Memórias biográficas e a construção do tempo de ensinar

BIOGRAPHICAL MEMORIES AND THE CONSTRUCTION OF TEACHING TIME

MEMORIAS BIOGRÁFICAS Y LA CONSTRUCCIÓN DEL TIEMPO DE ENSEÑAR

Autor

URL do Artigo

https://iiscientific.com/artigos/59740D

DOI

doi.org/10.63391/59740D

Monteiro, Graziela da Rosa. Memórias biográficas e a construção do tempo de ensinar. International Integralize Scientific. v 5, n 50, Agosto/2025 ISSN/3085-654X

Resumo

Este artigo realiza uma revisão da literatura acerca da influência das memórias biográficas na construção do tempo de ensinar, enfatizando seu papel fundamental na formação e na prática docente. A partir da análise de diversas produções acadêmicas, identificou-se que as memórias biográficas vão além de simples registros do passado, configurando-se como processos dinâmicos que ressignificam a identidade profissional e influenciam a organização subjetiva do tempo pedagógico. As narrativas pessoais dos professores funcionam como espaços formativos que favorecem o autoconhecimento, a reflexão crítica e o fortalecimento das práticas educativas, possibilitando uma docência mais consciente e comprometida com as demandas do contexto escolar. Além disso, o estudo destaca a importância do diálogo entre memórias e saberes, especialmente durante a formação inicial e continuada, como estratégia para ampliar a compreensão do tempo de ensinar em suas múltiplas dimensões afetiva, simbólica e prática. Os resultados indicam que considerar as trajetórias individuais e as experiências vividas pelos docentes contribui para a construção de um ensino mais significativo, flexível e adaptado às singularidades dos estudantes. Assim, a integração das memórias biográficas no processo formativo emerge como um recurso valioso para o desenvolvimento profissional e a melhoria da qualidade da educação. Por fim, sugere-se a ampliação de pesquisas que aprofundem a relação entre memória, identidade e tempo de ensinar, visando promover uma educação mais reflexiva e transformadora.
Palavras-chave
memórias biográficas; tempo de ensinar; formação docente; identidade profissional; prática pedagógica.

Summary

This article presents a literature review on the influence of autobiographical memories in the construction of teaching time, emphasizing their fundamental role in teacher education and practice. Through the analysis of various academic works, it was identified that autobiographical memories go beyond mere records of the past, configuring dynamic processes that reshape professional identity and influence the subjective organization of pedagogical time. Teachers’ personal narratives function as formative spaces that foster self-knowledge, critical reflection, and the strengthening of educational practices, enabling a more conscious teaching approach committed to the demands of the school context. Furthermore, the study highlights the importance of the dialogue between memories and knowledge, especially during initial and ongoing teacher training, as a strategy to expand the understanding of teaching time in its multiple dimensions affective, symbolic, and practical. The results indicate that considering individual trajectories and lived experiences of teachers contributes to building a more meaningful, flexible teaching practice adapted to students’ singularities. Thus, the integration of autobiographical memories into the formative process emerges as a valuable resource for professional development and improving education quality. Finally, the expansion of research that deepens the relationship between memory, identity, and teaching time is suggested, aiming to promote a more reflective and transformative education.
Keywords
autobiographical memories; teaching time; teacher education; professional identity; pedagogical practice.

Resumen

Este artículo presenta una revisión de la literatura sobre la influencia de las memorias biográficas en la construcción del tiempo de enseñanza, enfatizando su papel fundamental en la formación y práctica docente. A partir del análisis de diversas producciones académicas, se identificó que las memorias biográficas van más allá de simples registros del pasado, configurándose como procesos dinámicos que resignifican la identidad profesional e influyen en la organización subjetiva del tiempo pedagógico. Las narrativas personales de los docentes funcionan como espacios formativos que fomentan el autoconocimiento, la reflexión crítica y el fortalecimiento de las prácticas educativas, posibilitando una docencia más consciente y comprometida con las demandas del contexto escolar. Además, el estudio destaca la importancia del diálogo entre memorias y saberes, especialmente durante la formación inicial y continua, como estrategia para ampliar la comprensión del tiempo de enseñanza en sus múltiples dimensiones afectiva, simbólica y práctica. Los resultados indican que considerar las trayectorias individuales y las experiencias vividas por los docentes contribuye a la construcción de una enseñanza más significativa, flexible y adaptada a las singularidades de los estudiantes. Así, la integración de las memorias biográficas en el proceso formativo surge como un recurso valioso para el desarrollo profesional y la mejora de la calidad educativa. Finalmente, se sugiere la ampliación de investigaciones que profundicen la relación entre memoria, identidad y tiempo de enseñar, con el fin de promover una educación más reflexiva y transformadora.
Palavras-clave
memorias biográficas; tiempo de enseñanza; formación docente; identidad profesional; práctica pedagógica.

INTRODUÇÃO

A memória biográfica tem se mostrado um elemento central na compreensão dos processos de formação e atuação docente, influenciando diretamente a construção do tempo de ensinar. Conforme Bueno, Gonçalves, Rosa e Serra (2017), as memórias educacionais constituem um espaço formativo onde narrativas pessoais se entrelaçam com experiências escolares, permitindo uma reflexão contínua sobre a identidade profissional. Nascimento e Hetkowski (2007) reforçam que a memória, enquanto construção social e individual, atua como um mecanismo de ressignificação da trajetória do professor, ajudando-o a estabelecer sentidos e continuidades em sua prática pedagógica.

Estudos como os de Gerke, Foerste e Souza (2022) apontam que as narrativas biográficas possibilitam a formação docente como um processo dialógico, em que as experiências vividas e recordadas contribuem para a elaboração de estratégias de ensino e para a percepção do tempo dedicado à docência. Nesse sentido, as memórias não são meramente recordações do passado, mas ferramentas ativas que interferem na organização do tempo de ensinar, conforme as demandas e desafios atuais da educação. Oliveira (2019) também destaca o papel da (auto)biografia na formação, indicando que o olhar retrospectivo permite aos professores iniciar um processo de autoconhecimento que se traduz em práticas pedagógicas mais conscientes e intencionais.

A compreensão do impacto das memórias biográficas no tempo de ensinar torna-se, portanto, imprescindível para a construção de uma docência reflexiva, capaz de dialogar com suas próprias histórias e com o contexto educacional. Além disso, Araújo Azevedo e Andrade Ataíde de Almeida (2022) discutem a importância desse diálogo entre memórias e saberes, especialmente no ambiente da licenciatura, onde a construção da identidade profissional se consolida. A relevância desse tema é ainda destacada por Passuelo et al. (2022), que enfatizam a memória como um recurso no contexto escolar para a construção coletiva de conhecimento e identidade.

A revisão da literatura sobre memórias biográficas e sua interferência no tempo de ensinar é necessária para aprofundar o entendimento de como as experiências vividas pelos docentes influenciam sua prática e gestão do tempo pedagógico. O tempo de ensinar não se configura apenas como uma dimensão cronológica, mas como um espaço permeado por experiências que moldam a forma de planejar, organizar e executar o processo educativo. Assim, investigar como as memórias biográficas interferem nesse tempo possibilita a valorização das trajetórias individuais na construção do conhecimento pedagógico, contribuindo para a formação contínua e a melhoria da qualidade da educação.

Este estudo tem como objetivo realizar uma revisão da literatura acerca da influência das memórias biográficas na construção do tempo de ensinar, buscando compreender de que maneira as recordações e narrativas pessoais dos professores interferem no planejamento, execução e ressignificação da prática docente.

DESENVOLVIMENTO 

FUNDAMENTOS TEÓRICOS SOBRE MEMÓRIAS E FORMAÇÃO DOCENTE

A memória, enquanto construção dinâmica entre o indivíduo e o contexto social, representa um elemento fundamental na constituição da identidade profissional do professor. Nascimento e Hetkowski (2007) ressaltam que a memória não é simplesmente um registro estático do passado, mas um processo contínuo de ressignificação que influencia diretamente as práticas educativas e a formação docente. Esse entendimento amplia a percepção do professor enquanto sujeito histórico, cuja trajetória pessoal está imbricada no desenvolvimento profissional e na construção do conhecimento pedagógico.

De acordo com Oliveira (2019), a memória autobiográfica constitui um instrumento de reflexão e de autoconhecimento que possibilita ao docente estabelecer conexões entre suas experiências anteriores e a prática educativa atual. Essa autoanálise favorece a elaboração de um repertório pedagógico que dialoga com as singularidades de cada trajetória, promovendo uma docência mais consciente e intencional.

Nesse sentido, Bueno, Gonçalves, Rosa e Serra (2017) destacam as memórias educacionais como espaços formativos onde o resgate das narrativas pessoais torna-se uma ferramenta de reflexão crítica. Essas narrativas, ao dialogarem com o contexto escolar e social, ampliam o entendimento sobre as relações estabelecidas no ambiente educativo e fortalecem a construção de sentidos sobre a docência. Para esses autores, as memórias não apenas reconstroem o passado, mas criam possibilidades para o presente e o futuro do professor enquanto agente de transformação social.

Araújo Azevedo e Andrade Ataíde de Almeida (2022) corroboram essa perspectiva ao enfatizar o papel do diálogo entre memórias e saberes na formação inicial do professor, especialmente durante a licenciatura em pedagogia. Esse processo dialogal possibilita que os futuros docentes articulem suas experiências pessoais com os conteúdos acadêmicos, favorecendo a construção de uma identidade profissional crítica, comprometida com as demandas contemporâneas da educação.

MEMÓRIAS BIOGRÁFICAS E A CONSTRUÇÃO DO TEMPO DE ENSINAR 

A dimensão temporal da docência ultrapassa o mero controle cronológico das horas-aula e se entrelaça com as experiências vividas pelo professor ao longo de sua trajetória pessoal e profissional. Gerke, Foerste e Souza (2022) argumentam que as narrativas biográficas revelam como o tempo de ensinar é construído a partir das experiências acumuladas, das memórias afetivas e das aprendizagens vividas, configurando uma temporalidade subjetiva que influencia diretamente a organização do trabalho pedagógico.

Soares e Guimarães (2021) apresentam uma análise detalhada das recordações de professores iniciantes na educação superior, destacando que essas memórias influenciam não só a percepção do tempo, mas também as decisões pedagógicas e o engajamento nas práticas escolares. Ao reconhecerem a importância dessas referências, os professores conseguem negociar os desafios cotidianos com maior segurança e resiliência, estruturando o tempo de ensinar como um espaço de construção contínua.

Passuelo et al. (2022) evidenciam que a memória, enquanto recurso utilizado no contexto escolar, permite o resgate de saberes e práticas que qualificam o exercício da docência. Essa apropriação das memórias biográficas torna-se um instrumento para a compreensão das demandas temporais impostas pela rotina escolar, permitindo ao docente organizar suas atividades com base em experiências significativas que fortalecem sua identidade profissional.

Essa construção subjetiva do tempo de ensinar, fundamentada nas memórias, desafia a visão tradicional do tempo como algo homogêneo e rígido, revelando sua complexidade e plasticidade. O tempo, assim, é percebido como uma construção pessoal e social, que incorpora elementos do passado e projeta sentidos para o futuro da prática pedagógica.

IMPLICAÇÕES PARA A FORMAÇÃO E PRÁTICA DOCENTE 

Reconhecer o papel das memórias biográficas na construção do tempo de ensinar traz importantes reflexões para a formação e o desenvolvimento profissional dos docentes. Gil (2017) e Lakatos (2021) destacam que a pesquisa em educação deve considerar a dimensão subjetiva do professor, integrando a reflexão sobre experiências pessoais e o diálogo com os conhecimentos científicos para promover uma formação mais efetiva e contextualizada. Os autores Sousa; Afonso; Borges (2024, p. 303) salientam que a formação pode contribuir para  a melhoria do desempenho dos estudantes em relação aos conteúdos específicos.

Nesse contexto, Passuelo et al. (2022) apontam que o processo de conhecer e construir a própria história profissional fortalece a identidade docente, favorecendo práticas pedagógicas mais críticas e comprometidas com as necessidades dos estudantes e da comunidade escolar. A valorização das memórias como recurso formativo permite aos professores uma maior capacidade de autoavaliação, possibilitando a identificação de fortalezas e áreas de desenvolvimento.

O diálogo entre memórias e saberes, especialmente na formação inicial, contribui para a construção de uma docência reflexiva, sensível ao contexto social e às demandas atuais da educação. Essa integração favorece a elaboração de estratégias pedagógicas inovadoras e adaptativas, que respeitam a diversidade dos estudantes e a complexidade do ambiente escolar (Araújo Azevedo e Andrade Ataíde de Almeida, 2022).

Gerke et al. (2022) complementam esse entendimento ao evidenciar que o uso das narrativas biográficas na formação docente do campo estimula a criatividade e o protagonismo dos professores, ampliando sua capacidade de gestão do tempo e do espaço pedagógico. Essa perspectiva valoriza o professor enquanto agente ativo na construção do conhecimento e na organização do tempo de ensinar, promovendo práticas educativas mais significativas.

METODOLOGIA

A presente pesquisa caracteriza-se como uma revisão bibliográfica e sistemática da literatura, tendo como objetivo analisar e sintetizar produções acadêmicas que abordam a influência das memórias biográficas na construção do tempo de ensinar. Conforme Gil (2017) e Lakatos (2021), a pesquisa bibliográfica é fundamental para aprofundar o conhecimento sobre um tema por meio do levantamento, leitura e análise crítica de materiais já publicados.

Para a coleta de dados, realizou-se a seleção de artigos científicos, livros e teses disponíveis em bases de dados acadêmicas relevantes na área da educação, como SciELO, Google Acadêmico e Portal de Periódicos CAPES. Foram adotados critérios de inclusão que contemplaram publicações em português, inglês ou espanhol, entre os anos de 2000 e 2025, com foco direto nas temáticas de memórias biográficas, formação docente e a dimensão temporal do ensino. Foram excluídos materiais que não abordassem a docência ou que tratassem de memória em contextos não educacionais.

A análise dos dados seguiu a técnica de análise temática, permitindo a identificação dos principais conceitos, categorias e relações entre memórias biográficas e tempo de ensinar. Os conteúdos foram organizados em eixos temáticos correspondentes aos capítulos do artigo, a saber: fundamentos teóricos, construção do tempo de ensinar e implicações para a formação docente. A análise crítica considerou ainda as contribuições metodológicas e teóricas de autores como assegurando rigor científico e coerência na interpretação dos dados.

Como limitações, destaca-se que, por se tratar de uma revisão de literatura, a pesquisa dependeu da disponibilidade e acesso aos textos selecionados nas bases de dados consultadas, assim como da predominância de estudos nacionais, o que pode restringir a diversidade de perspectivas internacionais sobre o tema.

RESULTADOS E DISCUSSÃO

A revisão da literatura realizada evidenciou que as memórias biográficas desempenham papel fundamental na constituição da identidade docente e na construção subjetiva do tempo de ensinar. Os estudos analisados indicam que a memória não funciona apenas como um arquivo do passado, mas como um processo dinâmico que influencia as práticas pedagógicas e a organização do tempo dedicado à docência.

Segundo Bueno, Gonçalves, Rosa e Serra (2017), as memórias educacionais configuram-se como espaços formativos onde os professores articulam experiências pessoais e contextos sociais para ressignificar sua atuação. Essa perspectiva reforça a ideia de que as narrativas biográficas são ferramentas importantes para o autoconhecimento e para o desenvolvimento profissional, permitindo que o professor compreenda suas práticas em diálogo constante com sua trajetória de vida.

Gerke, Foerste e Souza (2022) acrescentam que as narrativas biográficas possibilitam uma construção do tempo de ensinar que vai além da simples contagem de horas, destacando a dimensão afetiva e simbólica que cada docente atribui à sua experiência. Os relatos de professores em formação mostram que o tempo escolar é percebido e organizado a partir de referências pessoais, o que impacta diretamente a gestão das atividades pedagógicas e o engajamento em sala de aula.

Soares e Guimarães (2021) destacam que as recordações-referência dos professores iniciantes evidenciam a influência das memórias na construção do tempo escolar, especialmente na maneira como os docentes equilibram os desafios da rotina e as expectativas profissionais. Tal equilíbrio revela-se essencial para a construção de uma prática pedagógica resiliente e flexível.

A análise dos textos de Passuelo et al. (2022) e Araújo Azevedo e Andrade Ataíde de Almeida (2022) reforça que o diálogo entre memórias e saberes, tanto na formação inicial quanto continuada, é fundamental para que os professores possam ressignificar seu tempo de ensino, alinhando suas experiências pessoais às demandas do contexto educacional atual.

Dessa forma, os resultados apontam para a importância de se reconhecer as memórias biográficas como um recurso pedagógico estratégico, capaz de enriquecer o processo de ensino-aprendizagem e de fortalecer a identidade profissional docente. A construção do tempo de ensinar emerge, portanto, como uma experiência singular, permeada por elementos históricos, culturais e afetivos que demandam atenção tanto na formação quanto na prática docente.

Os dados discutidos evidenciam que as memórias biográficas interferem significativamente na maneira como os professores vivenciam e organizam o tempo pedagógico, sugerindo a necessidade de práticas formativas que integrem essa dimensão subjetiva e valorizem as trajetórias individuais como fonte de conhecimento e transformação educacional.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

A presente revisão da literatura permitiu compreender que as memórias biográficas são elementos essenciais na construção do tempo de ensinar, influenciando profundamente a identidade e a prática docente. Os estudos analisados evidenciam que a memória não deve ser vista apenas como um registro do passado, mas como um processo ativo de ressignificação que orienta a organização e a vivência do tempo pedagógico.

As narrativas pessoais dos professores constituem-se em espaços formativos que articulam experiências vividas, saberes acumulados e contextos sociais, favorecendo o autoconhecimento e a reflexão crítica sobre a prática educativa. Essa dimensão subjetiva do tempo de ensinar revela que a docência é uma atividade dinâmica, marcada por processos afetivos, históricos e culturais que interferem na gestão do tempo em sala de aula e no relacionamento com os estudantes.

A integração entre memórias e saberes, especialmente durante a formação inicial e continuada, aparece como uma estratégia fundamental para fortalecer a identidade profissional e promover práticas pedagógicas mais conscientes e significativas. Valorizar as trajetórias biográficas dos professores contribui para a construção de um ensino que respeita as singularidades individuais e as demandas do contexto educacional.

Diante disso, recomenda-se que as instituições formadoras e os espaços de desenvolvimento profissional considerem as memórias biográficas como um recurso valioso para a reflexão e o aprimoramento docente, promovendo ambientes que incentivem o compartilhamento de experiências e a construção coletiva do conhecimento.

Portanto, esta pesquisa destaca a relevância de aprofundar estudos que explorem, de forma mais ampla e diversificada, a relação entre memória, identidade e tempo de ensinar, a fim de contribuir para uma educação mais humana, reflexiva e transformadora.

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Monteiro, Graziela da Rosa. Memórias biográficas e a construção do tempo de ensinar.International Integralize Scientific. v 5, n 50, Agosto/2025 ISSN/3085-654X

Referencias

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Disponível em: https://academic.oup.com/cid/article/67/7/1208/6141108.
Acesso em: 2024-09-03.

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n. 50
Memórias biográficas e a construção do tempo de ensinar

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