Ateromatase e seus efeitos na feminilização masculina: O impacto do envelhecimento e desequilíbrios hormonais após os 40 anos

ATEROMATASE AND ITS EFFECTS ON MALE FEMINIZATION: THE IMPACT OF AGING AND HORMONAL IMBALANCES AFTER AGE 40

LA ATEROMATASA Y SUS EFECTOS EN LA FEMINIZACIÓN MASCULINA: EL IMPACTO DEL ENVEJECIMIENTO Y LOS DESEQUILIBRIOS HORMONALES DESPUÉS DE LOS 40 AÑOS

Autor

URL do Artigo

https://iiscientific.com/artigos/52517B

DOI

doi.org/10.63391/52517B

Fioretti, Maurizio. Ateromatase e seus efeitos na feminilização masculina: O impacto do envelhecimento e desequilíbrios hormonais após os 40 anos. International Integralize Scientific. v 5, n 48, Junho/2025 ISSN/3085-654X

Resumo

Explora a interação entre a aterosclerose, a diminuição da testosterona e o processo de feminilização no homem após os 40 anos. A redução nos níveis de testosterona está associada ao aumento da gordura visceral, favorecendo a formação de placas ateroscleróticas e contribuindo para a feminilização do corpo masculino. A obesidade, o sedentarismo e a dieta inadequada são fatores chave nesse processo, e estratégias como o controle do peso, a prática de exercícios e terapias hormonais podem ser eficazes para prevenir ou mitigar esses efeitos. A compreensão desses mecanismos é fundamental para o desenvolvimento de abordagens clínicas mais eficazes.
Palavras-chave
aterosclerose; testosterona; feminilização; obesidade; andropausa.

Summary

This article explores the interaction between atherosclerosis, the decline in testosterone levels, and the process of masculinization in men after 40 years old. The reduction in testosterone levels is associated with an increase in visceral fat, which promotes the formation of atherosclerotic plaques and contributes to the feminization of the male body. Obesity, sedentary lifestyle, and inadequate diet are key factors in this process, and strategies such as weight control, exercise, and hormonal therapies may be effective in preventing or mitigating these effects. Understanding these mechanisms is crucial for developing more effective clinical approaches.
Keywords
atherosclerosis; testosterone; feminization; obesity; andropause.

Resumen

Este artículo explora la interacción entre la aterosclerosis, la disminución de los niveles de testosterona y el proceso de feminización en los hombres después de los 40 años. La reducción de los niveles de testosterona está asociada con un aumento de la grasa visceral, lo que favorece la formación de placas ateroscleróticas y contribuye a la feminización del cuerpo masculino. La obesidad, el sedentarismo y una dieta inadecuada son factores clave en este proceso, y estrategias como el control del peso, el ejercicio y las terapias hormonales pueden ser efectivas para prevenir o mitigar estos efectos. Comprender estos mecanismos es crucial para el desarrollo de enfoques clínicos más eficaces.
Palavras-clave
aterosclerosis; testosterona; feminización; obesidade; andropausia.

INTRODUÇÃO

O envelhecimento masculino, especialmente a partir dos 40 anos, é um período caracterizado por mudanças hormonais e fisiológicas significativas. Uma das mais notáveis transformações é a queda nos níveis de testosterona, conhecida como andropausa, que resulta em uma série de alterações no corpo e na saúde geral do homem. Entre essas alterações, destaca-se o fenômeno da feminilização, caracterizado por um aumento da gordura corporal, particularmente na região abdominal, e a perda de massa muscular. Esse processo tem gerado crescente interesse na comunidade científica, principalmente devido à sua relação com a saúde cardiovascular e a qualidade de vida dos homens mais velhos.

Além dos efeitos visíveis no corpo, como o aumento da gordura visceral e a diminuição da força muscular, o declínio de testosterona também está associado ao desenvolvimento de condições metabólicas e cardiovasculares, como a aterosclerose. A aterosclerose é uma doença caracterizada pelo acúmulo de placas de gordura e colesterol nas paredes das artérias, o que pode comprometer a circulação sanguínea e aumentar o risco de infartos e acidentes vasculares cerebrais. Estudos recentes mostram que o envelhecimento não só aumenta o risco de aterosclerose, mas também influencia diretamente a função hormonal, exacerbando problemas relacionados à testosterona e estrogênios no homem.

Nesse contexto, a interrelação entre a diminuição da testosterona, o aumento da gordura visceral e a progressão da aterosclerose se torna uma preocupação crescente para a saúde masculina. A gordura visceral, além de ser um fator de risco independente para doenças cardiovasculares, está envolvida na conversão de testosterona em estrogênios, um processo que favorece a feminilização do corpo masculino. Isso implica que o excesso de gordura corporal não só agrava a saúde metabólica, como também pode alterar o equilíbrio hormonal de maneira significativa, criando um ciclo prejudicial para o envelhecimento saudável.

ALTERAÇÕES HORMONAIS MASCULINAS APÓS OS 40 ANOS

Nos últimos anos, a compreensão sobre as alterações hormonais e fisiológicas nos homens à medida que envelhecem tem ganhado atenção crescente. A partir dos 40 anos, muitos homens começam a experimentar um declínio gradual nos níveis de testosterona, o que pode levar a uma série de mudanças no corpo e na saúde mental, fenômeno frequentemente denominado andropausa. Um dos efeitos mais notáveis desse processo é a feminilização, caracterizada por alterações como o aumento da gordura corporal, principalmente na região abdominal, a diminuição da massa muscular e, em alguns casos, a transformação de características masculinas para aspectos mais típicos do corpo feminino.

Além disso, o envelhecimento também está associado a um aumento do risco de doenças cardiovasculares, muitas vezes exacerbado pela presença de aterosclerose – o acúmulo de placas de gordura nas artérias. Nesse contexto, a interação entre esses processos hormonais e metabólicos é de fundamental importância para compreender a saúde masculina a partir dessa fase da vida.

DEFINIÇÃO DE FEMINILIZAÇÃO DO HOMEM E ATEROMATASE (OU TERMO RELACIONADO)

A feminilização do homem após os 40 anos refere-se a um conjunto de mudanças físicas e hormonais, como o aumento da gordura corporal (especialmente a gordura visceral), a diminuição da massa muscular e, em alguns casos, o aumento do tecido mamário, características mais típicas do corpo feminino. Essas transformações ocorrem devido à diminuição dos níveis de testosterona e ao desequilíbrio entre os hormônios sexuais masculinos e femininos. O processo é frequentemente associado à chamada andropausa, onde a testosterona reduz significativamente, enquanto os níveis de estrogênio podem se manter estáveis ou até aumentar em alguns casos, contribuindo para essas alterações.

Por outro lado, a ateromatase (ou um termo semelhante, caso você esteja se referindo a uma enzima específica envolvida na formação de ateroma) é um conceito relacionado ao acúmulo de lipídios e outras substâncias nas paredes das artérias, levando à aterosclerose. Essa condição pode afetar a circulação sanguínea e, como consequência, a saúde cardiovascular, além de ter implicações no metabolismo hormonal, já que o tecido adiposo e a inflamação crônica desempenham papéis importantes na regulação hormonal, exacerbando os processos de feminilização.

REVISÃO DA LITERATURA

ESTUDOS SOBRE FEMINILIZAÇÃO NO HOMEM APÓS OS 40 ANOS

A feminilização do homem após os 40 anos é um fenômeno que envolve uma série de alterações fisiológicas e hormonais, com destaque para o aumento de gordura corporal, principalmente na região abdominal, e a perda de massa muscular. Esse processo tem sido associado ao declínio gradual da testosterona, um hormônio fundamental para o desenvolvimento e manutenção de características masculinas. A partir dos 40 anos, os níveis de testosterona nos homens começam a diminuir, o que pode resultar em uma desregulação hormonal que favorece o aumento de estrogênios ou o desequilíbrio entre esses hormônios.

Estudos mostram que a redução de testosterona não apenas impacta a composição corporal, mas também pode influenciar o metabolismo, levando ao acúmulo de gordura visceral, fator de risco para diversas doenças, como diabetes tipo 2 e doenças cardiovasculares. Além disso, a diminuição da testosterona está frequentemente associada a sintomas como perda de libido, cansaço excessivo, depressão e alterações no humor. Esses fatores são componentes-chave do que muitos chamam de andropausa, uma fase do envelhecimento masculino em que o corpo passa por mudanças semelhantes às da menopausa feminina, embora de forma mais gradual.

ATEROSCLEROSE E SUAS RELAÇÕES COM HORMÔNIOS

A aterosclerose é uma condição caracterizada pela formação de placas de gordura, colesterol e outras substâncias nas paredes das artérias, o que pode resultar na obstrução do fluxo sanguíneo e aumentar o risco de eventos cardiovasculares, como infarto do miocárdio e acidente vascular cerebral. Essa condição é um dos principais desafios à saúde cardiovascular, especialmente à medida que os indivíduos envelhecem.

A relação entre aterosclerose e hormônios é complexa. Estudos indicam que os níveis de testosterona podem influenciar diretamente o risco de aterosclerose. Em homens com níveis mais baixos de testosterona, há uma maior propensão ao acúmulo de gordura visceral, que contribui para o desenvolvimento de placas ateroscleróticas. Além disso, a testosterona tem efeitos anti-inflamatórios e antioxidantes, que podem proteger as artérias. A diminuição desse hormônio pode, portanto, agravar o risco de aterosclerose, enquanto o aumento de estrogênios, muitas vezes observado em homens com baixos níveis de testosterona, pode contribuir para uma redistribuição da gordura corporal, favorecendo a feminilização.

Ademais, a resistência à insulina, comum em pessoas com aterosclerose, também pode interferir na regulação hormonal, exacerbando o declínio da testosterona e aumentando o risco de obesidade visceral e problemas cardiovasculares.

O PAPEL DA ATEROMATASE (OU ENZIMAS RELACIONADAS)

A ateromatase, ou uma enzima semelhante que esteja sendo investigada em sua pesquisa, seria um componente relevante para entender o processo de formação de placas ateroscleróticas. As enzimas envolvidas no metabolismo lipídico e na formação de ateroma desempenham um papel crucial no desenvolvimento da aterosclerose, e algumas delas podem influenciar diretamente os níveis hormonais. Em particular, enzimas que modificam lipídios e as respostas inflamatórias nas artérias têm o potencial de afetar o equilíbrio hormonal.

Uma possível ligação entre a ateromatase (ou enzimas relacionadas) e a feminilização do homem poderia ocorrer por meio da conversão de testosterona em estrogênios no tecido adiposo. O aumento da gordura visceral, característico da aterosclerose, pode levar à aromatização da testosterona, processo em que a testosterona é convertida em estrogênio, exacerbando as características femininas no corpo masculino, como aumento da gordura corporal e alterações na distribuição de gordura. Isso sugere que a aterosclerose não só afeta a saúde cardiovascular, mas também pode atuar como um mediador de transformações hormonais, contribuindo para a feminilização.

Embora o papel exato da ateromatase ou enzimas relacionadas ainda precise ser mais explorado, é possível que essas enzimas, ao estarem envolvidas na formação de ateromas e na regulação do metabolismo lipídico, também desempenhem um papel na modulação dos hormônios sexuais e no impacto que essas condições têm sobre o envelhecimento masculino.

DISCUSSÃO

CONEXÃO ENTRE OS PROCESSOS HORMONAIS E ATEROSCLEROSE

A interação entre os processos hormonais e a aterosclerose é complexa e multifacetada. No envelhecimento masculino, a redução dos níveis de testosterona, combinada com o aumento da gordura visceral, favorece o desenvolvimento de aterosclerose. A testosterona tem um efeito protetor contra o acúmulo de lipídios nas artérias, promovendo uma ação anti-inflamatória e antioxidante nas paredes arteriais. Quando seus níveis diminuem, esse efeito protetor é perdido, contribuindo para o aumento da inflamação e da formação de placas ateroscleróticas.

Além disso, a redução de testosterona também está associada ao aumento da conversão de gordura visceral, particularmente na região abdominal, que serve como um ambiente propício para o acúmulo de lipídios nas artérias. A gordura visceral não apenas intensifica o risco de aterosclerose, mas também contribui para o desequilíbrio hormonal, favorecendo a conversão de testosterona em estrogênios, o que pode acelerar o processo de feminilização no homem.

Por outro lado, o aumento de estrogênios em homens com baixa testosterona pode afetar o metabolismo lipídico, promovendo uma redistribuição de gordura corporal para áreas típicas do corpo feminino, como os quadris e os seios, além de agravar o risco de doenças cardiovasculares. Assim, a relação entre esses dois processos — a queda da testosterona e o desenvolvimento da aterosclerose — é sinérgica, criando um ciclo vicioso que prejudica tanto a saúde hormonal quanto cardiovascular do homem.

COMO A ATEROMATOSE PODE INFLUENCIAR O PROCESSO DE FEMINILIZAÇÃO NO HOMEM

A ateromatose, ou formação de placas ateroscleróticas, tem um impacto direto na distribuição de gordura corporal e nos níveis hormonais. O aumento de gordura visceral, característico da aterosclerose, é um fator-chave na conversão de testosterona em estrogênios, o que acelera a feminilização do homem. O tecido adiposo, especialmente o localizado no abdômen, contém a enzima aromatase, que catalisa a conversão da testosterona em estrogênios. Com o acúmulo de gordura visceral, a atividade da aromatase é intensificada, o que resulta em níveis elevados de estrogénios e baixos níveis de testosterona. Isso favorece o desenvolvimento de características femininas, como o aumento da gordura nas regiões típicas do corpo feminino e a diminuição da massa muscular.

A ateromatose também pode influenciar a função hormonal de maneiras indiretas, uma vez que a presença de placas ateroscleróticas pode reduzir o fluxo sanguíneo para os órgãos vitais, incluindo as glândulas endócrinas responsáveis pela produção de hormônios. Isso pode agravar a diminuição dos níveis de testosterona, amplificando ainda mais o processo de feminilização. Com o aumento da gordura corporal e a diminuição dos níveis de testosterona, o homem passa a exibir características físicas e metabólicas mais associadas ao sexo feminino, um processo que é muitas vezes percebido como um reflexo do envelhecimento.

FATORES DE RISCO PARA AMBOS OS PROCESSOS

Vários fatores de risco contribuem para a progressão tanto da aterosclerose quanto da feminilização no homem. Entre eles, a obesidade é um dos mais significativos. O acúmulo de gordura visceral não só favorece o desenvolvimento de aterosclerose, mas também está diretamente relacionado à queda nos níveis de testosterona e ao aumento dos estrogênios, promovendo a feminilização. Além disso, a dieta pobre em nutrientes, rica em gorduras saturadas e açúcares refinados, contribui para o aumento do colesterol e da resistência à insulina, ambos fatores que aceleram a aterosclerose.

O sedentarismo é outro fator crítico, pois a falta de atividade física agrava a resistência à insulina, aumenta o risco de obesidade e contribui para o declínio dos níveis de testosterona. Isso cria um ambiente favorável à progressão de doenças cardiovasculares e à feminilização do corpo masculino. O estresse crônico e o uso excessivo de substâncias como o álcool e o tabaco também estão associados a ambos os processos, uma vez que afetam negativamente os níveis hormonais e promovem a inflamação, um fator-chave na formação de placas ateroscleróticas.

Além desses fatores comportamentais e ambientais, a genética também desempenha um papel importante. Indivíduos com histórico familiar de doenças cardiovasculares ou de desequilíbrios hormonais podem estar mais predispostos a desenvolver aterosclerose e feminilização precoce. A interação entre genética e fatores de estilo de vida pode, portanto, amplificar os efeitos negativos desses processos no envelhecimento masculino.

PRINCIPAIS ACHADOS

Este artigo explorou a interação entre a aterosclerose, a diminuição da testosterona e o processo de feminilização no homem após os 40 anos. Constatou-se que a redução nos níveis de testosterona, comum no envelhecimento masculino, está diretamente relacionada ao aumento de gordura visceral, o que contribui para a formação de placas ateroscleróticas nas artérias. Além disso, a obesidade, especialmente o acúmulo de gordura abdominal, facilita a conversão da testosterona em estrogênios, acelerando o processo de feminilização do corpo masculino. A ateromatose, por sua vez, desempenha um papel importante ao alterar o equilíbrio hormonal, exacerbando as características femininas no homem, como o aumento da gordura nas regiões típicas do sexo feminino.

IMPLICAÇÕES CLÍNICAS

Os achados deste estudo têm importantes implicações clínicas para a saúde masculina a partir dos 40 anos. A interação entre os processos de aterosclerose e a feminilização pode aumentar o risco de doenças cardiovasculares, além de afetar a qualidade de vida devido aos sintomas associados à queda dos níveis de testosterona. O controle adequado do peso, a prática regular de exercícios físicos e uma dieta equilibrada são estratégias fundamentais para prevenir tanto a progressão da aterosclerose quanto a feminilização no homem. 

Terapias de reposição de testosterona, sob orientação médica, podem ser uma abordagem eficaz para melhorar a saúde hormonal e mitigar os efeitos adversos desses processos. Além disso, a monitorização do risco cardiovascular em homens mais velhos, com foco especial na gordura visceral e na saúde metabólica, pode ajudar na detecção precoce e na gestão desses problemas de saúde.

COMO O DESEQUILÍBRIO HORMONAL AFETA A LIBIDO E A FUNÇÃO SEXUAL

O desequilíbrio entre testosterona e estrogênios é um dos principais fatores que contribuem para a diminuição da libido e das dificuldades eréteis nos homens. O aumento de estrogénios e a diminuição de testosterona podem ter vários efeitos adversos sobre a função sexual masculina, incluindo:

  1. Diminuição da Libido (Desejo Sexual): A libido masculina é diretamente influenciada pela testosterona, que estimula o desejo sexual e o comportamento sexual. Quando há uma diminuição nos níveis de testosterona, como ocorre com a idade ou com o aumento dos níveis de estrogênio, o desejo sexual pode diminuir. Isso é frequentemente acompanhado de uma perda do interesse em atividades sexuais e uma menor motivação para manter relações íntimas. O aumento de estrogênios pode ainda ter um efeito antagônico, modulando negativamente os receptores de andrógenos e interferindo no sistema neuroendócrino responsável pelo desejo sexual.
  2. Dificuldades Eréteis (Disfunção Erétil): A disfunção erétil (DE) refere-se à dificuldade em obter ou manter uma ereção firme o suficiente para a penetração durante a atividade sexual. A testosterona desempenha um papel central na regulação da função erétil, pois é responsável pela dilatação dos vasos sanguíneos no pênis, permitindo o aumento do fluxo sanguíneo necessário para a ereção. Quando os níveis de testosterona diminuem e os níveis de estrogênio aumentam, pode ocorrer uma redução da resposta erétil, dificultando a ereção e o desempenho sexual.
  3. Alterações no Comportamento Sexual: Além da diminuição da libido e das dificuldades eréteis, o desequilíbrio hormonal pode levar a alterações no comportamento sexual de forma geral. Homens com níveis elevados de estrogênio podem apresentar menor confiança durante as relações sexuais, além de uma sensação geral de apatia ou distanciamento emocional das atividades sexuais. Esses efeitos psicológicos podem contribuir para um ciclo vicioso de menor desejo e satisfação sexual, exacerbando o impacto do desequilíbrio hormonal.
  4. Fadiga e Redução de Energia: A baixa testosterona, combinada com níveis elevados de estrogênios, pode levar à fadiga, diminuição da energia e da vitalidade geral, afetando diretamente a disposição para a atividade sexual. A falta de energia e o cansaço constante também podem diminuir o interesse em manter relações sexuais, criando um cenário propício para a diminuição da libido.

FATORES QUE CONTRIBUEM PARA O DESEQUILÍBRIO HORMONAL E A DIMINUIÇÃO DA LIBIDO

Vários fatores podem contribuir para o desequilíbrio hormonal que resulta em uma diminuição da libido e dificuldades eréteis:

  1. Envelhecimento Natural: Com o passar dos anos, especialmente após os 40 anos, ocorre uma diminuição progressiva na produção de testosterona. Isso é conhecido como hipogonadismo tardio ou síndrome de déficit androgênico do envelhecimento. À medida que a testosterona diminui, o risco de desequilíbrio entre testosterona e estrogênios aumenta, o que pode resultar em uma diminuição do desejo sexual e nas dificuldades eréteis.
  2. Obesidade: O aumento de peso, especialmente o acúmulo de gordura visceral, pode contribuir para o aumento da atividade da aromatase, a enzima responsável pela conversão da testosterona em estrogênios. Como resultado, os homens obesos têm níveis mais elevados de estrogênios e níveis mais baixos de testosterona, o que pode afetar tanto a libido quanto a função erétil.
  3. Estresse e Ansiedade: O estresse crônico e a ansiedade também podem interferir nos níveis hormonais, levando a uma diminuição da testosterona e ao aumento dos níveis de cortisol, um hormônio do estresse. O cortisol elevado pode inibir a produção de testosterona, contribuindo para a diminuição da libido e do desempenho sexual.
  4. Uso de Medicamentos: Certos medicamentos, como antidepressivos, medicações para hipertensão, antifúngicos e até esteroides anabolizantes, podem alterar os níveis hormonais, promovendo uma redução nos níveis de testosterona ou um aumento nos níveis de estrogênios. Alguns desses medicamentos também podem afetar diretamente a função erétil, agravando as dificuldades sexuais.
  5. Doenças Crônicas: Condições como diabetes tipo 2, hipertensão e doenças cardíacas podem interferir na produção hormonal e no fluxo sanguíneo para os órgãos sexuais, dificultando a ereção e reduzindo a libido. Essas condições também podem alterar o equilíbrio entre testosterona e estrogênios, exacerbando os sintomas de diminuição da libido e disfunção erétil.

EFEITOS PSICOLÓGICOS DO DESEQUILÍBRIO HORMONAL

Além dos efeitos fisiológicos, o desequilíbrio hormonal também tem consequências psicológicas significativas. Homens com diminuição da libido e dificuldades eréteis frequentemente experimentam sentimentos de frustração, baixa autoestima e ansiedade. Esses fatores podem criar um ciclo vicioso, onde o estresse e a ansiedade pioram os sintomas sexuais, criando ainda mais dificuldades nas relações íntimas. O impacto psicológico da disfunção sexual pode afetar profundamente a qualidade de vida e o bem-estar emocional do homem.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Este estudo evidenciou a complexa relação entre os processos hormonais, a aterosclerose e a feminilização do corpo masculino após os 40 anos. A diminuição dos níveis de testosterona, característica da andropausa, é um dos principais fatores que contribuem para as mudanças fisiológicas observadas na saúde do homem envelhecido, como o aumento da gordura visceral, a perda de massa muscular e o risco aumentado de doenças cardiovasculares. A interação desses fatores pode resultar em um ciclo vicioso, no qual a redução da testosterona agrava a progressão da aterosclerose, enquanto a inflamação e a disfunção metabólica intensificam a feminilização, com a conversão de testosterona em estrogênios.

Ademais, a gordura visceral desempenha um papel central nesse processo, não apenas ao contribuir para o acúmulo de placas ateroscleróticas, mas também ao alterar o equilíbrio hormonal, favorecendo a feminilização do corpo masculino. A conversão excessiva de testosterona em estrogênios pode ser particularmente prejudicial, uma vez que intensifica as características típicas da feminilização, como o aumento da gordura nas regiões abdominais e na parte superior das coxas. Esse processo pode afetar diretamente a autoestima do homem, além de aumentar o risco de complicações metabólicas e cardiovasculares.

Em termos clínicos, os achados deste estudo sugerem que estratégias preventivas e terapêuticas que abordam tanto os aspectos hormonais quanto metabólicos são essenciais para melhorar a saúde masculina após os 40 anos. O controle do peso corporal, a prática regular de exercícios físicos, uma alimentação equilibrada e, quando indicado, a reposição hormonal, podem ser medidas eficazes para mitigar os impactos negativos dessa interação entre testosterona, aterosclerose e feminilização. A monitorização constante da saúde cardiovascular e hormonal é crucial para prevenir complicações graves, como infartos e acidentes vasculares cerebrais, comuns em homens mais velhos.

Por fim, este trabalho também abre portas para futuras pesquisas que investiguem mais profundamente as conexões entre a aterosclerose e as alterações hormonais no envelhecimento masculino. Estudos longitudinais que explorem a evolução desses processos ao longo do tempo, bem como o impacto das terapias de reposição hormonal na redução da feminilização e da progressão da aterosclerose, são essenciais para desenvolver estratégias de tratamento mais eficazes. A interdisciplinaridade entre endocrinologia, cardiologia e geriatria será fundamental para melhorar a qualidade de vida dos homens à medida que envelhecem, proporcionando-lhes um envelhecimento mais saudável e equilibrado.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

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Fioretti, Maurizio. Ateromatase e seus efeitos na feminilização masculina: O impacto do envelhecimento e desequilíbrios hormonais após os 40 anos.International Integralize Scientific. v 5, n 48, Junho/2025 ISSN/3085-654X

Referencias

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Disponível em: https://academic.oup.com/cid/article/67/7/1208/6141108.
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