Análise do impacto da pandemia por covid-19 na formação inicial dos professores de química participantes do programa de residência pedagógica da edição de 2020 a 2022

ANALYSIS OF THE IMPACT OF THE COVID-19 PANDEMIC ON THE INITIAL TRAINING OF CHEMISTRY TEACHERS PARTICIPATING IN THE PEDAGOGICAL RESIDENCY PROGRAM IN THE 2020 TO 2022 EDITION

ANÁLISIS DEL IMPACTO DE LA PANDEMIA DE COVID-19 EN LA FORMACIÓN INICIAL DE DOCENTES DE QUÍMICA PARTICIPANTES EN EL PROGRAMA DE RESIDENCIA PEDAGÓGICA EN LA EDICIÓN 2020 A 2022

Autor

URL do Artigo

https://iiscientific.com/artigos/30168B

DOI

doi.org/10.63391/30168B

Santos, Diego Marlon . Análise do impacto da pandemia por covid-19 na formação inicial dos professores de química participantes do programa de residência pedagógica da edição de 2020 a 2022. International Integralize Scientific. v 5, n 48, Junho/2025 ISSN/3085-654X

Resumo

A pandemia da COVID-19 impactou significativamente a formação inicial de professores de Química em todo o mundo, exigindo adaptações metodológicas e estruturais no processo de ensino-aprendizagem. Este estudo teve como objetivo analisar os desafios enfrentados e as estratégias adotadas na formação docente durante esse período, com ênfase no Programa de Residência Pedagógica (PRP) e no ensino de Química. Para a investigação, utilizou-se a Escala Likert como ferramenta metodológica, permitindo quantificar percepções de ex-residentes sobre a experiência do ensino remoto emergencial. Os resultados evidenciaram que 27,3% dos participantes discordaram plenamente quanto à disponibilidade de recursos tecnológicos, indicando limitações significativas nesse aspecto. Em contrapartida, 36,4% concordaram plenamente com a afirmação de que o dinamismo das aulas online foi eficiente durante a pandemia, e um percentual semelhante destacou que as práticas de laboratório virtual foram úteis para consolidar conceitos teóricos. No entanto, 45,5% dos respondentes discordaram que os professores estavam totalmente adaptados ao ensino remoto, evidenciando dificuldades na transição para o ambiente virtual. As principais dificuldades identificadas incluíram: falta de preparação tecnológica de docentes e estudantes, dificuldades de acesso à internet e equipamentos adequados, além da necessidade de reformulação das práticas pedagógicas para o ambiente digital. Conclui-se que o ensino remoto emergencial teve impactos significativos na prática pedagógica e na experimentação científica, modificando as interações entre residentes, professores supervisores e alunos. Apesar das dificuldades, algumas adaptações metodológicas contribuíram para o desenvolvimento de novas competências docentes, apontando a necessidade de aprimoramento na formação inicial para cenários similares no futuro.
Palavras-chave
formação inicial; impacto pandemia covid-19; aulas online; residência pedagógica.

Summary

The COVID-19 pandemic has significantly impacted the initial training of Chemistry teachers worldwide, requiring methodological and structural adaptations in the teaching-learning process. This study aimed to analyze the challenges faced and the strategies adopted in teacher training during this period, with an emphasis on the Pedagogical Residency Program (PRP) and Chemistry teaching. For the investigation, the Likert Scale was used as a methodological tool, allowing us to quantify the perceptions of former residents about the experience of emergency remote teaching. The results showed that 27.3% of the participants strongly disagreed with the availability of technological resources, indicating significant limitations in this aspect. In contrast, 36.4% strongly agreed with the statement that the dynamism of online classes was efficient during the pandemic, and a similar percentage highlighted that virtual laboratory practices were useful to consolidate theoretical concepts. However, 45.5% of the respondents disagreed that teachers were fully adapted to remote teaching, evidencing difficulties in the transition to the virtual environment. The main difficulties identified included: lack of technological preparation of teachers and students, difficulties in accessing the internet and adequate equipment, in addition to the need to reformulate pedagogical practices for the digital environment. It is concluded that emergency remote teaching had significant impacts on pedagogical practice and scientific experimentation, modifying interactions between residents, supervising teachers and students. Despite the difficulties, some methodological adaptations contributed to the development of new teaching skills, highlighting the need for improvement in initial training for similar scenarios in the future.
Keywords
initial training; impact of the covid-19 pandemic; challenges of online classes; pedagogical residency.

Resumen

La pandemia de COVID-19 ha impactado significativamente la formación inicial del profesorado de Química a nivel mundial, requiriendo adaptaciones metodológicas y estructurales en el proceso de enseñanza-aprendizaje. Este estudio tuvo como objetivo analizar los desafíos enfrentados y las estrategias adoptadas en la formación docente durante este período, con énfasis en el Programa de Residencia Pedagógica (PRP) y la enseñanza de la Química. Para la investigación se utilizó la Escala de Likert como herramienta metodológica, permitiendo cuantificar las percepciones de los ex residentes sobre la experiencia de la docencia remota de emergencia. Los resultados mostraron que el 27,3% de los participantes está completamente en desacuerdo respecto a la disponibilidad de recursos tecnológicos, lo que indica limitaciones importantes en este aspecto. En contraste, un 36,4% estuvo totalmente de acuerdo con la afirmación de que el dinamismo de las clases en línea fue eficiente durante la pandemia, y un porcentaje similar destacó que las prácticas de laboratorio virtuales fueron útiles para consolidar conceptos teóricos. Sin embargo, el 45,5% de los encuestados no está de acuerdo con que el profesorado esté plenamente adaptado a la enseñanza a distancia, destacando dificultades en la transición al entorno virtual. Las principales dificultades identificadas incluyeron: falta de preparación tecnológica de docentes y estudiantes, dificultades de acceso a internet y equipamiento adecuado, además de la necesidad de reformular las prácticas pedagógicas para el entorno digital. Se concluye que la docencia remota de emergencia tuvo impactos significativos en la práctica pedagógica y la experimentación científica, modificando las interacciones entre residentes, docentes supervisores y estudiantes. A pesar de las dificultades, algunas adaptaciones metodológicas contribuyeron al desarrollo de nuevas habilidades docentes, destacando la necesidad de mejoras en la formación inicial para escenarios similares en el futuro.
Palavras-clave
formación inicial; impacto de la pandemia de covid-19; desafíos clases online; residencia pedagógica.

INTRODUÇÃO

A pandemia da COVID-19 impactou diversos setores da sociedade, incluindo a educação. Com a necessidade do isolamento social, o ensino remoto emergencial (ERE) foi adotado como alternativa para garantir a continuidade das atividades acadêmicas, modificando significativamente os processos formativos de professores em licenciatura (Costa; Picharillo, 2023). No caso do ensino de Química, as dificuldades foram ampliadas devido à necessidade de experimentação prática e interação direta com os estudantes (Bitencourt; Fagundes, 2021).

O Programa de Residência Pedagógica (PRP), promovido pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES), sofreu transformações no período de 2020 a 2022, alterando a experiência dos residentes na prática docente (Yamaguchi, 2022). O presente estudo analisa os impactos da pandemia na formação dos professores de Química que participaram do PRP, destacando os desafios enfrentados e as estratégias utilizadas para superar as adversidades.

O objetivo foi analisar o impacto da pandemia por covid-19 na formação inicial dos professores de química participantes do programa de residência pedagógica da edição de 2020 a 2022.

ENSINO REMOTO EMERGENCIAL E SUAS IMPLICAÇÕES

Com a adoção do ERE, os residentes enfrentaram dificuldades para desenvolver suas habilidades docentes de forma prática. A transição repentina do ensino presencial para o virtual afetou o planejamento das aulas e a interação com os alunos, tornando a formação menos efetiva (Deimling; Reali, 2022). Além disso, a falta de infraestrutura tecnológica nas escolas e a desigualdade no acesso à internet comprometeram a participação dos licenciandos e dos estudantes (Almeida, 2023).

Outro aspecto relevante foi a necessidade de adaptação às Tecnologias da Informação e Comunicação (TICs). Muitos residentes não possuíam formação prévia para utilizar essas ferramentas, o que dificultou o processo de ensino-aprendizagem (Lima; Souza, 2022). No entanto, alguns estudos apontam que a experiência com o ensino remoto impulsionou o desenvolvimento de novas competências digitais entre os futuros professores (Santos, 2022).

DESAFIOS NA PRÁTICA PEDAGÓGICA E EXPERIMENTAÇÃO

A formação inicial de professores de Química envolve um componente prático essencial, principalmente no que se refere à realização de experimentos e atividades laboratoriais. Durante a pandemia, a impossibilidade de utilizar laboratórios físicos limitou a aprendizagem experimental, afetando a construção de conhecimento dos residentes (Miranda, 2022).

Algumas estratégias foram implementadas para minimizar esse impacto, como o uso de simuladores virtuais e a realização de experimentos demonstrativos transmitidos por vídeo (Pires, 2021). No entanto, essas alternativas não substituíram a experiência prática presencial, tornando a formação dos professores de Química incompleta em diversos aspectos (Yamaguchi, 2024).

O PROGRAMA DE RESIDÊNCIA PEDAGÓGICA NO CONTEXTO DA PANDEMIA

O PRP, que tem como objetivo integrar os licenciandos ao ambiente escolar desde cedo, precisou ser reestruturado durante a pandemia. A atuação dos residentes ocorreu majoritariamente por meio de atividades remotas, restringindo a observação da dinâmica escolar e a participação ativa nas aulas presenciais (Vieira, 2020).

Apesar das dificuldades, alguns aspectos positivos foram identificados, como o desenvolvimento da autonomia docente e a exploração de metodologias inovadoras (Guimarães; Roque, 2023). No entanto, a ausência de contato direto com os alunos comprometeu a formação relacional dos futuros professores, dificultando o desenvolvimento de habilidades interpessoais e de gestão de sala de aula (Santos, 2022).

METODOLOGIA

A análise contemplou pesquisas que abordam o impacto da pandemia na formação inicial de professores, com ênfase na Residência Pedagógica e no ensino de Química com uso da Metodologia da Escala Likert.

A pesquisa adota uma abordagem quantitativa, com delineamento descritivo e exploratório, objetivando analisar a percepção dos participantes sobre um fenômeno específico. A coleta de dados ocorre por meio de um questionário estruturado contendo itens avaliados segundo a Escala Likert, que permite transformar atitudes subjetivas em dados quantificáveis (Maroco; Garcia-Marques, 2006).

Desta maneira, retomando a metodologia já discutida, os dados foram coletados por meio de questionários online elaborados no Google Forms, feitos conforme a pesquisa quantitativa, com o objetivo de analisar o impacto da pandemia de covid-19 no nível de satisfação com sua própria formação pedagógica de alunos de licenciatura em Química ingressantes do Programa de Residência Pedagógica.

Ao utilizar uma abordagem metodológica quantitativa, com base em gráficos e os seus percentuais, foi possível ter um entendimento das vivências dos participantes e suas opiniões no programa de residência e os desafios na formação inicial dos professores de Química. Além disto, uma análise minuciosa dos dados coletados possibilitou compreendermos os impactos vivenciados pelos alunos de licenciatura em Química que participaram das atividades didáticas, antes e após a pandemia do coronavírus. 

Na busca pelo aprofundamento da discussão sobre o tema desta tese, procurou-se identificar as percepções dos ex-residentes e os residentes que participaram da implementação de atividades da disciplina de Química no período da pandemia da covid-19 com as turmas do Ensino Médio e o Curso Técnico em Química (integrado e subsequente). Portanto, os participantes do Programa de Residência Pedagógica já haviam respondido ao questionário, e disseram que já tinham experiência em escolas públicas de Ensino Médio no Núcleo Regional de Educação de Paranavaí. Os questionários com os residentes foram encaminhados entre os dias 03 a 10 de janeiro de 2025. Dos questionários participaram 18 acadêmicos de licenciatura em Química ingressantes no programa de residência com disponibilidade em participar desta pesquisa.

A seleção para envio do questionário foi efetuada a todos que participaram do Programa Residência Pedagógica, tanto os Ex-Residentes (Participantes da Edição 2020 a 2022).  O que se buscou foi trabalhar com os sujeitos participantes da pesquisa do Instituto Federal do Paraná/Campus Paranavaí, isso foi meramente em função da facilidade de acesso para o pesquisador que já atuava como professor preceptor na escola de campo, no Colégio Estadual Enira Moraes Ribeiro, localizada no Jardim Iguaçu em Paranavaí, portanto, este foi o local, onde as atividades foram implementadas pelos participantes da residência desde 2020 até 2022. Dessa maneira, foram selecionados participantes do Programa de Residência Pedagógica, sendo 11 Ex-Residentes que participaram da Edição 2020 a 2022.

O contato com os sujeitos participantes do programa de residência pedagógica foi implementado através de um formulário na plataforma Google Forms pelos benefícios do uso deste recurso por ser gratuito e bastante eficiente na coleta de dados. Além do mais, foram enviados os questionários pelo link no whatsapp e email para analisar o impacto da pandemia por covid-19 na formação pedagógica dos alunos de licenciatura em Química ingressantes em Programa de Residência Pedagógica, de acordo com a disponibilidade de cada um, nos preocupamos para que a pesquisa tivesse uma coleta de dados mais rápida e eficiente.

DÚVIDAS DOS EX-RESIDENTES SOBRE AS AULAS ONLINE NA PANDEMIA POR COVID-19

As respostas fornecidas pelos ex-residentes que preencheram o questionário foram analisadas na íntegra, bem como as discussões que surgem no decorrer do trabalho através do confronto com o referencial teórico da pesquisa. Diante disto, no decorrer do questionário online foram respondidas as seguintes questões 6, 7, 8, 9, 10, 11 e 12 (Quadro 1) sobre as aulas online na pandemia por covid-19.  Aliás, as respostas fornecidas pelos ex-residentes (participantes da edição 2020 a 2022) do curso de licenciatura de Química do IFPR/Campus de Paranavaí, levaram as discussões dos resultados encontrados no formato de resposta em escala Likert de 5 pontos.

A partir desses questionamentos, foi possível encontrar respostas para a disponibilidade de recursos técnicos, o dinamismo das aulas online, a distribuição das turmas, a formação online, o ritmo do percurso, carga horária de trabalho e recursos utilizados. De fato, os ex-residentes se mostraram preocupados com as aulas online durante a pandemia por covid19. 

Quadro 1. Questões para os ex-residentes sobre as aulas online na pandemia por covid-19.

Fonte: Elaboração do autor (2025)

Figura 1. Percentual de respostas dos ex-residentes sobre as aulas online na pandemia por covid-19.

Fonte: Elaboração do autor (2025)

Para a Questão 6, o maior percentual dos ex-residentes responderam que discordam com 18,2% e discordam plenamente com 27,3% sobre a disponibilidade dos recursos que foi limitada. Diante disto, esta foi uma das questões principais sobre o acesso aos recursos tecnológicos educacionais para que fosse possível dar continuidade ao ensino remoto emergencial no período pandêmico. Assim, vale lembrar que os dados mostram que existem muitos ex-residentes encontraram desafios pela falta de experiência com uso de tecnologias digitais e a ausência de tempo para se dedicar à essa modalidade de ensino, portanto, isso acabou afetando tanto os professores e alunos da licenciatura em Química. 

Com análise dos dados da Figura 1, a Questão 7 nos esclarece o maior percentual de respostas dos ex-residentes que concordam com o dinamismo das aulas online, em que foram encontrados os percentuais de 36,4% daqueles que concordam plenamente e 27,3% de ex-residentes que concordam sobre a excelência do dinamismo nas aulas online em tempos de pandemia por covid-19. 

Os resultados da Questão 8, comparando com as demais questões sobre as aulas online na pandemia, evidenciaram que a maioria dos ex-residentes, 45,5% dos participantes concordam plenamente, e com o mesmo percentual de 45,5% concordam que a distribuição das turmas foi adequada. Com relação à Questão 9 os resultados mostraram um maior percentual e equilíbrio entre discordo (36,4%) e discordo plenamente (36,4%) na opinião dos ex-residentes em afirmar que existem muito mais vantagens na formação online comparando com as aulas presenciais. Neste sentido, constatamos nas respostas dos ex-residentes em que a maioria participou de uma formação online com atividades didáticas que foram implementadas durante o ensino remoto emergencial, claro, que nem todos os participantes tiveram acesso às tecnologias digitais, por isso, não alcançaram os seus objetivos de aprendizagem durante a sua formação online na pandemia por covid-19.

Dando continuidade aos resultados apresentados na Questão 10 pelas respostas dos ex-residentes foram encontrados um percentual de 36,4% que optaram em concordar sobre o ritmo do percurso mais rápido nas aulas online na pandemia por covid-19. Bizerra e Riedner (2023) ressaltam a importância de planejar estratégias rápidas e eficientes que possam prestar assistência aos estudantes durante o ensino remoto emergencial.

Os dados expressos no Questão 11 indicam que a maior parte dos ex-residentes, apontaram um empate com o mesmo percentual de 18,2% para aqueles que concordam plenamente, 18,2% que concordam e 18,2% ex-residentes que não tem opinião, se a carga horária de trabalho tem sido maior nas aulas online. Borba et al. (2020) destaca o acúmulo de tarefas que pode influenciar de modo negativo no processo de ensino e aprendizagem.

Analisando os dados da Questão 12 relacionados ao percentual de recursos totalmente adequados utilizados pela maioria dos ex-residentes 45,5% optaram em concordar e um outro elevado percentual com 36,4% concorda plenamente sobre o uso dos recursos utilizados como vídeos, apresentações e notas que foram totalmente adequados na opinião dos ex-residentes.

Durante a ambientação escolar no Programa de Residência Pedagógica na modalidade remota no curso de Licenciatura em Química, para tanto, os relatórios analisados pelos autores Freire et al. (2023, p. 28) destacam que:

Os licenciandos se envolveram ativamente em aulas online, interações por videoconferência e colaboração com os professores. Mesmo sem a presença física nas escolas, eles conseguiram observar as práticas pedagógicas em ação e se adaptar ao ambiente escolar virtual. Essa participação ativa proporcionou uma compreensão aprofundada dos desafios e particularidades do ensino remoto, permitindo o desenvolvimento de estratégias pedagógicas adaptadas a essa modalidade de ensino (Freire; Colares; Júnior; Filhp. 2023, p. 28).

Ao analisar as vivências e ações desenvolvidas pelos ex-residentes do curso de Licenciatura em Química no Programa de Residência Pedagógica, vinculado ao IFPR/Campus Paranavaí. Vale lembrar que as aulas online no período da pandemia por covid-19, trouxeram contribuições e desafios para o cotidiano escolar, influenciando no desenvolvimento dos saberes docentes.

PERGUNTAS PARA OS EX-RESIDENTES SOBRE PROFESSORES NA PANDEMIA

Em tal contexto, traremos outras discussões sobre os questionamentos realizados aos ex-residentes com relação aos professores na pandemia por covid-19. Conforme as Questões 13, 14, 15 e 16 do Quadro 2, encontramos as respostas dos ex-residentes (participantes da edição 2020 a 2022) do curso de licenciatura de Química para entendermos a adaptação ao ensino online, acesso a internet e a qualidade do feedback durante a pandemia por covid-19.

Quadro 2 – Questões para os ex-residentes sobre professores na pandemia por covid-19.

Fonte: Elaboração do autor (2025)

Figura 2. Percentual de respostas dos ex-residentes sobre professores na pandemia por covid-19.

Fonte: Elaboração do autor (2025)

Ao analisar a Figura 2, a Questão 13 nos esclarece que o maior percentual de respostas dos ex-residentes com 45,5% discorda que os professores foram totalmente adaptados ao ensino online na pandemia por covid-19. Dessa forma, constatamos que na opinião da maioria dos ex-residentes acredita que os professores tiveram dificuldades no processo de adaptação. Contudo, ainda existem professores que tiveram uma experiência de aprendizagem on-line adaptada com sucesso e de acordo com os autores Marchak, Serebro e Blonder (2020, p. 1, tradução nossa) destacam “a eficácia do processo de adaptação e o impacto que o curso online pode ter tido sobre os professores”.

Com relação aos dados analisados da Questão 14 identificamos que 27,3% concordam plenamente e 45,5% dos ex-residentes concordam que foram ótimas a acessibilidade dos professores e a qualidade do feedback. De acordo com Sunasee (2020, p. 2, tradução nossa) “usando a plataforma Zoom para o ensino síncrono, o instrutor e os alunos trabalharam juntos em atividades de resolução de problemas e feedback em tempo real […]”.

Os dados da Questão 15 revelaram de acordo com os resultados apresentados o maior percentual de 45,5% dos ex-residentes, pois discordaram que as aulas online foram ótimas. A partir deste olhar, à pandemia global realmente provocou uma transição radical no aprendizado presencial em sala de aula para o ambiente online. Os autores Carpendale, Delaney e Rochette (2020) ressaltam que: os cursos de formação de professores contribuem como uma oportunidade para repensar o uso do digital tecnologias e explorar oportunidades para modelar o conhecimento desenvolvimento na interseção de tecnologia, conteúdo e pedagogia enquanto cria experiências de aprendizagem aprimoradas pela tecnologia para professores de formação inicial (Carpendale; Delaney; Rochette, 2020, p. 1, tradução nossa).

Para alcançar a excelência das aulas online é fundamental que a formação inicial de professores tenham condições de apoiar as vivências de aprendizagem docente, através de um modelo pedagógico sendo possível um ensino de química com uso das plataforma virtuais e tecnologias digitais, tendo uma base para o desenvolvimento e reflexões dos saberes necessários para a sua prática docente no cotidiano escolar.

Os resultados da Questão 16 mostraram um maior percentual entre concordo plenamente (54,5%) e concordo (36,4%) na opinião dos ex-residentes em salientar que os professores consideraram situações excepcionais, como dificuldade acessando a Internet, no desenvolvimento do ensino online. Da mesma forma, Domenici (2020, p. 1, tradução nossa) afirma que “as principais limitações do ensino a distância em química parecem estar relacionadas à necessidade de uma formação docente específica e de uma mudança radical dos modelos educacionais”.

As experiências e atividades implementadas pelos ex-residentes do curso de Licenciatura em Química no Programa de Residência Pedagógica, constataram a ausência do domínio dos recursos tecnológicos para realização das práticas pedagógicas por parte de alguns professores no ambiente escolar. Assim, os ex-residentes apontaram que a maioria dos professores conseguiram superar os desafios do ensino online, como; a falta de dispositivos, computadores e celulares, o acesso à Internet, para dar sequência na realização de atividades no decorrer da pandemia por covid-19. 

PERGUNTAS PARA OS EX-RESIDENTES SOBRE AULAS PRÁTICAS NA PANDEMIA POR COVID-19

Inicialmente, os ex-alunos de licenciatura em química ingressantes em Programa de Residência Pedagógica do IFPR/Campus Paranavaí, foram questionados se já tiveram aula prática no laboratório virtual, além disso, dos 11 ex-residentes (100%) participantes nesta pesquisa, foram 7 ex-residentes (63,6%) em que a resposta foi não terem participado de aulas práticas no laboratório virtual, enquanto que os demais 4 ex-residentes (36,4%) declararam que já tiveram a oportunidade de participarem de aula prática no laboratório virtual (Figura 3).

Figura 3 – Na opinião dos ex-residentes tiveram aula prática no laboratório virtual durante a pandemia da covid-19.

Fonte: Elaboração do autor (2025)

Conforme os dados acima, era previsto que o maior percentual dos alunos da licenciatura em Química estivessem vivenciados a teoria e as metodologias dos experimentos usando o espaço do laboratório de química virtual, havendo um melhor domínio na execução das práticas laboratoriais. 

Os autores Wijenayaka e Iqbal (2021) salientam sobre a importância do laboratório virtual, de:

ser um recurso denominado “espaço do laboratório de química virtual” (VCLS) foi desenvolvido usando REA que foram projetados especificamente para fornecer uma experiência virtual na preparação e execução e analisar atividades de laboratório químico por meio de simulações baseadas em computador (Wijenayaka; IQBAL, 2021, p. 255, tradução nossa).

Em razão disso, espera-se que os ex-residentes participantes das atividades práticas laboratoriais, consigam se envolver com a experimentação no ensino de química. Sendo assim, é fundamental que façam o uso do laboratório de química virtual, para que os alunos se envolvam virtualmente nas atividades práticas, semelhantes às que realizaram no laboratório, antes das aulas online na pandemia por covid-19.

Muito se discute sobre as aulas práticas na pandemia por covid-19, com importantes questionamentos aos ex-residentes (participantes da edição 2020 a 2022). Conforme as Questões 18 e 19 do Quadro 3, identificamos as respostas para compreendermos os recursos utilizados pelos professores para realizar uma aula prática virtual no laboratório, e também se são muito úteis para consolidar o que é estudado em teoria no decorrer da pandemia por covid-19.

Quadro 3 – Perguntas para os ex-residentes sobre aulas práticas na pandemia por covid-19.

Fonte: Elaboração do autor (2025)

Figura 4 – Respostas dos ex-residentes sobre as aulas práticas na pandemia por covid-19.

Fonte: Elaboração do autor (2025)

Ao analisar os dados da Questão 18 da Figura 4, mostram um maior percentual de respostas dos ex-residentes com 9,0% que concordam plenamente e 36,4% na qual concordam que os professores têm utilizado excelentes recursos para realizar uma aula prática virtual no laboratório na pandemia por covid-19.

Wijenayaka e Iqbal (2021, p. 255, tradução nossa) afirmam que “os recursos disponibilizados no Espaço do Laboratório de Química Virtual (VCLS) permitiram que os alunos se envolvessem virtualmente em atividades, semelhantes às que realizaram no laboratório”.

Os resultados apresentados na Questão 19 revelam um elevado percentual de respostas com 18,2% que concordam plenamente e 36,4% dos ex-residentes que concordam com as práticas de laboratório virtual que são muito úteis para consolidar o que é estudado em teoria. 

Neste viés, sabendo que o uso do Espaço do Laboratório de Química Virtual foi uma sugestão, porém, nunca se tornou obrigatório para os ex-residentes, por causa de várias restrições que podem enfrentar na adoção destas tecnologias educacionais. Logo, foi possível oferecer um percurso alternativo para que os alunos se envolvam e consigam relacionar os estudos teóricos com as aulas práticas virtuais, portanto, foram implementadas ferramentas digitais para auxiliar na aprendizagem, durante o ensino remoto na pandemia por covid-19 com os alunos da licenciatura em química do IFPR que participaram da edição 2020 a 2022 do Programa de Residência Pedagógica.

Evidentemente, que no decorrer da pandemia por covid-19, as simulações foram recursos utilizados pelos professores, buscando relacionar a teoria com a aula prática no laboratório virtual, motivando os alunos a participarem dos experimentos e fazendo um melhor uso dos simuladores. Naquele momento pandêmico, foi também um dos recursos imprescindíveis para abordar as aulas práticas laboratoriais.

Em virtude disso, o momento da pandemia possibilitou tanto os professores e alunos, a participarem de experiências marcantes havendo a aprendizagem e a inserção das ferramentas digitais promovendo mudanças expressivas no atual contexto dos cursos de licenciatura em química.

OPINIÃO DOS EX-RESIDENTES SOBRE O IMPACTO DA PANDEMIA NA FORMAÇÃO DOS PROFESSORES DE QUÍMICA

Os desafios em tempos de pandemia por covid-19, apresentaram uma oportunidade para desenvolvermos e adotarmos novos métodos na área do ensino online. Esta transição proporcionou uma mudança expressiva para muitos professores de química, que passaram a exirgir uma formação docente complementar na área das tecnologias na educação. 

No contexto atual, com relação ao questionário online foram respondidas as seguintes Questões 25, 26, 27 e 28 (Quadro 4) sobre o impacto da pandemia na formação dos professores de química, com as respostas dos ex-residentes (participantes da edição 2020 a 2022) do curso de licenciatura de Química do IFPR/Campus de Paranavaí, portanto, levaram as discussões dos resultados encontrados no formato de resposta em escala Likert de 5 pontos.

Analisando os dados, foi possível identificar as respostas dos ex-residentes sobre o Impacto da Pandemia na Formação Inicial de Professores de Química, como: as questões da formação pedagógica dos alunos da licenciatura em Química, a relação teoria e prática, o impacto negativo nos seus estudos e os indicativos das avaliações a distância se causaram desigualdades entre os alunos. A Figura 5 a seguir mostra as seguintes respostas.

Quadro 4 – Perguntas aos ex-residentes sobre o impacto da pandemia na formação dos professores de química.

Fonte: Elaboração do autor (2025)

Figura 5 – Respostas dos ex-residentes sobre o impacto da pandemia na formação de professores de química.

Fonte: Elaboração do autor (2025)

Ao analisar os dados da Figura 5, observamos na Questão 25 o maior percentual de respostas dos ex-residentes com 36,4% que concordam plenamente e 63,6% que concordam que a pandemia causou um impacto para a formação pedagógica dos alunos da licenciatura em Química que não conseguiram realizar a implementação das atividades do estágio, pois houve uma redução potencial do tempo que deveriam passar na sala de aula. 

Por consequência da pandemia, percebemos que a maioria dos ex-residentes afirmaram terem sido prejudicados em sua formação inicial, implicando especialmente em sua prática pedagógica no cotidiano escolar. Os autores Carvalho et al. (2023) apontam para:

um impacto negativo da pandemia por covid-19, como: a baixa adesão dos alunos, dificuldade de um local e/ou equipamento eletrônico adequado para montar as aulas e alguns ainda sinalizam que se sentiram inseguros em sala de aula quando voltarem ao ensino presencial devido à falta de experiência prática (Carvalho; Santos; Sacramento; Ferreira; Silva, 2023, p. 8).

Além disso, a formação dos professores de química precisou encontrar maneiras de envolver os alunos, estimulando a usar a ferramentas digitais e as tecnologias educacionais no ensino remoto emergencial. Em síntese, a falta de recursos tecnológicos e a carência de uma boa conexão da Internet, foram os grandes obstáculos para darmos continuidade às atividades docentes na pandemia.

Analisando a Questão 26 foram encontrados os seguintes percentuais de 45,5% que concordam plenamente e 36,4% dos ex-residentes que concordam com as mudanças no período da pandemia promoveram um impacto em relação teoria e prática na formação de professores.  Durante o período da pandemia os autores Freire et al. (2023, p. 31) apontam para o papel do Programa de Residência Pedagógica, que é formar professores preparados, “oferecendo-lhes uma base sólida e experiências práticas que os auxiliem a lidar com os desafios que o ambiente escolar impõe”.

Os dados da Questão 27 revelaram de acordo com os resultados apontados o maior percentual de 45,5% dos ex-residentes discordaram que a crise sanitária causou um impacto negativo nos seus estudos. Com isso, a pandemia da covid-19 causou impactos na área educacional, portanto, foi preciso alcançar um modelo que pudesse atender as atuais imposições sanitárias. Diante de tal cenário, todas as suas atividades pedagógicas foram realizadas por meio do ensino remoto. 

Os resultados da Questão 28 mostraram um maior percentual entre concordo plenamente (36,4%) e concordo (18,2%) na opinião dos ex-residentes em destacar que as avaliações a distância causaram desigualdades entre os alunos. Para Johnson et al. (2020, p. 2, tradução nossa) “a perturbação da pandemia de covid-19 revelou que nossos alunos não estavam imunes às forças e dinâmicas mais amplas (desigualdades) para moldar as experiências de estudantes […]”. Sendo assim, as diferenças se tornaram obsoletas no espaço de aprendizagem remoto, também poderíamos encontrar outras maneiras de avaliar os alunos de modo eficaz, as avaliações a distância para não causarem desigualdades entre os alunos necessitam manter o rigor e a integridade, com isso, se transformou numa “arma” importante dos professores suficiente para enfrentar esses desafios na pandemia da covid-19 no seu cotidiano escolar. 

CONSIDERAÇÕES FINAIS

A pandemia da COVID-19 trouxe desafios significativos para a formação inicial dos professores de Química no âmbito do PRP. O ensino remoto emergencial impactou a prática pedagógica, limitou a experimentação científica e modificou as interações entre residentes, professores supervisores e alunos.

Os resultados deste estudo evidenciam os impactos significativos da pandemia da COVID-19 na formação inicial de professores de Química, com desafios substanciais para a implementação do ensino remoto emergencial. A análise dos dados revelou que a falta de infraestrutura tecnológica e a insuficiência de recursos adequados dificultaram a experiência dos ex-residentes no Programa de Residência Pedagógica (PRP), afetando a qualidade da aprendizagem e a interação entre docentes e discentes. A elevada porcentagem de participantes que discordaram plenamente sobre a disponibilidade de recursos tecnológicos reforça a necessidade de investimentos em infraestrutura e formação digital para professores e estudantes, visando mitigar desigualdades educacionais e melhorar o ensino em futuras situações emergenciais.

Apesar dos desafios, o estudo também identificou aspectos positivos no ensino remoto emergencial, como o reconhecimento da eficácia das aulas dinâmicas e das práticas de laboratório virtual. O engajamento dos participantes nessas estratégias sugere que metodologias inovadoras podem ser incorporadas ao ensino presencial como ferramentas complementares, potencializando a aprendizagem dos futuros docentes. No entanto, as dificuldades enfrentadas pelos professores para se adaptarem ao ensino remoto ressaltam a necessidade de programas de capacitação contínua, que promovam o domínio das tecnologias educacionais e incentivem práticas pedagógicas mais flexíveis e interativas.

Outro fator relevante observado foi a necessidade de reformulação das práticas pedagógicas para atender às demandas do ensino remoto. A transposição de atividades presenciais para o ambiente digital exigiu adaptação dos conteúdos e estratégias de ensino, demandando maior planejamento e criatividade por parte dos docentes. A resistência à adoção de novas metodologias, somada às dificuldades técnicas, reforça a importância de incluir informações específicas sobre ensino híbrido e tecnologias educacionais nos currículos dos cursos de licenciatura, garantindo que futuros professores estejam mais preparados para lidar com diferentes contextos educacionais.

Além do mais, o estudo destaca que, apesar dos desafios impostos pela pandemia, o período de ensino remoto emergencial proporcionou aprendizados valiosos para a formação docente. A experiência evidenciou a importância da resiliência, da inovação e da adaptação nas práticas pedagógicas, demonstrando que a integração de ferramentas digitais pode contribuir significativamente para o ensino de Química. A partir dessas reflexões, torna-se essencial que políticas educacionais e programas de formação docente considerem os impactos dessa experiência, buscando aprimorar a preparação dos futuros professores para um cenário educacional cada vez mais dinâmico e tecnologicamente integrado.

Enfim, apesar das dificuldades, a experiência contribuiu para o desenvolvimento de novas habilidades digitais e metodológicas, evidenciando a necessidade de maior preparo para o uso das TICs na formação docente. Como recomendação, sugere-se a implementação de programas de formação continuada que integrem o ensino remoto e presencial, preparando os futuros professores para desafios semelhantes no futuro.

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