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Resumo
INTRODUÇÃO
A dengue é uma arbovirose causada pelo vírus da dengue (DENV), pertencente à família Flaviviridae, com quatro sorotipos principais (DENV-1 a DENV-4). Transmitida principalmente pelo mosquito Aedes aegypti e, em menor escala, pelo Aedes albopictus, a doença afeta milhões de pessoas anualmente em regiões tropicais e subtropicais. No Brasil, a dengue é endêmica, com epidemias cíclicas influenciadas por fatores climáticos, urbanização descontrolada e mobilidade populacional (World Health Organization, 2024).
De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), em 2024, o Brasil registrou mais de 6 milhões de casos suspeitos de dengue, com 3 milhões confirmados laboratorialmente, tornando-se o país com o maior número de casos no mundo (World Health Organization, 2024).
Essa situação se agravou devido a condições climáticas favoráveis, como chuvas intensas e temperaturas elevadas, que facilitam a proliferação do vetor. Em 2023, o Brasil teve cerca de 1,65 milhão de casos e 1.179 óbitos, um ano de incidência moderada (Statista, 2024).
Já em 2025, até abril, mais de 1 milhão de casos foram confirmados no país, mas com uma tendência de redução em algumas regiões (Vax Before Travel, 2025).
No estado do Piauí, localizado no Nordeste brasileiro, a dengue representa um desafio contínuo para o sistema de saúde pública. O estado possui uma diversidade de territórios de saúde, cada um com características socioeconômicas e ambientais distintas, o que influencia a distribuição espacial da doença. Estudos prévios, como o de Silva et al. (2023), destacam a utilização de estatísticas espaciais para mapear a incidência de dengue no Piauí, revelando aglomerados em áreas urbanas densas. Em 2023, o Piauí registrou 5.343 casos confirmados e 4 óbitos, um ano relativamente controlado (Brazilian Journals, [s.d.]).
Em 2024, os casos ultrapassaram 15 mil, com 24 óbitos, representando um recorde na última década. Em 2025, houve uma redução de 59,4% nos casos nos dois primeiros meses em comparação com 2024, com 3 óbitos registrados até abril. Esses padrões refletem a epidemia nacional de 2024, influenciada pelo El Niño, seguida por declínios em 2025 (Dengue.com, 2024; Gov.br, 2025).
Os sintomas da dengue incluem febre alta (acima de 38°C), dor de cabeça intensa, dores musculares e articulares (conhecidas como “febre quebra-ossos”), náuseas, vômitos, fadiga e erupções cutâneas. Em casos graves, pode evoluir para dengue hemorrágica ou síndrome de choque da dengue, com sinais de alarme como dor abdominal intensa, vômitos persistentes, sangramento e fadiga extrema. A transmissão ocorre através da picada do mosquito infectado, com um período de incubação de 4 a 10 dias. A prevenção envolve eliminação de criadouros do mosquito, uso de repelentes, telas em janelas e vacinação em áreas endêmicas. No Brasil, vacinas como a Dengvaxia e a Qdenga estão sendo implementadas em programas nacionais (Vax Before Travel, 2025).
Este estudo visa analisar os dados epidemiológicos de dengue no Piauí em 2023, 2024 e 2025, comparando a classificação e evolução dos casos por território de saúde. Os objetivos específicos incluem: (1) descrever a distribuição espacial dos casos; (2) calcular variações percentuais entre os anos; (3) identificar territórios de alto risco; e (4) propor medidas de intervenção baseadas nos resultados. Essa análise contribui para o conhecimento científico, alinhando-se à missão da Revista International Integralize Scientific de difundir pesquisas relevantes para a sociedade.
METODOLOGIA
FONTE DE DADOS
Os dados foram obtidos de relatórios oficiais do SINAN (Sistema de Informação de Agravos de Notificação) e separados por territórios de saúde do Piauí para os anos de 2023, 2024 e 2025. Os relatórios incluem:
Classificação dos casos: Dengue confirmada, Dengue com sinais de alarme, Dengue grave, Descartados, Inconclusivos e Em branco.
Evolução dos casos: Cura, Óbito por dengue, Óbito por outras causas, Óbito em investigação, Ignorado e Em branco.
Os territórios analisados são: Carnaubais, Chapada Vale do Itaim, Chapada das Mangabeiras, Cocais, Entre Rios, Planície Litorânea, Serra da Capivara, Tabuleiros do Alto Parnaíba, Vale do Canindé, Vale do Rio Guaribas, Vale do Sambito e Vale dos Rios Piauí e Itaueira.
ANÁLISE ESTATÍSTICA
Utilizou-se a linguagem Python com bibliotecas pandas para manipulação de dados e material para visualizações. Totais foram calculados por categoria, e variações percentuais foram estimadas com a fórmula:
Análises descritivas incluíram somas, médias e distribuições espaciais. Gráficos de barras foram gerados para comparar casos entre anos, e um gráfico de pizza para óbitos.
CONSIDERAÇÕES ÉTICAS
Os dados são agregados e públicos, não envolvendo informações individuais, dispensando aprovação de comitê de ética.
RESULTADOS
CLASSIFICAÇÃO DOS CASOS EM 2023
A Tabela 1 apresenta a classificação dos casos de dengue nos territórios do Piauí em 2023.
Tabela 1 – Classificação dos Casos de Dengue por Território – 2023
| Território | Dengue | Dengue com Sinais de Alarme | Dengue Grave | Descartado | Inconclusivo | Em Branco |
|---|---|---|---|---|---|---|
| Carnaubais | 64 | 1 | 0 | 39 | 9 | 0 |
| Chapada Vale do Itaim | 48 | 1 | 0 | 31 | 8 | 0 |
| Chapada das Mangabeiras | 164 | 0 | 1 | 13 | 28 | 0 |
| Cocais | 99 | 0 | 0 | 127 | 8 | 0 |
| Entre Rios | 4144 | 28 | 7 | 933 | 1008 | 27 |
| Planície Litorânea | 1025 | 4 | 1 | 987 | 17 | 2 |
| Serra da Capivara | 81 | 1 | 1 | 93 | 61 | 0 |
| Tabuleiros do Alto Parnaíba | 45 | 18 | 0 | 5 | 0 | 0 |
| Vale do Canindé | 114 | 8 | 2 | 57 | 9 | 0 |
| Vale do Rio Guaribas | 40 | 5 | 0 | 27 | 1 | 0 |
| Vale do Sambito | 81 | 2 | 0 | 104 | 10 | 0 |
| Vale dos Rios Piauí e Itaueira | 72 | 1 | 0 | 141 | 31 | 4 |
| Total | 5977 | 69 | 12 | 2557 | 1190 | 33 |
A Tabela 2 mostra a evolução dos casos em 2023.
Tabela 2 – Evolução dos Casos de Dengue por Território – 2023
| Território | Cura | Óbito por Dengue | Óbito por Outras Causas | Óbito em Investigação | Ignorado | Em Branco |
|---|---|---|---|---|---|---|
| Carnaubais | 104 | 0 | 0 | 0 | 0 | 9 |
| Chapada Vale do Itaim | 73 | 0 | 0 | 0 | 1 | 14 |
| Chapada das Mangabeiras | 151 | 0 | 0 | 0 | 0 | 55 |
| Cocais | 207 | 0 | 2 | 0 | 11 | 14 |
| Entre Rios | 2761 | 0 | 9 | 0 | 2058 | 1319 |
| Planície Litorânea | 2001 | 0 | 1 | 0 | 0 | 34 |
| Serra da Capivara | 185 | 0 | 0 | 0 | 6 | 46 |
| Tabuleiros do Alto Parnaíba | 62 | 4 | 1 | 0 | 0 | 1 |
| Vale do Canindé | 167 | 0 | 0 | 0 | 1 | 22 |
| Vale do Rio Guaribas | 68 | 0 | 0 | 0 | 2 | 3 |
| Vale do Sambito | 165 | 0 | 0 | 0 | 4 | 28 |
| Vale dos Rios Piauí e Itaueira | 155 | 0 | 2 | 0 | 2 | 90 |
| Total | 6099 | 4 | 15 | 0 | 2085 | 1635 |
A Tabela 3 apresenta a classificação dos casos de dengue nos territórios do Piauí em 2024.
Tabela 3 – Classificação dos Casos de Dengue por Território – 2024
| Território | Dengue | Dengue com Sinais de Alarme | Dengue Grave | Descartado | Inconclusivo | Em Branco |
|---|---|---|---|---|---|---|
| Carnaubais | 105 | 10 | 2 | 134 | 42 | 0 |
| Chapada Vale do Itaim | 108 | 1 | 1 | 125 | 60 | 0 |
| Chapada das Mangabeiras | 3304 | 155 | 24 | 304 | 402 | 65 |
| Cocais | 182 | 12 | 8 | 359 | 79 | 0 |
| Entre Rios | 5740 | 420 | 29 | 1373 | 1455 | 20 |
| Planície Litorânea | 714 | 48 | 2 | 535 | 48 | 1 |
| Serra da Capivara | 304 | 6 | 3 | 344 | 140 | 0 |
| Tabuleiros do Alto Parnaíba | 145 | 12 | 1 | 125 | 138 | 0 |
| Vale do Canindé | 82 | 4 | 0 | 179 | 185 | 0 |
| Vale do Rio Guaribas | 334 | 16 | 0 | 166 | 6 | 0 |
| Vale do Sambito | 56 | 2 | 0 | 150 | 30 | 0 |
| Vale dos Rios Piauí e Itaueira | 387 | 25 | 1 | 382 | 300 | 8 |
| Total | 11461 | 711 | 71 | 4176 | 2885 | 94 |
Fonte: Sinan Online
EVOLUÇÃO DOS CASOS EM 2024
A Tabela 4 mostra a evolução dos casos em 2024.
Tabela 4 – Evolução dos Casos de Dengue por Território – 2024
| Território | Cura | Óbito por Dengue | Óbito por Outras Causas | Óbito em Investigação | Ignorado | Em Branco |
|---|---|---|---|---|---|---|
| Carnaubais | 233 | 1 | 2 | 0 | 9 | 48 |
| Chapada Vale do Itaim | 204 | 0 | 0 | 0 | 11 | 80 |
| Chapada das Mangabeiras | 1597 | 9 | 3 | 2 | 33 | 2610 |
| Cocais | 528 | 2 | 1 | 0 | 6 | 103 |
| Entre Rios | 6106 | 4 | 20 | 0 | 1168 | 1739 |
| Planície Litorânea | 1272 | 0 | 1 | 0 | 9 | 66 |
| Serra da Capivara | 498 | 2 | 0 | 0 | 10 | 287 |
| Tabuleiros do Alto Parnaíba | 268 | 2 | 0 | 0 | 1 | 150 |
| Vale do Canindé | 125 | 0 | 0 | 0 | 92 | 233 |
| Vale do Rio Guaribas | 509 | 0 | 2 | 0 | 4 | 7 |
| Vale do Sambito | 185 | 0 | 1 | 0 | 18 | 34 |
| Vale dos Rios Piauí e Itaueira | 700 | 3 | 2 | 0 | 41 | 357 |
| Total | 12225 | 23 | 32 | 2 | 1402 | 5714 |
Fonte: Sinan Online
A Tabela 5 apresenta a classificação dos casos de dengue nos territórios do Piauí em 2025.
Tabela 5 – Classificação dos Casos de Dengue por Território – 2025
| Território | Dengue | Dengue com Sinais de Alarme | Dengue Grave | Descartado | Inconclusivo | Em Branco |
|---|---|---|---|---|---|---|
| Carnaubais | 35 | 1 | 0 | 129 | 12 | 11 |
| Chapada Vale do Itaim | 16 | 0 | 0 | 41 | 10 | 1 |
| Chapada das Mangabeiras | 109 | 12 | 1 | 231 | 35 | 2 |
| Cocais | 546 | 31 | 7 | 370 | 24 | 47 |
| Entre Rios | 2871 | 137 | 16 | 786 | 453 | 341 |
| Planície Litorânea | 61 | 24 | 0 | 132 | 15 | 44 |
| Serra da Capivara | 6 | 0 | 1 | 6 | 21 | 3 |
| Tabuleiros do Alto Parnaíba | 38 | 0 | 0 | 14 | 4 | 0 |
| Vale do Canindé | 471 | 22 | 1 | 138 | 188 | 87 |
| Vale do Rio Guaribas | 411 | 3 | 2 | 54 | 22 | 29 |
| Vale do Sambito | 575 | 28 | 6 | 268 | 296 | 110 |
| Vale dos Rios Piauí e Itaueira | 83 | 2 | 3 | 75 | 114 | 31 |
| Total | 5222 | 260 | 37 | 2244 | 1194 | 706 |
Fonte: Sinan Online
A Tabela 6 mostra a evolução dos casos em 2025.
Tabela 6 – Evolução dos Casos de Dengue por Território – 2025
| Território | Cura | Óbito por Dengue | Óbito por Outras Causas | Óbito em Investigação | Ignorado | Em Branco |
|---|---|---|---|---|---|---|
| Carnaubais | 165 | 0 | 0 | 0 | 3 | 20 |
| Chapada Vale do Itaim | 27 | 0 | 0 | 0 | 1 | 40 |
| Chapada das Mangabeiras | 265 | 0 | 0 | 0 | 61 | 64 |
| Cocais | 865 | 4 | 0 | 0 | 17 | 139 |
| Entre Rios | 2790 | 1 | 6 | 2 | 657 | 1148 |
| Planície Litorânea | 186 | 0 | 1 | 0 | 6 | 83 |
| Serra da Capivara | 12 | 0 | 0 | 0 | 1 | 24 |
| Tabuleiros do Alto Parnaíba | 40 | 0 | 0 | 0 | 0 | 16 |
| Vale do Canindé | 542 | 0 | 0 | 0 | 19 | 346 |
| Vale do Rio Guaribas | 454 | 1 | 0 | 0 | 4 | 62 |
| Vale do Sambito | 735 | 0 | 2 | 0 | 14 | 532 |
| Vale dos Rios Piauí e Itaueira | 123 | 2 | 0 | 0 | 30 | 153 |
| Total | 6204 | 8 | 9 | 2 | 813 | 2627 |
Fonte: Sinan Online
ANÁLISE COMPARATIVA E GRÁFICOS
FIGURA 1: COMPARAÇÃO DE CASOS CONFIRMADOS DE DENGUE POR TERRITÓRIO (2023-2025)
O gráfico de barras agrupadas compara a incidência de dengue em diferentes territórios ao longo de três anos (2023: verde; 2024: azul; 2025: laranja). O eixo X lista os territórios (rotacionados em 45° para melhor visualização), enquanto o eixo Y mostra o número absoluto de casos.
PRINCIPAIS ACHADOS
VARIAÇÃO ANUAL
2023 → 2024: Aumento de +91,77% nos casos (pico epidêmico), com destaque para territórios como Chapada Vale do Itaim (48 → 108 casos, +125%) e Carnaubais (64 → 105 casos, +64%).
2024 → 2025: Queda de -54,44% (dados parciais até 23/07/2025), como exemplificado por Entre Rios (5.740 → 2.871 casos).
DADOS COMPLEMENTARES (ÓBITOS)
Variação similar: +475% (2023→2024) e -65,22% (2024→2025).
Nota: Os valores absolutos estão anotados nas barras para referência imediata.
Fonte: Sinan Online
A Figura 2 mostra a distribuição de óbitos por dengue (gráfico de pizza para totais anuais por território).
Fonte: SINAN Online
DISCUSSÃO
O estudo revelou um padrão epidemiológico característico da dengue no Piauí entre 2023 e 2025, marcado por um surto significativo em 2024 seguido de declínio em 2025. A análise dos dados demonstra que o estado acompanhou a tendência nacional, porém com particularidades regionais importantes.
Em 2024, o Piauí registrou 11.461 casos confirmados de dengue, representando um aumento de 91,77% em relação a 2023. Este crescimento expressivo pode ser atribuído a fatores climáticos, como o fenômeno El Niño, que criou condições ideais para a proliferação do Aedes aegypti no semiárido piauiense. O território de Entre Rios, onde está localizada a capital Teresina, concentrou cerca de 50% dos casos do estado, refletindo os desafios do controle vetorial em grandes centros urbanos (Gov.br, 2025; Brazilian Journals, [s.d.]; Dengue.com, 2024).
A redução de 54,44% nos casos em 2025 (5.222 confirmações) sugere a efetividade das medidas tradicionais de controle adotadas pela Secretaria de Estado da Saúde. Diferentemente de outros estados brasileiros que implementaram o Programa Wolbachia – uma iniciativa de controle biológico que libera mosquitos Aedes aegypti infectados com a bactéria Wolbachia, reduzindo sua capacidade de transmitir o vírus da dengue e outras arboviroses, desenvolvida pelo World Mosquito Program e aplicada em cidades como Rio de Janeiro e Niterói – ainda não disponível no Piauí (Gov.br, 2025; PI Gov, [s.d.]; World Mosquito Program, [s.d.]).
A queda nos casos no estado foi alcançada através de:
Intensificação das ações de vigilância epidemiológica
Mutirões regulares de eliminação de criadouros
Campanhas educativas em comunidades de alto risco
Melhoria na notificação e investigação de casos
A análise territorial revelou disparidades importantes. Enquanto a Planície Litorânea apresentou redução superior a 60%, o Vale do Sambito manteve taxas persistentemente elevadas, indicando a necessidade de estratégias específicas para esta região. Os óbitos acompanharam a tendência geral, com redução de 65,22% entre 2024 e 2025.
Os resultados devem ser interpretados considerando que:
Os dados de 2025 são parciais (até julho)
Há variações na qualidade da notificação entre territórios
Fatores climáticos imprevisíveis podem alterar a dinâmica da doença
Este estudo reforça a importância do fortalecimento contínuo das ações básicas de controle vetorial no Piauí, adaptadas às particularidades de cada território, como principal estratégia para o controle da dengue no estado.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
A análise epidemiológica da dengue no estado do Piauí, comparando os anos de 2023, 2024 e 2025, revela um padrão cíclico característico de arboviroses em regiões tropicais. Em 2023, observou-se uma incidência moderada, com 5.977 casos confirmados e 4 óbitos, refletindo um período de relativa estabilidade. O ano de 2024 marcou um pico epidêmico, com um aumento de 91,77% nos casos (alcançando 11.461 confirmações) e 23 óbitos, influenciado por fatores climáticos como o El Niño e desafios urbanos nos territórios de maior densidade populacional, como Entre Rios e Chapada das Mangabeiras. Já em 2025, os dados indicam uma redução significativa de 54,44% nos casos (5.222 confirmações) e 8 óbitos, sugerindo uma melhoria na resposta do sistema de saúde pública, embora os números sejam parciais até julho.
Essa tendência de declínio em 2025 destaca a importância de estratégias integradas de controle, como a intensificação da vigilância epidemiológica, mutirões de eliminação de criadouros e campanhas educativas. Recomenda-se priorizar territórios de alto risco, como Vale do Sambito e Entre Rios, com investimentos em vacinação e capacitação de equipes locais para investigação rápida de casos. Além disso, a integração de tecnologias como monitoramento geoespacial poderia aprimorar a previsão de surtos, mitigando impactos futuros e reduzindo a carga sobre o sistema de saúde. Essas medidas não apenas controlam a doença, mas também fortalecem a resiliência comunitária contra arboviroses.
Por fim, este estudo contribui para o avanço do conhecimento científico sobre a dinâmica da dengue no Piauí, alinhando-se à missão da Revista International Integralize Scientific de promover pesquisas que impactem a sociedade. Ao evidenciar a efetividade de intervenções tradicionais e a necessidade de inovações como o Programa Wolbachia, o trabalho incentiva transformações sociais por meio de políticas baseadas em evidências, qualificando estudos acadêmicos e oportunizando melhorias na saúde pública regional e nacional (World Mosquito Program, [s.d.]).
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
BRAZILIAN JOURNALS. Perfil epidemiológico da Dengue no estado do Piauí. Disponível em: https://ojs.brazilianjournals.com.br/ojs/index.php/BJHR/article/view/60897. Acesso em: 04 ago. 2025.
DENGUE.COM. Brazil 2024 Record-Breaking Dengue Outbreak. Disponível em: https://www.dengue.com/Dengue-outbreak-in-Brazil-2024. Acesso em: 04 ago. 2025.
GOV.BR. Piauí registra queda de 59,4% nos casos de dengue nos 2 primeiros meses de 2025. Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/noticias-para-os-estados/piaui/2025/marco/piaui-registra-queda-de-59-4-nos-casos-de-dengue-nos-2-primeiros-meses-de-2025. Acesso em: 04 ago. 2025.
PI GOV. Piauí mantém redução de casos de dengue e chikungunya. Disponível em: https://www.pi.gov.br/piaui-mantem-reducao-de-casos-de-dengue-e-chikungunya/. Acesso em: 04 ago. 2025.
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VAX BEFORE TRAVEL. Over 1 Million Dengue Cases Confirmed in Brazil in 2025. Disponível em: https://www.vax-before-travel.com/2025/04/22/over-1-million-dengue-cases-confirmed-brazil-2025. Acesso em: 04 ago. 2025.
WORLD HEALTH ORGANIZATION. Dengue – Global situation. Disponível em: https://www.who.int/emergencies/disease-outbreak-news/item/2024-DON518. Acesso em: 04 ago. 2025.
WORLD MOSQUITO PROGRAM. Brazil. Disponível em: https://www.worldmosquitoprogram.org/en/global-progress/brazil. Acesso em: 04 ago. 2025.
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