A descoberta da sexualidade na infância

THE DISCOVERY OF SEXUALITY IN CHILDHOOD

EL DESCUBRIMIENTO DE LA SEXUALIDAD EN LA INFANCIA

Autor

URL do Artigo

https://iiscientific.com/artigos/60B5AB

DOI

doi.org/10.63391/60B5AB

Melchor, Iara Azarias Maximo. A descoberta da sexualidade na infância. International Integralize Scientific. v 5, n 49, Julho/2025 ISSN/3085-654X

Resumo

Este artigo aprofunda a compreensão da sexualidade infantil como uma dimensão natural e intrínseca ao desenvolvimento humano, desmistificando a visão de que é um tema exclusivo da adolescência ou da vida adulta. A discussão explora como esse processo se manifesta por meio da exploração corporal (curiosidade sobre o próprio corpo e o do outro), da constituição da identidade (compreensão de si mesmo como ser sexuado) e da formação de relações afetivas (vínculos emocionais e sociais). Com base em uma abordagem qualitativa, teórico-bibliográfica e fundamentada na hermenêutica crítica, o estudo analisa a importância fundamental da mediação familiar e escolar. Ambas as esferas são apresentadas como espaços privilegiados para a construção de um ambiente acolhedor, dialógico e informativo. O texto enfatiza a necessidade premente de acolher as manifestações sexuais infantis com naturalidade, combater tabus históricos e preconceitos enraizados, e promover ambientes seguros e dialógicos que garantam o direito da criança de expressar e entender sua sexualidade. Essa abordagem é crucial para a formação integral e saudável das crianças, capacitando-as a desenvolver uma relação positiva e consciente com sua própria sexualidade e com o mundo ao seu redor.
Palavras-chave
sexualidade infantil; desenvolvimento humano; família; afetividade; educação sexual.

Summary

This article deepens the understanding of childhood sexuality as a natural and intrinsic dimension of human development, demystifying the view that it’s a topic exclusive to adolescence or adulthood. The discussion explores how this process manifests through bodily exploration (curiosity about one’s own body and that of others), the constitution of identity (understanding oneself as a sexual being), and the formation of affective relationships (emotional and social bonds). Based on a qualitative and theoretical-bibliographical approach, grounded in critical hermeneutics, the study analyzes the fundamental importance of family and school mediation. Both spheres are presented as privileged spaces for constructing a welcoming, dialogical, and informative environment. The text emphasizes the urgent need to naturally welcome children’s sexual manifestations, combat historical taboos and entrenched prejudices, and promote safe and dialogical environments that guarantee a child’s right to express and understand their sexuality. This approach is crucial for the integral and healthy formation of children, empowering them to develop a positive and conscious relationship with their own sexuality and with the world around them.
Keywords
childhood sexuality; human development; family; affectivity; sex education.

Resumen

Este artículo profundiza la comprensión de la sexualidad infantil como una dimensión natural e intrínseca al desarrollo humano, desmitificando la visión de que es un tema exclusivo de la adolescencia o la vida adulta. La discusión explora cómo este proceso se manifiesta a través de la exploración corporal (curiosidad sobre el propio cuerpo y el de los demás), la constitución de la identidad (comprensión de uno mismo como ser sexuado) y la formación de relaciones afectivas (vínculos emocionales y sociales). Basado en un enfoque cualitativo y teórico-bibliográfico, y fundamentado en la hermenéutica crítica, el estudio analiza la importancia fundamental de la mediación familiar y escolar. Ambas esferas se presentan como espacios privilegiados para la construcción de un ambiente acogedor, dialógico e informativo. El texto enfatiza la necesidad apremiante de acoger las manifestaciones sexuales infantiles con naturalidad, combatir tabúes históricos y prejuicios arraigados, y promover ambientes seguros y dialógicos que garanticen el derecho del niño a expresar y comprender su sexualidad. Este enfoque es crucial para la formación integral y saludable de los niños, capacitándolos para desarrollar una relación positiva y consciente con su propia sexualidad y con el mundo que los rodea.
Palavras-clave
sexualidad infantil. desarrollo humano. gamilia. afectividad. educación sexual.

INTRODUÇÃO

A infância constitui uma fase de intensas descobertas, curiosidades e transformações físicas, emocionais e sociais. Entre esses processos, destaca-se a vivência da sexualidade que, embora frequentemente negligenciada ou negada, manifesta-se desde os primeiros anos de vida. A sexualidade infantil não deve ser confundida com erotização precoce ou sexualização adulta, mas sim compreendida como uma dimensão natural do desenvolvimento humano, intrinsecamente ligada aos afetos, à identidade, à exploração corporal e às relações interpessoais.

Historicamente, a sexualidade na infância foi alvo de silenciamento, repressão ou tratada sob perspectivas moralistas e patologizantes. No entanto, autores pioneiros como Freud, Piaget e Wallon, e contemporâneos como Guacira Lopes Louro e Mary del Priore, foram fundamentais para desconstruir essa visão reducionista. Suas obras demonstram que a sexualidade infantil é parte integrante do amadurecimento cognitivo, afetivo e social da criança.

Compreender a descoberta da sexualidade na infância implica reconhecer os processos de construção da identidade, de percepção do corpo e de relação com o outro. Trata-se de um campo que exige cuidado, escuta qualificada e mediação consciente por parte dos adultos responsáveis — pais, educadores e profissionais da saúde — para que essa fase ocorra com segurança, respeito e acolhimento.

Este artigo tem como objetivo discutir criticamente os processos de descoberta da sexualidade na infância, analisando seus aspectos psíquicos, sociais e educacionais. A partir de uma abordagem qualitativa e teórico-bibliográfica, propõe-se refletir sobre a importância de ambientes seguros e dialógicos para o desenvolvimento saudável da sexualidade desde os primeiros anos de vida, combatendo tabus e promovendo a educação sexual como um componente essencial da formação humana.

DESENVOLVIMENTO

A SEXUALIDADE INFANTIL NA PERSPECTIVA DO DESENVOLVIMENTO HUMANO

A sexualidade na infância é uma dimensão legítima do desenvolvimento humano, manifestando-se por meio de gestos, curiosidades, descobertas corporais e relações afetivas. Desde muito cedo, as crianças iniciam a construção de noções sobre o corpo, o toque, o prazer, os sentimentos e os vínculos com o outro. Essa construção é multifatorial, sendo influenciada por elementos biológicos, culturais, sociais e emocionais, atravessada pelas experiências cotidianas.

Sigmund Freud, um dos pioneiros na tematização da sexualidade infantil, desafiou a crença tradicional de que ela surgia apenas na puberdade, afirmando sua presença desde a primeira infância. Em sua teoria do desenvolvimento psicossexual, propôs que a criança transita por fases (oral, anal, fálica, latência e genital) onde diferentes zonas corporais se tornam focos de interesse e busca por prazer.

Contemporaneamente, autores como Henri Wallon e Jean Piaget reforçam que a sexualidade se entrelaça intrinsecamente ao processo de constituição do eu, à percepção do outro e à formação da identidade. Portanto, abordar a sexualidade na infância não é antecipar práticas adultas, mas sim acolher a expressão corporal, afetiva e simbólica das crianças, respeitando seus tempos, curiosidades e necessidades.

DESCOBERTAS CORPORAIS E AFETIVIDADE NA INFÂNCIA

Durante a infância, a exploração do próprio corpo e a curiosidade sobre o corpo do outro são comportamentos comuns e naturais. Essa fase é rica em perguntas espontâneas, brincadeiras simbólicas e na busca por compreender diferenças anatômicas, sensações físicas e limites sociais. Quando mediadas com escuta atenta e naturalidade, essas manifestações representam importantes oportunidades educativas e formativas.

O contato da criança com o próprio corpo e a capacidade de nomear suas partes íntimas são elementos cruciais para o desenvolvimento da consciência corporal, da autonomia e da percepção de si como sujeito. A repressão ou o tratamento dessas descobertas com vergonha e punição podem associar o corpo ao erro ou ao pecado, gerando insegurança, confusão e potenciais bloqueios na vivência futura da sexualidade.

Além da dimensão corporal, a afetividade é central nesse processo. A construção de vínculos sólidos de amor, cuidado, proteção e pertencimento contribui para que a criança se sinta segura ao expressar sentimentos e estabelecer relações saudáveis. Conforme Mary del Priore (2011) aponta, “a infância é um território de afetos, onde o corpo fala antes das palavras e os gestos comunicam o que ainda não se sabe dizer”.

Cabe aos adultos — pais, educadores e cuidadores — reconhecer essas manifestações como naturais ao desenvolvimento e acolhê-las com respeito, garantindo à criança um ambiente onde ela possa crescer compreendendo seus sentimentos, seus limites, seu valor como sujeito e a importância do respeito a si e ao outro.

O PAPEL DA FAMÍLIA NA MEDIAÇÃO DA SEXUALIDADE INFANTIL

A família constitui o primeiro e mais significativo núcleo de formação emocional, moral e social da criança. É nesse espaço íntimo e afetivo que se iniciam os processos basilares de construção da identidade, dos vínculos e das percepções sobre o corpo e o mundo.

Infelizmente, ainda prevalece o desconforto, a negação ou a repressão das expressões da sexualidade infantil por parte de muitos adultos responsáveis. A vergonha, a falta de preparo ou a influência de tabus culturais que associam manifestações corporais infantis à malícia ou sexualização precoce levam muitos pais a evitar o tema.

Quando a criança não encontra na família um espaço seguro de escuta e diálogo, ela tende a buscar informações em fontes menos confiáveis ou internalizar sentimentos de culpa e inadequação em relação ao seu corpo e suas curiosidades.

É fundamental que os responsáveis compreendam que a educação sexual começa em casa e que não se resume a “ensinar sobre sexo”. Trata-se, antes de tudo, de possibilitar que a criança conheça o próprio corpo, aprenda a nomear sentimentos, reconheça situações de risco e desenvolva confiança para compartilhar dúvidas e vivências. Como apontam Oliveira e Arpini (2013), “a mediação familiar, quando sensível e presente, favorece o desenvolvimento de uma sexualidade saudável, protegida e afetiva”. Assim, a escuta ativa, o acolhimento empático e o respeito ao tempo de cada criança tornam-se atitudes educativas essenciais e protetivas no processo de descoberta da sexualidade.

A RESPONSABILIDADE DA ESCOLA E OS DESAFIOS DA FORMAÇÃO DOCENTE

A escola, como espaço ampliado de socialização, aprendizagem e construção de conhecimento, desempenha um papel igualmente essencial na formação da sexualidade infantil. Complementa e fortalece os processos iniciados na família, proporcionando vivências pedagógicas que promovem o respeito à diversidade, o cuidado com o corpo e a construção de relações interpessoais saudáveis.

Contudo, persistem significativos desafios nesse campo. Muitos educadores não se sentem devidamente preparados para lidar com as manifestações da sexualidade infantil, seja por carência de formação específica, receio de conflitos com as famílias ou por carregarem crenças pessoais que dificultam uma abordagem aberta e informativa do tema.

Trabalhar a sexualidade na escola não implica antecipar conteúdo ou incentivar práticas adultas, mas sim construir uma educação integral voltada ao bem-estar, ao respeito às diferenças e à valorização de si e do outro. Guacira Lopes Louro (2000) afirma que “educar sexualmente é também ensinar sobre limites, afetos e respeito”.

Desse modo, é urgente investir na formação docente continuada, fortalecer o diálogo e a parceria com as famílias e construir projetos pedagógicos que incluam a sexualidade de maneira transversal, ética, afetiva e consciente, alinhados aos documentos curriculares como os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN) e a Base Nacional Comum Curricular (BNCC), que reconhecem a sexualidade como tema a ser abordado na escola.

METODOLOGIA

Esta pesquisa caracteriza-se por sua natureza qualitativa, com abordagem teórico-bibliográfica. Teve como objetivo analisar criticamente a produção acadêmica que discute o desenvolvimento da sexualidade na infância sob diferentes perspectivas — psicológica, educacional, sociológica e histórica. A metodologia empregada fundamenta-se nos princípios da hermenêutica crítica, buscando interpretar e desvelar os sentidos subjacentes às produções textuais analisadas, relacionando-as ao contexto histórico, social e cultural em que foram produzidas.

As fontes primárias e secundárias utilizadas incluíram obras clássicas da psicanálise e da psicologia do desenvolvimento, bem como produções contemporâneas dos campos da pedagogia, dos estudos de gênero e da história da infância. O cruzamento dessas referências permitiu uma análise interdisciplinar do tema, evidenciando a complexidade da sexualidade infantil e a necessidade de uma abordagem educativa que integre o cuidado afetivo, o conhecimento científico e o compromisso ético com os direitos da criança.

RESULTADOS E DISCUSSÃO

A análise da literatura consultada reforça a premissa de que a sexualidade na infância é um processo natural e inerente ao desenvolvimento humano, manifestando-se através de descobertas corporais, expressões afetivas, curiosidades e interações sociais. Longe de ser uma questão restrita à puberdade, como historicamente concebido, a sexualidade infantil, nas perspectivas de autores como Freud, Wallon e Piaget, está intrinsecamente ligada à construção da identidade, à percepção do corpo e ao estabelecimento dos primeiros vínculos afetivos.

Os “resultados” da pesquisa bibliográfica indicam que a forma como os adultos, especialmente a família e a escola, lidam com essas manifestações tem profundo impacto. O silenciamento, a negação ou a repressão da sexualidade infantil podem gerar bloqueios emocionais, sentimento de culpa, insegurança e dificuldades na construção de uma relação saudável com o próprio corpo e com o outro. Tais posturas limitam a capacidade da criança de expressar sentimentos, reconhecer limites e identificar situações de risco, tornando-a mais vulnerável.

Por outro lado, a mediação consciente, informada e acolhedora — que envolve escuta ativa, diálogo aberto e respeito ao tempo da criança — favorece o desenvolvimento de uma sexualidade saudável, protegida e fundamentada no respeito. Autoras como Louro e Del Priore demonstram que a educação sexual, compreendida de forma ampla e não reducionista, é um pilar para o fortalecimento da autoestima, da autonomia e da capacidade de estabelecer relações interpessoais baseadas no afeto e no respeito mútuo ao longo da vida. A discussão aponta, portanto, para a urgência de desmistificar a sexualidade infantil, reconhecendo-a como um componente vital da formação humana que exige responsabilidade e preparo dos adultos envolvidos em sua educação. A análise bibliográfica, guiada pela hermenêutica crítica, permitiu desvelar como as construções sociais e culturais influenciam a percepção e a abordagem da sexualidade na infância, reforçando a necessidade de uma práxis educativa transformadora que supere tabus e promova o bem-estar integral da criança.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Conclui-se que a descoberta da sexualidade na infância é um processo natural, complexo e fundamental para a formação integral do indivíduo. Longe de ser uma questão restrita ao âmbito biológico ou reprodutivo, ela se manifesta como uma dimensão afetiva, identitária e social, presente desde os primeiros anos de vida.

A família e a escola emergem como espaços primordiais e complementares nesse percurso, sendo essenciais para promover o acolhimento, a escuta ativa e a proteção necessárias para um desenvolvimento saudável. A superação dos tabus históricos e culturais em torno da sexualidade infantil e o investimento na formação adequada de pais e educadores são desafios urgentes.

A educação sexual na infância, fundamentada em valores éticos, afetivos e baseada no conhecimento científico, não se trata de antecipar experiências, mas sim de equipar a criança com autonomia, consciência de si, capacidade de reconhecer e expressar seus sentimentos e limites, e habilidade para construir relações interpessoais saudáveis e respeitosas. Promover ambientes seguros e dialógicos é, portanto, um compromisso ético e pedagógico indispensável para garantir o pleno desenvolvimento e o bem-estar da criança em sua totalidade.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

BRASIL. Ministério da Educação. Parâmetros Curriculares Nacionais: temas transversais — ética, pluralidade cultural, meio ambiente, saúde, orientação sexual. Brasília: MEC/SEF, 1998. 

BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular. Brasília: MEC, 2018. 

DEL PRIORE, Mary. Histórias íntimas: sexualidade e erotismo na história do Brasil. São Paulo: Planeta, 2011. 

FREUD, Sigmund. Três ensaios sobre a teoria da sexualidade. São Paulo: Companhia das Letras, 2016. 

LOURO, Guacira Lopes. Gênero, sexualidade e educação: uma perspectiva pós-estruturalista. Petrópolis: Vozes, 1997. 

LOURO, Guacira Lopes. Pedagogias da sexualidade. Belo Horizonte: Autêntica, 2000. 

OLIVEIRA, Tânia Mara Galli de; ARPINI, Dênis Michel. Sexualidade e desenvolvimento humano: a importância do diálogo na família. Psicologia & Sociedade, v. 25, n. 2, p. 470-479, 2013. 

PIAGET, Jean. O julgamento moral na criança. São Paulo: Summus, 1994. 

WALLON, Henri. A evolução psicológica da criança. São Paulo: Martins Fontes, 2007.

Melchor, Iara Azarias Maximo. A descoberta da sexualidade na infância.International Integralize Scientific. v 5, n 49, Julho/2025 ISSN/3085-654X

Referencias

Vivian Caroline Coraucci.
BAILEY, C. J.; LEE, J. H.
Management of chlamydial infections: A comprehensive review.
Clinical infectious diseases.
v. 67
n. 7
p. 1208-1216,
2021.
Disponível em: https://academic.oup.com/cid/article/67/7/1208/6141108.
Acesso em: 2024-09-03.

Share this :

Edição

v. 5
n. 49
A descoberta da sexualidade na infância

Área do Conhecimento

O PLANTIO E O CULTIVO DE HORTALIÇAS NA ESCOLA
Cultivo; nutrição; custo flexível
Educação emocional na primeira infância: O alicerce para a resiliência na vida adulta
educação emocional; primeira infância; resiliência; terapia cognitivo-comportamental; disciplina positiva.
Gestão participativa e cultura democrática: Um estudo sobre os impactos da escuta ativa na tomada de decisões escolares
gestão participativa; cultura democrática; escuta ativa; tomada de decisão escolar; comunicação dialógica
Os caminhos do cérebro na primeira infância: Contribuições da neurociência para o processo de alfabetização
neurociência; aprendizagem infantil; alfabetização; emoção; plasticidade cerebral.
Jogos como ferramenta de alfabetização: A contribuição do programa recupera mais Brasil
jogos educativos; alfabetização; programa recupera mais Brasil.
Amor patológico, dependência afetiva e ciúme patológico: Uma revisão abrangente da literatura científica
amor patológico; dependência afetiva; ciúme patológico; comportamento; psicologia.

Últimas Edições

Confira as últimas edições da International Integralize Scientific

feat-jan

Vol.

6

55

Janeiro/2026
feat-dez

Vol.

5

54

Dezembro/2025
feat-nov

Vol.

5

53

Novembro/2025
feat-out

Vol.

5

52

Outubro/2025
Setembro-F

Vol.

5

51

Setembro/2025
Agosto

Vol.

5

50

Agosto/2025
Julho

Vol.

5

49

Julho/2025
junho

Vol.

5

48

Junho/2025