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Resumo
INTRODUÇÃO
A Umbanda, religião genuinamente brasileira, emerge no cenário religioso nacional no início do século XX, no Rio de Janeiro, como um fenômeno de sincretismo cultural e religioso (Ferreira, Andrade e Pereira, 2025). Fruto da confluência de elementos do catolicismo popular, do espiritismo kardecista e, fundamentalmente, das ricas tradições africanas e indígenas, a Umbanda se estabeleceu como um espaço de fé e acolhimento para milhões de brasileiros (Gomes et al., 2013). Sua rápida expansão e a diversidade de seus ritos e crenças a tornaram um campo fértil para estudos sociológicos, antropológicos e históricos, que buscam compreender suas complexas dinâmicas internas e sua relação com a sociedade brasileira (Chiesa, 2020).
No entanto, apesar de suas raízes profundas nas culturas africanas e indígenas, a Umbanda tem sido objeto de discussões crescentes sobre a disparidade étnica em seus terreiros, especialmente no que tange à prevalência de corpos brancos e à escassez de protagonismo negro e indígena (Oro, 2002). Essa problemática, que se manifesta de diversas formas, desde a composição racial dos frequentadores e líderes até a interpretação e valorização de suas próprias origens, levantando questões cruciais sobre as implicações sociais e culturais desse fenômeno (Camargo, 2019). A Zona Norte do Rio de Janeiro, região com uma significativa concentração de terreiros de Umbanda, serve como um microcosmo para a observação e análise dessas dinâmicas, revelando tensões e contradições inerentes à construção da identidade umbandista no Brasil (Heim, Araújo e Hoshino, 2018).
Este artigo de revisão bibliográfica tem como objetivo principal analisar as implicações sociais e culturais da disparidade étnica nos terreiros de Umbanda na Zona Norte do Rio de Janeiro, explorando a prevalência de corpos brancos e a escassez de protagonismo negro e indígena. Para tanto, buscou-se contextualizar historicamente o surgimento da Umbanda e o processo de branqueamento em sua formação, discutir a composição étnica atual dos terreiros, com base em dados disponíveis e analisar as consequências dessa disparidade para a identidade religiosa, a representatividade e a luta contra o racismo religioso.
A relevância deste estudo reside na necessidade de aprofundar o debate sobre as questões raciais dentro das religiões de matriz africana, contribuindo para a valorização de suas raízes e para a promoção de uma Umbanda mais inclusiva e representativa de sua verdadeira essência.
O artigo está estruturado em cinco seções principais: introdução, fundamentação teórica, análise da composição étnica, implicações sociais e culturais, e conclusão, seguidas pelas referências bibliográficas, conforme metodologia PRISMA (Harrad, 2015).
REVISÃO DE LITERATURA
RACISMO RELIGIOSO E BRANQUEAMENTO NA UMBANDA
Para compreender a disparidade étnica nos terreiros de Umbanda, é fundamental explorar os conceitos de racismo religioso e branqueamento, que se entrelaçam na formação e desenvolvimento dessa religião no Brasil (Marinho, 2022). Segundo esta autora, o racismo religioso pode ser definido como a discriminação, preconceito ou intolerância baseados em crenças ou práticas religiosas, frequentemente direcionados a religiões de matriz africana. No contexto brasileiro, essa forma de racismo manifesta-se através de estigmatização, violência e deslegitimação dessas religiões, perpetuando uma hierarquia social que privilegia o cristianismo e marginaliza as expressões de fé afro-brasileiras (Pereira, Santos e Oleto, 2022).
O conceito de branqueamento, por sua vez, refere-se a um processo social e ideológico que busca diluir ou apagar as características raciais e culturais de grupos não-brancos, assimilando-os a padrões eurocêntricos (Capelasso e Caniato, 2024). Na Umbanda, o branqueamento não se restringe apenas à composição étnica de seus praticantes, mas também se reflete na reinterpretação de suas doutrinas, ritos e símbolos, muitas vezes em detrimento de suas raízes africanas e indígenas. Esse fenômeno histórico é crucial para entender a prevalência de corpos brancos e a escassez de protagonismo negro e indígena nos terreiros, mesmo em uma religião que tem suas bases fincadas na cultura afro-brasileira (Barros, 2022).
A gênese da Umbanda, conforme analisado por diversos estudiosos, está intrinsecamente ligada a esse processo de branqueamento. A anunciação da Umbanda em 1908, por Zélio Fernandino de Moraes, um jovem branco da classe média fluminense, e a figura do Caboclo das Sete Encruzilhadas, são marcos que, embora fundadores, carregam em si as contradições de uma religião que se apropria de elementos africanos e indígenas sem, contudo, dar protagonismo aos seus verdadeiros herdeiros étnicos (Padrinho, 2013). Este mesmo autor conta que a narrativa da fundação da Umbanda por Zélio, um médium branco, e a posterior revelação de que o Caboclo das Sete Encruzilhadas seria um padre jesuíta branco, evidenciam uma tentativa de legitimar a religião perante a sociedade branca da época, distanciando-a das macumbas populares e das religiões de matriz africana, que eram alvo de intensa perseguição e preconceito.
Essa busca por legitimidade levou a Umbanda a incorporar elementos do Espiritismo Kardecista e do Catolicismo, o que contribuiu para seu reconhecimento social, mas também para o apagamento de suas raízes mais autênticas. A hierarquia das entidades na Umbanda, com a valorização de Caboclos (representando o indígena idealizado) e Pretos Velhos (representando o negro escravizado, mas em posição de subalternidade), e a demonização de Exus, reflete a estrutura social racista da época e a necessidade de se adequar a ela para sobreviver (Jorge, 2013).
O intercâmbio entre Umbanda e Espiritismo, embora tenha facilitado a difusão de crenças e práticas, também representou uma estratégia de branqueamento (Duccini, 2011). Segundo esta autora, o espiritismo, já buscando sua própria legitimação e distanciamento das práticas consideradas “inferiores” como as macumbas, ofereceu à Umbanda um modelo de organização e discurso que enfatizava a caridade e o “amor ao próximo”, distanciando-a ainda mais de suas origens africanas e indígenas. Desta forma, esse processo resultou em uma “tribo de brancos” que podiam acessar os “serviços espirituais” sem se associar diretamente às religiões afro-brasileiras estigmatizadas.
Segundo Campos e Neri (2020), essa apropriação cultural, onde elementos de religiões de matriz africana e indígena são descontextualizados e ressignificados para atender a uma narrativa eurocêntrica, e é um dos pilares da disparidade étnica observada nos terreiros, já que falta de reconhecimento do protagonismo negro e indígena na construção da Umbanda não apenas invisibiliza a contribuição dessas comunidades, mas também perpetua um ciclo de racismo e exclusão dentro da própria religião.
A COMPOSIÇÃO ÉTNICA NOS TERREIROS DE UMBANDA: UMA ANÁLISE DA PREVALÊNCIA E ESCASSEZ
Apesar de suas raízes africanas e indígenas, a composição étnica dos praticantes de Umbanda no Brasil tem sido objeto de debate e estudo, revelando uma prevalência de pessoas brancas e pardas. Dados do Censo 2022, por exemplo, indicam que entre os umbandistas e candomblecistas, pessoas brancas (42,7%) e pardas (26,3%) constituem a maioria dos religiosos (Toledo, 2025). Essa estatística, embora geral para o Brasil, reflete uma tendência de branqueamento que se manifesta também nos terreiros do Rio de Janeiro.
Estudos e mapeamentos de casas de religiões de matriz africana no Rio de Janeiro, como os realizados pela PUC-Rio e SEPPIR-PR em 2011, apontam que a Zona Norte da cidade, juntamente com a Zona Oeste, concentra um número significativo de comunidades afro-religiosas. No entanto, a disponibilidade de dados específicos sobre a composição étnica detalhada por região, como a Zona Norte, é limitada em pesquisas abertas. A análise do artigo sobre racismo religioso e branqueamento na Umbanda (Evangelista, 2022), já indicou a forte influência da classe média branca no delineamento da religião, o que sugere uma prevalência histórica de brancos em posições de liderança e frequentadores.
A escassez de protagonismo negro e indígena, apesar da origem e fundamentação da Umbanda em suas culturas, é uma das implicações mais visíveis desse processo de branqueamento. A narrativa da fundação da Umbanda, centrada em Zélio Fernandino de Moraes, um médium branco, e a figura do Caboclo das Sete Encruzilhadas, que se revelou ser um padre jesuíta branco, reforçam a ideia de que a religião foi moldada para ser aceita por uma sociedade predominantemente branca e eurocêntrica (Veiga, 2021). Isso não significa que pessoas negras e indígenas não frequentem ou liderem terreiros, mas que a estrutura e a representação da Umbanda muitas vezes não refletem a diversidade de suas origens.
Essa disparidade levanta questões sobre a representatividade e a autenticidade da Umbanda. Se a religião se baseia em elementos culturais africanos e indígenas, a ausência ou sub-representação de seus descendentes em posições de destaque pode levar a uma descaracterização de suas raízes e a uma perpetuação de desigualdades.
IMPLICAÇÕES SOCIAIS E CULTURAIS DA DISPARIDADE ÉTNICA
A disparidade étnica nos terreiros de Umbanda, caracterizada pela prevalência de corpos brancos e a escassez de protagonismo negro e indígena, acarreta uma série de implicações sociais e culturais que afetam a identidade da religião, a experiência de seus praticantes e a percepção da sociedade em geral (Pereira, 2023). Segundo este autor, o impacto mais evidente é a descaracterização da identidade da Umbanda, que, ao ser moldada por uma perspectiva eurocêntrica, distancia-se de suas raízes africanas e indígenas, essenciais para sua formação e significado.
Essa descaracterização se manifesta na apropriação cultural, onde elementos sagrados e rituais de origem africana e indígena são esvaziados de seu contexto original e ressignificados para se adequarem a uma visão mais “branca” e “aceitável” pela sociedade dominante. Isso não apenas empobrece a riqueza cultural da Umbanda, mas também contribui para a invisibilidade e o apagamento das contribuições dos povos africanos e indígenas para a construção da religião (Franco, Bezerra e Gonzáles, 2020). Segundo estes autores, a falta de reconhecimento do protagonismo negro e indígena na Umbanda perpetua um ciclo de racismo estrutural, onde a história e a cultura desses povos são marginalizadas mesmo dentro de um espaço que deveria ser de valorização e celebração de suas heranças.
Para os praticantes negros e indígenas, essa disparidade étnica pode gerar desafios significativos. A ausência de representatividade em posições de liderança e a predominância de narrativas que minimizam a importância de suas origens podem levar a um sentimento de não pertencimento e à dificuldade de se identificar plenamente com a religião (Pinho e Sansone, 2018). Segundo esses autores, além disso, a perpetuação de estereótipos e preconceitos raciais dentro dos próprios terreiros, mesmo que de forma velada, pode reproduzir as dinâmicas de racismo presentes na sociedade mais ampla. Afirmam ainda que a intolerância religiosa, que afeta desproporcionalmente as religiões de matriz africana, é agravada por essa disparidade étnica. Assim, segundo eles, quando a Umbanda é percebida como uma religião “embranquecida”, ela pode perder parte de sua capacidade de resistência e de sua voz na luta contra o preconceito e a discriminação.
De acordo com Barros (2022):
O racismo religioso, no caso das especulações sobre origem da umbanda, se baseia nos discursos hierarquizantes que expressam a discriminação e a intolerância religiosa, que operam valorando manifestações mais embranquecidas ou mais próximas da cultura branca, localizando-as não só verticalmente, uma sobre a outra, mas horizontalmente, uma em oposição à outra.
Em suma, a disparidade étnica nos terreiros de Umbanda não é apenas uma questão de números, mas um reflexo de processos históricos e sociais complexos que impactam profundamente a religião e seus adeptos. O reconhecimento e a valorização do protagonismo negro e indígena são passos fundamentais para a construção de uma Umbanda mais justa, inclusiva e fiel às suas verdadeiras origens. A próxima e última seção apresentará as considerações finais e sugestões para futuras pesquisas e ações.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Este estudo analisou a disparidade étnica nos terreiros de Umbanda na Zona Norte do Rio de Janeiro, revelando que, embora a religião tenha raízes afro-indígenas, sua composição atual é marcada pela predominância de praticantes brancos e pela ausência significativa de representatividade negra e indígena. A análise histórica e conceitual mostrou que processos de legitimação social colaboraram para o distanciamento das tradições originárias, impactando diretamente a identidade da religião e contribuindo para práticas de apropriação cultural e exclusão dentro dos próprios espaços religiosos.
Diante desse cenário, torna-se necessário reconhecer e valorizar ativamente o protagonismo dos povos negros e indígenas na Umbanda, promovendo uma reconstrução de suas narrativas e práticas. O fortalecimento da representatividade étnica nas lideranças espirituais e a reafirmação das raízes culturais da religião são passos fundamentais para combater o racismo estrutural e resgatar a essência inclusiva e acolhedora da Umbanda. Com isso, espera-se contribuir para uma sociedade mais equitativa, em que as expressões religiosas possam refletir com fidelidade suas origens e promover justiça social.
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