Impactos da Ação Colaborativa entre Educação e Saúde no Processo de Escolarização de Crianças Autistas: Um Estudo Comparativo em Escolas Públicas.

IMPACTS OF COLLABORATIVE ACTION BETWEEN EDUCATION AND HEALTH IN THE SCHOOLING PROCESS OF AUTISTIC CHILDREN: A COMPARATIVE STUDY IN PUBLIC SCHOOLS

IMPACTOS DE LA ACCIÓN COLABORATIVA ENTRE EDUCACIÓN Y SALUD EN EL PROCESO DE ESCOLARIZACIÓN DE NIÑOS AUTISTAS: UN ESTUDIO COMPARATIVO EN ESCUELAS PÚBLICAS

Autor

URL do Artigo

https://iiscientific.com/artigos/10D296

DOI

doi.org/10.63391/10D296

Cardoso, Geisa Elaine Favoretti . Impactos da Ação Colaborativa entre Educação e Saúde no Processo de Escolarização de Crianças Autistas: Um Estudo Comparativo em Escolas Públicas.. International Integralize Scientific. v 5, n 51, Setembro/2025 ISSN/3085-654X

Resumo

Este artigo analisa os impactos da articulação entre o Atendimento Educacional Especializado (AEE) e as terapias clínicas no processo de escolarização de crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA), a partir de uma revisão bibliográfica sistemática. O estudo foi desenvolvido com base em 22 produções acadêmicas publicadas entre 2015 e 2025, extraídas de bases indexadas e repositórios de acesso aberto. Os resultados foram organizados em quatro categorias: intersetorialidade como princípio das políticas inclusivas, coparticipação interprofissional, efeitos da articulação entre AEE e terapias, e desafios da implementação nas escolas públicas. Os achados evidenciam que a colaboração entre os setores da educação e da saúde promove benefícios concretos na aprendizagem, na permanência e na inclusão de estudantes com TEA. No entanto, persistem obstáculos estruturais, como a ausência de políticas locais, a fragmentação da formação docente e a desigualdade de acesso a equipes multiprofissionais. Conclui-se que a promoção da intersetorialidade exige compromisso institucional, planejamento coletivo e valorização do trabalho colaborativo como eixo central da educação inclusiva.
Palavras-chave
educação inclusiva; transtorno do espectro autista; intersetorialidade; atendimento educacional especializado; terapias clínicas.

Summary

This article analyzes the impacts of the articulation between Special Educational Support (AEE) and clinical therapies on the schooling process of children with Autism Spectrum Disorder (ASD), based on a systematic literature review. The study examined 22 academic publications published between 2015 and 2025, retrieved from indexed databases and open-access repositories. The results were organized into four thematic categories: intersectorality as a principle of inclusive policies, interprofessional coparticipation, effects of the articulation between AEE and therapies, and challenges of implementation in public schools. The findings reveal that collaboration between education and health sectors yields concrete benefits for the learning, school permanence, and social inclusion of students with ASD. However, structural barriers persist, such as the absence of local policies, fragmented teacher training, and unequal access to multidisciplinary teams. It is concluded that promoting intersectorality requires institutional commitment, collaborative planning, and the appreciation of shared work as a pillar of inclusive education.
Keywords
inclusive education; autism spectrum disorder; intersectorality; special educational support; clinical therapies.

Resumen

Este artículo analiza los impactos de la articulación entre la Atención Educativa Especializada (AEE) y las terapias clínicas en el proceso de escolarización de niños con Trastorno del Espectro Autista (TEA), a partir de una revisión bibliográfica sistemática. El estudio se basó en 22 producciones académicas publicadas entre 2015 y 2025, extraídas de bases de datos indexadas y repositorios de acceso abierto. Los resultados se organizaron en cuatro categorías: la intersectorialidad como principio de las políticas inclusivas, la coparticipación interprofesional, los efectos de la articulación entre AEE y terapias, y los desafíos de implementación en las escuelas públicas. Los hallazgos muestran que la colaboración entre los sectores de educación y salud produce beneficios concretos en el aprendizaje, la permanencia escolar y la inclusión social de los estudiantes con TEA. Sin embargo, persisten barreras estructurales como la ausencia de políticas locales, la formación docente fragmentada y la desigualdad en el acceso a equipos multiprofesionales. Se concluye que fomentar la intersectorialidad requiere compromiso institucional, planificación conjunta y valorización del trabajo colaborativo como eje de la educación inclusiva.
Palavras-clave
educación inclusiva; trastorno del espectro autista; intersectorialidad; atención educativa especializada; terapias clínicas.

INTRODUÇÃO

A crescente visibilidade das demandas educacionais de crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA) tem impulsionado políticas públicas de inclusão, com destaque para a articulação entre os setores da Educação e da Saúde. No Brasil, esse movimento é respaldado pela Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva (Brasil, 2008), que propõe a superação de barreiras por meio de práticas intersetoriais. Contudo, nas redes públicas, a implementação ainda revela desafios, sobretudo pela atuação fragmentada entre o Atendimento Educacional Especializado (AEE) e as terapias clínicas, o que compromete a integralidade do cuidado e o desenvolvimento pedagógico.

Essa falta de integração resulta em falhas na comunicação entre profissionais, ausência de protocolos compartilhados e dificuldades no acompanhamento efetivo dos estudantes. Como indicam Del Prette e Del Prette (2022) e Campos (2023), essa desarticulação impacta negativamente a permanência escolar, a aprendizagem e o desenvolvimento social dos alunos com TEA, inviabilizando uma abordagem verdadeiramente humanizada.

Por outro lado, práticas colaborativas entre AEE e terapias mostram-se promissoras na promoção de aprendizagens significativas e inclusão qualificada. No entanto, ainda são escassos os estudos que contrastem empiricamente os efeitos da atuação intersetorial com aqueles observados em contextos de intervenção isolada. É nesse cenário que se insere este trabalho, voltado à investigação dos impactos concretos da colaboração entre educação e saúde no processo de escolarização de crianças autistas em escolas públicas.

As perguntas que orientam o estudo são: Quais efeitos a atuação conjunta entre AEE e terapias exerce sobre o desempenho pedagógico e a inclusão social de crianças com TEA? O que ocorre quando essa articulação está ausente? Como os profissionais envolvidos percebem os benefícios e desafios dessa colaboração?

O objetivo geral é analisar, com base em abordagem qualitativa, os impactos da articulação entre educação e saúde na escolarização de crianças com TEA, comparando casos com e sem integração entre AEE e terapias. Os objetivos específicos são: (1) identificar estratégias intersetoriais nas escolas analisadas; (2) comparar efeitos pedagógicos e sociais de atendimentos integrados e isolados; (3) compreender as percepções de professores, terapeutas e gestores sobre a atuação colaborativa.

Este artigo está estruturado em cinco seções. Após esta introdução, o capítulo dois discute a literatura sobre inclusão escolar, interdisciplinaridade e práticas colaborativas. O terceiro capítulo descreve os procedimentos metodológicos. O quarto apresenta e analisa os dados coletados. Por fim, o quinto capítulo traz as considerações finais, destacando as contribuições do estudo para a consolidação de práticas inclusivas e intersetoriais no contexto da escola pública.

REFERENCIAL TEÓRICO 

INTERSETORIALIDADE COMO PRINCÍPIO ESTRUTURANTE DA INCLUSÃO ESCOLAR NO CONTEXTO DO TEA

A atuação intersetorial tem se mostrado essencial para práticas inclusivas, especialmente no atendimento a crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA). Documentos como a Política Nacional de Educação Especial (Brasil, 2008) e a Lei Brasileira de Inclusão (Brasil, 2015) reforçam a articulação entre educação, saúde e assistência social como estratégia de acompanhamento integral. No entanto, a fragmentação ainda é um dos principais desafios das redes públicas.

Mais do que reunir profissionais, a intersetorialidade exige práticas colaborativas baseadas na escuta, na corresponsabilidade e na valorização dos diferentes saberes. Para Santos (2023), a inclusão de crianças com TEA depende de ações conjuntas entre docentes, AEE e terapeutas, com estratégias compartilhadas e intervenções integradas.

Estudo de Weizenmann, Pezzi e Zanon (2020) revela que a ausência de articulação entre escola e saúde gera sentimento de impotência nos professores. Quando há diálogo entre profissionais e famílias, o atendimento se torna mais eficaz e os docentes se sentem mais preparados.

Apesar dos avanços, persistem dificuldades como a falta de formação para o trabalho em rede, ausência de espaços institucionais para planejamento e falhas de comunicação, como destaca Santos (2023). Muitas vezes, os serviços atuam de forma paralela, sem integração real.

A superação dessas barreiras requer a atuação ativa da gestão escolar. Santos (2023) defende que o coordenador pedagógico tenha papel articulador, promovendo escuta contínua e planejamento coletivo. O envolvimento das famílias também é fundamental. Para Weizenmann, Pezzi e Zanon (2020), o afastamento entre escola e família compromete a continuidade das ações e a efetividade da inclusão.

Assim, mais do que diretriz legal, a intersetorialidade deve ser compreendida como prática concreta para fortalecer vínculos e garantir permanência, participação e desenvolvimento dos alunos com TEA. Superar a fragmentação e consolidar redes de apoio é passo decisivo rumo a uma educação pública verdadeiramente inclusiva.

A DINÂMICA DA COPARTICIPAÇÃO INTERPROFISSIONAL NO ATENDIMENTO A CRIANÇAS COM TEA

O Transtorno do Espectro Autista (TEA) exige abordagens integradas que superem ações fragmentadas. A coparticipação interprofissional tem se destacado como estratégia eficaz para responder às múltiplas necessidades do desenvolvimento infantil. Para Silva e Amaral (2022), a atuação conjunta entre educação, saúde e assistência social amplia a compreensão sobre o estudante e qualifica as intervenções.

Essa prática vai além da simples reunião de profissionais. Segundo Oliveira et al. (2023), trata-se de um processo de diálogo contínuo, corresponsabilidade e construção de objetivos compartilhados, respeitando os saberes de cada área.

No ambiente escolar, a articulação entre professores, AEE e terapeutas ainda enfrenta desafios. Pesquisa de Lima, Rocha e Teixeira (2022) mostra que a presença de profissionais da saúde nas escolas melhora o entendimento sobre os comportamentos das crianças, mas faltam tempo e protocolos para o planejamento conjunto.

Embora documentos como a Política Nacional de Educação Especial (Brasil, 2008) e as Diretrizes da Rede de Cuidados (Brasil, 2021) defendam essa articulação, sua aplicação encontra obstáculos, especialmente em municípios com baixa estrutura. Souza e Cardoso (2024) alertam que, em contextos precários, o atendimento tende a ser desarticulado, sobrecarregando as famílias e reduzindo a efetividade das ações.

Experiências exitosas, como o Programa Caminhos do Cuidar, mostram avanços. Fernandes e Melo (2023) destacam melhorias na comunicação entre setores e no bem-estar dos alunos. Gomes e Ferreira (2022) também ressaltam o papel das famílias como mediadoras entre escola e serviços, defendendo políticas que institucionalizem essa articulação.

Por fim, a formação dos profissionais ainda prioriza competências individuais. Conforme Santos et al. (2025), faltam habilidades relacionais para o trabalho colaborativo, o que dificulta a integração nas práticas cotidianas.

A coparticipação interprofissional, portanto, deve ser entendida como um processo contínuo que depende de investimentos institucionais, espaços de escuta e valorização da diversidade de saberes. Quando bem estruturada, contribui para um atendimento mais humano, eficaz e inclusivo às crianças com TEA.

EFEITOS DA ARTICULAÇÃO ENTRE AEE E TERAPIAS NO PROCESSO DE ESCOLARIZAÇÃO DE CRIANÇAS COM TEA

A articulação entre o Atendimento Educacional Especializado (AEE) e as terapias clínicas tem se mostrado fundamental para o sucesso escolar de crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA). Quando essa integração se concretiza, os processos pedagógicos e terapêuticos tornam-se mais eficazes, promovendo o desenvolvimento de habilidades adaptativas, a autonomia e a participação social no cotidiano escolar. Como indicam Morais e Costa (2023), a junção entre práticas educativas e intervenções clínicas permite um acompanhamento contínuo e mais sensível às necessidades do estudante, contribuindo para a redução de lacunas no atendimento e fortalecimento da inclusão.

A eficácia dessa parceria aumenta quando há alinhamento entre o projeto pedagógico da escola e os objetivos terapêuticos definidos para cada aluno. Santos, Maciel e Barreto (2024), em estudo com escolas municipais do Nordeste, constataram que crianças com TEA acompanhadas por equipes integradas apresentaram melhorias expressivas na comunicação funcional, no engajamento em sala de aula e na autonomia. Esses avanços foram atribuídos ao planejamento conjunto, à troca de materiais e ao compartilhamento de metas, reforçando a potência das práticas colaborativas.

Em contrapartida, a ausência dessa articulação compromete seriamente o progresso escolar e emocional dos estudantes. Ferreira e Almeida (2023), em uma análise comparativa, verificaram que em contextos onde o AEE atuava de maneira isolada, as crianças demonstravam maiores índices de evasão, menor engajamento e maior dependência de apoio individualizado. Esses achados reforçam que a fragmentação das ações compromete não apenas a aprendizagem, mas também o bem-estar social e emocional do aluno.

Lima e Oliveira (2022) reforçam que a cooperação entre educação e saúde favorece ajustes concretos no ambiente escolar. Em suas análises, observaram que a partilha de observações entre professoras do AEE e terapeutas resultou em mudanças estruturais, como a reorganização dos espaços e a introdução de rotinas visuais, o que diminuiu crises comportamentais e aumentou o tempo de permanência dos alunos em sala de aula regular. Essas ações foram viabilizadas pelo respeito mútuo entre os saberes e pela escuta ativa entre os profissionais envolvidos.

A perspectiva das famílias também revela os efeitos positivos dessa articulação. Guimarães e Ribeiro (2024), ao investigarem o ponto de vista de mães de crianças com TEA, apontaram que elas se sentem mais acolhidas quando existe diálogo constante entre escola e terapeutas. Para essas mães, a continuidade das estratégias em casa, aliada à comunicação institucional eficaz, oferece segurança e reforça a confiança no processo inclusivo.

No entanto, mesmo diante dos benefícios comprovados, a articulação entre AEE e terapias ainda é limitada nas redes públicas. Dados do Instituto Alana (2023) indicam que menos de 25% das escolas com estudantes autistas têm mecanismos institucionais para integrar os setores de educação e saúde. Entre os principais entraves estão a inexistência de normativas municipais, a ausência de tempo remunerado para planejamento colaborativo e a escassez de formação específica sobre práticas interprofissionais.

O impacto da integração também se expressa em indicadores concretos. Em pesquisa longitudinal, Carvalho e Souza (2025) verificaram que a taxa de progressão escolar foi 40% maior entre alunos com atendimento interprofissional, quando comparados àqueles atendidos de forma segmentada. O sucesso foi atribuído à clareza dos objetivos, ao registro compartilhado de informações e ao monitoramento contínuo das ações, reafirmando que a intersetorialidade é uma via prática para a qualificação da inclusão.

Além disso, o planejamento individualizado se fortalece quando construído de forma colaborativa. Cunha e Braga (2022) evidenciam que a participação dos terapeutas na elaboração do Plano Educacional Individualizado (PEI) permite a identificação mais precisa das barreiras enfrentadas pelos alunos, viabilizando ajustes pedagógicos coerentes e evitando intervenções contraditórias, o que reforça o protagonismo da criança no processo educacional.

Por fim, a efetiva articulação entre AEE e terapias depende de condições institucionais. Como argumenta Santos (2023), a qualidade do processo educativo das crianças com TEA está diretamente ligada à capacidade da escola de se configurar como espaço relacional, no qual diferentes saberes são reconhecidos e mobilizados coletivamente em favor do desenvolvimento integral do estudante. Isso exige, portanto, investimento em tempos de planejamento, formação contínua e gestão participativa, pautada pela escuta, confiança e compromisso com a inclusão.

DESAFIOS E POTENCIALIDADES DA IMPLEMENTAÇÃO INTERSETORIAL NA REDE PÚBLICA: EVIDÊNCIAS DA PESQUISA EM EDUCAÇÃO INCLUSIVA

A efetivação da intersetorialidade no atendimento de crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA) nas escolas públicas brasileiras enfrenta obstáculos de ordem estrutural, cultural e formativa. Embora marcos legais como a Lei Brasileira de Inclusão (Brasil, 2015) e as Diretrizes da Rede de Cuidados (Brasil, 2021) defendam essa articulação, ainda há dificuldades na consolidação de práticas integradas. Para Aranha (2022), a ausência de normativas locais, a escassez de profissionais especializados e a indefinição de atribuições dificultam a implementação dessas políticas no cotidiano escolar.

Um dos principais entraves é a formação fragmentada dos profissionais. Moreira e Leal (2022) demonstram que professores e terapeutas sentem-se despreparados para atuar em conjunto, devido à carência de formação interprofissional. Segundo os autores, essa lacuna perpetua práticas isoladas, dificultando o diálogo e o compartilhamento de responsabilidades, o que compromete diretamente a qualidade do atendimento às crianças com TEA.

Outro desafio é a falta de espaços institucionais para o planejamento conjunto. Cunha e Brito (2023) identificaram que, em muitas redes públicas, as interações entre AEE e terapeutas ocorrem informalmente, sem respaldo em agendas oficiais. Isso gera descontinuidade no acompanhamento das crianças e limita a construção de estratégias articuladas, baseando-se apenas em iniciativas individuais e não em protocolos institucionais.

Apesar das dificuldades, pesquisas apontam avanços quando há apoio institucional. Oliveira e Goulart (2022) destacam que o suporte das secretarias para a organização de fluxos intersetoriais aumenta a eficácia das intervenções. A criação de comissões nas escolas, com a participação de educadores, terapeutas, famílias e gestores, favorece o sentimento de corresponsabilidade e amplia as possibilidades de escuta das necessidades dos estudantes.

Nesse cenário, a gestão escolar assume papel estratégico. Para Lima e Diniz (2023), é responsabilidade da direção e da coordenação pedagógica criar condições para o diálogo entre os setores, mediando conflitos e articulando-se com serviços externos, como o CAPSi. Os autores ressaltam que o planejamento intersetorial deve ser valorizado como parte do trabalho pedagógico e institucional, integrando a rotina da escola.

A escuta das famílias também se mostra fundamental. Andrade e Souza (2023), em estudo com mães de crianças autistas, evidenciaram que a participação ativa dos responsáveis nas reuniões e no planejamento das ações contribui para a continuidade das intervenções e fortalece os vínculos com a escola. A ausência de escuta, por sua vez, é associada ao sentimento de abandono e à desarticulação dos serviços.

As experiências mais exitosas, segundo Xavier e Ramos (2022), são aquelas que ocorrem nos territórios, com a atuação próxima de equipes do NASF e do CAPSi. Nesses casos, o compartilhamento de diagnósticos e o planejamento conjunto favorecem a adaptação e o desenvolvimento dos estudantes com TEA. Contudo, os autores alertam para a distribuição desigual desses serviços, com baixa cobertura em áreas periféricas e rurais.

Por fim, Pacheco e Farias (2024) destacam o papel dos conselhos escolares e fóruns municipais como instâncias fundamentais para o controle social e a fiscalização das políticas públicas. Esses espaços podem atuar na mediação de conflitos, na mobilização de recursos e na defesa da educação inclusiva, reforçando a presença das crianças com deficiência nos debates institucionais.

Dessa forma, embora os desafios sejam expressivos, a literatura aponta que é possível construir redes de apoio consistentes, desde que haja compromisso político, engajamento institucional e valorização do trabalho colaborativo. A intersetorialidade, quando efetivada, contribui para o pleno desenvolvimento das crianças com TEA e fortalece a cultura de inclusão na escola pública.

METODOLOGIA

Trata-se de uma pesquisa qualitativa, de caráter bibliográfico, cujo objetivo foi analisar os impactos da articulação entre o Atendimento Educacional Especializado (AEE) e as terapias clínicas na escolarização de crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA), com base em estudos nacionais publicados entre 2015 e 2025. A abordagem seguiu a orientação de Gil (2019), que define a pesquisa bibliográfica como aquela fundamentada em materiais já publicados, possibilitando a sistematização e interpretação de conteúdos teóricos.

A escolha pelo enfoque qualitativo justifica-se pela necessidade de compreender os sentidos atribuídos às práticas intersetoriais descritas nos estudos analisados. Como destaca Minayo (2022), essa abordagem é adequada para fenômenos complexos e situados, como a relação entre saúde e educação no atendimento a estudantes com deficiência.

Os dados foram obtidos por meio de buscas nas bases CAPES, SciELO, Google Acadêmico e BDTD, com descritores como “TEA”, “AEE”, “inclusão escolar” e “coparticipação interprofissional”. Foram incluídas 22 produções acadêmicas que discutem a articulação entre escola e serviços terapêuticos.

A análise seguiu a técnica de análise temática proposta por Bardin (2016), com categorias definidas a partir dos objetivos do estudo: intersetorialidade, coparticipação, efeitos da articulação e desafios da implementação. A triangulação entre fontes reforçou a consistência interpretativa.

Ao reunir evidências da literatura, o estudo contribui para o fortalecimento das práticas inclusivas e para a qualificação das políticas públicas voltadas à escolarização de crianças com TEA.

APRESENTAÇÃO E DISCUSSÃO DOS RESULTADOS

Os resultados da análise bibliográfica foram organizados em quatro categorias temáticas derivadas do corpus de 22 publicações científicas selecionadas. A discussão a seguir visa não apenas apresentar os achados de forma descritiva, mas também promover um diálogo crítico entre os autores, de modo a identificar consensos, tensões e contribuições para o campo da educação inclusiva no atendimento a crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA).

Grande parte das publicações analisadas reconhece a intersetorialidade como um princípio fundamental para garantir o direito à educação de crianças com TEA. Aranha (2022) e Moreira e Leal (2022) apontam que a fragmentação histórica entre os setores da educação e da saúde compromete a efetividade das políticas inclusivas, exigindo a construção de estratégias conjuntas de planejamento, monitoramento e avaliação. Essa constatação é reafirmada por Santos et al. (2023), que defendem que a inclusão só se realiza quando há articulação entre diferentes políticas públicas que incidem sobre o sujeito-alvo.

Por outro lado, Xavier e Ramos (2022) argumentam que a intersetorialidade ainda é mais um ideal normativo do que uma prática consolidada, principalmente nos municípios com baixa capacidade técnica e financeira. Para esses autores, a distância entre os documentos legais e a realidade das escolas indica a necessidade de formação continuada voltada especificamente para a prática colaborativa intersetorial. Essa tensão entre o prescrito e o praticado é recorrente também em Cunha e Brito (2023), que evidenciam o papel limitado das secretarias de educação na indução de ações efetivas de articulação.

Ainda que com abordagens distintas, há um consenso nos estudos de Pacheco e Farias (2024), Lima e Diniz (2023) e Oliveira e Goulart (2022) de que a intersetorialidade deve ser pensada como processo político-pedagógico e não apenas como diretriz administrativa. Nesse sentido, os autores convergem para a ideia de que a consolidação de redes colaborativas exige não só vontade institucional, mas também reestruturação dos tempos escolares, mecanismos de corresponsabilidade e reconhecimento das famílias como agentes centrais da inclusão.

No que diz respeito à coparticipação interprofissional, diversos autores enfatizam a importância de superar o modelo multiprofissional, marcado pela justaposição de práticas, e investir em formas de cooperação baseadas no planejamento conjunto e no diálogo permanente. Lima e Oliveira (2022) destacam que a troca de saberes entre professoras do AEE e terapeutas ocupacionais permitiu adaptar o ambiente escolar às necessidades sensoriais dos alunos, promovendo avanços concretos na permanência e participação em sala de aula.

Andrade e Souza (2023), por sua vez, valorizam a perspectiva das famílias, relatando que estas percebem com mais segurança o atendimento escolar quando identificam alinhamento entre escola e terapeutas. Essa visão é complementada por Guimarães e Ribeiro (2024), que analisam o impacto da escuta ativa das mães na construção de vínculos entre as equipes, o que favorece a continuidade das intervenções e a redução de conflitos entre orientações pedagógicas e terapêuticas.

Contudo, Ferreira e Almeida (2023) trazem um contraponto relevante ao afirmarem que, na ausência de protocolos institucionais, a coparticipação tende a se tornar dependente da iniciativa individual de certos profissionais, criando desigualdades entre escolas e experiências desiguais entre os estudantes. Essa crítica também aparece em Santos, Maciel e Barreto (2024), que identificam uma fragilidade das políticas educacionais ao delegarem às unidades escolares a responsabilidade de operacionalizar a interprofissionalidade sem garantias estruturais.

As publicações que abordam os efeitos concretos da articulação entre AEE e terapias clínicas são unânimes em reconhecer seus impactos positivos sobre o desempenho escolar e o desenvolvimento social das crianças com TEA. Estudo longitudinal de Carvalho e Souza (2025) revelou que alunos atendidos por equipes colaborativas apresentaram progressos superiores nos indicadores de comunicação funcional, participação em atividades escolares e adaptação ao ambiente escolar.

Morais e Costa (2023), ao analisarem experiências de escolas do interior paulista, apontam que a definição conjunta de metas pedagógicas e terapêuticas contribui para evitar redundâncias e conflitos entre as abordagens, além de aumentar o engajamento das famílias no processo escolar. Essa articulação é vista por Cunha e Braga (2022) como condição essencial para a construção de Planos Educacionais Individualizados (PEIs) coerentes e eficazes, com metas realistas e acompanhamento contínuo.

Em sentido semelhante, Oliveira e Goulart (2022) observam que a coparticipação intersetorial promove maior satisfação profissional entre os envolvidos e reduz o sentimento de isolamento frequentemente relatado por professoras do AEE. Essa análise converge com os achados de Lima e Diniz (2023), que evidenciam a valorização da figura da coordenação pedagógica como elemento catalisador das interações entre os setores.

Apesar dos avanços identificados, os desafios para a consolidação de práticas intersetoriais continuam sendo uma preocupação recorrente nas publicações analisadas. Dentre os principais obstáculos citados estão: a ausência de regulamentações locais (Aranha, 2022), a formação fragmentada dos profissionais (Moreira e Leal, 2022), a sobrecarga das equipes escolares (Ferreira e Almeida, 2023) e a inexistência de tempos institucionais para o planejamento conjunto (Cunha e Brito, 2023).

Esses entraves são discutidos de forma crítica por Santos (2023), que propõe o fortalecimento da formação inicial e continuada com ênfase em práticas colaborativas, além da criação de dispositivos institucionais que reconheçam o tempo de diálogo interprofissional como parte do processo pedagógico. Por sua vez, Pacheco e Farias (2024) defendem que a participação ativa dos conselhos escolares e dos fóruns municipais pode atuar como instrumento de pressão por políticas mais efetivas.

Outro ponto que merece destaque é a desigualdade regional no acesso a equipes multiprofissionais, como apontado por Xavier e Ramos (2022). Os autores alertam que a cobertura do NASF e do CAPSi ainda é concentrada em centros urbanos, o que limita a viabilidade da articulação intersetorial em regiões rurais e periféricas. Essa desigualdade compromete o princípio da equidade, fundamental às políticas públicas inclusivas.

Em síntese, a análise do corpus revela um campo em amadurecimento, que já acumula evidências empíricas sobre os benefícios da colaboração entre AEE e terapias, mas que ainda carece de normativas robustas, estrutura institucional e formação interprofissional consolidada. O debate entre os autores demonstra que, embora os consensos estejam se ampliando quanto à necessidade de articulação, persistem divergências sobre os caminhos para sua efetivação, sobretudo no que diz respeito à responsabilidade do poder público e ao papel da escola como espaço de mediação entre setores.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Este artigo analisou os efeitos da articulação entre o Atendimento Educacional Especializado (AEE) e as terapias clínicas na escolarização de crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA), com base em estudos publicados entre 2015 e 2025. Embora a legislação brasileira defenda a intersetorialidade como princípio de inclusão (Brasil, 2015; 2021), sua efetivação ainda é limitada na realidade escolar.

Os resultados evidenciaram que a coparticipação interprofissional contribui significativamente para a permanência, o desenvolvimento e a inclusão dos estudantes com TEA. Estudos como os de Carvalho e Souza (2025), Lima e Oliveira (2022) e Guimarães e Ribeiro (2024) demonstram que a integração entre práticas pedagógicas e terapêuticas fortalece redes de apoio e melhora os indicadores escolares.

Entretanto, foram identificados obstáculos recorrentes, como falta de regulamentações locais, ausência de tempo institucional e desigualdades na oferta de serviços especializados. Tais fragilidades foram discutidas por Aranha (2022), Moreira e Leal (2022), Xavier e Ramos (2022) e Santos (2023), que destacam a importância da formação continuada e do papel articulador da coordenação pedagógica.

Entre as contribuições, destaca-se a sistematização de evidências que reforçam a urgência de políticas públicas robustas para apoiar a atuação conjunta entre AEE e terapias. A pesquisa também subsidia a formação de professores e terapeutas ao enfatizar a importância da colaboração e da escuta mútua no atendimento inclusivo.

Como limitação, ressalta-se a natureza exclusivamente bibliográfica da pesquisa, o que não permitiu acesso direto às práticas escolares. Além disso, a predominância de estudos urbanos pode restringir a compreensão dos desafios em áreas rurais ou de menor cobertura intersetorial.

Para futuras investigações, recomenda-se a realização de estudos de campo que explorem experiências práticas em diferentes contextos e regiões, bem como pesquisas sobre os efeitos da formação interprofissional na atuação docente e terapêutica.

Em síntese, a inclusão escolar de crianças com TEA exige mais do que dispositivos legais: requer compromisso político, investimento institucional e valorização da escuta coletiva. Avançar na intersetorialidade é afirmar a escola pública como espaço de direitos e respeito à diversidade.

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Edição

v. 5
n. 51
Impactos da Ação Colaborativa entre Educação e Saúde no Processo de Escolarização de Crianças Autistas: Um Estudo Comparativo em Escolas Públicas.

Área do Conhecimento

EDUCAÇÃO INCLUSIVA NO ENSINO BÁSICO: DESAFIOS E POSSIBILIDADES
Educação inclusiva; ensino básico; diversidade; políticas públicas; metodologias pedagógicas
IMPORTÂNCIA DA EDUCAÇÃO INCLUSIVA NO CONTEXTO DA ALFABETIZAÇÃO
Escola; Ensino Regular; Necessidades Educacionais Especiais.
EDUCAÇÃO INCLUSIVA E INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL: PERSPECTIVAS E DESAFIOS
Educação Inclusiva, Inteligência Artificial, Tecnologia Assistiva, Aprendizado Personalizado, Políticas Educacionais.
Formação docente para a diversidade: Práticas pedagógicas inclusivas na atualidade
formação docente; diversidade; práticas pedagógicas; inclusão; educação contemporânea.
Plataforma digital de recursos adaptativos: Facilitando o planejamento pedagógico inclusivo para professores da educação básica
educação inclusiva; tecnologia assistiva; recursos digitais; práticas pedagógicas; planejamento.
O piano como ferramenta pedagógica inclusiva: Estratégias de ensino para crianças com necessidades especiais

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