O trabalho do professor de educação física diante de um aluno cadeirante

THE WORK OF A PHYSICAL EDUCATION TEACHER WITH A STUDENT IN A WHEELCHAIR

EL TRABAJO DE UN PROFESOR DE EDUCACIÓN FÍSICA CON UN ALUMNO EN SILLA DE RUEDAS

Autor

URL do Artigo

https://iiscientific.com/artigos/3BBB33

DOI

doi.org/10.63391/3BBB33

Ramos, Bruno Schwabenland . O trabalho do professor de educação física diante de um aluno cadeirante. International Integralize Scientific. v 5, n 48, Junho/2025 ISSN/3085-654X

Resumo

O presente artigo debate a situação dos alunos cadeirantes nas escolas da modalidade regular. O objetivo é enfocar principalmente o processo de inclusão desse aluno especificamente a contribuição das aulas de educação física. A metodologia usada para a escolha do presente artigo foi a pesquisa de cunho bibliográfico. A fundamentação foi dividida em duas partes: sendo que a primeira cita como trabalhar com um aluno cadeirante na escola regular, enquanto que a segunda parte cita o trabalho dos professores de educação física em prol dos estudantes cadeirantes. O artigo irá contribuir para que haja uma compreensão maior em relação às possibilidades de inclusão das pessoas cadeirantes nas escolas regulares, com enfoque nas aulas de educação física. Nas considerações finais, os leitores irão visualizar o que é necessário para que as pessoas que se locomovem através de cadeiras de rodas, possam realizar atividades físicas de maneira adjunta com os demais educandos.
Palavras-chave
alunos; cadeirantes; inclusão; atividades.

Summary

This article discusses the situation of wheelchair-bound students in regular schools. The objective is to focus mainly on the process of inclusion of these students, specifically the contribution of physical education classes. The methodology used to select this article was bibliographic research. The basis was divided into two parts: the first part mentions how to work with a wheelchair-bound student in a regular school, while the second part mentions the work of physical education teachers on behalf of wheelchair-bound students. The article will contribute to a greater understanding of the possibilities of including wheelchair-bound students in regular schools, with a focus on physical education classes. In the final considerations, readers will see what is necessary for people who move around in wheelchairs to be able to perform physical activities alongside other students.
Keywords
students; wheelchair-bound students; inclusion; activities.

Resumen

Este artículo analiza la situación de los estudiantes en silla de ruedas en escuelas regulares. El objetivo es centrarse principalmente en el proceso de inclusión de este estudiantado, específicamente en el aporte de las clases de educación física. La metodología utilizada para elegir este artículo fue la investigación bibliográfica. La justificación se dividió en dos partes: la primera menciona cómo trabajar con un estudiante en silla de ruedas en una escuela regular, mientras que la segunda parte menciona el trabajo de los profesores de educación física a favor de los estudiantes en silla de ruedas. El artículo contribuirá a una mayor comprensión de las posibilidades de inclusión de personas en sillas de ruedas en las escuelas regulares, con foco en las clases de educación física. En las consideraciones finales, los lectores verán lo necesario para que las personas que se desplazan en sillas de ruedas puedan realizar actividades físicas en conjunto con otros estudiantes.
Palavras-clave
estudiantes; usuarios de sillas de ruedas; inclusión; actividades.

INTRODUÇÃO

O presente artigo debate a situação dos alunos cadeirantes nas escolas da modalidade regular, a forma como esses educandos podem ser inseridos em um ambiente que permita a socialização desse público, um trabalho de extrema importância para quem possui esse tipo de necessidade especial. 

O objetivo é enfocar como ocorre a recepção das escolas públicas por parte dos alunos cadeirantes, e principalmente o processo de inclusão desse aluno em um ambiente que não está preparado para ele, especificamente a contribuição das aulas de educação física. 

A metodologia usada para a escolha do presente artigo foi a pesquisa de cunho bibliográfico, sendo que diversas pesquisas foram realizadas em publicações e obras de autores renomados e que muito contribuíram com o desenvolvimento do tema. 

A justificativa usada para a escolha do presente tema, é a necessidade de se demonstrar como as atividades físicas são de extrema importância para o desenvolvimento social, cultural e claro, da manutenção e desenvolvimento da saúde dos cadeirantes.

A fundamentação foi dividida em duas partes: sendo que a primeira cita como trabalhar com um aluno cadeirante na escola regular, quais as possibilidades para um trabalho que contemple as necessidades desse público alvo, enquanto que a segunda parte cita o trabalho dos professores de educação física em prol dos estudantes cadeirantes, como esses profissionais podem colocar em pratica os esportes adaptados. 

O artigo irá contribuir para que as escolas regulares passem a se adaptar às necessidades dos alunos com necessidades especiais, e para que haja uma compreensão maior em relação às possibilidades de inclusão das pessoas cadeirantes nas escolas regulares, com enfoque nas aulas de educação física. 

Nas considerações finais, os leitores irão visualizar as possibilidades de inclusão das pessoas cadeirantes, bem como, o que é necessário para que as pessoas que se locomovem através de cadeiras de rodas, possam realizar atividades físicas de maneira adjunta com os demais educandos considerados comuns.

DESENVOLVIMENTO

A deficiência física pode ser entendida, como algum tipo de alteração no corpo que limite ou dificulte a realização de uma tarefa, podendo ser esta ocasionada por problemas ortopédicos, neurológicos ou resultante de alguma má-formação.

O professor necessita de um grau elevado de conhecimento para a realização de um trabalho qualificado com os alunos cadeirantes, isso pelo fato de que se trata de um público alvo que apresenta limitação para a realização de uma série de atividades.

Principalmente citando o trabalho dos professores de educação física, sendo que há poucos profissionais que trabalham nas escolas regulares, que realmente detém um nível de especialização elevado, para o trabalho com esses alunos (Costa, 2015).

Alunos cadeirantes representam as escolas regulares, uma verdadeira oportunidade de serem inclusivas, ou seja, de trabalharem com pessoas que apresentam necessidades especiais, uma forma de especialização, que é fundamental para beneficiar esse alunado.

O ensino inclusivo deve ocorrer para todos, independente de limitações, sejam elas físicas, sociais, econômicas ou culturais. É preciso acreditar nas capacidades que esses alunos possuem, pois são pessoas com potencial para realizar qualquer atividade, bastando apenas que seja adaptada à sua realidade (Fausto, 2009).

Isso pelo fato de que são pessoas mentalmente perfeitas, e que apresentam totais possibilidades de obterem um nível de desenvolvimento cognitivo elevado, por essa razão, não há dúvidas de que se trata de estarem inseridos nas escolas especiais.

Contudo, mesmo sendo um caso específico para a realização de um trabalho qualificado que possa ser realizado, isso não quer dizer que a escola não necessita se preparar para ofertar um atendimento de qualidade para os alunos cadeirantes.

Sendo que as escolas regulares, mesmo que não sejam inicialmente projetadas para atenderem a pessoas que possuem necessidades especiais, ainda assim, oferecem condições para que possam atender de maneira qualificada os alunos com esse tipo de necessidade especial (Fausto, 2009).

Para Maciel (2020), o processo de aprendizagem é importantíssimo, para que as pessoas com deficiência física possam aprender, desde cedo, a não se autolimitar, essas pessoas trazem consigo algumas limitações, porém devem ter a consciência de que não são doentes e que podem ter uma boa interação na sociedade.

Nesse ínterim, é fundamental que os educadores consigam trabalhar de uma maneira muito mais abrangente, de acordo com as potencialidades que o aluno cadeirante possui, isso é fundamental que seja estabelecido no momento em que um aluno cadeirante ingresse na escola regular.

O mais importante, é que alunos que apresentam esse tipo de deficiência, ou seja, os cadeirantes, tenham as mesmas possibilidades de interação com sua turma e demais pessoas que estão inseridas na mesma instituição de ensino.

Os alunos cadeirantes não desejam uma pessoa que atenda os mesmos a todo o momento, como auxiliadores na locomoção para outros ambientes da escola, e sim, obterem autonomia e estarem realmente concatenados com os demais alunos (Maciel, 2020).

Em outras palavras, pessoas cadeirantes desejam socialização, essa é uma questão fundamental, e que representa um grande progresso para que o processo de inclusão venha a ser proficiente, e que atenda às necessidades desse alunado.

Esse trabalho depende muito da organização escolar, isso é fundamental para que os alunos cadeirantes realmente desejem estarem cada vez mais inseridos nas escolas regulares de uma maneira mais qualificada, e que faça uma grande diferença em relação ao seu processo de transformação social e cultural. 

Os educandos cadeirantes devem ser trabalhados de maneira integral pelos seus professores, e suas metodologias de ensino devem ir de encontro ao seu alunado cadeirante, essa é uma forma de facilitar o trabalho de socialização desse público alvo (Maciel, 2020).

O professor que atua na escola regular, aos poucos vai aprendendo como trabalhar com o aluno cadeirante, isso pelo fato de que as metodologias de trabalho podem ser consideradas as mesmas dos alunos considerados como normais, em outras palavras, o que muda realmente é o enfoque no relacionamento com esse estudante.

Ele aprende a como dialogar com esse alunado, a relação dos mesmos com os demais educandos, e mais do que isso, na articulação com as mesmas atividades a serem propostas para o trabalho da turma (Brasil, 2001).

De maneira alguma, o aluno cadeirante tem como meta ser alvo das atenções, pelo contrário, trata-se de uma pessoa que necessita e espera por descrição, pelo simples fato de temerem sofrer algum tipo de discriminação pelas pessoas que se encontram a sua volta.

Os esforços que os estudantes cadeirantes realizam para acompanhar os demais educandos deve ser recompensado, ou seja, é fundamental que haja grande progresso em relação ao desenvolvimento cognitivo, cultural e principalmente social.

O fato é que os professores necessitam sim, ofertarem um mínimo de atenção a mais para os alunos cadeirantes, perguntarem de maneira mais intensa se estão conseguindo aprender o conteúdo da mesma maneira que os demais (Brasil, 2001).

Não é apenas uma questão voltada para a inclusão que as escolas regulares realizam, essa não é a única necessidade que a pessoa cadeirante possui, é fundamental que haja um enriquecimento cultural para que haja futuramente uma articulação da pessoa com a sociedade.

Isso porque os cadeirantes são pessoas que reúnem condições de atuarem de uma maneira mais positiva para a sociedade, ou seja, de serem produtivas, por essa razão, as escolas regulares trabalham de uma maneira que suporte o desenvolvimento cognitivo para esse público alvo, desenvolvendo o seu potencial.

Partindo desse pressuposto, os alunos cadeirantes procuram as escolas regulares, por serem a instituição que mais apresentam condições de auxiliar esses alunos a alcançarem seus objetivos, e a de desenvolverem o seu potencial (Cardoso, 2010).

Sendo que as principais dificuldades que os educandos cadeirantes têm não estão inseridas nas salas de aula, e sim, nas quadras de esportes, ou seja, a socialização desses educados dependem e muito de um trabalho voltado para a um pleno desenvolvimento desse público alvo.

Por essa razão, enfocar o trabalho a ser realizado pelos educadores físicos, é fundamental para pensar em um trabalho de desenvolvimento integral dos alunos cadeirantes, e mais do que isso, é uma forma de assegurar que o trabalho de inclusão desse público realmente aconteça, e demonstre o potencial dessas instituições de ensino (Cardoso, 2010).

As escolas regulares se destacam pelo poder de socialização que apresentam, o que para uma pessoa com deficiência física, e que possui uma limitação elevada, a ponto de terem de andar de cadeira de rodas, é fundamental que a mesma encontre apoio das demais para a melhora em sua vivência.

Também é necessária a conscientização do professor ou técnico de que, como em qualquer processo de ensino-aprendizagem com pessoas com ou sem deficiências, o trabalho do professor deve ser individualizado, respeitando as características de cada um, uma vez que cada indivíduo aprende de maneira e velocidade próprias (Miron, 2011).

Aos poucos, a pessoa cadeirante consegue desenvolver um viés de socialização mais abrangente, à medida que apresenta um diálogo mais expansivo com todos os que se encontram a sua volta, isso é algo fundamental em relação a maneira como o processo de inclusão venha a acontecer, e também, em prol do futuro desses alunos e futuros cidadãos.

Porém, é de extrema importância pensar que o processo de preparação por parte das instituições de ensino regular apresenta, para que no futuro, possam vir a se especializar em relação a oferta de um atendimento educacional mais especializado.

Algo que necessita ser preparado, e que a tendência é que apresente um trabalho mais qualificado, e que possa valorizar o processo de inclusão, que todas as escolas regulares devem vir a oferecer, claro que depende muito do nível de deficiência que a pessoa apresente, contudo, no caso dos alunos cadeirantes, isso é plenamente possível (Miron, 2011, p. 44).

O fato é que o trabalho com um estudante cadeirante necessita de atenção e dedicação por parte desses professores, e o mais importante, que tornem o ambiente mais adequado e aconchegante para esse público na escola regular.

Para Sassaki (2003), os profissionais, primeiramente, deveriam conhecer os princípios da inclusão: celebração das diferenças, valorização da diversidade, a solidariedade, o direito de pertencer, a igualdade para as minorias e a cidadania, para que se tenha o direito de uma sociedade para todos.

O aluno cadeirante apresenta diversas possibilidades de trabalho para os professores de educação física, e que podem contribuir muito para o processo de inclusão e socialização das pessoas com esse tipo de deficiência (Silva, 2008).

A Educação Física é muito importante para o desenvolvimento motor, intelectual, social e afetivo de todos os alunos, principalmente dos que possuem algum tipo de deficiência.

A atividade física torna-se muito importante para essas pessoas, podendo ajudá-las com exercícios que desenvolvam suas habilidades motoras, fortaleçam o coto, proporcionem equilíbrio e coordenação, contribuindo para a normal realização das atividades de vida diária e também os preparando para o uso da prótese (Brasil, 2001).

O mais importante é que o professor de educação física seja capaz de sanar as necessidades educacionais dos dois grupos, ou seja, dos alunos considerados comuns e do estudante cadeirante.

Os principais pontos a serem explorados e desenvolvidos com um profissional que trabalha com esporte adaptado estão relacionados ao conhecimento que deve ser obtido por este sobre as deficiências e suas particularidades, além do conhecimento sobre o esporte em questão (Vune, 2005).

Isso quer dizer que, em muitos casos, os professores necessitam realizar mais de um planejamento, para que possam vir a atender as necessidades que os educandos apresentam, inclusive, um especializado para o aluno que se locomove por cadeiras de rodas.

Sendo que os educadores geralmente se utilizam de esportes adaptados, para que possam promover uma integração de qualidade para os alunos que possuem esse tipo de deficiência, e o mais importante é que hoje, os professores apresentam uma grande possibilidade de trabalho para esse público alvo.

Esses esportes adaptados ainda não são tão conhecidos, porém, isso ocorre pelo fato de não receberem muito apoio dos meios de comunicação, entretanto, os educadores físicos ao saberem que possuem um aluno cadeirante para trabalharem, necessitam passar por cima dessa dificuldade (Vune, 2005).

Até porque, existe hoje uma ferramenta de extrema importância para que os professores possam obter um nível de informação mais qualificado, que é a internet, uma ótima opção para que os educadores tenham a oportunidade de trabalharem de maneira mais enriquecida com os alunos cadeirantes (Silva, 2008).

Na realidade, esses esportes adaptados estão começando a ganhar uma dimensão de importância mais elevada, pelo fato de que o número de pessoas com deficiência física, e que necessitam se locomover através de cadeira de rodas é muito representativo.

Sendo assim, o empecilho apenas ocorre para aqueles professores que realmente não apresentam o desejo de promoverem uma grande transformação na realidade desses educandos, que possuem plenas condições de irem além do potencial que os mesmos julgam conhecer (Gonzáles, 2010).

Em relação a obtenção de informações em relação aos esportes adaptados, geralmente os professores de educação física conseguem aprender melhor, quando conseguem realizar uma pós-graduação na área, no entanto, não são todos os educadores que realmente possuem essa visão.

O esporte adaptado, pode ser terapêutico, recreacional e de alto rendimento, contribuindo com o desenvolvimento da auto-estima, da autoconfiança, das condições e capacidades físicas, atuando como um estímulo positivo em relação à auto-imagem, independência, superação e ainda prevenindo deficiências secundárias.

O fato é que a qualquer momento, uma escola pode vir a receber um aluno cadeirante, e por essa razão, de maneira nenhuma os professores podem se negar a oferecer um atendimento de qualidade e até mesmo especializado para esse alunado.

Além disso, os professores conseguem aprender de uma maneira rápida, coletando as informações na internet, e desenvolvendo um planejamento específico para que possa haver o engajamento desse trabalho nas aulas de educação física.

Em alguns momentos, os educadores físicos podem até mesmo sofrer com a dificuldade para a organização da turma, para que haja um planejamento específico para que essas práticas sejam de fato incentivadas e colocadas à disposição do alunado (Sassaki, 2003, p. 89).

O esporte adaptado que favorece a participação do alunado total da sala, é o que deve ser priorizado, para que toda a turma possa ser igualmente participativa, e que faça diferença em relação ao processo de ensino e aprendizagem desses educandos.

Bizzocchi (2008), enfatiza que, no aprendizado do voleibol, a maior dificuldade encontrada pelos alunos será relacionada à correta execução dos fundamentos, pois estes são movimentos criados especialmente para essa modalidade, não sendo realizados em outros esportes nem nas atividades diárias. Com isso, o professor deve ser paciente e compreensivo da dificuldade de se aprender um novo gesto motor.

O mais importante é que nenhum estudante permaneça inoperante na aula de educação física, ou seja, que não sejam participativos, e que se contente, em ser meros observadores, o que vai completamente contra o processo de inclusão e dificulta a inserção do aluno cadeirante na escola regular.

As atividades devem destacar também para o deficiente suas capacidades na realização das atividades, gerando autoconfiança. O professor não deve subestimar a capacidade de um aluno, deve buscar elevar sempre sua auto-estima, proporcionando alegria através da prática recreativa e esportiva (Cardoso, 2010).

Uma das principais opções nesse sentido é a prática do voleibol, que é um esporte que se ajusta melhor a quantidade de alunos que podem participar, sendo que também se adapta a realidade do aluno cadeirante.

Segundo Gonzalez (2010), o voleibol sentado permite interação entre todos os jogadores, eliminando as individualidades em espaço reduzido, além de reduzir as quedas e choques entre os jogadores, favorecendo o jogo limpo e a prática por meninos e meninas em nível escolar, devido a facilidade de execução e a possibilidade de desenvolvimento em pouco espaço. 

No caso do voleibol sentado, ele apresenta uma variação muito interessante para as pessoas cadeirantes, e também para os demais alunos que compartilham o mesmo ambiente, que também podem praticar essa atividade.

Todos os jogadores devem permanecer sentados e se moverem apenas para os lados, no máximo uma pessoa pode atuar que não apresente uma deficiência tão complexa, no entanto, o professor de educação física, pode realizar uma readaptação dessa prática para que possa ser ofertada nas escolas regulares (Meletti, 2014, p. 34).

Desse modo, o professor pode unir os dois grupos de educandos, fazer com que todos sejam participativos, e o mais importante, é que a prática de ensino venha a ser dinâmica, essa é uma questão fundamental para que o processo de inclusão seja qualificado.

O voleibol sentado desenvolvido de maneira formal juntamente com a dificuldade de manter a bola em fase aérea durante o jogo dificulta suas ações, porém, quando adaptado às possibilidades dos alunos, pode se tornar um jogo de fácil execução (Miron, 2011).

O objetivo das aulas de Educação Física Adaptada é de um atendimento às aulas que devem proporcionar o desenvolvimento global desses alunos, além de fazer com que descubram o que são capazes de realizar e também de se integrarem com os demais.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

O presente artigo denota a necessidade de haver um processo de inclusão que contemple as necessidades das pessoas cadeirantes, isso com o enfoque nas escolas regulares, que necessitam ofertar espaço para esse público.

O fato é que os educandos cadeirantes, apresentam as mesmas possibilidades de aprendizagem que os demais alunos, até porque são mentalmente perfeitos, porém, o que deve ser levado em consideração é a socialização, e mais do que isso, a manutenção desses indivíduos em todos os ambientes.

Nesse sentido, o artigo destaca como papel principal a aula de educação física, um conteúdo de extrema importância para o desenvolvimento do aluno cadeirante, que sente a necessidade de realizar atividades físicas, mas, que estejam de acordo com as suas condições, ou seja, que respeite a integridade de seu corpo.

O amplo destaque foi para os esportes adaptados, no caso mais específico o voleibol sentado, que é uma modalidade esportiva muito interessante, uma vez que, apresenta a possibilidade de os dois grupos de estudantes atuarem em conjunto com os demais alunos considerados como comuns.

O voleibol sentado também tem como destaque a possibilidade de ser colocado em prática, pelo fato de que a escola possui essa estrutura, necessitando de apenas algumas modificações, que devem ser colocadas em prática pelos educadores.

Por fim, a possibilidade de os alunos cadeirantes praticarem um esporte que esteja de acordo com as suas possibilidades, é uma forma de tornar o ambiente muito mais agradável para os alunos que possuem essa deficiência, e que os mantém mais tempo integrados a essa realidade escolar em que estão inseridos.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

BIZZOCCHI, C. O voleibol de alto nível: da iniciação a competição. 3. ed. Barueri: Manole, 2008.

BRASIL. MINISTÉRIO DO ESPORTE E TURISMO. SECRETARIA NACIONAL DE ESPORTES. Lazer, atividades físicas e esporte para portadores de deficiência. Brasília: SESI, 2001.

CARDOSO, V. R. R. Inclusão de alunos com necessidades especiais na escola: reflexões acerca da Educação Física adaptada. Revista Digital – Buenos Aires, 2010.

COSTA, A. Aprendendo sobre deficiência física. In: COSTA, V. L. de M. (Coord.). Curso de atividade física e desportiva para pessoas portadoras de deficiência: educação à distancia. 2. ed. Rio de Janeiro: ABT/UGF, 2015.

FAUSTO, R. F. Educação Física escolar e as ações inclusivas: um olhar sobre os motivos para a não participação dos alunos nas aulas de Educação Física escolar. Espírito Santo do Pinhal, SP, 2009.

GONZÁLES, P. M. El voleibol para personas com discapacidad. Revista Digital. Buenos Aires, 14 (140) 2010.

MACIEL, M. C. B. T. Cadernos da TV escola, educação especial. Brasília, DF, 2020.

MELETTI, S. M. F. Indicadores educacionais sobre a educação especial no Brasil e no Paraná. Educação & Realidade, Porto Alegre: UFRGS, v. 39, n. 3, p. 789-809, jul. /set. 2014.

MIRON, E. M. Da pedagogia do jogo ao voleibol sentado: possibilidades inclusivas na educação física escolar. Tese de Doutorado em Educação Especial, Centro de Educação e Ciências Humanas, Universidade Federal de São Carlos, São Carlos, São Paulo, Brasil, 2011.

SASSAKI, R. K. Como chamar as pessoas que têm deficiência? São Paulo, SP, 2003.

SILVA, R. F. Educação física adaptada no Brasil: da história à inclusão educacional. São Paulo: Phorte, 2008.

VUTE, R. Self-perception of national team coaches in volleyball for the disabled. In: Gymnica, Olomouc, v. 35, n.1, p. 69 – 77, 2005.

Ramos, Bruno Schwabenland . O trabalho do professor de educação física diante de um aluno cadeirante.International Integralize Scientific. v 5, n 48, Junho/2025 ISSN/3085-654X

Referencias

Vivian Caroline Coraucci.
BAILEY, C. J.; LEE, J. H.
Management of chlamydial infections: A comprehensive review.
Clinical infectious diseases.
v. 67
n. 7
p. 1208-1216,
2021.
Disponível em: https://academic.oup.com/cid/article/67/7/1208/6141108.
Acesso em: 2024-09-03.

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n. 48
O trabalho do professor de educação física diante de um aluno cadeirante

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