Metodologias ativas na escola e disrupção da educação padronizada

ACTIVE METHODOLOGIES IN SCHOOL AND DISRUPTION OF STANDARDIZED EDUCATION

METODOLOGÍAS ACTIVAS EN LA ESCUELA Y ALTERACIÓN DE LA EDUCACIÓN ESTANDARIZADA

Autor

URL do Artigo

https://iiscientific.com/artigos/62A538

DOI

doi.org/10.63391/62A538

Lucas, Ana Paula Mendonça. Metodologias ativas na escola e disrupção da educação padronizada. International Integralize Scientific. v 5, n 49, Julho/2025 ISSN/3085-654X

Resumo

Este artigo é o resultado de reflexões a respeito de metodologias ativas na educação. Com base no referencial teórico analisado, compreende-se que é necessário reorganizar os espaços de ensino e aprendizagem, repensar metodologias e elaborar projetos curriculares que respondam ao avanço de uma sociedade pluralizada, que apresenta demandas cuja educação padronizada e constituída por processos que ignoram a individualização da experiência cognitiva, não consegue mais atender. Em termos metodológicos, trata-se de uma revisão bibliográfica, descritiva e exploratória, realizada nos artigos de Barbosa e Moura (2013), Móran (2015), Britto (2018), Amaral, Martins e Mariano (2020), Murr e Ferrari (2020), Marquesi e Aguiar (2021), Trindade (2022), Duque et al. (2023) e Cunha et al. (2024). Conclui-se que o uso de metodologias ativas de aprendizagem é uma caminho inevitável no contexto escolar, uma vez que a necessidade de inovações pedagógicas é perene. Nesse sentido, a utilização de metodologias ativas na educação é defendida pelo caráter multidisciplinar das ações metodológicas que são construídas a partir de um cruzamento curricular e prático entre áreas do conhecimento, disciplinas e profissionais, e pelo envolvimento dos estudantes que passam a ser sujeitos ativos na construção do conhecimento.
Palavras-chave
inovação educacional; metodologia; ensino e aprendizagem.

Summary

This article is the result of reflections on active methodologies in education. Based on the theoretical framework analyzed, it is understood that it is necessary to reorganize teaching and learning spaces, rethink methodologies and develop curricular projects that respond to the advancement of a pluralized society, which presents demands that standardized education, constituted by processes that ignore the individualization of cognitive experience, can no longer meet. In methodological terms, this is a bibliographic, descriptive and exploratory review, carried out in the articles by Barbosa and Moura (2013), Móran (2015), Britto (2018), Amaral, Martins and Mariano (2020), Murr and Ferrari (2020), Marquesi and Aguiar (2021), Trindade (2022), Duque et al. (2023) and Cunha et al. (2024). It is concluded that the use of active learning methodologies is an inevitable path in the school context, since the need for pedagogical innovations is perennial. In this sense, the use of active methodologies in education is defended by the multidisciplinary nature of the methodological actions that are constructed from a curricular and practical intersection between areas of knowledge, disciplines and professionals, and by the involvement of students who become active subjects in the construction of knowledge.
Keywords
educational innovation; methodology; teaching and learning.

Resumen

Este artículo es el resultado de reflexiones sobre las metodologías activas en educación. A partir del marco teórico analizado, se entiende que es necesario reorganizar los espacios de enseñanza y aprendizaje, repensar las metodologías y desarrollar proyectos curriculares que respondan al avance de una sociedad pluralizada, que presenta demandas que la educación estandarizada, constituida por procesos que desconocen la individualización de la experiencia cognitiva, ya no puede atender. En términos metodológicos, se trata de una revisión bibliográfica, descriptiva y exploratoria, realizada en los artículos de Barbosa y Moura (2013), Móran (2015), Britto (2018), Amaral, Martins y Mariano (2020), Murr y Ferrari (2020), Marquesi y Aguiar (2021), Trindade (2022), Duque et al. (2023) y Cunha et al. (2024). Se concluye que el uso de metodologías activas de aprendizaje es un camino inevitable en el contexto escolar, ya que la necesidad de innovaciones pedagógicas es perenne. En este sentido, la utilización de metodologías activas en la educación se defiende por el carácter multidisciplinar de las acciones metodológicas que se construyen a partir de una intersección curricular y práctica entre áreas de conocimiento, disciplinas y profesionales, y por la implicación del alumnado que se convierte en sujeto activo en la construcción del conocimiento.
Palavras-clave
innovación educativa; metodología; enseñanza y aprendizaje.

INTRODUÇÃO

Em uma sociedade altamente tecnológica e globalizada como é a atual, o ensino escolar e a qualificação profissional devem passar por processos de ensino e aprendizagem que sejam disruptivos de práticas educacionais de caráter tradicionalista e isonômico, uma vez que “o estado do desenvolvimento econômico do país requer da formação de capital humano que se domine habilidades de pensamento superior, tais como, resolução criativa de problemas e colaboração” (Britto, 2018, p. 17). 

Contudo, em todo o mundo ainda existe uma diversidade de cenários e práticas escolares que ignoram a pluralidade cultural e as necessidades do mercado de trabalho, e o acesso limitado a recursos orçamentários dificulta a promoção da modernização de currículos e práticas pedagógicas. Investigar  a utilização de metodologias ativas na educação ajuda a admitir que tais metodologias não estão disponíveis na realidade de inúmeros alunos e professores (Cunha et al., 2024). 

Nesse sentido, é necessário fomentar, ainda que lentamente, uma disrupção da educação formal, uma vez que a evolução é latente e inevitável.

A educação formal está num impasse diante de tantas mudanças na sociedade: como evoluir para tornar-se relevante e conseguir que todos aprendam de forma competente a conhecer, a construir seus projetos de vida e a conviver com os demais. Os processos de organizar o currículo, as metodologias, os tempos e os espaços precisam ser revistos. A escola padronizada, que ensina e avalia a todos de forma igual e exige resultados previsíveis, ignora que a sociedade do conhecimento é baseada em competências cognitivas, pessoais e sociais, que não se adquirem da forma convencional e que exigem proatividade, colaboração, personalização e visão empreendedora (Morán, 2015, p.16). 

O objetivo geral deste artigo é refletir acerca do que são metodologias ativas, compreendidas aqui como métodos pedagógicos de aprendizagem diretamente relacionados com a ampla participação do aluno nos processos de ensino, dentro e fora da sala de aula convencional, promovendo estímulos cognitivos diversos e direcionados ao conhecimento que deve ser adquirido. Como objetivos específicos tem-se a abordagem de exemplos de metodologias ativas. 

A prática de metodologias ativas na educação está aliada à utilização de tecnologias, em específico, de Tecnologias da Informação e Comunicação (TICs), o que fomenta a participação do aluno no processo, e a combinação de tecnologia e metodologia ativa expande horizontes físicos e virtuais, além de ampliar exponencialmente o acesso ao conhecimento (Duque et al., 2023). 

É preciso acompanhar a evolução sociocultural e tecnológica da atualidade. Neste contexto, a adoção de uma pedagogia digital, amparada pela produção de pesquisas acadêmicas e científicas que apresentam resultados positivos com relação ao uso de TICs, contribui para a transformação dos ambientes de ensino e aprendizagem e reformulação dos agentes envolvidos. 

Em relação à metodologia escolhida, a pesquisa consiste em uma revisão bibliográfica descritiva e qualitativa, feita nas pesquisas de Barbosa e Moura (2013), Móran (2015), Britto (2018), Amaral, Martins e Mariano (2020), Murr e Ferrari (2020), Marquesi e Aguiar (2021), Trindade (2022), Duque et al. (2023) e Cunha et al. (2024), por meio da qual compreendeu-se que a utilização de metodologias ativas já é uma realidade com a combinação de TICs para fomentar o acesso a informações e a experiências em novos formatos e cenários, fazendo com que o aluno se torne agente na dinâmica do aprender, e o professor passe a ser mediador no ato de ensinar. 

DESENVOLVIMENTO

Os autores Barbosa e Moura (2013, p. 50) compreendem que o uso de metodologias ativas de aprendizagem é uma caminho inevitável no contexto escolar, uma vez que, “atualmente, uma caraterística predominante nos diversos atores do contexto educacional é a expectativa crescente de mudanças (…) que façam alguma diferença na educação de nossos jovens”. Sua conceituação não se dá pelo encerramento de uma reflexão unilateral, mas pelo caráter multidisciplinar das ações metodológicas que são construídas a partir de um cruzamento curricular e prático entre áreas do conhecimento, disciplinas e profissionais, e pelo envolvimento dos alunos que passam a ser sujeitos ativos na construção do conhecimento. 

Em época pretérita, quando o acesso à informação era dificultoso, a transmissão de conhecimento pelos métodos tradicionais era inevitável, bem como uma relação entre professor e aluno pautada por um alto grau de dependência. Contudo, a revolução tecnológica e a internet democratizaram o acesso ao conhecimento, romperam fronteiras, e promoverem ampla integração e divulgação de materiais, cursos, bases de dados, notícias, e mídias diversas. 

A educação formal é cada vez mais blended, misturada, híbrida, porque não acontece só no espaço físico da sala de aula, mas nos múltiplos espaços do cotidiano, que incluem os digitais. O professor precisa seguir comunicando-se face a face com os alunos, mas também digitalmente, com as tecnologias móveis, equilibrando a interação com todos e com cada um (Morán, 2015, p.16). 

Nesse contexto, os autores Cunha et al. (2024) afirmam que a utilização de metodologias ativas na seara da educação é um caminho que proporciona uma evolução de caráter tecnológico na prática pedagógica. É necessário reorganizar os espaços de ensino e aprendizagem, repensar metodologias, e elaborar projetos curriculares que respondam ao avanço de uma sociedade pluralizada, que apresenta demandas cuja educação padronizada não consegue mais atender, uma vez que é constituída por processos que ignoram a individualização da experiência cognitiva. 

A metodologia adotada no ensino de um determinado tema deve provocar no aluno uma resposta intelectual condizente com o que se espera que o  aluno aprenda, e demonstre como resultado do aprendizado. Morán (2015, p.18) esclarece que é preciso adotar metodologias que convidem os alunos a desenvolver atividades que fomentem a proatividade e a tomada de decisões, com o uso de materiais criativos e inovadores, pois se “eles precisam experimentar inúmeras novas possibilidades de mostrar sua iniciativa (…). Os desafios bem planejados contribuem para mobilizar as competências desejadas (…)”. 

Referente a adoção de um conceito objetivo acerca do que são metodologias ativas, é preciso esclarecer que a aprendizagem ativa está diretamente relacionada com a ampla participação do aluno nos processos de ensino e aprendizagem, dentro e fora da sala de aula convencional, e que irá provocar estímulos cognitivos na medida em que o aluno for provocado a ler, escrever, criar, analisar, resolver problemas de diversos níveis de dificuldade, interpretar, construir, propor e reformular, ou seja, ao aluno deve ser dada a oportunidade de envolvimento, ocupação e reflexão intelectual. 

Assim sendo, metodologias ativas de aprendizagem podem ser definidas, de forma sucinta, como práticas metodológicas de caráter pluridisciplinar que promovem a aprendizagem por meio de interações concretas entre o aluno e o objeto do conhecimento, envolvendo sentidos e construções mentais (Cunha et al., 2024). Ao aluno é dada a oportunidade de interação em diversos níveis cognitivos, a fim de se que o mesmo participe ativamente da construção do próprio conhecimento, e o professor terá sua função ressignificada para atuar como facilitador dos processos educacionais, um orientador que contribui e supervisiona. 

Partindo do entendimento Duque et al. (2023) de que, atualmente, a prática de metodologias ativas em sala de aula está aliada à utilização de tecnologias, de TICs em específico, o que fomenta a participação do aluno no processo de aprendizagem, a combinação de tecnologia e metodologia ativa expande horizontes, físicos e virtuais, além de ampliar exponencialmente o acesso ao conhecimento.

A esse respeito, os autores Duque et al. (2023, p.4) afirmam que as  “TICs   geraram   novas   formas   de  comunicação, pensamento, trabalho, relacionamento, aprendizagem e vida, criando alternativas de comunicação e ampliando as possibilidades de acesso à informação”. O uso de TICs revoluciona a prática pedagógica na medida em que a atuação dos agentes envolvidos no processo de ensino e aprendizagem, ou seja, professores e alunos, passa a ser mais dinâmica e inventiva. 

No  contexto  contemporâneo,  a  centralidade  do  professor  no  processo  de  ensino passou  a  ser  questionada  de  forma  mais  intensa  a  partir  do  momento  em  que  as  TICs permitiram o acesso gratuito a informações e conteúdo de qualidade, e em abundância, para  qualquer   interessado,   criando,   assim,   espaço   para   a   desenvolvimento de metodologias  mais  ativas,  em  que  o  aluno  se  torne  protagonista  e  assuma mais responsabilidade sobre seu processo de aprendizagem. (Duque et al., p. 3, 2023).

Esses mesmos autores, que defendem a prática nas escolas do que denominam de pedagogia digital e apontam diversos exemplos da combinação entre metodologias ativas e TICs, tais como: sala de aula invertida, que consiste na realização de eventos, até então praticados no espaço de uma sala de aula convencional, fora da sala de aula e vice-versa; Aprendizagem baseada em projetos, na qual problemas e questões realísticas são avaliadas de forma colaborativa na busca por soluções; Aprendizagem por jogos, por meio dos quais o aluno assume a posição de jogador que explora um sistema dinâmico e construtivista (Duque et al., 2023). 

A tecnologia deve atuar como facilitadora no envolvimento dos alunos e na busca por conhecimento. Nesse contexto, o chamado Design Thinking é um exemplo de prática metodológica ativa, caracterizada pelas etapas de descoberta, interpretação, ideação, experimentação e evolução.  

Design Thinking representa o “Design do Pensar” ou “Pensamento de Design”. (…) Este tipo de metodologia reconhece o professor como aprendente que compartilha e constrói saberes que emergem das teorias e as práticas cotidianas, advindas de seu contexto e realidade, das situações-problemas e do relacionamento interpessoal. (…) O DT se espalhou como um método inovador em áreas como negócios, publicidade e tecnologia. Entrou no espaço educacional como a mesma marca (Trindade, 2022, p.35).

Com base na leitura e reflexão do trabalho de Trindade (2022), o Design Thinking (DT) pode ser compreendido na seara da educação, como uma metodologia que fomenta a inovação, a criatividade e que coloca o aluno no centro da resolução dos problemas, além de ser considerado uma estratégia de aprendizagem aplicada no desenvolvimento de projetos que podem ser semestrais ou anuais, o Design Thinking é uma proposta metodológica muito versátil, que pode ser utilizada em diversos contextos e no estudo e mediação de temas interdisciplinares. 

A autora Britto (2018, p.30) esclarece que o DT “desenvolve a capacidade dos estudantes na resolução de um determinado problema: (…), sustenta o desenvolvimento cognitivo e apresenta um pensamento peculiar construtivo, chamado de raciocínio abdutivo”. O DT permite que se desenvolvam  muitas habilidades de pensamento não verbal e comunicação.

Outra prática muito utilizada em diversos países e nas mais diferentes áreas do conhecimento é a Aprendizagem Baseada em Problemas (ABP), originalmente prevista no currículos dos cursos de medicina, em 1969 no Canadá. Foi desenvolvida com o intuito de aprimorar a formação profissional, e em sua metodologia “são utilizados problemas reais ou simulados com o objetivo de estimular o estudo de determinados conteúdos, para que os estudantes (…) proponham de forma conjunta alternativas de solução para o problema” (Cunha et al., 2024, p.13). 

Por sua vez, os autores Murr e Ferrari (2020) apresentam a Gamificação como um recurso metodológico que estimula o pensamento sistemático do ato de jogar, só que em uma situação real, ou seja, os alunos não estão jogando, mas se valem de elementos característicos dos jogos criam um ambiente motivacional, e são engajados a resolver problemas simulados, que necessitam da mecânica dos jogos para serem resolvidos. Utilizam-se da estética, a estrutura, e estratégias e a forma de raciocinar, tendo como resultado tanto a motivação, o desenvolvimento de habilidades de resolução de problemas e a aprendizagem. 

Aliando-se à ideia de gamificação, Amaral, Martins e Mariano (2020) mencionam a utilização de Role Playing Games (RPGs) ou jogo de interpretação de personagens, no qual se elabora uma narrativa como se fosse um teatro improvisado, e conta com um diretor que vai explicando o desenrolar de uma trama, e de jogadores que modificam a história na medida em que cada um interpreta um personagem. “O RPG é um trabalho que precisa ser resolvido cooperativamente, de forma que no jogo não existem vencedores, pois todos se unem para uma finalidade comum. Os enredos são compostos por um conjunto de situações-chave (…)” (Amaral; Martins; Mariano, 2020, p. 38), e os estudantes são protagonistas do conhecimento. 

Ainda como exemplo, tem-se a metodologia ativa da Instrução por Colegas (IpC), que é “caracterizada pela aprendizagem por meio de debates entre os alunos, que são estimulados por questões teóricas de múltipla escolha voltadas para identificar suas dificuldades e gerar reflexões sobre conceitos desafiadores” (Marquesi e Aguiar, 2021, p. 142). Nessa metodologia o uso de tecnologias possibilita o envio e a análise das respostas de forma imediata.

Em termos sucintos, todos os exemplos mencionados pelos autores referenciados, corroboram o fato de que o uso de metodologias ativas no ensino e aprendizagem permite que o aluno adote o papel de protagonista no alcance de conhecimentos, experiências e vivências que venham a ser sedimentadas em seu intelecto de forma mais profunda, uma vez que sua capacidade de cognição crítico-reflexiva é acionada. 

É necessário ressaltar que o uso de tecnologia é indispensável para modernização de espaços, tempos, métodos e experiências, promovendo uma disrupção na chamada educação formal, que passa a ser cada vez mais provocada a rever currículos e a repensar a forma de atuação dos professores. Ademais, pesquisas de caráter acadêmico e cientifico devem ser promovidas para investigar, discutir e publicizar a utilização das metodologias ativas, conforme defendem os autores Cunha et al. (2024) que realizaram um estudo exploratório para identificar de que modo essas metodologias estão sendo apresentadas na literatura específica. 

No Portal de periódicos da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES), uma importante biblioteca digital, Cunha et al. (2024, p.19) coletaram dados referentes ao primeiro semestre de 2021, e após aplicação de determinados critérios de inclusão e exclusão, foram analisados 50 artigos, publicados entre os anos de 2010 a 2021/1ºs, e os resultados apontaram para “um crescimento substancial nas pesquisas sobre metodologias ativas entre 2017 e 2021, indicando um interesse pelo tema por parte de pesquisadores e educadores, especialmente em determinadas áreas de conhecimento”. 

CONSIDERAÇÕES FINAIS 

Para realização deste artigo, realizou-se breve revisão bibliográfica descritiva e exploratória que permitiu apresentar algumas reflexões a respeito da utilização de metodologias ativas no âmbito escolar, e sua relação com a tecnologia, para fins de protagonismo do aluno na busca pela participação ativa na construção do conhecimento. 

Em termos gerais, os exemplos de metodologia ativa pesquisados aliam-se à tecnologia para fomentar  a criatividade, a inovação e a construção de projetos por meio dos quais o aluno participa de atividade de todas as fases, o que rompe com o modelo tradicional de ensino e avaliação, pautado na exposição unilateral de conhecimentos por parte do professor e na aprendizagem passiva por parte do aluno. 

Trata-se da utilização de uma aprendizagem participativa, capaz de ressignificar o papel dos agentes escolares, colocando o aluno como sujeito ativo na construção de valores e experiências, e utilizando a tecnologia para reestruturar espaços de ensino e convivência, fornecer equipamentos que permitam o acesso à informação de forma célere e pluridisciplinar, rompendo com a padronização dos processos de ensino, aprendizagem e avaliação. 

Ainda que as pesquisas demonstrem que o assunto tem sido foco de grande interesse, sugere-se a investigação de novos temas relacionados ao uso de metodologia ativa no ensino e aprendizagem.  

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

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BRITTO, R. M. G. R, de. Contribuições do design thinking para a formação docente: planejamento de atividade de ensino e aprendizagem. Orientadora: Helaine Sivini Ferreira. 2018. Tese (Doutorado em Ensino das Ciências) – Universidade Federal Rural de Pernambuco, Recife, PE, 2018. Disponível em: http://www.tede2.ufrpe.br:8080/tede2/handle/tede2/8351/. Acesso em: 20 mai. 2025. 

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DUQUE, R. C. S.; SANTANA, L. S.; NASCIMENTO, J. L. A.; Vale, R. F.; BRANDÃO, M. D.; DANTAS, J. L.; Santos, A. A. Metodologias ativas e as tecnologias educacionais: em defesa de uma pedagogia digital. Revista Educação, Humanidades e Ciências Sociais, [s. l.], v.07, n.13, 2023. Disponível em: https://periodicos.educacaotransversal.com.br/index.php/rechso/article/view/69/68/. Acesso em: 20 mai. 2025. 

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Lucas, Ana Paula Mendonça. Metodologias ativas na escola e disrupção da educação padronizada.International Integralize Scientific. v 5, n 49, Julho/2025 ISSN/3085-654X

Referencias

Vivian Caroline Coraucci.
BAILEY, C. J.; LEE, J. H.
Management of chlamydial infections: A comprehensive review.
Clinical infectious diseases.
v. 67
n. 7
p. 1208-1216,
2021.
Disponível em: https://academic.oup.com/cid/article/67/7/1208/6141108.
Acesso em: 2024-09-03.

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Metodologias ativas na escola e disrupção da educação padronizada

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