 1987, p. 32).

A ideologia do dom atribuía as causas das dificuldades para aquisição da aprendizagem ao aluno. A aprendizagem ou não aprendizagem dependia das características individuais de cada um, pois a escola oferecia igualdade de oportunidades, porém o aproveitamento dependeria da aptidão, inteligência, talento e dom de cada um.

 Segundo Ferreiro (2003), em relação às dificuldades de aprendizagem da leitura e escrita, as escolas trabalham imitando os modelos antigos, ou seja, o ensino das técnicas separadamente: escrever (traçar corretamente), ler (pronunciar adequadamente as palavras) para depois passar para a leitura expressiva (compreensão) e a escrita eficaz. Esse método não teve bons resultados como o esperado, o que ocasionou o fracasso escolar, ou seja, o fracasso de aprendizagem. A culpa recaiu sobre o próprio aluno, que foi visto mais uma vez como incapaz, desprovido do dom da aprendizagem.

A partir da constituição de 1988, uma das maiores preocupações na área da educação, se tornou fazer com que a escola cumpra seus objetivos mais básicos que é ensinar a ler e escrever. Para alcançar tal meta há que se buscar a melhor alternativa, a mais eficaz para alfabetizar as crianças.

Segundo Rotta, Ohlweiler e Riesgo, 2006 a leitura é a área onde se concentra os maiores índices de transtornos de aprendizagem. Muitas crianças com TDAH são também disléxicas e a dificuldade não está exatamente na decodificação de palavras, mas muitas vezes, está ligada à compreensão leitora. Nesses casos, em específico, há um defeito no monitoramento relativo á compreensão. A escrita é um sistema simbólico que exige relações diversas, sendo a principal a relação entre grafema e fonema. Daí a importância da consciência fonológica para o desenvolvimento. No caso do TDAH este sistema é altamente afetado, o que dificulta muito desenvolver tais habilidades, o que faz com que haja a necessidade de intervenções assertivas para o avanço das crianças.

O crescente número de casos de crianças com este distúrbio vem confirmar a opinião de especialistas de que dificuldades na aprendizagem, principalmente no tocante à aprendizagem da leitura, quando não recebem uma intervenção especializada desde suas primeiras manifestações, trazem repercussões negativas para toda a vida dos aprendizes. Os dados enunciados indicam que quadros de TDAH associados a problemas de leitura e escrita exigem uma avaliação atenta, minuciosa. A partir dos resultados obtidos, se houver evidências ou não de uma comorbidade, um planejamento terapêutico pode ser traçado a fim de atender às necessidades específicas de cada caso.

A dislexia é um transtorno de leitura e escrita que pode afetar também a percepção dos sons da fala e se manifesta, inicialmente, durante a fase de alfabetização. É uma condição de aprendizagem de base genética, ou seja, tem natureza hereditária.

São várias as teorias que explicam as dificuldades específicas de aprendizagem. O disléxico apresenta um desempenho inconstante, demora na aquisição da leitura e escrita, com uma lentidão no processo, mas não nas orais; dificuldades com os sons das palavras e concentração, escrita incorreta com trocas, omissões, junções e aglutinações de fonemas, dificuldades em associar o som ao símbolo. São dificuldades que podem se manifestar de forma isolada ou combinada conforme cada disléxico.

A criança com transtornos de aprendizagem tem uma linha desigual em seu desenvolvimento. Só é procedente falar em dificuldades de aprendizagem quando fazemos referência a alunos que têm um quociente intelectual normal, ou muito próximo da normalidade, ou ainda, superior. Seu ambiente sócio familiar é normal. Não apresentam deficiências sensoriais nem afecções neurológicas significativas. Seu rendimento escolar é manifesto e reiteradamente insatisfatório. O que podemos observar é que as dificuldades de aprendizagem podem variar de acordo com problemas mais localizados nos campos de conduta e da aprendizagem. Tipos de Dificuldades de Aprendizagem Atividade motora: hiperatividade ou hipoatividade, dificuldade de coordenação. Atenção: baixo nível de concentração, atenção dispersa. Área matemática: problemas em seriações, inversão de números, reiterados erros de cálculo. Área verbal: problemas na codificação/ decodificação simbólica, irregularidades na lectoescrita, disgrafias.  Emoções: desajustes emocionais leves, baixa autoestima. Memória: dificuldades de fixação. Percepção: reprodução inadequada de formas geométricas, confusão entre figura e fundo, inversão de letras. Sociabilidade: inibição participativa, pouca habilidade social, agressividade. Temos que estar cientes de que estes alunos encontram-se nas escolas. Somos professores e nos deparamos com estes problemas de aprendizagem a todo instante. 

É preciso assumir com toda experiência e conhecimento que temos sobre o assunto, a busca por uma melhoria nas estratégias e metodologias utilizadas, fazendo-se sempre a opção por incluir ao invés de excluir estes alunos, ou abandona-los a mercê da sorte no final do ano letivo. Segundo Vera Miranda (2008, p.12), o professor é um elemento chave na organização das situações de aprendizagem. É preciso que se ofereça a ele um conhecimento adequado de forma que evite sofrimento deste profissional em relação às várias dificuldades que os alunos apresentam. Ele é o responsável por criar condições para que o aluno “aprenda a aprender” e desenvolver situações de aprendizagem diferenciadas, a fim de estimular a articulação entre saberes e competências.

O que é muito comum atualmente é o professor achar que o diagnóstico apresentado para a escola resolve os problemas do aluno. Isto não condiz com a realidade. Esta é outra postura que deve ser reavaliada e repensada.

As escolas lidam com uma quantidade considerável de alunos que necessitam de cuidados diferenciados. Elas têm como papel primordial ensinar a ler, escrever e compreender. Conhecer os transtornos de aprendizagem é uma necessidade cotidiana do professor, pois as dificuldades vêm aumentando consideravelmente, seja por causas associadas às desordens orgânicas ou encabeçadas pela família que é considerada como o ambiente de origem de cada criança. 

Outro fator relevante nas práticas de leitura e letramento é o uso das tecnologias digitais, pois novos desafios são postos à escola. Devemos ver nossos alunos como sujeitos protagonistas na construção de conhecimento significativos e reconhecer o lugar das crianças e jovens como produtores e consumidores de bens culturais em novas mídias. As culturas constroem a partir de práticas específicas as redes sociais, fazendo com que crianças e jovens se tornem agentes ativos nas diversas culturas locais e globais. O fato de os alunos não terem uma boa desenvoltura e não terem muito hábito de ler livros ocasiona uma defasagem nas variadas formas de “competências e habilidades” que a escola deve desenvolver como saber interpretar um texto, um gráfico, correlacionar informações, ter raciocínio lógico e aritmético. Esta defasagem pode se tornar um problema para nossa sociedade dentro do desenvolvimento da autonomia. Até que ponto as tecnologias podem ajudar? A nossa sociedade está preparada para tal aparato tecnológico?

Pode-se concluir que a tecnologia como espaço de escrita e de leitura traz não apenas novas formas de acesso à informação, mas uma gama de possibilidades como novos processos cognitivos, novas formas de conhecimento, novas maneiras de ler e de escrever, enfim, um novo letramento, isto é, um novo estado ou condição para aqueles que exercem práticas de escrita e de leitura na tela. A leitura de bons escritores, bons romancistas, bons poetas tornou-se uma constante na vida daqueles que criaram gosto pela leitura. Como no Brasil livro ainda é muito caro, o que dificulta o acesso a ele, a tecnologia hoje nos permite esse deleite, apesar de o acervo na internet ainda ser bem restrito. Quem utiliza dessa tecnologia tem a possibilidade de escrever e reescrever suas ideias comunicando-se com o mundo.

III – O DESAFIO DO ENSINO DA LEITURA NAS ESCOLAS 

Os primeiros contatos da criança com o mundo da leitura começam mesmo antes delas chegarem à escola, através dos textos presentes em refrigerantes, biscoitos, papéis de balas, pirulitos, dentre outros tipos variados de textos. Mas é somente através da leitura que seremos capazes de compreender os significados das palavras. 

A leitura, portanto, é um processo de aquisição oral de um texto escrito. É o processo pelo qual passam todas as crianças que estão inseridas em um ambiente escolar. Algumas delas têm mais facilidade enquanto que outras aprendem de maneira mais lenta. Este fato exige do professor um trabalho mais específico para ajudar o aluno durante o processo de aquisição da leitura.

Ensinar uma criança a ler não é somente ensinar a decodificação de palavras isoladas, pelo contrário, é necessário que a leitura tenha significado para o aluno, ele precisa entender o que está sendo lido para que assim a leitura não se torne uma atividade frustrante e cansativa.

Neste sentido, Costa; Pinho; Lages (2008, p.109), afirmam que desenvolver as capacidades linguísticas de ler e escrever, falar e ouvir, com compreensão não é algo que acontece espontaneamente, mas que precisa ser ensinado desde a etapa da educação infantil. É necessário, portanto, inserir a criança, desde pequena, nas práticas sociais da leitura e da escrita.   Desenvolver algumas capacidades específicas para essa idade, em que se trabalhe com conhecimentos, atitudes e valores que fazem parte da cultura escrita e que apontem os benefícios que ela poderá trazer é uma das alternativas. Para isso, será fundamental planejar e organizar o trabalho pedagógico de modo que ocorra aprendizado e consequentemente o desenvolvimento da criança, em que a mediação do professor e de outras pessoas mais experientes desafie a criança a ir muito além do que já conseguiu.

Sendo assim, trabalhar com os alunos os diversos tipos de textos significa levar para a sala de aula revistas, jornais, livros, visitar a biblioteca para vivenciar as diversas situações, perceberem diferenças, discutir as opções mais adequadas a cada objetivo de leitura.

O gosto pelo mundo da leitura deve ser instituído na vida de uma pessoa desde os primeiros anos de vida e essa função cabe tanto à escola quanto aos pais. É fato que muitas vezes, por falta de condições, as famílias não têm acesso a livros e revistas, portanto, não podem ou não se sentem capacitadas a tomar para si essa tarefa, transferindo única e exclusivamente para a escola o dever de ensinar a ler e escrever.

A escola precisa incentivar todo tipo de leitura para os seus alunos, possibilitando assim a formação de leitores proficientes e não somente decifradores de letras. É importante ainda que a escola deixe de utilizar a leitura apenas como um processo avaliativo onde a leitura é feita por mera obrigação. Fazer com que os alunos leiam não porque alguém mandou, para se cumprir uma atividade proposta pelo professor, mas sim pelo simples ato de ler, de vivenciar uma história, de aprender a ler o mundo por meio dos textos e livros oferecidos. Paulo Freire afirma que primeiramente se faz a leitura do mundo, que a capacidade de fazer uso da leitura e da escrita torna o homem sujeito de sua história e cidadão capaz de modificar a sociedade em que vive. 

Nesta perspectiva, a leitura deve ser valorizada e vista principalmente como fonte de prazer e entretenimento, buscando-se desenvolver na criança atitudes, práticas e disposições favoráveis à leitura por meio de atividades lúdicas e prazerosas como rodas de conversas, hora do conto ou da narrativa, jogos literários, teatros, dramatizações (Costa; Pinho; Lages, 2008, p.115), afirmam ser necessário que o professor faça leitura diária na sala de textos diversos. As narrativas e contos são muito utilizados, mas os textos não podem se limitar a eles, sendo necessário o trabalho com os demais. 

Os alunos precisam encontrar significado para o processo de leitura, ler somente porque o professor pediu ou por que será avaliado não traz conhecimentos significativos para eles.  A respeito desse assunto, Geraldi (2006) discute que é preciso recuperar o “o prazer de ler sem ter que apresentar a função professor-escola”. O produto deste prazer exige que se repense na avaliação, não como controle, mas como revisão do processo (p.110). Não tem que haver preocupação com o tamanho dos textos e nem somente com o processo avaliativo de leitura feita pelos alunos.

Para verificar como se dá o processo de leitura, precisamos fazer uma avaliação diária observando todos os acontecimentos associados ao processo da alfabetização.  só é considerado alfabetizado aquele aluno que domina o código da escrita e faz uso destes conhecimentos em sua vida cotidiana.

Neste sentido, Costa Val e Castanheira afirmam que:

Entendemos alfabetização como o processo específico e indispensável de apropriação do sistema de escrita, a conquista dos princípios alfabético e ortográfico que possibilita ao aluno ler e escrever com autonomia. (…) Já letramento pode ser definido como o processo de inserção e participação na cultura escrita, um processo que tem início quando a criança começa a conviver com as diferentes manifestações da escrita na sociedade (placas, rótulos, embalagens comerciais, revistas, etc.) e se prolonga por toda a vida, com a crescente possibilidade de participação nas práticas sociais que envolvem a língua escrita. (Costa Val e Castanheira, 2005, p. 147 e148).

O objetivo da leitura como avaliação é verificar a capacidade de ler da criança. Esse momento geralmente acontece com a leitura em voz alta. O aluno por ficar preocupado com a pronúncia correta das palavras não consegue compreender o texto lido. Sendo assim, é importante ressaltar que o processo de avaliação deve acontecer diariamente e de maneira prazerosa, não devendo estar associado ao dever de ler por obrigação, sem que haja o prazer pela leitura e consequentemente a não compreensão do texto lido. 

Neste sentido (Costa; Pinho; Lages, 2008, p.163) afirmam que:

A avaliação precisa ser feita de maneira reflexiva. O professor deve adotar uma postura pedagógica, atuando como um investigador que observa, estuda e valoriza os avanços, os conflitos e as dificuldades de cada aluno, ampliando o olhar sobre ele para que novas ações educativas aconteçam, desencadeando novas aprendizagens (Costa; Pinho; Lages, 2008, p.163).

Também é importante ressaltar que não só os alunos, mas os professores também precisam ser avaliados permitindo assim um trabalho mais consciente e eficaz no processo de alfabetização e letramento.

O professor alfabetizador exerce um papel de suma importância no processo de alfabetização. E como sabemos ensinar a ler e escrever não é uma tarefa fácil. Ela exige do professor muita dedicação, competência, compromisso, paciência, além de muita criatividade. Se ele souber aproveitar ao máximo toda a bagagem de conhecimento prévio que a criança traz de casa, aliado à experiência, o trabalho poderá ser mais prazeroso. De acordo com (Carraher, Carraher e Schileimann, 1989; Colello, 2003, Colello e Silva, 2003), na dificuldade de lidar com a lógica do “aprenda primeiro para depois ver para que serve”, muitos alunos parecem pouco convencidos a mobilizar os seus esforços cognitivos em benefício do aprender a ler e a escrever. 

O aluno, ao se deparar com a pouca lógica no que lhe é ensinado, e a dificuldade que é romper com o artificialismo pedagógico em um contexto de falta de sintonia entre ele e os professores, apresenta como motivos de resistência ao aprendizado: a negação de um mundo que não é o seu; o temor de perder suas raízes, o medo de abalar a primazia até então concedida à oralidade, o receio de trair seus pares com o ingresso no mundo letrado e a insegurança na conquista da nova identidade.

Ao se trabalhar com leitura o professor não precisa ficar preso somente a conteúdos, textos e atividades apresentadas nos livros didáticos. Ele pode ir além, procurar, explorar ao máximo a linguagem que o texto apresenta, além de fazer comparações com os desenhos, fazer uma leitura prévia através do título ou ainda utilizar diferentes portadores de textos como os rótulos, receitas trazidas pelos próprios alunos, além de folhetos e panfletos que geralmente são distribuídos pelas ruas e que todas as crianças têm acesso. Este tipo de trabalho torna o ensino mais prazeroso e contribui para um aprendizado mais eficaz. 

Kleiman (2001) expõe o caso de um grupo de jovens que se rebelaram ante a proposta da professora de examinar bulas de remédio. Como recurso didático até bem intencionado, o objetivo da tarefa era o de aproximar os alunos da escrita, favorecendo a compreensão de seus usos, nesse caso, chamando a sua atenção para os perigos da automedicação e para a importância de se informar antes de tomar uma medicação (posologia, reações adversas, efeitos colaterais, etc.). Percebe-se que o repúdio à tarefa, à escola e muito provavelmente à escrita por parte dos alunos, foi uma reação contra a implícita proposta de fazer parte de um mundo ao qual nem todos podem ter livre acesso, o mundo da medicina, da possibilidade de ser acompanhado por um médico e da compra de remédios.

Em relação ao trabalho com a leitura, 

No trabalho de leitura é importante enfatizar a compreensão global dos textos, o modo como o texto se organiza no papel, o tipo e a temática do texto a partir do título, os portadores de textos, os tipos de textos, as imagens e ilustrações. Nas atividades proporcionamos a antecipação do conteúdo dos textos, de levantamento e de confirmação de hipótese por meio de desenhos e textos (pausa protocolada). Trabalhar também com atividade que traga pistas sobre a forma do texto (estrofes, desenhos, espaços, disposição do texto), (Costa; Pinho; Lages, 2008, p.116).

Ao se trabalhar com o ensino da leitura, é necessário que se tenha em mente a sua importância para a sociedade. Portanto, ela precisa ser feita de maneira lúdica e prazerosa utilizando sempre textos variados acompanhados de atividades criativas que estimulem a criança a aprender palavras novas e assim ampliar o seu conhecimento de mundo.

Há que se pensar também no profissional do ensino que tem a tarefa de ensinar a ler e a gostar de ler. Para formar leitores, devemos ter paixão pela leitura, devemos entender a leitura como fonte de prazer e sabedoria. Está aí um desafio que os professores têm que encarar como sendo primordial. É um longo e difícil caminho a se percorrer, tentar romper com a artificialidade das práticas pedagógicas que acaba por expulsar o aluno da escola, um destino cruel, mas evitável se o professor souber instituir em classe uma interação capaz de mediar as tensões, negociar significados e construir novos contextos de inserção social. 

Além do momento de leitura, sabemos que as professoras utilizam diversas estratégias para trabalhar a leitura com seus alunos, dentre elas caça-palavras, bingo, trabalho com as sílabas móveis, jogo da memória, etc. 

Atividades como estas, além de serem interessantes e prazerosas, poderão contribuir de forma significativa para o desenvolvimento da leitura e escrita dos alunos. Mas também é importante lembrar que ainda há muito que ser feito, pois ainda há crianças que pegam o livro simplesmente para folhear, sem a preocupação de procurar saber o que está escrito em suas páginas.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

A leitura é um processo constante e de fundamental importância na vida de qualquer pessoa, uma forma de valorização do indivíduo como ser pensante.  Sendo assim, ela não é um ato mecânico, mas de inclusão e participação social. Este por sua vez, precisa acontecer de maneira prazerosa sem a necessidade da “leitura por obrigação”. A importância de uma leitura eficiente e significativa vem crescendo cada vez mais na sociedade. 

Para garantir que nossas crianças tenham uma educação de qualidade, o trabalho do professor é uma das principais ferramentas a ser utilizada neste processo de aquisição da leitura e escrita. Durante a realização deste estudo, percebemos que já houve um avanço significativo, o fato das escolas receberem crianças aos 06 anos de idade ampliando assim o tempo para que elas aprendam a ler e escrever já é um fator positivo. Mas, apesar disso ainda há muita coisa a ser feita. É preciso garantir às nossas crianças uma aprendizagem de qualidade para que ao ler um texto elas consigam compreender o que está escrito nas entrelinhas dele. 

Neste ato de ensinar a ler e escrever, o professor é de essencial importância no processo de ensino-aprendizagem dos alunos. É ele o facilitador, o mediador, contudo, isso não é uma responsabilidade somente dele, mas sim de toda a equipe pedagógica da escola, pois ambos precisam trabalhar em conjunto para garantir uma educação de qualidade. É preciso ainda que a família se conscientize da importância de seu apoio na alfabetização de seus filhos.

Para um bom resultado, também é importante ressaltar que os docentes precisam conhecer o ambiente em que atuam, as necessidades, os gostos e costumes de cada aluno, para que partindo deste conhecimento, ele trabalhe para que o momento de leitura seja significativo, para que suas práticas atendam aos anseios dos alunos, evitando que eles fiquem folheando os livros só para passar o tempo. Segundo Guedes (1981), a aprendizagem só é reconhecida e aceita quando o estudante percebe a importância do conteúdo informativo para seus próprios objetivos, pois uma pessoa só aprende significativamente os fatos e as informações que percebem ligados à manutenção e desenvolvimento do “eu”.

Diante de tudo o que foi observado durante a realização deste estudo, podemos concluir que com o trabalho realizado em sala de aula, encontramos alunos que têm interesse pela leitura dos textos, mas ainda há aqueles que pegam o livro simplesmente para passar o tempo. Para tentar solucionar tal problema é necessário o incentivo à leitura, a utilização de material didático adequado e diversificado. É possível também, no coletivo, envolver os pais, principalmente nos projetos escolares, na tentativa de ajudar os alunos a melhorar cada vez mais seu nível de leitura e a ter o hábito de ler juntamente com seus pais. 

Hoje, ao final desta pesquisa, percebe-se que este estudo possibilitou uma maior reflexão sobre como resolver o problema que tanto incomoda os professores.  Ele nos levou a refletir sobre como anda a prática da leitura em sala de aula, analisar as dificuldades de aprendizagem dos alunos em ler e interpretar, procurar desenvolver nos alunos a habilidade de leitura para que todos possam aprender a ler e interpretar com desenvoltura. 

Há uma certeza nas escolas de que o maior problema da educação hoje é justamente a dificuldade ou as dificuldades com relação à leitura e a escrita. Tal percepção se deve ao fato de que é através da leitura e da escrita que o sujeito se desenvolve.  Quais outras ferramentas poderiam ser usadas na tentativa de formar pessoas participantes e atuantes em uma sociedade? 

De acordo com Martins (1994, p. 22), se o conceito de leitura está geralmente restrito à decifração da escrita, sua aprendizagem, no entanto, liga-se por tradição ao processo de formação global do indivíduo, a sua capacitação para o convívio e atuação social, política, econômica e cultural. A leitura, apesar de ter assumido configurações diferenciadas com a evolução dos tempos, ainda permanece instrumentalizando a formação intelectual do aprendiz porque é a base do saber pensar.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

FERREIRO, Emília, Reflexões sobre alfabetização. 24º. Edição. São Paulo: Cortez, 2003.

FREIRE, Paulo. A Importância do Ato de Ler. Em três artigos que se completam. 43. ed. São Paulo: Cortez, 2002.

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Referencias

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Disponível em: https://academic.oup.com/cid/article/67/7/1208/6141108.
Acesso em: 2024-09-03.

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Alfabetização e dificuldades de aprendizagem

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