Efeito de procedimentos estéticos não cirúrgicos na assimetria facial e suas implicações funcionais

EFFECT OF NON-SURGICAL AESTHETIC PROCEDURES ON FACIAL ASYMMETRY AND ITS FUNCTIONAL IMPLICATIONS

EFECTO DE LOS PROCEDIMIENTOS ESTÉTICOS NO QUIRÚRGICOS SOBRE LA ASIMETRÍA FACIAL Y SUS IMPLICACIONES FUNCIONALES

Autor

URL do Artigo

https://iiscientific.com/artigos/5324F0

DOI

doi.org/10.63391/5324F0

Samrsla, Guilherme Celso da Silva. Efeito de procedimentos estéticos não cirúrgicos na assimetria facial e suas implicações funcionais. International Integralize Scientific. v 5, n 50, Agosto/2025 ISSN/3085-654X

Resumo

O presente trabalho aborda o efeito de procedimentos estéticos não cirúrgicos na correção de assimetrias faciais e suas implicações funcionais, buscando analisar evidências sobre resultados estéticos e funcionais decorrentes de intervenções com toxina botulínica, preenchedores de ácido hialurônico e fios de sustentação de polidioxanona por meio de revisão de literatura em bases indexadas entre 2018 e 2025 que envolveram avaliações eletromiográficas, antropométricas e de fluxo aéreo, considerando estudos clínicos, relatos de caso e revisões sistemáticas. Foram identificados protocolos que permitiram redistribuição volumétrica uniforme e modulação muscular que restabeleceram equilíbrio de forças mastigatórias, manteram amplitude de movimento articular e melhoraram parâmetros respiratórios sem comprometer a biomecânica orofacial, além de elevada satisfação dos pacientes e baixa incidência de complicações quando adotados fluxogramas de segurança como teste de aspiração, uso de cânulas atraumáticas e manejo de granulomas com hialuronidase. Constatou-se que a combinação sequencial de técnicas promove sinergia de efeitos, estendendo a duração dos resultados por até dezoito meses e reduzindo a necessidade de intervenções adicionais, ressaltando a importância de abordagens multidisciplinares e protocolos padronizados. As perspectivas apontam para a realização de ensaios clínicos randomizados e estudos longitudinais que validem durabilidade e refinamento de metodologias de avaliação tridimensional e funcional, sugerindo diretrizes que considerem individualidade anatômica e metas orofaciais para consolidar a aplicação desses procedimentos como alternativa eficaz e segura na promoção de simetria facial e bem-estar orofacial.
Palavras-chave
função mastigatória; articulação temporomandibular; simetria facial; qualidade de vida.

Summary

This study addresses the effect of non-surgical aesthetic procedures on the correction of facial asymmetries and their functional implications. It analyzes the evidence on aesthetic and functional outcomes resulting from interventions with botulinum toxin, hyaluronic acid fillers, and polydioxanone support threads through a literature review of indexed databases between 2018 and 2025. These included electromyographic, anthropometric, and airflow assessments, considering clinical studies, case reports, and systematic reviews. Protocols were identified that allowed uniform volumetric redistribution and muscle modulation, restoring masticatory force balance, maintaining joint range of motion, and improving respiratory parameters without compromising orofacial biomechanics. These protocols also resulted in high patient satisfaction and a low incidence of complications when safety flowcharts were adopted, such as aspiration testing, use of atraumatic cannulas, and management of granulomas with hyaluronidase. The sequential combination of techniques was found to promote synergistic effects, extending the duration of results for up to eighteen months and reducing the need for additional interventions, highlighting the importance of multidisciplinary approaches and standardized protocols. Prospects point to randomized clinical trials and longitudinal studies that validate the durability and refinement of three-dimensional and functional assessment methodologies, suggesting guidelines that consider anatomical individuality and orofacial goals to consolidate the application of these procedures as an effective and safe alternative for promoting facial symmetry and orofacial well-being.
Keywords
masticatory function; temporomandibular joint; facial symmetry; quality of life.

Resumen

Este estudio aborda el efecto de los procedimientos estéticos no quirúrgicos en la corrección de asimetrías faciales y sus implicaciones funcionales. Analiza la evidencia sobre los resultados estéticos y funcionales resultantes de las intervenciones con toxina botulínica, rellenos de ácido hialurónico e hilos de soporte de polidioxanona a través de una revisión bibliográfica de bases de datos indexadas entre 2018 y 2025. Estas incluyeron evaluaciones electromiográficas, antropométricas y de flujo aéreo, considerando estudios clínicos, informes de casos y revisiones sistemáticas. Se identificaron protocolos que permitieron la redistribución volumétrica uniforme y la modulación muscular, restaurando el equilibrio de la fuerza masticatoria, manteniendo el rango de movimiento articular y mejorando los parámetros respiratorios sin comprometer la biomecánica orofacial. Estos protocolos también resultaron en una alta satisfacción del paciente y una baja incidencia de complicaciones cuando se adoptaron diagramas de flujo de seguridad, como pruebas de aspiración, uso de cánulas atraumáticas y manejo de granulomas con hialuronidasa. Se observó que la combinación secuencial de técnicas promueve efectos sinérgicos, prolongando la duración de los resultados hasta dieciocho meses y reduciendo la necesidad de intervenciones adicionales, lo que resalta la importancia de los enfoques multidisciplinarios y los protocolos estandarizados. Las perspectivas apuntan a ensayos clínicos aleatorizados y estudios longitudinales que validan la durabilidad y el perfeccionamiento de las metodologías de evaluación tridimensional y funcional, sugiriendo directrices que consideren la individualidad anatómica y los objetivos orofaciales para consolidar la aplicación de estos procedimientos como una alternativa eficaz y segura para promover la simetría facial y el bienestar orofacial.
Palavras-clave
función masticatoria; articulación temporomandibular; simetría facial; calidad de vida.

INTRODUÇÃO

A adoção de procedimentos estéticos não cirúrgicos tem apresentado crescimento expressivo em âmbito global, proporcionando alternativas menos invasivas para o tratamento de assimetrias faciais segundo levantamento realizado por Marques (2022). Toxina botulínica, preenchedores dérmicos à base de ácido hialurônico e dispositivos de sustentação percutânea passaram a ser amplamente utilizados em clínicas de estética, viabilizando correção de deformidades leves e moderadas com protocolos ambulatoriais. Esse fenômeno reflete demanda populacional por intervenções de recuperação rápida e resultados naturais, evidenciando o alinhamento entre avanços tecnológicos e necessidades sociais na estética facial.

A aplicação de toxina botulínica na simetrização facial fundamenta-se na modulação da hiperatividade muscular unilateral, por meio da inibição reversível de acetilcolina nas terminações nervosas (Oliveira et al., 2022). Se demonstra a eficácia no ajuste de contornos em regiões peri-orbital e perioral, com intervalo médio de manutenção de resultados entre três e seis meses, conforme parâmetros utilizados na prática clínica. Avaliações funcionais adicionais evidenciaram impacto positivo na dinâmica de expressão facial, ressaltando importância de planejamento anatômico preciso para evitar compensações musculares adversas (Kashiwabuchi et al., 2024).

Técnicas de preenchimento com ácido hialurônico e implementação de fios de Polidioxanona (PDO) têm expandido possibilidades de restabelecimento volumétrico e suporte tecidual, conforme relatado em casos clínicos envolvendo pacientes com fissuras labiais e populações trans (Teixeira; Rizzatti, 2023). Fios de PDO atuam como arcabouço para neoestimulação de colágeno, contribuindo para elevação de regiões malar e mandibular em curto prazo, com efeitos reprodutíveis em protocolos de manutenção semestrais (Albuquerque et al., 2021).

Se tem a seguinte questão norteadora do estudo: Em que medida os procedimentos estéticos não cirúrgicos utilizados para correção de assimetria facial influenciam parâmetros funcionais mastigatórios, articulares e de expressão, considerando aspectos de segurança e durabilidade dos resultados?

Aspectos de relevância concentram-se na necessidade de embasamento científico que integre avaliação estética e funcional, uma vez que eventuais desequilíbrios musculares ou alterações volumétricas podem comprometer a eficiência mastigatória, a articulação temporomandibular e a fonação. Pesquisa justificou-se pela escassez de estudos que correlacionem dados de simetria facial a aspectos de desempenho funcional, contemplando benefícios e riscos desses métodos. Elaboração de protocolos com base em evidências tem potencial de orientar condutas clínicas, promovendo resultados estáveis e melhoria na qualidade de vida dos pacientes.

Metodologia adotada consistiu em revisão de literatura científica, tendo sido selecionados artigos de bases indexadas como PubMed, Scopus e SciELO, publicados entre 2018 e 2025, que abordaram procedimentos não cirúrgicos para assimetria facial e suas consequências funcionais. Critérios de inclusão abrangeram estudos clínicos, revisões sistemáticas e relatos de caso com dados sobre eficácia, complicações e avaliações mastigatórias ou articulares.

O objetivo deste trabalho foi analisar, por meio de revisão bibliográfica, os efeitos de procedimentos estéticos não cirúrgicos na correção de assimetria facial e suas implicações funcionais, visando sistematizar evidências sobre resultados estéticos, segurança e impacto em funções orofaciais.

APLICAÇÃO DE TOXINA BOTULÍNICA NA CORREÇÃO DE ASSIMETRIA FACIAL

A toxina botulínica atua por meio da inibição reversível da liberação de acetilcolina nas junções neuromusculares, promovendo relaxamento selectivo de fibras em regiões hipertônicas da face (Oliveira et al., 2022). Esse mecanismo permite correção de assimetrias localizadas no terço superior e médio facial sem comprometer a função global da mímica. A redistribuição de tensões musculares favorece contornos mais harmoniosos, reduzindo a disparidade entre lados faciais. A duração do efeito tem variado entre três e seis meses, conforme dosagem e metabolismo individual. A aplicação segue protocolos ambulatoriais, com diluições padronizadas e monitoramento clínico periódico para definir necessidade de retoques (Kashiwabuchi et al., 2024).

A avaliação eletromiográfica pré-procedimento possibilita mapeamento das áreas de hiperatividade muscular, orientando pontos de injeção para maximizar eficácia e reduzir compensações (Vieira; Cé, 2024). Registros de atividade elétrica permitem quantificar disparidades de contração entre lados faciais, servindo de guia para dose individualizada. O uso de eletromiógrafos portáteis em ambiente clínico tornou possível ajuste em tempo real da distribuição de unidades de toxina, assegurando alinhamento funcional. Monitoramentos subsequentes validarão a simetria dinâmica obtida e orientarão ciclos terapêuticos futuros, mantendo equilíbrio de expressões sem prejuízo da força mastigatória.

Protocolos clínicos têm recomendado intervalo mínimo de quatro semanas entre aplicações para mitigar riscos de resistência imunológica e otimizar resposta terapêutica, conforme diretrizes nacionais de harmonização facial (Marques, 2022). Sessões de manutenção são programadas de acordo com recidiva de atividade muscular, observada por meio dearkeograma clínico. Pacientes com sequelas de trauma facial apresentaram melhoria significativa de contornos zigomáticos e masseterianos após aplicação específica em pontos selecionados (Brito et al., 2022). Essa abordagem customizada demonstrou restabelecimento estético sem interferir em funções orofaciais.

Integração de toxina botulínica com técnicas de preenchimento e fios de sustentação tem ampliado resultados ao combinar modulação muscular com restauração volumétrica (Oliveira et al., 2022). Sequências terapêuticas priorizaram aplicação de toxina antes de preenchedores, garantindo base estável para ajustes de volume e evitando migrações indesejadas de gel. Cronograma integrado incluiu avaliação após quatro semanas para complementar intervenções e alcançar contornos uniformes. Essa estratégia multidisciplinar reduziu necessidade de doses elevadas de neuromodulador, preservou naturalidade de expressões e estendeu duração dos resultados.

Treinamento em anatomia facial e uso de ultrassonografia para guiar injeções reduziram eventos adversos, como ptose palpebral e assimetrias residuais, para índices inferiores a 0,5 % (Kashiwabuchi et al., 2024). A adoção de cânulas atraumáticas e teste de aspiração antes de cada infiltração mitigou risco de injeção intra-arterial, prevenindo necrose tecidual. Protocolos de calibração de doses incluem demarcação precisionista de zonas de aplicação e administração em microbolus, distribuídos em múltiplos pontos para garantir difusão controlada e segurança.

Dados epidemiológicos nacionais indicam crescimento anual de 12 % nos procedimentos de toxina botulínica para simetria facial entre 2018 e 2023, com predominância de pacientes do sexo feminino na faixa etária de 30 a 50 anos (Marques, 2022). Tendência decorre da busca por métodos menos invasivos e de rápida recuperação. Estudos longitudinais apontaram satisfação superior a 90 % em avaliações subjetivas e objetivas, consolidando a técnica como alternativa confiável à cirurgia em casos de assimetria leve a moderada (Campelo et al., 2024).

PREENCHIMENTO COM ÁCIDO HIALURÔNICO NA SIMETRIZAÇÃO FACIAL

O ácido hialurônico promove restauração volumétrica em regiões malar, mandibular e labial por meio de alta capacidade de retenção de água na derme, gerando projeções calibradas que corrigem assimetrias estruturais. Aplicações de 0,1 a 0,3 mL em cada ponto garantiram uniformidade de contornos e mantiveram amplitude de movimento muscular, preservando expressões faciais e a função mastigatória sem restrições. A escolha de pontos considerou topografia anatômica individualizada, evitando sobre correções que pudessem comprometer a mobilidade labial ou a oclusão dentária. Ajustes finos de volume possibilitaram resultados naturais, sem rigidez excessiva ou aparência artificial, proporcionando equilíbrio estético funcional por meio de material biocompatível e reabsorvível no organismo (Teixeira; Rizzatti, 2023; Dutra et al., 2023).

A quantificação tridimensional das assimetrias faciais foi realizada com scanners ópticos de alta resolução, permitindo mapeamento milimétrico das discrepâncias e planejamento preciso da deposição de ácido hialurônico. O fluxo de trabalho incluiu captura de imagens pré e pós-procedimento, com análise fotogramétrica padronizada para comparação direta de resultados. A metodologia assegurou que os pontos de aplicação fossem definidos com base em coordenadas espaciais exatas, reduzindo margem de erro e variabilidade entre operadores. Pacientes trans foram avaliados em relação a seus contornos específicos, ajustando profundidade e ângulo de injeção para respeitar características anatômicas únicas, garantindo segurança e eficácia (Teixeira; Rizzatti, 2023).

Em indivíduos com fissura labiopalatal, o preenchimento submucoso com ácido hialurônico restabeleceu vedação labial e melhorou a função de selamento oral, facilitando a deglutição sem prejuízo da articulação e da fonação. A técnica envolveu injeções em pontos estratégicos do rebordo labial, restaurando o suporte estrutural ausente e compensando defeitos de tecido. Avaliações de fluxo aéreo antes e após tratamento registraram variação mínima nas resistências respiratórias, confirmando compatibilidade funcional do protocolo. A integridade dos músculos orbicular e depressor labial foi mantida, permitindo aos pacientes retomar atividades de alimentação e comunicação sem adaptações ou desconfortos adicionais (Dutra et al., 2023).

Granulomas de corpo estranho relacionados a preenchedores ocorreram em menos de 0,5 % dos casos, manifestando-se entre seis e nove meses após aplicação. O manejo incluiu infiltrações de hialuronidase diretamente nos nódulos granulomatosos, promovendo lise do polímero, e antibioticoterapia ajustada conforme cultura de swab local para controle de infecções secundárias. Adoção de técnicas de retroinjeção lenta durante o preenchimento e uso de formulações de alta pureza reduziram significativamente a incidência desses eventos. Protocolos restritos de assepsia, incluindo antissepsia tripla e troca frequente de agulhas, foram incorporados para assegurar reação tecidual controlada e minimizar riscos (Carvalho et al., 2025).

Análises comparativas de viscoelasticidade de diferentes formulações de ácido hialurônico demonstraram duração de resultados entre nove e dezoito meses, em função do módulo de elasticidade (G′) de cada produto. Substâncias com G′ mais elevado ofereceram sustentação superior em áreas de carga, como mandíbula e rebordo mandibular, mantendo contornos definidos sob tensão mastigatória. Formulações mais flexíveis foram preferidas em regiões de movimento intenso, como sulco nasolabial, para preservar suavidade de transição. Critérios de seleção consideraram densidade, coesividade e perfil de absorção, equilibrando durabilidade dos efeitos e naturalidade de aparência (Teixeira; Rizzatti, 2023).

Avaliações de satisfação subjetiva e medidas antropométricas registraram índices superiores a 90 %, com redução média de 2,5 mm na diferença de projeção entre lados faciais e estabilidade dos resultados até doze meses, desde que realizados retoques semestrais. Pacientes relataram confiança em funções mastigatórias e expressivas sem necessidade de procedimentos corretivos adicionais. A manutenção do equilíbrio volumétrico foi alcançada por meio de protocolos de reforço intermediário, ajustados conforme resposta individual. Esses dados indicam alto grau de aceitação dos procedimentos e confirmam eficácia clínica na correção de assimetrias leves a moderadas (França et al., 2023).

FIOS DE POLIDIOXANONA E REMODELAÇÃO TECIDUAL

Fios de Polidioxanona (PDO) com cones ou espículas têm sido utilizados para promover elevação de tecidos moles e induzir neocolagênese em áreas malar e mandibular, criando um suporte subcutâneo que sustenta as estruturas faciais por até doze meses. Após inserção em malha tridimensional, observou-se ativação de fibroblastos e reorganização da matriz extracelular, resultando em aumento de tensão dérmica e melhora gradual da firmeza da pele. Pacientes relataram redução de flacidez e redefinição de contornos, com início de estímulo colagênico percebido aos dois meses e pico de resposta próximo ao sexto mês, quando a densidade tecidual atingiu níveis semelhantes aos observados em tecidos mais jovens (Albuquerque et al., 2021).

Ângulos de inserção entre 15° e 30° foram empregados para otimizar a trajetória dos fios e minimizar migrações indesejadas de segmentos, reduzindo irregularidades superficiais e necessidade de correções posteriores. O uso de cânulas atraumáticas em vez de agulhas rígidas diminuiu significativamente episódios de equimose e desconforto pós-procedimento, além de preservar a integridade do tecido ao redor dos pontos de fixação. A técnica de múltiplos eixos de sustentação assegurou distribuição uniforme de tensão, conferindo naturalidade ao lifting não cirúrgico e favorecendo recuperação ambulatorial rápida, sem necessidade de repouso prolongado (Albuquerque et al., 2021).

Em 1,5 % dos casos, foram registradas fraturas de fios decorrentes de mastigação intensa ou movimentos bruscos da mandíbula, situação resolvida por remoção parcial de segmentos comprometidos e reestruturação da malha tecidual. Após procedimento corretivo, recomenda-se repouso mandibular por 48 horas e início imediato de sessões de fisioterapia miofuncional para promover acomodação dos fios e prevenir deslocamentos futuros. Pacientes submetidos a esse protocolo relataram manutenção de sustentação adequada e retorno rápido às atividades diárias, com índices de satisfação superiores a 85 % na reavaliação clínica (Carvalho et al., 2025).

Análises histológicas conduzidas em biópsias de áreas tratadas revelaram aumento expressivo de colágeno tipos I e III a partir do terceiro mês, com pico de deposição ao redor do sexto mês após a inserção dos fios. A densidade dérmica apresentou incremento de até 40 % em comparação a áreas não tratadas, conferindo maior elasticidade e espessura cutânea. Observou-se também formação de fibras reticulares que reforçaram a coesão estrutural dos tecidos. Pacientes abaixo dos 40 anos demonstraram resposta colagênica mais rápida, enquanto indivíduos acima dos 55 anos necessitaram de sessões adicionais para manter níveis ótimos de firmeza (Albuquerque et al., 2021).

A combinação de fios PDO com preenchedores de ácido hialurônico possibilitou sustentação direcionada e polimento volumétrico, resultando em harmonia de contornos e prolongamento dos efeitos estéticos por até dezoito meses. O protocolo ideal preconizou inserção dos fios para criar arcabouço de sustentação, seguida de aplicação de gel de ácido hialurônico para ajustes finos de volume e correção de imperfeições residuais. Essa sequência garantiu base estável para o preenchedor, otimizando adesão e reduzindo necessidade de retoques precoces, além de assegurar transição suave entre áreas elevadas e adjacentes (Teixeira; Rizzatti, 2023).

COMPLICAÇÕES E PROTOCOLOS DE SEGURANÇA

A necrose tecidual resultante de injeções intra-arteriais tem sido associada à administração em bolus de grande volume sem aspiração prévia, o que pode levar à obstrução vascular e comprometimento perfusório. A introdução de cânulas atraumáticas e a realização de teste de aspiração antes de cada infiltração reduziram significativamente esse risco, uma vez que evitam a injeção acidental em luz arterial. Protocolos clínicos passaram a recomendar microbolus fracionados, distribuídos em múltiplos pontos estratégicos, além da aplicação tópica de agentes vasodilatadores imediatamente após o procedimento. Essas medidas combinaram eficiência na entrega do produto e segurança, minimizando ocorrências de necrose e preservando a integridade dos tecidos periféricos (Silva; Morais; Hassan, 2024).

Granulomas inflamatórios surgem tipicamente entre seis e nove meses após o preenchimento com ácido hialurônico, caracterizando reação de corpo estranho e resposta imune localizada. O manejo terapêutico envolve infiltrações diretas de hialuronidase na área afetada, facilitando a degradação do polímero e alívio da resposta granulomatosa. Simultaneamente, a antibioticoterapia é ajustada com base em cultura de swab local, assegurando cobertura para microrganismos envolvidos. A adoção de técnicas de retroinjeção lenta durante o preenchimento e a utilização de formulações de alta pureza mostraram queda expressiva na incidência de granulomas, reforçando a importância de cuidados assépticos e qualidade dos materiais utilizados (Carvalho et al., 2025).

Relatos de ptose palpebral e diplopia transitória têm sido documentados em menos de 0,2 % dos casos envolvendo toxina botulínica na região periorbital, consequência da difusão inadvertida do neuromodulador. A implementação de treinamentos especializados em anatomia ocular e a aplicação guiada por ultrassonografia reduziram consideravelmente esses eventos adversos. Adicionalmente, protocolos de calibração de doses passaram a emprega estratégias de demarcação precisionista, estabelecendo limites seguros por área anatômica. A combinação dessas práticas resultou na quase eliminação de complicações visuais, garantindo tratamentos mais previsíveis e seguros, sem prejuízo da eficácia na correção de assimetrias faciais (Kashiwabuchi et al., 2024).

A migração de fios de Polidioxanona em procedimentos de lifting não cirúrgico costuma ocorrer quando as inserções são superficiais ou o ângulo de introdução está incorreto, permitindo deslocamento dos segmentos sob a pele. Para reverter esse quadro, adotou-se massagem local direcionada e, em casos mais persistentes, remoção seletiva de segmentos mal posicionados sob anestesia local. O desenvolvimento de treinamentos com simulações em modelos cadavéricos e realidade virtual aprimorou a habilidade de profissionais, reduzindo a taxa de migrações. Essas inovações educacionais enfatizam a importância de técnica apurada e controle de profundidade para manutenção da estabilidade tecidual (Silva; Santos; Pinho, 2023).

Casos de disfunção temporomandibular derivados do uso excessivo de preenchedores na região masseteriana ocorreram quando não se realizou avaliação funcional prévia, levando a sobrecarga articular e desconforto mandibular. A integração de exame clínico por especialista em disfunções orofaciais passou a ser obrigatória antes da aplicação, permitindo identificação de fatores predisponentes. Quando detectados sinais de sobrecarga ou retrusão condilar, optou-se por volumes reduzidos e técnicas de distribuição mais superficiais. Dessa forma, preveniu-se agravamentos de sintomatologia e garantiu-se preservação da saúde articular, alinhando resultados estéticos e funcionais (França et al., 2023).

Fluxogramas clínicos estruturados em checklists específicos para cada técnica, aliados a testes de sensibilidade cutânea e disponibilidade de kits de emergência para perfusão arterial, consolidaram um ambiente seguro em clínicas de estética facial. Esses protocolos sistematizaram cada etapa do procedimento, desde a triagem inicial até o acompanhamento pós-procedimento, permitindo padronização de práticas e auditoria contínua de resultados. A implementação de registros detalhados e revisões periódicas de casos corroborou a eficácia das medidas, promovendo melhoria constante da qualidade assistencial e redução de eventos adversos em populações diversas (Silva; Morais; Hassan, 2024).

IMPACTO FUNCIONAL EM MASTIGAÇÃO E ARTICULAÇÃO 

Sensores de pressão oclusal registraram distribuição homogênea de forças bilaterais após intervenções de simetria facial, evidenciando redução de 28 % na carga suportada por músculos previamente compensatórios. A análise considerou diferentes fases do ciclo mastigatório, sem prejuízo na resistência a alimentos de variadas consistências. A uniformização de forças contribuiu para minimizar desequilíbrios que podem levar a desgastes dentários e desconforto articular. Ajustes volumétricos realizados com preenchedores e moduladores musculares restabeleceram a biomecânica da oclusão, permitindo execução de movimentos de lateralidade e propulsão mandibular com padrão semelhante ao de indivíduos sem assimetrias prévias (Campelo et al., 2024).

Medidas de fluxo aéreo nasal antes e após reposicionamento de tecidos malar apontaram aumento médio de 12 % na vazão, associado a melhora na resistência das vias superiores. Pacientes relataram redução de roncos e sensação de desconforto noturno, correlacionada à liberação de compressões perinasais. A elevação das estruturas malar favoreceu reabertura de ductos respiratórios, refletindo em parâmetros polissonográficos aprimorados. Resultados sugerem que procedimentos estéticos faciais podem impactar positivamente a qualidade do sono e o equilíbrio respiratório, ampliando os benefícios além da estética e promovendo bem-estar sistêmico (França et al., 2023).

Eletromiografia de superfície avaliou massa de contração dos masseteres antes e seis semanas após aplicação de toxina botulínica, registrando retorno gradual à simetria funcional sem alteração na força máxima voluntária. O mapeamento de zonas motoras orientou distribuição de unidades de neuromodulador, evitando atrofia excessiva e preservando potencial contrátil. Pacientes mantiveram índices de fadiga semelhantes aos pré-intervenção ao realizar tarefa de trituração contínua. Esses achados confirmam que a modulação da atividade muscular, quando baseada em dados eletromiográficos, não compromete o desempenho mastigatório, assegurando restabelecimento de equilíbrio entre potência e resistência funcional (Oliveira et al., 2022).

Testes de amplitude de abertura bucal e palpação da articulação temporomandibular não evidenciaram alterações relevantes após inserção de fios de PDO, validando protocolos de mobilização precoce e uso terapêutico de ultrassom. As avaliações incluíram goniometria para medir abertura máxima e laterais, além de escalas de dor articular. Sessões de fisioterapia miofuncional e exercícios de alongamento foram iniciadas nas primeiras 48 horas, acelerando adaptação tecidual. A manutenção dos parâmetros de movimentação reforça que o estímulo neocolagênico causado pelos fios não interfere na biomecânica condilar, preservando funcionalidade orofacial completa (Albuquerque et al., 2021).

Comparação entre pacientes submetidos a única técnica e aqueles que receberam protocolo integrado de toxina, preenchedores e fios demonstrou maior estabilidade funcional no segundo grupo, com 35 % menos queixas de fadiga mastigatória e necessidade de ajustes. A sequência recomendada previu aplicação de fios para sustentação, seguida de preenchedores para polimento volumétrico, e finalização com neuromodulação para harmonizar dinâmica muscular. O modelo sinérgico assegurou equilíbrio de tensões e volumetria adequada, reduzindo riscos de compensações e estendendo duração dos resultados funcionais por até doze meses (Teixeira; Rizzatti, 2023).

CONSIDERAÇÕES FINAIS

A análise dos resultados evidenciou que procedimentos estéticos não cirúrgicos oferecem recursos assertivos para correção de assimetrias faciais leves a moderadas, promovendo equilíbrio volumétrico e harmonia de contornos sem intervenção invasiva. A precisão no planejamento e a escolha adequada de técnicas permitiram distribuição uniforme de cargas musculares e sustento tecidual, assegurando recuperação funcional rápida e naturalidade de expressões. A combinação de métodos como neuromodulação, preenchimento e sustentação tecidual revelou-se eficiente na obtenção de simetria, minimizando riscos associados a cirurgias convencionais e reduzindo tempo de recuperação pós-procedimento.

A integração de avaliações funcionais com eletromiografia, análise de fluxo aéreo e testes de mobilidade articular comprovou que a simetria alcançada estende seus benefícios além da estética, influenciando positivamente mastigação, articulação temporomandibular e padrões respiratórios. A manutenção de amplitude de movimento e força muscular aponta para preservação da biomecânica orofacial, eliminando desconfortos associados a desequilíbrios pré-existentes. Protocolos multidisciplinares envolveram colaboração entre cirurgiões-dentistas, fisioterapeutas e especialistas em estética facial, fortalecendo abordagem abrangente e segurança clínica.

A gestão de complicações, por meio de fluxogramas clínicos, checklists de procedimentos e treinamentos em anatomia, mostrou-se fundamental para reduzir eventos adversos e garantir consistência nos resultados. A adoção de cânulas atraumáticas, testes de aspiração e aplicações fracionadas aprimorou a segurança de injeções, enquanto o manejo de reações inflamatórias com protocolos de hialuronidase e antibioticoterapia específica demonstrou eficácia no controle de granulomas. Esses cuidados validaram a confiabilidade dos métodos e reforçaram a importância de ambientes clínicos padronizados.

A sinergia entre diferentes técnicas potencializou a estabilidade dos resultados, prolongando efeitos estéticos e funcionais por períodos superiores a doze meses sem prejuízo de mobilidade e desempenho mastigatório. A sequência estratégica de aplicação de fios de sustentação, preenchedores e toxina botulínica estabeleceu base estável para ajustes volumétricos e modulou a dinâmica muscular de forma equilibrada. Essa integração metodológica reduziu a necessidade de intervenções corretivas, refletindo em maior satisfação dos pacientes e otimização de custos em tratamentos de longo prazo.

As perspectivas futuras indicam necessidade de estudos longitudinais e ensaios clínicos randomizados para consolidar evidências sobre a durabilidade dos resultados e refinamento de protocolos. A padronização de metodologias de avaliação tridimensional e funcional pode orientar práticas clínicas mais robustas e personalizadas. A pesquisa orientada por dados fortalecerá a construção de diretrizes que considerem peculiaridades anatômicas e metas estéticas, consolidando o uso de procedimentos não cirúrgicos como alternativa confiável na correção de assimetrias faciais e promoção de bem-estar orofacial.

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Samrsla, Guilherme Celso da Silva. Efeito de procedimentos estéticos não cirúrgicos na assimetria facial e suas implicações funcionais.International Integralize Scientific. v 5, n 50, Agosto/2025 ISSN/3085-654X

Referencias

Vivian Caroline Coraucci.
BAILEY, C. J.; LEE, J. H.
Management of chlamydial infections: A comprehensive review.
Clinical infectious diseases.
v. 67
n. 7
p. 1208-1216,
2021.
Disponível em: https://academic.oup.com/cid/article/67/7/1208/6141108.
Acesso em: 2024-09-03.

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v. 5
n. 50
Efeito de procedimentos estéticos não cirúrgicos na assimetria facial e suas implicações funcionais

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