Competências socioemocionais e aprendizagem: Um encontro entre psicologia e educação

SOCIAL-EMOTIONAL COMPETENCIES AND LEARNING: AN INTERSECTION BETWEEN PSYCHOLOGY AND EDUCATION

COMPETENCIAS SOCIOEMOCIONALES Y APRENDIZAJE: UN ENCUENTRO ENTRE PSICOLOGÍA Y EDUCACIÓN

Autor

URL do Artigo

https://iiscientific.com/artigos/C855F9

DOI

doi.org/10.63391/C855F9

Calandrini, Lya Jeane Portal. Competências socioemocionais e aprendizagem: Um encontro entre psicologia e educação. International Integralize Scientific. v 5, n 50, Agosto/2025 ISSN/3085-654X

Resumo

Este artigo analisa a importância das competências socioemocionais no processo de aprendizagem, explorando a relação entre psicologia e educação. A psicologia educacional, em articulação com a prática pedagógica, favorece a construção de ambientes que promovam a empatia, o autocontrole, a resiliência e a responsabilidade social. A fase do Ensino Fundamental II representa um período crucial no desenvolvimento dos alunos, marcado por mudanças cognitivas, emocionais e sociais. A integração entre educação e psicologia é essencial para compreender as necessidades dos estudantes e promover práticas pedagógicas que respeitem suas particularidades. A psicologia da educação contribui para a criação de estratégias que favoreçam a aprendizagem significativa e o fortalecimento da autoestima, destacando como a compreensão dos processos psicológicos pode favorecer práticas pedagógicas mais eficazes. Considerando que essa etapa escolar é caracterizada por intensas transformações, o estudo investiga como os conhecimentos psicológicos podem auxiliar na promoção da aprendizagem significativa, no fortalecimento da autonomia e na construção de competências socioemocionais. Ao integrar as contribuições da psicologia da educação à prática docente, busca-se oferecer estratégias para a criação de ambientes escolares mais acolhedores, que respeitem a individualidade dos estudantes e estimulem seu protagonismo na construção do conhecimento. A pesquisa é fundamentada nas contribuições teóricas de autores como Lev Vygotsky e Jean Piaget, que reconhecem as emoções como parte central no processo de aprendizagem. O trabalho propõe uma reflexão sobre práticas pedagógicas que integrem o desenvolvimento socioemocional à formação acadêmica, promovendo uma educação mais humana e eficaz.
Palavras-chave
aprendizagem; psicologia; educação; desenvolvimento emocional.

Summary

This paper analyzes the importance of social-emotional competencies in the learning process, exploring the relationship between psychology and education. Educational psychology, in connection with pedagogical practice, supports the creation of environments that promote empathy, self-control, resilience, and social responsibility. The stage of lower secondary education (middle school) represents a crucial period in students’ development, marked by cognitive, emotional, and social changes. The integration between education and psychology is essential to understand students’ needs and to promote pedagogical practices that respect their individual characteristics. Educational psychology contributes to the development of strategies that foster meaningful learning and the strengthening of self-esteem, highlighting how an understanding of psychological processes can enhance more effective teaching practices. Considering that this school stage is characterized by intense transformations, the study investigates how psychological knowledge can support meaningful learning, the strengthening of autonomy, and the development of social-emotional competencies. By integrating contributions from educational psychology into teaching practices, this work aims to offer strategies for creating more welcoming school environments that respect students’ individuality and encourage their active role in knowledge construction. The research is grounded in the theoretical contributions of authors such as Lev Vygotsky and Jean Piaget, who recognize emotions as a central part of the learning process. This study proposes a reflection on pedagogical practices that integrate social-emotional development into academic training, promoting a more human and effective education.
Keywords
learning; psychology; education; emotional development.

Resumen

Este artículo analiza la importancia de las competencias socioemocionales en el proceso de aprendizaje, explorando la relación entre psicología y educación. La psicología educativa, en articulación con la práctica pedagógica, favorece la construcción de ambientes que promuevan la empatía, el autocontrol, la resiliencia y la responsabilidad social. La etapa de la Educación Primaria Superior representa un período crucial en el desarrollo de los alumnos, marcado por cambios cognitivos, emocionales y sociales. La integración entre educación y psicología es esencial para comprender las necesidades de los estudiantes y promover prácticas pedagógicas que respeten sus particularidades. La psicología de la educación contribuye a la creación de estrategias que favorezcan el aprendizaje significativo y el fortalecimiento de la autoestima, destacando cómo la comprensión de los procesos psicológicos puede favorecer prácticas pedagógicas más eficaces. Considerando que esta etapa escolar se caracteriza por intensas transformaciones, el estudio investiga cómo los conocimientos psicológicos pueden auxiliar en la promoción del aprendizaje significativo, en el fortalecimiento de la autonomía y en la construcción de competencias socioemocionales. Al integrar las contribuciones de la psicología de la educación a la práctica docente, se busca ofrecer estrategias para la creación de ambientes escolares más acogedores, que respeten la individualidad de los estudiantes y estimulen su protagonismo en la construcción del conocimiento. La investigación se fundamenta en las contribuciones teóricas de autores como Lev Vygotsky y Jean Piaget, que reconocen las emociones como parte central en el proceso de aprendizaje. El trabajo propone una reflexión sobre prácticas pedagógicas que integren el desarrollo socioemocional a la formación académica, promoviendo una educación más humana y eficaz.
Palavras-clave
aprendizaje; psicología; educación; desarrollo emocional.

INTRODUÇÃO

Nas últimas décadas, a educação tem sido convocada a repensar suas finalidades diante das transformações sociais, culturais e tecnológicas que marcam o século XXI. A crescente complexidade do mundo contemporâneo exige não apenas o domínio dos conteúdos acadêmicos, mas também o desenvolvimento de habilidades que permitam aos indivíduos lidar com suas emoções, conviver com o outro, tomar decisões responsáveis e enfrentar adversidades de forma ética e resiliente.

A relação entre educação e psicologia configura-se como um campo de estudo para a compreensão dos processos de ensino e aprendizagem, especialmente no contexto do Ensino Fundamental. Compreender como as emoções influenciam a aprendizagem é uma preocupação que aproxima a psicologia da educação, propondo abordagens mais integrativas e humanizadas. A capacidade de gerenciar emoções, estabelecer relações positivas e tomar decisões responsáveis não apenas melhora o desempenho escolar, mas também contribui para a formação de cidadãos mais equilibrados e participativos. 

Esses fatores se tornam ainda mais relevantes, pois os alunos vivenciam profundas transformações físicas, emocionais e sociais que impactam diretamente suas trajetórias escolares. A interseção entre psicologia e educação permite compreender que a aprendizagem não é apenas um processo cognitivo, mas também afetivo e social. O desenvolvimento de competências socioemocionais deve ser promovido de forma intencional no ambiente escolar, com base em práticas pedagógicas que considerem o aluno em sua totalidade. 

A psicologia, enquanto ciência que estuda o comportamento humano e os processos mentais, oferece importantes contribuições para a compreensão das dinâmicas de aprendizagem e dos fatores que influenciam o rendimento e o bem-estar dos estudantes. Nesse contexto, torna-se essencial investigar como práticas pedagógicas fundamentadas em princípios psicológicos podem favorecer a aprendizagem significativa, a motivação intrínseca e o desenvolvimento das habilidades socioemocionais dos alunos do Ensino Fundamental II.

Este trabalho propõe-se a analisar a interface entre educação e psicologia, buscando compreender de que maneira a integração de conhecimentos dessas áreas pode contribuir para a construção de ambientes escolares mais acolhedores, inclusivos e estimulantes. A pesquisa se concretiza em identificar práticas educativas que, ao considerar aspectos psicológicos do desenvolvimento, promovam não apenas o sucesso acadêmico, mas também o fortalecimento da autoestima, da autonomia e da capacidade crítica dos estudantes reconhecendo a complexidade dos processos de aprendizagem.

DESENVOLVIMENTO

COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS: CONCEITO E IMPORTÂNCIA

A escola, além de espaço de transmissão de saberes e construção de conhecimento, é também um ambiente privilegiado para desenvolvimento emocional dos indivíduos. É nela que as crianças e adolescentes vivenciam experiências fundamentais de socialização, enfrentam desafios, lidam com frustrações, constroem vínculos afetivos e desenvolvem competências relacionais que influenciam diretamente seu processo de aprendizagem e formação integral.

As competências socioemocionais têm ganhado destaque no campo educacional como elementos centrais para o desenvolvimento integral dos estudantes. Elas envolvem a capacidade de reconhecer e manejar emoções, estabelecer relações saudáveis, tomar decisões responsáveis, lidar com desafios de maneira construtiva, sendo fundamentais para o desenvolvimento humano impactando diretamente o processo de aprendizagem. 

A presença de psicólogos escolares ou educacionais, quando existente, contribui diretamente para o processo de aprendizagem, atuando na formação docente, na orientação de práticas pedagógicas e no acompanhamento emocional dos estudantes. Essa atuação compartilhada entre psicologia e educação permite a construção de ambientes mais acolhedores e promotores de desenvolvimento integral. A interseção entre psicologia e educação é fundamental para que a escola se torne um espaço de desenvolvimento pleno, onde o conhecimento, as emoções e os vínculos possam coexistir de maneira integrada. O reconhecimento da dimensão socioemocional como parte do currículo escolar exige um olhar interdisciplinar, sensível às experiências subjetivas dos alunos e ao papel formativo das relações humanas no processo de aprender.

Vygotsky e Piaget são dois maiores teóricos da psicologia do desenvolvimento e da educação. Ambos estudaram como as crianças constroem conhecimento, mas suas teorias possuem diferenças fundamentais. A abordagem adotada fundamenta-se em uma pesquisa teórica e exploratória, com o objetivo de analisar e articular os principais conceitos sobre inteligência emocional, cognição e aprendizagem, a partir das contribuições de Vygotsky e Piaget. A investigação consiste na análise de obras, artigos científicos e documentos oficiais, como a Base Nacional Comum Curricular (BNCC), que tratam da integração entre aspectos emocionais e cognitivos no processo educativo.

A escolha pela metodologia qualitativa também se justifica pela complexidade do objeto de estudo, uma vez que as competências socioemocionais não se manifestam de forma isolada ou mensurável, mas sim no entrelaçamento de fatores emocionais, culturais, sociais e pedagógicos. Assim a análise foi orientada por uma perspectiva interpretativa e crítica, valorizando os contextos e sentidos atribuídos pelos autores estudados.

AS EMOÇÕES E O PROCESSO DE APRENDIZAGEM

A aprendizagem é um processo complexo que envolve não apenas aspectos cognitivos, mas também emocionais e sociais. Durante muito tempo a educação valorizou quase exclusivamente o raciocínio lógico e os conteúdos objetivos, relegando as emoções a um segundo plano. No entanto, pesquisas nas áreas da psicologia e da neurociência demonstram que as emoções são parte integrante e essencial da aprendizagem.

Apesar do reconhecimento crescente da importância das competências socioemocionais, observa-se que muitas escolas ainda enfrentam dificuldades para integrá-las de forma efetiva ao currículo e à prática docente. Ao integrar os aportes da psicologia e da educação, busca-se compreender como as emoções impactam a aprendizagem e como a escola pode ser um espaço de desenvolvimento socioemocional orientando políticas educacionais e projetos formativos voltados a professores.

PSICOLOGIA E EDUCAÇÃO: BASES PARA O DESENVOLVIMENTO SOCIOEMOCIONAL

A relação entre psicologia e educação sempre foi marcada por uma busca comum: compreender os processos de desenvolvimento humano e aprendizagem. Ao longo do século XX, diferentes correntes psicológicas influenciaram as práticas pedagógicas e contribuíram para uma visão mais ampla do sujeito em formação. No contexto das competências socioemocionais, essa interseção torna-se ainda mais relevante, pois são as emoções, as relações interpessoais e a construção da identidade que passam a ocupar o centro da cena educativa.

Ao explorar a relação entre competências socioemocionais e aprendizagem sob ótica da psicologia e da educação, a pesquisa contribui para o fortalecimento de uma abordagem interdisciplinar e humanizadora da formação escolar. A relevância acadêmica e social do estudo está, portanto, em sua capacidade de iluminar caminhos para que a escola se consolide como espaço não apenas de instrução, mas de construção de sentido, vínculos e transformação pessoal e coletiva.

Lev Vygotsky e Jean Piaget são duas figuras influentes em áreas diferentes, mas que compartilham um interesse comum no papel da emoção na vida humana e na aprendizagem. Vygotsky, por sua vez, contribuiu para a psicologia de aprendizagem, destacando a importância do contexto social e da interação para o desenvolvimento cognitivo e Jean Piaget, a partir do seu entendimento sobre o desenvolvimento cognitivo e a construção do conhecimento, fornece bases importantes para compreender o contexto da aprendizagem segundo a qual o conhecimento é construído ativamente pela criança em interação com o meio. 

A obra o Erro de Descartes (1994), de António Damásio, representa um marco ao demonstrar que razão e emoção não são instâncias separadas, mas processos interdependentes na constituição da consciência e na tomada de decisões. O autor critica a visão cartesiana de separação entre mente e corpo, defendendo que as emoções desempenham papel central não apenas na sobrevivência, mas também na racionalidade.

Daniel Goleman, psicólogo norte-americano, tornou-se amplamente conhecido a partir da publicação de Inteligência Emocional (1995), defende que o sucesso pessoal, acadêmico e profissional depende não apenas das capacidades cognitivas, mas, sobretudo, da habilidade de reconhecer, compreender e gerir as próprias emoções, bem como perceber e se relacionar com as emoções dos outros.

O estudo de Weizenmann, Pezzi e Zanon (2022) sobre inclusão escolar de alunos com Transtorno do Espectro Autista evidencia que a atuação docente requer competências que vão além do conhecimento técnico. Os professores necessitam reconhecer e gerenciar suas próprias emoções diante de situações desafiadoras (autoconsciência e autogestão), compreender as necessidades e perspectivas dos alunos (empatia), colaborar efetivamente com colegas, especialistas e famílias (habilidades sociais) e refletir continuamente sobre suas práticas pedagógicas (tomada de decisão responsável). Além disso, a sensibilidade ética e o compromisso com a inclusão são fundamentais para promover um ambiente escolar equitativo e acolhedor. 

CONTRIBUIÇÕES DE AUTORES PARA A EDUCAÇÃO SOCIOEMOCIONAL

LEV VYGOTSKY

A psicologia do desenvolvimento, representada por autores como Vygotsky (1934/1998), enfatiza a importância do ambiente social e das interações no desenvolvimento de habilidades emocionais e cognitivas. A aprendizagem ocorre em contextos relacionais, e as competências socioemocionais são desenvolvidas em práticas de colaboração, diálogo e resolução de conflitos. A teoria histórico-cultural de Vygotsky (1998) propõe que o desenvolvimento das funções psicológicas superiores ocorre por meio da interação social e da mediação simbólica. Segundo o autor, o aprendizado é um processo social antes de ser individual. Nesse contexto, as emoções e a linguagem são ferramentas que mediam a internalização do conhecimento e o desenvolvimento da personalidade.

Vygotsky (1934/1998) oferece uma abordagem histórico-cultural da aprendizagem, o autor ressalta a importância das emoções no desenvolvimento das funções psicológicas superiores, enfatizando a importância do ambiente social e da mediação simbólica. Para ele, as emoções são parte do desenvolvimento cultural e impactam a motivação e o engajamento dos alunos. Em sua teoria sociocultural, destaca a importância das interações sociais para o desenvolvimento humano. A motivação, o interesse e a curiosidade são considerados como elementos que emergem da interação entre o sujeito e o ambiente social. O autor também reconhece que a afetividade é inseparável do processo cognitivo, sendo a emoção uma força impulsionadora da atividade mental. A sala de aula, portanto, deve ser compreendida como um espaço de interação, onde vínculos afetivos positivos potencializam o desenvolvimento intelectual.

Vygotsky (1998), ao propor a unidade entre afeto e cognição, afirma que o processo aprendizagem é, antes de tudo, um processo social e emocional em que ocorre desenvolvimento psicológico através da mediação social e do ambiente educativo, sendo fundamental na constituição das funções mentais superiores. Dessa forma, o professor deixa de ser apenas transmissor de conteúdos e passa a ser mediador de experiências que envolvem pensamento, sentimento e linguagem.

Lev Vygotsky (2001) foi um dos primeiros pensadores a integrar dimensões afetiva e cognitiva no processo de desenvolvimento humano. Para ele, as funções psicológicas superiores, como pensamento, linguagem e memória, são construídas nas interações sociais e mediadas por instrumentos culturais, sendo a linguagem o principal deles.

JEAN PIAGET 

Jean Piaget (1975) contribui com uma abordagem construtivista, em que o sujeito é ativo na construção do conhecimento. Embora seu foco seja o desenvolvimento cognitivo, Piaget reconhece a importância da interação social e da construção da moralidade na formação do sujeito autônomo. Ele destaca que o desenvolvimento moral e intelectual ocorre por meio de interação com outras pessoas. Isso se relaciona diretamente com competências como empatia, cooperação e resolução de conflitos. 

“O respeito mútuo entre as crianças é fundamental para o desenvolvimento moral.” Esta ideia fundamenta a importância da escola como espaço de convivência e desenvolvimento das competências socioemocionais. A autonomia intelectual e moral é um objetivo central em Piaget. Ela não se refere apenas à independência, mas à capacidade de pensar e agir com base em princípios próprios, desenvolvidos a partir da interação com o meio. 

Para Piaget, o sujeito é ativo na construção do conhecimento. Esse princípio se alinha com o desenvolvimento da autorregulação emocional e da iniciativa, pois a criança aprende a agir, refletir e se adaptar ao ambiente, desenvolvendo tanto competências cognitivas quanto socioemocionais.

No encontro entre Psicologia e Educação, a teoria de Piaget ajuda a compreender como a criança se desenvolve de forma integrada, cognitiva, emocional e socialmente ao longo da escolarização. Assim, ela oferece subsídios teóricos para a promoção de competências socioemocionais de forma coerente com o desenvolvimento da criança.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

O presente artigo buscou compreender a relação entre as competências socioemocionais e o processo de aprendizagem, destacando a importância da integração entre psicologia e educação na formação de estudantes mais completos e preparados para os desafios contemporâneos. Ao longo do estudo, evidenciou-se que as emoções exercem um papel central no funcionamento cognitivo e no desempenho escolar, reforçando a necessidade de abordagens educacionais que considerem o desenvolvimento integral dos indivíduos. 

As contribuições teóricas dos autores Lev Vygotsky e Jean Piaget sustentam a ideia de que razão e emoção são dimensões interdependentes no processo de aprendizagem. Vygotsky ressalta o papel das interações sociais no desenvolvimento das funções psicológicas superiores, enquanto Piaget destaca que o desenvolvimento moral e intelectual ocorre por meio da interação com outras pessoas. 

Neste contexto, as competências socioemocionais, como empatia a autorregulação, a motivação e a consciência social, emergem como elementos indispensáveis à prática pedagógica contemporânea. Desenvolver essas competências nos estudantes não apenas favorece a aprendizagem acadêmica, mas também promove a formação de cidadãos mais resilientes, éticos e colaborativos.

Diante das evidências levantadas, destaca-se a urgência de políticas públicas e programas educacionais que incorporem o ensino socioemocional de forma sistemática e intencional no currículo escolar. A formação inicial continuada de professores também deve incluir o domínio de estratégias para trabalhar as competências socioemocionais em sala de aula.

A pesquisa foi desenvolvida com base em revisão bibliográfica sistemática, priorizando autores clássicos da psicologia, além de documentos oficiais da área da educação. A análise dos dados bibliográficos se deu por meio de leitura analítica e categorização temática, respeitando o rigor acadêmico e a coerência teórica.

Conclui-se, portanto, que a educação de qualidade no século XXI exige um olhar ampliado sobre o aluno, que vá além da transmissão de conteúdos acadêmicos para contemplar o desenvolvimento emocional, social e ético. A conexão entre psicologia e educação revela-se, assim, como caminho essencial para uma aprendizagem mais significativa humana e transformadora.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

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DAMÁSIO, António R. O Erro de Descartes: Emoção, Razão e o Cérebro Humano. São Paulo: Companhia das Letras, 1996

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PIAGET, Jean. A formação do símbolo na criança: imitação, jogo e sonho, imagem e representação. Rio de Janeiro: LTC,1971.

PIAGET, Jean. A psicologia da criança. 2. Ed. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 1998.

PIAGET, Jean. O juízo moral na criança. São Paulo: Summus,1994.

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VYGOTSKY, Lev S. A formação social da mente. São Paulo: Martins Fontes, 1991.

VYGOTSKY, Lev S. A formação social da mente: o desenvolvimento dos processos psicológicos superiores. 7. Ed. São Paulo: Martins Fontes, 2007.

VYGOTSKY, Lev S. A Formação Social da Mente: o desenvolvimento dos processos psicológicos superiores. São Paulo: Martins Fontes, 1998.

WEIZENMANN, L.S.; PEZZI, F.A.S.; ZANON, R. B. Inclusão escolar e autismo: sentimentos e práticas docentes. Psicologia Escolar e Educacional, v.24, 2022. Disponível em: https://qa1.scielo.br/j/pee/a/7g7r8b8Jw6d8t8J9t8g8r8/?lang=pt.Acesso em:12 set. 2025.

Calandrini, Lya Jeane Portal. Competências socioemocionais e aprendizagem: Um encontro entre psicologia e educação.International Integralize Scientific. v 5, n 50, Agosto/2025 ISSN/3085-654X

Referencias

Vivian Caroline Coraucci.
BAILEY, C. J.; LEE, J. H.
Management of chlamydial infections: A comprehensive review.
Clinical infectious diseases.
v. 67
n. 7
p. 1208-1216,
2021.
Disponível em: https://academic.oup.com/cid/article/67/7/1208/6141108.
Acesso em: 2024-09-03.

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Competências socioemocionais e aprendizagem: Um encontro entre psicologia e educação

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