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Resumo
INTRODUÇÃO
A inclusão de alunos com deficiência no ensino regular tem sido pauta constante nas discussões sobre equidade e qualidade na educação brasileira, sobretudo após o fortalecimento das políticas públicas voltadas à educação inclusiva nas últimas décadas. No entanto, apesar dos avanços legislativos e curriculares, como a promulgação da Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva e a incorporação de princípios inclusivos na Base Nacional Comum Curricular (BNCC), o ensino de Matemática ainda se apresenta como um campo de grandes desafios quando se trata de atender, com qualidade, os estudantes com necessidades educacionais especiais.
Entre as principais dificuldades enfrentadas estão as limitações de acessibilidade pedagógica, a ausência de formação específica por parte dos professores, a escassez de materiais didáticos adaptados e, sobretudo, a rigidez de práticas metodológicas pouco sensíveis à diversidade. Diante desse contexto, as tecnologias educacionais acessíveis ganham destaque como importantes aliadas na mediação dos saberes matemáticos, oferecendo novos caminhos para a superação de barreiras e a promoção de um ensino mais justo e significativo.
Recursos como softwares de leitura de tela, plataformas digitais com comandos personalizados, materiais manipulativos digitais, vídeos com Libras e ambientes interativos oferecem múltiplas formas de representação, expressão e engajamento, beneficiando tanto alunos com deficiência quanto seus colegas.
Diante disso, este artigo tem como objetivo analisar como as tecnologias educacionais podem contribuir para a inclusão de alunos com deficiência no ensino de Matemática, com ênfase nas ferramentas acessíveis, nas práticas docentes e nos entraves enfrentados no contexto da escola pública. Especificamente, busca-se: (i) discutir os desafios e possibilidades da aprendizagem matemática para alunos com deficiência; (ii) identificar tecnologias acessíveis com potencial de mediação pedagógica; (iii) apresentar experiências e estudos que evidenciem o impacto dessas ferramentas na prática escolar; e (iv) propor encaminhamentos para a formação de professores e para políticas públicas voltadas ao ensino inclusivo de Matemática.
Este estudo adota uma abordagem qualitativa, com foco bibliográfico e caráter exploratório. A análise foi realizada com base em publicações acadêmicas recentes, entre os anos de 2022 e 2025, extraídas de bases indexadas como SciELO, CAPES Periódicos, Google Acadêmico e Web of Science. O recorte temporal busca contemplar o que há de mais atual nas discussões sobre inclusão e uso de tecnologias na Educação Básica.
A estrutura do artigo compreende cinco seções. Após esta introdução, apresenta-se a fundamentação teórica, organizada em subtópicos que abordam o ensino de Matemática para alunos com deficiência, o uso de tecnologias acessíveis e os impactos observados em experiências educacionais. Em seguida, a metodologia descreve os critérios de seleção e análise do material consultado. A seção de resultados e discussão sistematiza os principais achados e reflexões obtidas com base nos dados bibliográficos. Por fim, as considerações finais sintetizam as contribuições do estudo e apontam caminhos possíveis para a promoção de práticas mais inclusivas e sustentadas no ensino da Matemática. A pesquisa caracteriza-se por uma abordagem qualitativa, bibliográfica e exploratória, com o objetivo de analisar o potencial das tecnologias acessíveis como ferramentas de inclusão no ensino de Matemática para alunos com deficiência na rede pública. Essa abordagem busca compreender, de forma interpretativa, como os recursos tecnológicos têm sido pensados, utilizados e avaliados na literatura recente sobre educação inclusiva, considerando suas implicações pedagógicas e estruturais.
Segundo Gil (2023), a pesquisa bibliográfica é adequada para examinar temas por meio de referências teóricas já publicadas, permitindo identificar lacunas, tendências e convergências para uma análise crítica. Assim, foram reunidas produções acadêmicas e documentos oficiais que tratam da relação entre inclusão, ensino de Matemática e tecnologias acessíveis. O levantamento ocorreu entre fevereiro e maio de 2025, priorizando publicações de 2014 a 2025, em plataformas como SciELO, CAPES Periódicos, Google Acadêmico e Web of Science, usando descritores com operadores booleanos.
Embora não envolva participação direta de sujeitos, a pesquisa respeitou princípios éticos, com fidelidade às fontes, transparência metodológica e referências conforme ABNT NBR 10520:2023 e NBR 6023:2023. A abordagem bibliográfica, apesar de não coletar dados empíricos, proporcionou uma visão fundamentada, contribuindo com um referencial crítico e propositivo sobre a inclusão de alunos com deficiência no ensino de Matemática mediado por tecnologias educacionais.
REVISÃO DA LITERATURA
A INCLUSÃO NO ENSINO DE MATEMÁTICA: DESAFIOS E POSSIBILIDADES
A inclusão de alunos com deficiência no ensino de Matemática impõe desafios pedagógicos relevantes, principalmente quando se trata de assegurar que esses estudantes tenham não apenas acesso ao conteúdo, mas também condições reais de aprendizagem e participação efetiva nas aulas.
Muniz, Peixoto e Madruga (2018) observam que muitos professores de Matemática não se sentem preparados para atuar com alunos surdos, principalmente por falta de formação e pela ausência de suporte técnico e pedagógico adequado nas escolas públicas.
Outros estudos revelam o potencial das abordagens lúdicas e do uso de materiais concretos no ensino da Matemática para alunos com deficiência. Teixeira, Paiva e Moreira (2018) mostram que o uso de jogos, histórias e atividades manipulativas torna o conteúdo mais acessível e engajador, sobretudo para estudantes com deficiência intelectual. Essa estratégia é particularmente valiosa quando associada ao planejamento individualizado, pois permite o respeito ao ritmo e ao estilo de aprendizagem de cada aluno. A prática cotidiana mostra que atividades lúdicas não são meros recursos complementares, mas verdadeiras pontes entre o abstrato e o concreto, facilitando a aprendizagem de conteúdos que tradicionalmente causam bloqueios cognitivos.
No campo das tecnologias assistivas, Fraz (2018) destaca que recursos como softwares de leitura de tela, vídeos com Libras e calculadoras falantes podem ampliar consideravelmente a participação dos alunos nas aulas de Matemática. A autora aponta que a personalização desses recursos é fundamental: um aplicativo eficaz para alunos com deficiência visual pode não ter o mesmo impacto entre estudantes com transtorno do espectro autista.
O comentário é pertinente, pois reforça a necessidade de o professor conhecer profundamente o perfil de seus alunos para fazer escolhas tecnológicas coerentes com suas necessidades. Além da mediação com recursos, a formação docente é um ponto crítico na efetivação da educação inclusiva. Silva, Viginheski e Shimazaki (2018) apontam a ausência de disciplinas voltadas à inclusão nos cursos de licenciatura em Matemática e defendem que as universidades devem incluir a temática de forma transversal, abordando desde os direitos legais dos alunos com deficiência até metodologias de ensino acessíveis. Esse dado nos faz refletir que, sem uma formação inicial sólida, a maioria dos docentes tende a reproduzir modelos excludentes, mesmo sem intenção.
Experiências mais recentes têm demonstrado que o uso de tecnologias digitais pode colaborar na superação de obstáculos. Antunes (2020) investigou o uso do software GeoGebra com alunos surdos no ensino de Geometria e concluiu que a ferramenta favoreceu a visualização dos conceitos, aumentando a compreensão e o interesse dos estudantes. Essa observação é relevante, pois mostra como tecnologias comumente utilizadas com alunos ouvintes podem ser adaptadas para o contexto inclusivo, desde que utilizadas com intencionalidade pedagógica.
Outro aspecto importante é a valorização dos saberes cotidianos e da diversidade cultural no ensino de Matemática. Alves (2014) defende que a Etnomatemática pode ser uma abordagem eficaz para incluir estudantes com deficiência, ao contextualizar o ensino com práticas próximas de suas realidades. Essa visão amplia a concepção de inclusão, sugerindo que a adaptação curricular não deve se restringir à forma, mas também ao conteúdo e ao significado da aprendizagem para o estudante. Quando o aluno se reconhece no conteúdo, sua participação tende a ser mais ativa e significativa.
A discussão sobre políticas públicas também é imprescindível. O Instituto Rodrigo Mendes (2021) chama atenção para o fato de que a formação docente e o acesso às tecnologias educacionais ainda são desiguais entre as escolas públicas, o que compromete a efetivação da inclusão. Revisões sistemáticas recentes confirmam que o uso de tecnologias acessíveis no ensino de Matemática ainda é incipiente no Brasil. Garcia Müller e Silva de Menezes (2021) analisaram a produção acadêmica sobre o tema e identificaram poucas iniciativas voltadas especificamente para estudantes com TEA e deficiência intelectual. A escassez de pesquisas revela não apenas uma lacuna no campo da investigação científica, mas também a urgência de se investir em estudos que articulem prática e teoria no cotidiano escolar. Os dados disponíveis são promissores, mas insuficientes para traçar estratégias sustentáveis em larga escala.
Por fim, é preciso destacar que os avanços obtidos dependem do compromisso coletivo com uma educação matemática mais justa e acessível. Silva et al. (2024) demonstraram, em pesquisa recente, que o uso do simulador PhET no ensino de frações para alunos com TEA promoveu ganhos significativos na compreensão dos conceitos. Isso reforça a ideia de que, quando as tecnologias são mediadas de forma sensível e contextualizada, elas não apenas favorecem o aprendizado, mas também promovem a cidadania e o pertencimento escolar.
TECNOLOGIAS ASSISTIVAS E RECURSOS DIGITAIS NO ENSINO DE MATEMÁTICA
A adoção de tecnologias assistivas no ensino de Matemática tem ampliado as possibilidades de acesso ao conhecimento para estudantes com deficiência, promovendo não apenas a acessibilidade física e sensorial, mas também a valorização das múltiplas formas de aprender. Mais do que ferramentas de apoio, esses recursos atuam como mediadores pedagógicos que podem transformar a maneira como o conteúdo é explorado em sala de aula.
Segundo Silva e Lopes (2024), tecnologias como leitores de tela, softwares de comando por voz e calculadoras adaptadas têm demonstrado efetividade no ensino de operações básicas e conteúdos algébricos.
Outro exemplo relevante é o uso de vídeos com Libras, audiodescrição e legendas sincronizadas para a explicação de conceitos geométricos e aritméticos. Em estudo recente, Freitas e Tavares (2023) mostraram que a utilização de vídeos acessíveis em plataformas como o YouTube Edu contribuiu para o aumento da compreensão conceitual de alunos com deficiência auditiva. Essa constatação reforça a importância de pensarmos recursos que estejam inseridos no cotidiano tecnológico dos alunos.
Os simuladores interativos também têm se destacado como recursos eficazes. Oliveira e Andrade (2023), ao analisarem o uso do simulador PhET no ensino de frações para alunos com TEA, apontaram que a visualização dinâmica dos conceitos facilitou o raciocínio proporcional e reduziu a ansiedade matemática. Essa observação mostra como o recurso visual e interativo pode favorecer aprendizagens mais profundas.
É importante observar, no entanto, que o sucesso dessas tecnologias depende da mediação docente. Em pesquisa com professores da rede pública, Martins e Ferreira (2022) constataram que, quando os docentes compreendem o funcionamento pedagógico dos recursos digitais e os integram com intencionalidade, o impacto na aprendizagem é significativamente maior. Isso nos leva a reconhecer que não basta a presença do recurso; é preciso saber quando, como e por que utilizá-lo.
O uso de jogos digitais adaptados, como os disponíveis nas plataformas Matific e Wordwall, também tem se mostrado eficiente na personalização do ensino. De acordo com o levantamento realizado por Pereira e Santos (2023), esses ambientes permitem configurar o nível de dificuldade, a velocidade das tarefas e o tipo de retorno ao aluno, favorecendo a inclusão de estudantes com dificuldades de aprendizagem e deficiência intelectual leve. Essa flexibilidade é um diferencial importante, pois respeita os ritmos individuais sem comprometer os objetivos curriculares.
Além dos recursos digitais, materiais manipulativos digitais acessíveis — como ábacos virtuais, régua sonora e blocos lógicos com feedback visual e sonoro — têm sido incorporados em práticas inclusivas com bons resultados. Lima e Carvalho (2024) analisaram o uso desses materiais em escolas do interior do Ceará e verificaram avanços na organização do pensamento lógico-matemático, principalmente entre alunos com deficiência visual. Essa experiência indica que, mesmo em contextos com recursos limitados, é possível inovar com criatividade e foco na inclusão.
Outro recurso relevante são os softwares com reconhecimento de fala e escrita, que possibilitam ao aluno resolver operações matemáticas apenas com comandos de voz ou com apoio de teclados virtuais ampliados. Em estudo de caso conduzido por Costa e Almeida (2023), foi observado que estudantes com paralisia cerebral conseguiram realizar atividades matemáticas com maior fluência e autonomia após a introdução do software MathTalk. Isso demonstra que, com as ferramentas certas, barreiras antes intransponíveis podem ser superadas.
Contudo, a efetividade desses recursos também está ligada à formação do professor e à disponibilidade de suporte técnico contínuo. Como destacam Andrade e Silva (2025), muitas escolas contam com equipamentos, mas carecem de profissionais capacitados para orientar seu uso. Esse alerta é crucial, pois sem formação, mesmo os melhores recursos perdem seu potencial inclusivo.
FORMAÇÃO DOCENTE E O USO DE TECNOLOGIAS INCLUSIVAS NO ENSINO DE MATEMÁTICA
A formação docente é um dos pilares fundamentais para que as tecnologias educacionais possam ser integradas de forma eficaz e inclusiva ao ensino de Matemática. No entanto, o que se observa, especialmente na rede pública, é uma lacuna considerável entre as exigências de uma prática pedagógica inovadora e os percursos formativos oferecidos aos professores. A presença de recursos tecnológicos por si só não garante a inclusão se os docentes não estiverem preparados para utilizá-los com intencionalidade e sensibilidade às diferenças.
Segundo Silva e Torres (2024), a maioria dos cursos de licenciatura em Matemática ainda negligencia conteúdos relacionados à Educação Inclusiva e ao uso de Tecnologias Digitais da Informação e Comunicação (TDIC) adaptadas. Os autores destacam que os currículos muitas vezes priorizam conteúdos puramente matemáticos, desconsiderando a realidade de salas de aula cada vez mais heterogêneas. Essa constatação revela uma tensão entre a formação inicial e as exigências da prática docente, reforçando a necessidade de um redesenho curricular nas licenciaturas.
Não se trata apenas de inserir disciplinas isoladas sobre inclusão ou tecnologia, mas de transversalizar esses temas em todas as etapas da formação. De acordo com Moura e Lima (2022), formações que promovem oficinas práticas, análise de experiências e criação de planos de aula com recursos inclusivos são mais eficazes na construção de competências docentes voltadas à inclusão. Essa perspectiva é coerente com o que tenho observado em formações continuadas: os professores aprendem mais quando vivem a experiência, e não apenas quando a discutem teoricamente.
Além da formação inicial, a formação continuada também precisa ser fortalecida e contextualizada. Rocha e Nascimento (2022) apontam que muitos programas de formação continuada são genéricos, desvinculados da realidade das escolas públicas e das demandas específicas da prática matemática inclusiva. Essa crítica é relevante, pois ações formativas que não dialogam com os desafios cotidianos dos professores tendem a ser abandonadas ou vistas como pouco aplicáveis.
Outro aspecto essencial é o incentivo à criação de comunidades de aprendizagem entre os docentes. Como defendem Gomes e Almeida (2023), a troca entre pares, a partilha de boas práticas e a reflexão conjunta sobre o uso de tecnologias assistivas promovem não apenas a aprendizagem profissional, mas também o fortalecimento do compromisso ético com a inclusão. Em minha experiência como formadora, percebo que os momentos mais produtivos de formação ocorrem quando os professores discutem suas próprias experiências, sucessos e fracassos.
A formação também deve contemplar a familiarização com plataformas, aplicativos e softwares que possuam recursos de acessibilidade. Silva e Oliveira (2024) mostram que professores que conhecem ferramentas como o Dosvox, o NVDA ou as funções de acessibilidade do GeoGebra têm mais segurança em adaptar suas aulas para alunos com deficiência. A tecnologia, nesse contexto, deixa de ser um obstáculo e passa a ser uma ponte para o acesso ao conhecimento matemático.
Contudo, mesmo professores com boa formação enfrentam dificuldades quando não há apoio institucional. Antunes e Farias (2023) alertam para a importância do trabalho colaborativo entre professores, gestores e equipes de atendimento especializado. Sem esse apoio, a responsabilidade pela inclusão recai exclusivamente sobre o professor regente, o que pode gerar sobrecarga e frustração. A inclusão, portanto, não deve ser um esforço individual, mas uma construção coletiva da escola.
Outro desafio recorrente é a escassez de tempo para o planejamento de aulas inclusivas com uso de tecnologias. Martins e Araújo (2023) destacam que muitos professores atuam em múltiplas escolas, com elevada carga horária, o que dificulta o estudo, a experimentação e a adaptação de materiais. Essa realidade reforça a importância de políticas públicas que valorizem o tempo de planejamento pedagógico como parte integrante da jornada docente.
É necessário também considerar que o uso da tecnologia requer não apenas domínio técnico, mas reflexão pedagógica. Como afirmam Ramos e Pereira (2023), um software só terá impacto positivo na aprendizagem se estiver articulado aos objetivos da aula e ao currículo escolar. A formação, nesse sentido, precisa desenvolver nos professores a capacidade crítica de escolher recursos tecnológicos de acordo com as necessidades dos alunos e não apenas pela sua novidade ou popularidade.
Dessa forma, a formação docente voltada para o uso de tecnologias inclusivas no ensino de Matemática deve ser contínua, prática, contextualizada e reflexiva. Ela precisa estar alinhada ao compromisso ético de garantir o direito de aprender a todos os estudantes, considerando suas particularidades e potencialidades.
DESAFIOS DA INFRAESTRUTURA ESCOLAR NA IMPLEMENTAÇÃO DE TECNOLOGIAS INCLUSIVAS
A implementação efetiva de tecnologias educacionais inclusivas no ensino de Matemática enfrenta, nas escolas públicas brasileiras, entraves diretamente relacionados à precariedade da infraestrutura escolar. Embora se reconheça o potencial transformador dessas tecnologias, sua aplicação esbarra na ausência de recursos materiais, na limitação de conectividade e na carência de suporte técnico especializado. A inclusão digital, nesse contexto, torna-se um desafio estrutural que compromete o direito à aprendizagem de estudantes com deficiência.
Segundo Gonçalves e De Marco (2020), a maioria das escolas públicas brasileiras ainda possui acesso restrito à internet, número reduzido de computadores e ausência de equipamentos adaptados, como teclados ampliados, mouses alternativos ou softwares de leitura de tela. Os autores afirmam que, sem os recursos mínimos para garantir a acessibilidade, a tecnologia deixa de cumprir seu papel de mediadora da aprendizagem e torna-se mais uma expressão das desigualdades educacionais. Esse dado reflete o que também percebo na prática cotidiana: há boa vontade por parte dos professores, mas os meios nem sempre estão disponíveis.
O problema da infraestrutura não se limita à falta de equipamentos. Muitas escolas apresentam estruturas físicas inadequadas para receber estudantes com deficiência, como salas sem ventilação ou iluminação adequadas, mobiliário inadequado e ausência de sinalização tátil. Conforme destacam Amaral e Ribeiro (2023), a acessibilidade arquitetônica é indissociável da acessibilidade pedagógica, e ambas devem ser consideradas de forma integrada nas políticas de inclusão escolar. A presença da tecnologia, por si só, não resolve um ambiente excludente — é preciso que ela esteja inserida num espaço que acolha e respeite as especificidades dos estudantes.
Outro fator crítico é a falta de manutenção dos equipamentos existentes. Em diversas escolas públicas, há laboratórios de informática que permanecem fechados ou inativos devido à ausência de técnicos, falta de reposição de peças ou indisponibilidade de software atualizado. Lima e Oliveira (2022) alertam que a obsolescência tecnológica e a descontinuidade das políticas públicas comprometem a sustentabilidade das práticas inovadoras. Essa constatação reforça a importância de pensarmos a tecnologia não como um projeto pontual, mas como parte de uma política de Estado contínua e bem financiada.
Além da infraestrutura material, é preciso considerar a infraestrutura digital, entendida como a disponibilidade de conectividade estável e acessível. Martins e Silva (2023) apontam que em muitas regiões do Brasil, sobretudo nas áreas rurais e periféricas, a internet ainda é precária ou inexistente, o que inviabiliza o uso de plataformas online ou recursos baseados em nuvem.
Os gestores escolares também enfrentam dificuldades para planejar ações de inclusão com base em tecnologias, uma vez que os recursos destinados à manutenção e aquisição de equipamentos são limitados e, muitas vezes, burocratizados. De acordo com Santos e Barros (2024), os programas governamentais que incentivam a inovação tecnológica raramente dialogam com a realidade das escolas públicas, gerando um descompasso entre as políticas e as possibilidades locais de execução. O planejamento educacional, nesse caso, precisa ser mais responsivo às condições reais de cada escola, inclusive com flexibilidade orçamentária.
Outro ponto que merece destaque é a ausência de políticas intersetoriais que integrem educação, tecnologia e acessibilidade. Conforme observa Rocha (2025), a inclusão escolar mediada por tecnologias requer o envolvimento articulado de secretarias de educação, centros de apoio à pessoa com deficiência e setor privado. Sem essa cooperação, as ações tornam-se fragmentadas e ineficazes. Essa reflexão é especialmente importante quando pensamos na urgência de integrar saúde, assistência social e educação em torno de um projeto comum de inclusão.
Além disso, a ausência de dados atualizados sobre as condições tecnológicas das escolas dificulta a formulação de políticas públicas efetivas. Segundo relatório do Censo Escolar (INEP, 2024), embora a maioria das escolas esteja registrada como tendo acesso à internet, poucas possuem velocidade suficiente para o uso pedagógico em sala de aula. É fundamental que os dados oficiais sejam mais detalhados e transparentes, para que o planejamento de infraestrutura considere as reais necessidades das comunidades escolares.
Por fim, é necessário destacar que os desafios de infraestrutura tecnológica são, em grande medida, reflexo das desigualdades históricas do sistema educacional brasileiro. Como afirmam Pacheco e Lima (2023), superar essas barreiras exige um compromisso político com a justiça educacional, que vá além de ações pontuais e se traduza em investimentos robustos, formação de equipes técnicas e ampliação do acesso digital como direito básico à educação. Em outras palavras, a tecnologia deve ser compreendida como parte de um projeto democrático de escola, e não apenas como ferramenta.
TECNOLOGIAS ASSISTIVAS E ADAPTAÇÕES CURRICULARES NO ENSINO DE MATEMÁTICA
A inclusão educacional de alunos com deficiência no ensino de Matemática demanda mais do que boa vontade: exige ações pedagógicas fundamentadas e sustentadas por recursos adequados, entre eles as tecnologias assistivas e as adaptações curriculares. Tais elementos são centrais para garantir o acesso, a permanência e a aprendizagem significativa desses estudantes no contexto da Educação Básica.
Segundo Fonseca e Costa (2023), tecnologias assistivas podem ser compreendidas como todo recurso, estratégia ou serviço que promove a funcionalidade de pessoas com deficiência, possibilitando-lhes maior independência, autonomia e inclusão. No ensino de Matemática, isso inclui desde softwares leitores de tela até ábacos adaptados, calculadoras sonoras, pranchas de comunicação visual e plataformas digitais com navegação acessível.
A efetividade da tecnologia assistiva está fortemente condicionada à adaptação curricular, pois nem sempre o conteúdo pode ser simplesmente “traduzido” para o formato acessível sem mudanças estruturais na abordagem pedagógica. De acordo com Ferreira e Mello (2022), adaptar o currículo significa reorganizar objetivos, estratégias e instrumentos avaliativos a partir das possibilidades do estudante, sem, no entanto, perder de vista os direitos de aprendizagem comuns a todos. Essa visão crítica da adaptação é necessária para que a prática pedagógica não se limite a “facilitar” conteúdos, mas sim a construir caminhos reais de acesso ao conhecimento matemático.
Nesse sentido, as adaptações curriculares não podem ser encaradas como exceção, mas como parte do planejamento inclusivo da escola. Martins e Bastos (2024) destacam que a flexibilização de rotinas, o uso de linguagens múltiplas e a diversificação das atividades são estratégias que beneficiam não apenas os estudantes com deficiência, mas toda a turma. Esse olhar inclusivo é uma exigência ética e pedagógica, pois reconhece a diversidade como ponto de partida da prática docente e não como obstáculo a ser contornado.
A Base Nacional Comum Curricular (BRASIL, 2018) reforça essa perspectiva ao afirmar que a oferta de recursos de acessibilidade e a adequação dos processos de ensino são parte integrante do direito à educação. No caso da Matemática, isso significa garantir que conceitos como proporção, simetria ou sistema métrico possam ser ensinados com diferentes suportes sensoriais e cognitivos. Um exemplo comum em minha experiência docente é a substituição de representações visuais por materiais concretos em situações que envolvem geometria ou frações, sem prejuízo da compreensão conceitual.
A presença de profissionais de apoio, como o professor do Atendimento Educacional Especializado (AEE), é essencial para o uso efetivo das tecnologias assistivas. De acordo com Oliveira e Almeida (2023), a articulação entre o professor regente e o AEE possibilita que as adaptações sejam realmente funcionais, respeitando os limites e as potencialidades do aluno. Contudo, é necessário que essa relação seja construída de forma colaborativa e planejada, com troca de informações e coparticipação na elaboração das atividades matemáticas.
Um dos desafios recorrentes está na formação docente inicial, que muitas vezes negligencia conteúdos relacionados à acessibilidade curricular e ao uso de tecnologias assistivas. Como apontam Lima e Rocha (2022), a formação de professores ainda é marcada por um modelo conteudista e pouco interdisciplinar, o que dificulta a compreensão da inclusão como um direito e da tecnologia como meio para sua concretização. Essa lacuna impacta diretamente a capacidade dos docentes em planejar aulas de Matemática que considerem as especificidades dos alunos com deficiência.
Além da formação, é preciso repensar os materiais didáticos utilizados em sala de aula. Segundo Ramos e Vieira (2024), a maioria dos livros de Matemática ainda apresenta barreiras visuais, simbólicas e linguísticas que dificultam o acesso de alunos com deficiência visual, auditiva ou intelectual. A produção e distribuição de recursos adaptados deve ser uma política permanente, associada à formação docente e à oferta de tecnologias compatíveis com o público-alvo da educação especial.
A experiência escolar inclusiva só será efetiva se as tecnologias assistivas forem compreendidas não como ferramentas compensatórias, mas como meios legítimos de aprendizagem. Isso implica superar a ideia de que há um único caminho para se aprender Matemática. A pluralidade de estratégias, linguagens e ritmos deve ser valorizada como riqueza pedagógica, e não como problema. Como destacam Pires e Nogueira (2025), a escola precisa aprender a ensinar de diferentes formas, para que todos possam aprender do seu jeito.
FORMAÇÃO DOCENTE E PRÁTICAS INCLUSIVAS COM TECNOLOGIAS NO ENSINO DE MATEMÁTICA
A formação de professores é, sem dúvida, um dos principais alicerces para garantir a efetividade da inclusão de alunos com deficiência no ensino de Matemática. Segundo Rocha e Silva (2023), a formação continuada voltada à inclusão deve ir além do discurso genérico e abordar, de forma concreta, como adaptar conteúdos, selecionar ferramentas acessíveis e realizar intervenções pedagógicas eficazes.
As diretrizes nacionais de formação de professores (Brasil, 2022) reforçam esse compromisso, ao indicarem que os cursos de licenciatura devem preparar o futuro docente para lidar com a diversidade, promovendo experiências formativas voltadas à justiça social e à equidade. No entanto, como apontam Martins e Correia (2024), o currículo das licenciaturas em Matemática ainda é fortemente centrado em conteúdos formais, com pouco espaço para o debate sobre inclusão, acessibilidade e tecnologias assistivas. Essa lacuna impacta diretamente a prática pedagógica, perpetuando dificuldades históricas no atendimento a alunos com deficiência.
Nas formações que participo e promovo, percebo que estratégias como oficinas práticas, análise de casos reais e produção de materiais adaptados promovem maior envolvimento dos docentes, justamente por estarem conectadas à vivência cotidiana da sala de aula. É o que também defendem Santos e Vieira (2022), ao afirmarem que a formação mais efetiva é aquela que parte da realidade escolar e oferece respostas possíveis aos desafios concretos enfrentados por professores da rede pública.
Outro aspecto relevante diz respeito à forma como os professores são estimulados (ou não) a refletir sobre sua prática. Pacheco e Fernandes (2023) ressaltam que o professor não pode ser visto apenas como aplicador de técnicas, mas como sujeito capaz de construir saberes a partir de sua experiência. Por isso, espaços de escuta, partilha e colaboração entre docentes devem ser valorizados pelas escolas, redes e universidades, fortalecendo a construção coletiva de práticas inclusivas com apoio das tecnologias.
Nesse ponto, Lima e Torres (2025) apontam a urgência de ações formativas que dialoguem com os diferentes níveis de familiaridade tecnológica dos docentes, respeitando seus percursos e promovendo o uso crítico e ético das ferramentas digitais.
A formação continuada em serviço também deve contemplar o uso das tecnologias em consonância com os princípios da educação inclusiva. Não se trata apenas de aprender a operar aplicativos, mas de compreender como eles podem ser mediadores do conhecimento matemático para todos os estudantes, inclusive aqueles com deficiência visual, auditiva, intelectual ou motora. Como lembra Costa e Magalhães (2025), incluir com tecnologia é, acima de tudo, repensar a prática pedagógica a partir da diversidade.
RESULTADOS E DISCUSSÃO
A análise bibliográfica identificou avanços no uso de tecnologias acessíveis no ensino de Matemática para estudantes com deficiência, mas também revelou limites estruturais e formativos que comprometem a efetividade da inclusão. Estudos indicam que ferramentas como softwares adaptados, simuladores, jogos interativos e plataformas acessíveis promovem ganhos na compreensão de conceitos abstratos, especialmente quando mediadas por práticas pedagógicas planejadas (Silva et al., 2024; Oliveira; Andrade, 2023). Casos como o de Costa e Almeida (2023) mostram que alunos com paralisia cerebral desenvolveram maior autonomia com softwares de reconhecimento de voz, enquanto materiais manipulativos digitais facilitam o raciocínio lógico, especialmente para estudantes com deficiência visual (Lima e Carvalho, 2024).
Contudo, a efetividade dessas tecnologias depende de condições como infraestrutura precária, especialmente em redes públicas rurais ou periféricas, e da ausência de políticas públicas sustentáveis que articulem formação, recursos e manutenção tecnológica (Martins e Silva, 2023; Santos; Barros, 2024; Rocha, 2025).
A formação docente também é um fator crítico; muitos professores têm interesse, mas sentem-se despreparados devido à falta de conhecimentos específicos em acessibilidade e familiaridade com plataformas digitais (Ramos e Pereira, 2023; Silva e Oliveira, 2024). Experiências bem-sucedidas envolvem formações práticas e colaborativas, fortalecendo a autoconfiança docente e promovendo práticas inclusivas (Moura; Lima, 2022; Gomes; Almeida, 2023).
Além disso, adaptações curriculares mediadas por tecnologias são essenciais; a simples presença de recursos digitais não garante aprendizagem, sendo necessário adaptar conteúdos às características dos estudantes (Ferreira e Mello, 2022; Martins e Bastos, 2024). A inclusão efetiva requer articulação entre tecnologia, pedagogia e políticas educacionais; a colaboração entre professores de sala comum e profissionais do AEE é fundamental para o sucesso (Antunes e Farias, 2023). Em suma, embora haja avanços, a consolidação da inclusão no ensino de Matemática depende de formação contínua, infraestrutura adequada, políticas de longo prazo e práticas pedagógicas sensíveis à diversidade. A tecnologia, aliada ao compromisso ético e pedagógico, pode ser um catalisador da equidade escolar.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Este estudo buscou compreender como as tecnologias educacionais acessíveis podem contribuir para a inclusão de alunos com deficiência no ensino de Matemática, com base em uma análise crítica da literatura recente. Os recursos como softwares de leitura de tela, simuladores interativos, jogos digitais adaptados e plataformas acessíveis têm alto potencial pedagógico, mas sua eficácia depende da formação docente, suporte institucional e infraestrutura escolar.
A análise também destacou a importância das adaptações curriculares como condição para o uso eficaz das tecnologias assistivas. A inclusão vai além da simples integração à sala comum, demandando reestruturações pedagógicas que considerem as singularidades e direitos de aprendizagem dos estudantes. A colaboração entre professores da sala comum, o AEE e demais atores escolares deve ser fortalecida, promovendo práticas colaborativas e contextualizadas. Conclui-se que a tecnologia deve ser um instrumento de justiça educacional, desde que integrada a uma proposta pedagógica que valorize a diversidade e promova a equidade. As evidências indicam a necessidade de políticas públicas integradas, investimentos em infraestrutura, materiais acessíveis e maior formação de professores para concretizar uma inclusão efetiva no ensino de Matemática.
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