Descobertas pitagóricas: Movimentos dos planetas, descoberta dos números irracionais, influência na estética e na arte

PYTHAGOREAN DISCOVERIES: MOVEMENTS OF THE PLANETS, DISCOVERY OF IRRATIONAL NUMBERS, INFLUENCE ON AESTHETICS AND ART

PYTHAGOREAN DISCOVERIES: MOVEMENTS OF THE PLANETS, DISCOVERY OF IRRATIONAL NUMBERS, INFLUENCE ON AESTHETICS AND ART

Autor

URL do Artigo

https://iiscientific.com/artigos/86B9D2

DOI

doi.org/10.63391/86B9D2

Oliveira, Wiomar Santana De . Descobertas pitagóricas: Movimentos dos planetas, descoberta dos números irracionais, influência na estética e na arte. International Integralize Scientific. v 5, n 50, Agosto/2025 ISSN/3085-654X

Resumo

Este artigo resulta de uma pesquisa aprofundada sobre obras e autores que contribuem significativamente para o estudo da tradição pitagórica, cuja prática tem início no século VI a.C. e se estende até o século XVII d.C., marcando avanços notáveis nos campos da religião, ciência e filosofia. Dada a vastidão e complexidade da trajetória de Pitágoras, este trabalho adota uma abordagem focada e modesta, centrando-se em três eixos principais: os movimentos dos planetas, a descoberta dos números irracionais e a influência pitagórica na estética e na arte. Esses temas são analisados em diálogo com a produção acadêmica e sua repercussão contemporânea. A fundamentação teórica e a análise de dados se constroem a partir de uma ampla variedade de fontes, incluindo e-books, revistas científicas, artigos acadêmicos, dissertações, monografias e sites especializados. A pesquisa evidencia que, embora se dedique à figura de Pitágoras, é notoriamente difícil obter registros confiáveis de seus pensamentos, já que ele se torna uma figura lendária ainda em vida. Os relatos mais detalhados sobre sua obra derivam de documentos posteriores à sua morte. Pitágoras não representa apenas um nome importante na história da filosofia; é também uma das figuras mais enigmáticas e fascinantes da antiguidade. A maioria das fontes consultadas o reconhece como um gênio singular, cuja influência se estende à matemática, música, astronomia, filosofia e outras áreas que permanecem relevantes até hoje. A pesquisa adota uma abordagem bibliográfica, de caráter qualitativo e exploratório, com o objetivo de aprofundar a compreensão sobre o tema. O trabalho analisa 25 documentos, cujos resultados se apresentam ao longo do texto, culminando na exposição da relevância histórica e contemporânea de Pitágoras.
Palavras-chave
pitágoras; planetas; números irracionais; estética; arte.

Summary

This article is the result of in-depth research on works and authors who contributed significantly to the study of the Pythagorean tradition, whose practice began in the 6th century BC and continued until the 17th century AD, marking notable advances in the fields of religion, science, and philosophy. Given the vastness and complexity of Pythagoras’s trajectory, this work adopts a focused and modest approach, focusing on three main axes: the movements of the planets, the discovery of irrational numbers, and the Pythagorean influence on aesthetics and art. These themes are analyzed in dialogue with academic production and its contemporary repercussions. The theoretical foundation and data analysis were constructed from a wide variety of sources, including e-books, scientific journals, academic articles, dissertations, monographs, and specialized websites. The research highlights that, although dedicated to the figure of Pythagoras, it is notoriously difficult to obtain reliable records of his thoughts, as he became a legendary figure during his lifetime. The most detailed accounts of his work derive from documents published after his death. Pythagoras was not only an important figure in the history of philosophy; he is also one of the most enigmatic and fascinating figures of antiquity. Most sources consulted recognize him as a singular genius, whose influence extends to mathematics, music, astronomy, philosophy, and other fields that remain relevant today. The research adopted a bibliographical, qualitative, and exploratory approach, aiming to deepen understanding of the subject. Twenty-five documents were analyzed, the results of which are presented throughout the work, culminating in an exposition of Pythagoras’ historical and contemporary relevance.
Keywords
pythagoras; prime and composite numbers; music; astronomy, spherical earth.

Resumen

Este artículo es el resultado de una investigación exhaustiva sobre obras y autores que contribuyeron significativamente al estudio de la tradición pitagórica, cuya práctica se inició en el siglo VI a. C. y se prolongó hasta el siglo XVII d. C., marcando notables avances en los campos de la religión, la ciencia y la filosofía. Dada la vastedad y complejidad de la trayectoria de Pitágoras, este trabajo adopta un enfoque preciso y modesto, centrándose en tres ejes principales: los movimientos de los planetas, el descubrimiento de los números irracionales y la influencia pitagórica en la estética y el arte. Estos temas se analizan en diálogo con la producción académica y sus repercusiones contemporáneas. La base teórica y el análisis de datos se construyeron a partir de una amplia variedad de fuentes, incluyendo libros electrónicos, revistas científicas, artículos académicos, tesis doctorales, monografías y sitios web especializados. La investigación destaca que, si bien está dedicada a la figura de Pitágoras, es notoriamente difícil obtener registros fiables de su pensamiento, ya que se convirtió en una figura legendaria durante su vida. Los relatos más detallados de su obra provienen de documentos publicados después de su muerte. Pitágoras no solo fue una figura importante en la historia de la filosofía, sino también una de las figuras más enigmáticas y fascinantes de la antigüedad. La mayoría de las fuentes consultadas lo reconocen como un genio singular, cuya influencia se extiende a las matemáticas, la música, la astronomía, la filosofía y otros campos que siguen vigentes en la actualidad. La investigación adoptó un enfoque bibliográfico, cualitativo y exploratorio, con el objetivo de profundizar en la comprensión del tema. Se analizaron veinticinco documentos, cuyos resultados se presentan a lo largo del trabajo, culminando en una exposición de la relevancia histórica y contemporánea de Pitágoras.
Palavras-clave
pitágoras; números primos y compuestos; música; astronomia; tierra esférica

INTRODUÇÃO

Estudar a evolução de uma temática ao longo da história representa sempre um desafio. Ainda assim, torna-se essencial interpretar a realidade à luz da atualidade. Quando se trata da investigação de fatos históricos, impõe-se a necessidade de promover discussões objetivas, fundamentadas e, quando pertinente, acompanhadas de ressalvas. Só assim se expõem elementos relevantes e se alcança um convencimento real.

Este artigo apresenta estudos sobre os incentivos de Pitágoras que ainda ecoam na contemporaneidade, especialmente nos campos dos movimentos planetários, das descobertas dos números irracionais e da influência estética e artística. No que diz respeito às atividades pessoais de Pitágoras, existem diversas narrativas plausíveis, embora não verificadas (Kahn, 2001, p. 24).

A análise se concentra nas descobertas pitagóricas que se relacionam com os movimentos dos astros, com os fundamentos dos números irracionais e com a estética e a arte. Por meio de suas investigações, Pitágoras demonstra que a matemática e sua escola estão profundamente conectadas à sua visão de mundo e às suas crenças, aspectos essenciais para compreender melhor seu pensamento (Fossa, 2021).

Fica evidente que os pitagóricos veneram os números, atribuindo-lhes a origem não apenas do ser humano, mas de todas as coisas, inclusive do próprio universo (Souza, 2016, p. 28). O símbolo que a escola pitagórica adota para representá-la é o pentágono estrelado, conforme ilustrado a seguir:

Figura 1 – Pentágono Estrelado

Fonte: Carvalho 2008 (apud Souza, 2016). Disponível em: https://sistemabu.udesc.br/pergamumweb/vinculos/000028/0000283e.pdf. 

 

Contudo, como já mencionado em linhas anteriores, a filosofia pitagórica defende que “tudo é número”, pois seus seguidores acreditam que, ao compreender as relações entre os números inteiros, é possível desvendar todos os segredos do universo. Diante disso, torna-se evidente que a matemática não representa apenas um complemento, mas constitui um instrumento essencial que oferece vantagens tanto teóricas quanto práticas. Compreender essa relação proporciona uma visão ampla e precisa do universo, dos planetas, dos números irracionais, da influência na estética e na arte, e de suas possibilidades criativas (Rodrigues, 2025).

Nesse contexto, Pitágoras, além de ser amplamente conhecido pelo famoso teorema que leva seu nome, exerce grande influência na cosmologia e na forma como os antigos concebem o universo. Sua análise sobre o movimento dos corpos celestes se liga profundamente a ideias filosóficas e matemáticas que marcam a tradição pitagórica. Os pitagóricos acreditam que todos os corpos celestes, como, por exemplo, Terra, Lua, Sol e planetas, giram em torno de um fogo central invisível, não considerando o Sol como centro. Dessa concepção surge a ideia de um planeta oculto, denominado “contra-terra”, que também orbita esse fogo central, permanecendo invisível da Terra. Além disso, defendem que os corpos celestes se movem em trajetórias circulares, consideradas perfeitas, refletindo o equilíbrio e a ordem matemática do cosmos (Silva, 2012).

No decorrer deste artigo, demonstra-se como a descoberta dos números irracionais provoca impactos significativos e rompe paradigmas filosóficos. Essa descoberta revela que nem todos os números podem ser expressos como frações, desafiando a visão pitagórica de um universo inteiramente racional e ordenado. A irracionalidade traz à tona a complexidade do universo matemático, gera uma crise filosófica e exige a revisão dos fundamentos da matemática (Barros; Sá, 2022).

O tema proposto neste artigo possui relevância para a sociedade contemporânea, especialmente por tratar da comunicação humana. Discutir a importância e a leitura dessa temática evidencia a interconexão entre diferentes áreas do conhecimento, envolvendo estudiosos dos campos sociais, culturais, filosóficos e antropológicos.

No referencial teórico, inicialmente aborda-se o movimento dos planetas. Pitágoras contribui para a compreensão das órbitas elípticas ao redor do Sol, partindo da crença de que tudo no universo pode ser explicado por números e proporções. Para ele, o cosmos representa a expressão da ordem matemática, ideia que se manifesta na chamada “harmonia das esferas” (Santos et al., 2024).

Posteriormente, aborda-se a descoberta dos números irracionais, números que não podem ser expressos como frações, como a raiz quadrada de 2, os quais desafiam profundamente as concepções pitagóricas e abrem caminho para avanços significativos na matemática. Os pitagóricos acreditam que tudo no universo pode ser explicado por números racionais, ou seja, frações entre inteiros. A revelação dos números irracionais representa, para eles, um verdadeiro choque filosófico, quase uma crise existencial matemática (Barros et al., 2021, p. 140).

Dessa forma, os números irracionais rompem com a crença de que o universo é inteiramente racional e ordenado. Eles revelam que existem fenômenos que escapam à lógica dos números inteiros e das frações. Esse acontecimento impulsiona a evolução da matemática, conduzindo-a a conceitos mais abstratos e à consolidação da geometria euclidiana. Para os pitagóricos, os números irracionais representam o equivalente a descobrir que o universo abriga mistérios que não se encaixam em fórmulas simples. Trata-se de um momento de ruptura e também de crescimento para o pensamento matemático (Fossa, 2021).

Além disso, discute-se a influência da teoria pitagórica na estética e na arte, especialmente em sua busca por proporções e harmonia. Essa atuação significativa contribui para a formulação de questões que direcionam a pesquisa e fornecem uma base estruturada sobre as descobertas no contexto da filosofia de Pitágoras. A análise crítica e a exploração dos elementos propostos atravessam a relação entre matemática, arte e filosofia até os dias atuais (Silva; Idem, 2021).

Demonstra-se os tópicos abordados por meio da análise histórica e da apresentação de resultados obtidos por estudiosos ao longo do tempo, evidenciando suas aplicações em diversos contextos. Ao longo do desenvolvimento do artigo, estudam-se diferentes abordagens da temática com base em pesquisas e estudos disponíveis. Na conclusão, apresentam-se as considerações finais, destacando a relevância do estudo e suas aplicações contemporâneas.

O objetivo geral do trabalho foi investigar as contribuições da escola pitagórica para compreender os movimentos dos planetas, a descoberta dos números irracionais e sua influência na estética e na arte.

A pesquisa é de caráter bibliográfico, com abordagem qualitativa e natureza exploratória, fundamentada em fontes disponíveis na internet. Foram utilizados levantamentos de documentos históricos sobre a escola pitagórica, além de análises comparativas entre os conceitos e suas aplicações em movimento dos planetas, descoberta dos números irracionais e a influência da teoria de pitágoras na estética e na arte.

A fundamentação teórica foi extraída de livros on-line, dissertações, artigos científicos, revistas, monografias e sites especializados na temática. Os resultados da pesquisa, bem como as considerações finais, estão expostos no artigo, buscando compreender as descobertas pitagóricas e suas implicações na atualidade.

OBJETIVOS

Investigar como as referidas descobertas de Pitágoras citadas na temática são aplicadas nos conceitos matemáticos; 

Interpretar a aplicação das descobertas pitagórica perante a influência da estética e da arte; 

Contextualizar a influência das descobertas pitagóricas na relação entre os movimentos dos planetas;

Apresentar um recorte histórico sobre os números irracionais.

PROBLEMÁTICA

Como as referidas descobertas pitagóricas apresentadas no artigo moldam o ser humano e a sociedade atual?

JUSTIFICATIVA

O presente trabalho justifica-se pela abordagem das principais vertentes investigativas relacionadas aos movimentos dos planetas, às descobertas dos números irracionais e à influência da teoria pitagórica na estética e na arte, evidenciando suas conexões com a matemática. A análise crítica concentra-se na relevância dessas descobertas e na construção dessas abordagens ao longo da história, perpassando desde as concepções filosóficas iniciais até a contemporaneidade. Nesse percurso, examina-se a desconstrução de paradigmas clássicos e o surgimento de novos pensamentos, que ampliam a compreensão sobre os fenômenos naturais e estéticos sob a ótica matemática.

Este estudo possui grande importância para a história da matemática, especialmente no que diz respeito à origem dos números irracionais e aos caminhos que conduzem à sua aceitação como números legítimos, culminando posteriormente no desenvolvimento do conceito de números reais. A partir dessa perspectiva de surgimento e evolução dos conjuntos numéricos, conforme as necessidades humanas, o trabalho propõe apresentar a irracionalidade e a incomensurabilidade dos números irracionais por meio de uma abordagem histórica, apoiada em demonstrações matemáticas.

Ao longo do artigo, exploram-se questões fundamentais relacionadas à temática, como o impacto dessas descobertas e as discussões filosóficas descritas na doutrina pitagórica, bem como suas repercussões na construção da perspectiva humana até os dias atuais.

FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICO-METODOLÓGICA DA INVESTIGAÇÃO

Desde os tempos antigos, os seres humanos observam o céu em busca de padrões e significados. Entre os primeiros pensadores a propor uma relação entre matemática e os astros está Pitágoras, filósofo e matemático grego do século VI a.C. Sua concepção do universo como uma estrutura ordenada e harmônica influencia profundamente o desenvolvimento da astronomia. A descrição do movimento planetário representa um grande desafio para astrônomos de diferentes gerações — dos filósofos gregos da Antiguidade aos pioneiros da cosmologia moderna (Barbosa; Souza; Santos, 2020).

Para Pitágoras e seus discípulos, o princípio fundamental de todas as coisas não é o ar ou a água, mas os números. Representados por sólidos geométricos, esses números moldam uma forma dodecaédrica para o Universo. Na visão pitagórica, a Terra é esférica — ideia compartilhada por vários filósofos da época — mas nem ela nem o Sol ocupam o centro do cosmos. Tudo gira em torno de um “fogo central”. Pitágoras é o primeiro a empregar um raciocínio sistemático e dedutivo, o que lhe permite demonstrar que o quadrado da hipotenusa de um triângulo é igual à soma dos quadrados dos catetos — o conhecido Teorema de Pitágoras (N. Kana, 2012, apud Santos, 2024).

Ao aplicar esse teorema a um triângulo retângulo isósceles com catetos de 1 unidade, os pitagóricos obtiveram: a2+b2= c 2 → 12+12 = c2 → c = √2. Tentaram expressar √2 como uma fração, mas não conseguiram: não existe nenhum par de números inteiros cujo quociente seja igual a √2. A descoberta de que √2 é irracional foi revolucionária e perturbadora para os pitagóricos. Ela marcou o início da compreensão de que nem todos os números podem ser escritos como frações. Números irracionais, como √2 e π, ocupam um lugar central na matemática (Fossa, 2021).

Os números eram vistos apenas como contagens ou proporções. A descoberta dos irracionais forçou os matemáticos a ampliar a definição de número, incluindo elementos que não podiam ser representados como frações. Isso abriu caminho para o desenvolvimento dos números reais, que englobam tanto os racionais quanto os irracionais. A dificuldade de lidar com irracionais impulsionou a busca por maior rigor lógico. Essa descoberta foi como abrir uma porta para um universo oculto da matemática desafiando crenças antigas e impulsionando séculos de inovação, até a matemática conhecida na atualidade (Barros; Sá, 2022).

Conforme as descobertas apontadas no referido artigo, percebe-se que a teoria pitagórica exerceu influência significativa na estética e na arte, especialmente na busca por proporções e harmonia. A filosofia, por sua vez, permite refletir sobre questões mais complexas, como a natureza da beleza, os padrões que orientam as avaliações estéticas e a relação intrincada entre o “belo” e outros conceitos filosóficos, como ética e estética (Barbosa; Souza; Santos, 2020).

Essas descobertas são importantes por revelarem a conexão entre matemática, filosofia e arte desde a Antiguidade. O legado pitagórico oferece uma nova perspectiva sobre a realidade, na qual o número assume papel central como elemento orientador.

MOVIMENTO DOS PLANETAS

Pitágoras foi o primeiro pensador grego a afirmar que a Terra e o universo possuíam forma esférica, uma concepção original para sua época. Segundo ele, a Terra estaria dividida em cinco zonas, conectadas a outras zonas celestes. Foi também o primeiro a distinguir os movimentos regulares das estrelas dos movimentos irregulares dos planetas, propondo uma Terra imóvel no centro do universo (Heath, 1991, p. 50–51, apud Lopes, 2001).

Além disso, Pitágoras acreditava que os planetas, ao se moverem, produziam sons musicais proporcionais às suas velocidades e distâncias. Embora inaudíveis aos ouvidos humanos, esses sons formariam uma sinfonia perfeita, refletindo a ordem divina do cosmos. Os pitagóricos defendiam que os astros se moviam em órbitas circulares, pois o círculo era considerado a forma geométrica mais perfeita (Cartwright; González; Piro, 2020).

A Escola Pitagórica desenvolveu um sistema astronômico o sistema pitagórico por volta de 400 a.C., antecipando princípios que séculos depois seriam defendidos por Galileu Galilei. Este, ao demonstrar cientificamente tais idéias, foi condenado pela Inquisição. Posteriormente, Copérnico e Kepler comprovariam que o Sol, e não a Terra, ocupa o centro do sistema solar, situado na Via Láctea (Silva, 2012)

No campo da matemática, Pitágoras foi pioneiro ao empregar um raciocínio sistemático e dedutivo. Com isso, demonstrou que o quadrado da hipotenusa de um triângulo retângulo é igual à soma dos quadrados dos catetos o célebre Teorema de Pitágoras.

 

Figura 2 – Modelo de Universo dos Pitagóricos a partir do fogo central.

Fonte: (Heath, 1991, p, 94-99, apud Lopes, 2001). Disponível em: Disponível em: https://www.ghtc.usp.br/server/Teses/Maria-Helena-Oliveira-Lopes.PDF.

 

Nesse sistema cosmológico, a Terra e todos os astros giram em torno de um fogo central. Os pitagóricos acreditavam que havia uma harmonia intrínseca entre os movimentos dos corpos celestes. Pitágoras propôs que esses movimentos geravam sons uma espécie de música cósmica inaudível aos ouvidos humanos ideia que ficou conhecida como a harmonia das esferas. A intensidade e o tom desses sons estariam relacionados à velocidade e à distância dos astros, formando proporções musicais perfeitas (Cartwright; González; Piro, 2020).

Para Pitágoras, o universo era uma unidade ordenada e esférica, expandindo-se a partir de um ponto central. Essa concepção influenciou profundamente pensadores como Platão e Aristóteles, e, séculos mais tarde, figuras fundamentais da ciência moderna como Copérnico, Kepler e Newton (Barros; Sá, 2022).

Compreende-se, portanto, que Pitágoras foi um racionalista, buscando explicar a origem e a ordem do cosmos por meio da ciência. Embora não tenha sido um astrônomo no sentido contemporâneo, sua abordagem filosófica e matemática lançou as bases para séculos de investigação científica. A noção de que os planetas se movem segundo leis harmônicas e matemáticas permanece viva na física moderna, especialmente na mecânica celeste e na teoria das órbitas 

DESCOBERTA DOS NÚMEROS IRRACIONAIS

Evidencia-se que tanto os números irracionais quanto os racionais representados pelas frações emergiram das demandas cotidianas. Essas necessidades iam desde a contagem de objetos, para as quais os números inteiros se mostravam insuficientes, até a medição de diversas grandezas, como comprimento, peso e tempo (Barbosa; Souza; Santos, 2020).

Para os pitagóricos, todas as grandezas (comprimento, área, volume, …) podiam ser associadas a um número inteiro ou a uma razão entre dois números inteiros. Na qual, acreditava-se que os números racionais eram suficientes para comparar, por exemplo, segmentos quaisquer de reta. Dados dois segmentos, supunham que existia sempre um segmento que “cabia” um número inteiro de vezes num deles e um número inteiro de vezes no outro.  Nesse caso, os segmentos eram comensuráveis. (Bongiovanni, 2005, p. 91 apud Barbosa; Souza; Santos, 2020).

Os números reais representam uma categoria numérica essencial para mensurar o espaço que a humanidade vive. Desde os primórdios da civilização, a concepção de número, em seu sentido mais amplo, permitiu ao ser humano medir a matéria, a energia e diversos outros elementos mensuráveis do universo. Dentro desse conjunto, os números irracionais ocupam um papel singular: são números reais que não podem ser expressos como frações, ou seja, não são racionais. Seu conceito envolve nuances fascinantes que não podem ser compreendidas apenas sob a ótica dos números racionais (Fossa, 2021).

Supõe-se que o primeiro número irracional descoberto tenha sido o √2 (Barros; Sá, 2022). A constatação de que as frações não bastavam para representar todas as medidas remonta a cerca de 2.500 anos, com os Pitagóricos, membros da Escola Pitagórica, fundada por Pitágoras por volta de 500 a.C. A descoberta da existência dos números irracionais surgiu da necessidade de calcular a medida da diagonal de um quadrado com lados unitários (Barros et al., 2021, p. 138). Exemplo abaixo:

Figura – 3 Quadrado de lado 1

Fonte: (Barros et al., 2021) Disponível em: Disponível em: https://propesp.uepa.br/ppged/wp-content/uploads/2023/08/ANAIS-SCEM_compressed.pdf#page=137.

 

Ao considerar um dos triângulos e aplicando o teorema de Pitágoras percebe-se que a medida da diagonal corresponde a raiz quadrada de 2. (Barros et al, 2021, p. 138).

 

Figura – 4 Quadrado de lado 1 com a medida da diagonal planejada na reta 

Fonte: (Barros et al, 2021) Disponível em: https://propesp.uepa.br/ppged/wp-content/uploads/2023/08/ANAIS-SCEM_compressed.pdf#page=137. 

 

Essa projeção ilustra um exemplo com medidas que não podem ser expressas como frações. Não se sabe ao certo qual procedimento os pitagóricos utilizaram para demonstrar que a medida da diagonal de um quadrado não correspondia à razão entre dois números inteiros (Fossa, 2021). Foi a partir dessa constatação que surgiu o problema da incomensurabilidade, pois muitas demonstrações geométricas baseadas em razão e proporção partiam do pressuposto de que quaisquer segmentos admitiam uma unidade de comprimento comum (Cartwright; González; Piro, 2020).

Há evidências de que os pitagóricos tinham alguma noção dos números irracionais, embora essa ideia fosse pouco aceita na sociedade da época (Barros et al., 2021, p. 139). Atualmente, os números irracionais são comuns em diversas situações e fazem parte do ensino da matemática. O tema está registrado na Base Nacional Comum Curricular (BNCC) e nos Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN) como conteúdo a ser ensinado nos 8º e 9º anos do Ensino Fundamental (Barros; Sá, 2022).

Um aspecto curioso sobre os pitagóricos é que eles se referiam às medidas incomensuráveis pelo termo alogon, que hoje se traduz como “irracional”. Naquela época, alogon também significava “não deve ser falado” (Mlodinow, 2004, apud Barros; Sá, 2022). Assim, a descoberta das grandezas incomensuráveis, ou seja, dos números irracionais representou um momento de crise no desenvolvimento da matemática. O impacto foi tão grande que, segundo relatos, o pitagórico responsável pela descoberta, Hípaso de Metaponto, foi perseguido e condenado à morte (Silva; Idem, 2021).

Independentemente de terem sido os pitagóricos os primeiros a identificar essas grandezas, por um tempo, √2 foi o único número irracional conhecido. Mais tarde, por volta de 425 a.C., Teodoro de Cirene demonstrou que √3, √5, √6, √7, √8, √9, √10, √11, √12, √13, √14, √15 e √17 também são irracionais. Além desses, há outros números irracionais amplamente conhecidos, como π, e, ln 2, ln 3, entre outros (Barbosa; Souza; Santos, 2020).

Fica evidente que a descoberta equivalente, em termos modernos, aos números irracionais indicava, segundo a interpretação padrão, que existem aspectos do mundo que não podem ser organizados por meio da harmonia numérica. Os resultados apresentados neste tópico mostram que, já na Grécia Antiga, os números irracionais tiveram um desenvolvimento histórico rico em abordagens e interpretações, provocando avanços e retrocessos. No entanto, essas contribuições foram insuficientes para que os incomensuráveis fossem plenamente reconhecidos como números (Fossa, 2021).

INFLUÊNCIA NA ESTÉTICA E NA ARTE

A teoria pitagórica, desenvolvida por Pitágoras e seus seguidores na Grécia Antiga, transcende os limites da matemática. Seu impacto profundo na estética e na arte se deve, sobretudo, à ênfase na harmonia, proporção e ordem como princípios fundamentais do universo (Nóbrega, 2024).

A matemática por trás das formas artísticas e sua evolução ao longo da história em diferentes culturas revela a importância de compreender conceitos como simetria, harmonia, perspectiva e proporção. A interação entre matemática, cultura e arte constitui uma jornada fascinante que ultrapassa os limites tradicionais do conhecimento. Embora frequentemente vista como um campo abstrato e técnico, a matemática possui raízes profundas nas civilizações humanas (Alcântara, 2023).

Pitágoras acreditava que tudo no cosmos poderia ser explicado por relações numéricas. Essa concepção foi aplicada à música, arquitetura e pintura, configurando o que se denomina harmonia numérica. Embora não tenha descoberto a proporção áurea, sua busca por proporções perfeitas influenciou diretamente o pensamento estético que viria a ser retomado por artistas renascentistas, os quais utilizaram essa proporção para criar obras visualmente equilibradas. A estética pitagórica propõe a beleza como resultado da simetria e da ordem matemática (Freitas, 2014).

O filósofo descobriu que intervalos musicais agradáveis correspondiam a proporções simples entre os comprimentos de cordas, fundamentando a teoria musical ocidental. Os templos gregos foram construídos com base em proporções matemáticas que refletem essa busca por equilíbrio. Pintores e escultores passaram a empregar tais proporções para compor figuras humanas e paisagens com maior harmonia (Nóbrega; Vidal, 2024).

Pitágoras foi o primeiro a utilizar o termo “cosmo” para se referir a um universo harmonioso. Ele acreditava que, por meio da matemática, seria possível revelar uma harmonia que permeia a natureza. Assim, sua teoria teve um impacto duradouro na estética e nas artes, ao propor que a beleza está intimamente ligada à harmonia matemática (Nóbrega, 2024).

A estética pitagórica influenciou profundamente pensadores como Platão, que via a arte como uma manifestação da ordem cósmica. Durante o Renascimento, artistas como Leonardo da Vinci e Rafael retomaram esses princípios, buscando representar a beleza como expressão da perfeição racional (Freitas, 2014).

O termo “estética” tem origem na expressão grega que remete à percepção, sensação e sensibilidade. Ao longo da história da filosofia, diversas concepções foram construídas sobre o tema. Segundo Houaiss e Villar (2009, p. 883, apud Silva; Idem, 2021), estética pode ser compreendida como o ramo da filosofia dedicado à reflexão sobre a beleza sensível, o fenômeno artístico e a harmonia das formas e das cores. Esse panorama evidencia a amplitude do estudo da estética, que embora tradicionalmente vinculado à filosofia, também se mostra relevante no campo da matemática (Nóbrega; Vidal, 2024).

Verifica-se uma relação mútua entre matemática e arte nas diversas manifestações artísticas ao longo da história e em diferentes culturas. A análise de determinadas obras permite perceber como artistas utilizaram proporções matemáticas para criar composições que transcendem a materialidade e se tornam exemplos de beleza e equilíbrio. Essa abordagem reforça a compreensão da importância fundamental da matemática na construção da estética e da arte (Alcântara, 2023).

Conforme a problemática apresentada, restou evidente que as descobertas pitagóricas destacaram profundamente o ser humano e a sociedade atual em várias dimensões da matemática à filosofia, da música à espiritualidade, provocando impactos em vários aspectos quais sejam: ciência, ética, estética, sociedade entre outros, que norteiam a atualidade até os dias atuais. 

Diante dessas reflexões sobre a relação entre estética e matemática, destaca-se a diversidade de ideias e produções registradas ao longo do tempo. A estética e a arte, portanto, são aspectos essenciais tanto na filosofia quanto na matemática.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

A escolha deste tema revelou-se especialmente relevante para nós, tanto no âmbito da matemática quanto na história da matemática e em seu ensino. Essa relevância pode ser justificada por diferentes aspectos. No desenvolvimento da filosofia e matemática, ganharam destaque no artigo os Movimento dos Planetas, as descobertas dos números irracionais e por fim, a teoria de pitágoras e sua influência na estética e na arte. Quanto à história da matemática, observa-se que os textos analisados frequentemente abordam a figura de Pitágoras e suas contribuições, relacionando-o inclusive a outros personagens e civilizações que desempenharam papéis significativos na evolução histórica da disciplina.

No que diz respeito ao ensino de matemática, compreende-se que a história da matemática exerce um papel fundamental, respaldado por documentos oficiais, como recurso pedagógico em sala de aula. Ela pode enriquecer o processo de ensino e aprendizagem, tornando-o mais contextualizado e significativo. Diante da relevância do tema, este não pode ser ignorado. Por isso, deve ser explorado em futuros textos e artigos.

Restou demonstrado que o estudo do movimento dos planetas evoluiu ao longo dos séculos, com contribuições de filósofos, astrônomos e matemáticos que ajudaram a desvendar os mistérios do cosmos. Pitágoras acreditava que os corpos celestes se moviam de forma ordenada e harmônica, propondo uma ideia de que os planetas produziam uma música das esferas e sons inaudíveis gerados por seus movimentos. Sua visão é de universo regido por leis matemáticas. 

Os resultados indicam que, embora haja evidências de que os números irracionais já fossem manipulados em outras civilizações, foi na Grécia Antiga que eles receberam um tratamento mais conceitual. A possível descoberta do conceito de número irracional é atribuída aos Pitagóricos, mas esse avanço ocorreu em meio a fatores que dificultavam sua plena aceitação e desenvolvimento.

Por volta de 387 a.C., na Escola de Platão, o estudo dos irracionais ganhou maior destaque. Muitos membros dessa escola passaram a manipulá-los de forma mais adequada, com crescente aceitação. A ideia de traçar um segmento de reta sem poder medi-lo causava grande inquietação entre os estudiosos da época. Com Pitágoras e seus discípulos, não foi diferente: a descoberta dos irracionais abalou profundamente suas concepções sobre a Matemática, até então baseada em proporções racionais e harmônicas.

Nesse contexto, ao considerar a estética como um elemento intrínseco à Matemática, é possível reconhecer que diversas entidades matemáticas apresentam qualidades estéticas. Assim, a estética pode ser vista como um componente essencial da Matemática, corroborando a ideia de que beleza e estrutura caminham lado a lado no pensamento matemático. A construção deste trabalho contribuiu significativamente para o aprofundamento dos estudos históricos, com ênfase no teorema de Pitágoras. Elaborado com o intuito de promover não apenas o enriquecimento intelectual e profissional do autor, o trabalho também visa servir como fonte de consulta para professores e estudantes, estimulando o interesse e a motivação para o desenvolvimento de atividades educacionais que articulem história e aplicabilidade dos conteúdos matemáticos.

A pesquisa buscou explorar as intersecções entre as descobertas pitagóricas e a matemática, evidenciando sua presença sutil e muitas vezes subestimada em diversas áreas do conhecimento. Para tanto, foi necessário delimitar o escopo temático, concentrando-se em aspectos específicos como perspectiva e proporção. No entanto, é fundamental destacar que este estudo não pretende esgotar as possibilidades de investigação nesse campo.

A relação entre arte, cultura e matemática permanece como um terreno fértil para pesquisas futuras, oferecendo oportunidades para o surgimento de novas expressões inspiradas na ciência matemática. Tal conexão possibilita uma compreensão mais ampla e integrada, revelando caminhos inexplorados e promovendo o diálogo entre diferentes saberes.

As ideias mencionadas do artigo não apenas norteiam no âmbito acadêmico, mas também influenciam a maneira de pensar sobre o universo, e todas as descobertas mencionadas e o sentido da vida. 

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

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Descobertas pitagóricas: Movimentos dos planetas, descoberta dos números irracionais, influência na estética e na arte

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