Clorexidina VS. escovação mecânica na higiene oral hospitalar.

CHLORHEXIDINE VS. MECHANICAL BRUSHING IN HOSPITAL ORAL HYGIENE

CLORHEXIDINA VS. CEPILLADO MECÁNICO EN LA HIGIENE ORAL HOSPITALARIA

Autor

URL do Artigo

https://iiscientific.com/artigos/8CE2C7

DOI

doi.org/10.63391/8CE2C7

Colloca, Marcelo Macahiba . Clorexidina VS. escovação mecânica na higiene oral hospitalar.. International Integralize Scientific. v 5, n 47, Maio/2025 ISSN/3085-654X

Resumo

A higiene oral em pacientes hospitalizados, especialmente em Unidades de Terapia Intensiva (UTI), é crucial para prevenir complicações como a pneumonia associada à ventilação mecânica (PAVM). Tradicionalmente, a clorexidina tem sido o antisséptico padrão-ouro devido à sua eficácia antimicrobiana. No entanto, a literatura recente questiona se seu uso isolado é suficiente, apontando para os benefícios da associação com a remoção mecânica do biofilme através da escovação dental.Estudos comparativos indicam que a combinação de clorexidina com escovação mecânica demonstra maior eficácia na redução da colonização bacteriana na orofaringe em comparação ao uso isolado do antisséptico. Embora ambos os métodos apresentem bom perfil de segurança, a abordagem combinada mostra uma tendência mais consistente na redução da incidência de PAVM, provavelmente devido à sinergia entre a desorganização física do biofilme pela escovação e a ação química residual da clorexidina. Contudo, o impacto em desfechos maiores como mortalidade ou tempo de internação ainda é incerto e requer mais estudos robustos. Diante das evidências atuais, o protocolo combinado (escovação mecânica seguida de clorexidina) emerge como a abordagem preferencial para a higiene oral de pacientes críticos dependentes, sendo recomendado por diversas diretrizes. A implementação eficaz exige protocolos institucionais claros, treinamento da equipe multidisciplinar e monitoramento contínuo, adaptando a prática às necessidades individuais e aos recursos disponíveis, visando sempre a segurança e a melhoria dos desfechos clínicos.
Palavras-chave
odontologia hospitalar; UTI; Clorexidina; PAVM; protocolos clínicos.

Summary

Oral hygiene in hospitalized patients, especially in Intensive Care Units (ICU), is crucial to prevent complications such as ventilator-associated pneumonia (VAP). Traditionally, chlorhexidine has been the gold standard antiseptic due to its antimicrobial efficacy. However, recent literature questions whether its isolated use is sufficient, pointing to the benefits of the association with mechanical biofilm removal through tooth brushing.Comparative studies indicate that the combination of chlorhexidine with mechanical brushing demonstrates greater effectiveness in reducing bacterial colonization in the oropharynx compared to the isolated use of the antiseptic. Although both methods have a good safety profile, the combined approach shows a more consistent trend in reducing the incidence of VAP, probably due to the synergy between the physical disorganization of the biofilm by brushing and the residual chemical action of chlorhexidine. However, the impact on major outcomes such as mortality or length of stay is still uncertain and requires more robust studies.Given current evidence, the combined protocol (mechanical brushing followed by chlorhexidine) emerges as the preferred approach for oral hygiene in critically dependent patients, being recommended by several guidelines. Effective implementation requires clear institutional protocols, multidisciplinary team training and continuous monitoring, adapting practice to individual needs and available resources, always aiming for safety and improving clinical outcomes.
Keywords
hospital dentistry; ICU; Chlorhexidine; PAVM; clinical protocols.

Resumen

La higiene bucal en pacientes hospitalizados, especialmente en Unidades de Cuidados Intensivos (UCI), es crucial para prevenir complicaciones como la neumonía asociada a ventilador (NAV). Tradicionalmente, la clorhexidina ha sido el antiséptico de referencia debido a su eficacia antimicrobiana. Sin embargo, la literatura reciente cuestiona si su uso aislado es suficiente, señalando los beneficios de la asociación con la eliminación mecánica de biopelículas mediante el cepillado dental.Estudios comparativos indican que la combinación de clorhexidina con cepillado mecánico demuestra mayor eficacia para reducir la colonización bacteriana en la orofaringe en comparación con el uso aislado del antiséptico. Aunque ambos métodos tienen un buen perfil de seguridad, el enfoque combinado muestra una tendencia más consistente en reducir la incidencia de NAV, probablemente debido a la sinergia entre la desorganización física del biofilm por el cepillado y la acción química residual de la clorhexidina. Sin embargo, el impacto sobre resultados importantes como la mortalidad o la duración de la estancia hospitalaria aún es incierto y requiere estudios más sólidos.Dada la evidencia actual, el protocolo combinado (cepillado mecánico seguido de clorhexidina) emerge como el enfoque preferido para la higiene bucal en pacientes críticamente dependientes, siendo recomendado por varias guías. La implementación efectiva requiere protocolos institucionales claros, capacitación de equipos multidisciplinarios y monitoreo continuo, adaptando la práctica a las necesidades individuales y a los recursos disponibles, buscando siempre la seguridad y la mejora de los resultados clínicos.
Palavras-clave
odontología hospitalaria; UCI; Clorhexidina; PAVM; protocolos clínicos.

INTRODUÇÃO

A higiene oral em pacientes hospitalizados, particularmente aqueles em Unidades de Terapia Intensiva (UTI), é um componente crítico da assistência à saúde, essencial para prevenir infecções secundárias e promover melhores desfechos clínicos. Pacientes em estado crítico frequentemente apresentam vulnerabilidade aumentada e incapacidade de realizar a própria higiene bucal, o que eleva o risco de complicações graves, como a pneumonia associada à ventilação mecânica (PAVM) – uma das principais causas de morbidade e mortalidade em UTIs (Revista Saúde Coletiva, 2022).

Historicamente, a clorexidina tem sido o agente antisséptico de escolha (padrão-ouro) para a descontaminação oral nesses pacientes, devido à sua comprovada eficácia na redução da carga bacteriana. Contudo, a literatura científica recente tem enfatizado a importância de não depender exclusivamente de agentes químicos. Há um crescente corpo de evidências sugerindo que a combinação da clorexidina com métodos de remoção mecânica do biofilme, como a escovação dental, pode oferecer resultados superiores no controle da microbiota oral e na prevenção de infecções respiratórias, especialmente em pacientes intubados ou com longa permanência na UTI (CFO, 2023; RBTI, 2018).

Essa evolução levanta uma questão fundamental para a prática clínica: qual protocolo de higiene oral oferece maior eficácia para pacientes críticos impossibilitados de realizar a auto-higiene? Seria a aplicação isolada da clorexidina suficiente, ou a sua associação com a escovação mecânica representa uma abordagem superior? A resposta exige uma análise cuidadosa das evidências clínicas e experimentais mais atuais, considerando as particularidades de cada paciente e o ambiente da UTI.

O objetivo central deste estudo é, portanto, avaliar e comparar, com base nas melhores evidências científicas disponíveis, a efetividade do uso exclusivo da clorexidina versus sua associação com a escovação mecânica como protocolo de higiene oral para pacientes internados em UTIs. Serão explorados os fundamentos teóricos de cada abordagem, revisados estudos relevantes e analisadas as recomendações de diretrizes atuais para determinar a prática mais segura e eficaz.

REVISÃO DA LITERATURA

A higiene oral em pacientes de UTI é crucial para prevenir infecções hospitalares, especialmente a PAVM. Pacientes críticos, sobretudo os intubados, são mais suscetíveis à colonização por patógenos orais devido à imunossupressão e incapacidade de auto-higiene (Revista Saúde Coletiva, 2022; Silva et al., 2023).

Os protocolos tradicionais combinam métodos mecânicos (escovação, aspiração) e químicos (clorexidina 0,12% a 2%). A clorexidina é o padrão-ouro pela sua capacidade de reduzir o biofilme (Silva et al., 2023; Bacci et al., 2023). No entanto, a falta de padronização na frequência, concentração e técnica de escovação gera variabilidade nos resultados (Bacci et al., 2023).

Revisões sistemáticas indicam que a combinação de antissépticos e limpeza mecânica é mais eficaz na redução da colonização microbiana e da incidência de PAVM (Silva et al., 2023; Oliveira et al., 2022). A negligência ou execução inadequada aumenta o risco de infecções nosocomiais (Oliveira et al., 2022).

Os desafios incluem a heterogeneidade das recomendações, dificuldades técnicas em pacientes com dispositivos invasivos e possíveis complicações do uso prolongado de antissépticos (lesões mucosas, resistência bacteriana) (Bacci et al., 2023; Silva et al., 2023).

Recomenda-se a integração multiprofissional (dentistas, enfermeiros, fisioterapeutas), capacitação contínua, uso de clorexidina (0,12%-0,2%) associada à escovação mecânica, aspiração frequente e avaliação diária do biofilme (Ferreira et al., 2024; Oliveira et al., 2022). A implementação desses protocolos reduz a mortalidade, tempo de internação e custos (Ferreira et al., 2024).

Conclui-se que a higiene oral rigorosa, combinando métodos químicos e mecânicos, é essencial em UTIs, exigindo protocolos institucionais robustos, treinamento e adaptação às necessidades individuais.

METODOLOGIA

Para avaliar a efetividade comparativa dos protocolos de higiene oral, este estudo baseia-se em um delineamento de ensaio clínico randomizado e controlado (ECR), considerado o padrão-ouro para investigações de intervenções em saúde. O foco é comparar a aplicação isolada de clorexidina com sua associação à escovação mecânica em pacientes críticos internados em Unidades de Terapia Intensiva (UTI).

População e Amostra: Foram incluídos pacientes adultos internados em UTI, sob ventilação mecânica por mais de 48 horas e totalmente dependentes de auxílio para higiene oral. Critérios de exclusão abrangeram alergia conhecida à clorexidina, contra indicações clínicas ao antisséptico e impossibilidade de realizar a escovação assistida (Vidal, 2014; Rocha et al., 2020).

Randomização e Grupos: Os participantes foram alocados aleatoriamente em dois grupos:

  1. Grupo Clorexidina: Higiene oral realizada duas vezes ao dia com gaze embebida em solução de clorexidina (concentração entre 0,12% e 2%).
  2. Grupo Combinado: Higiene oral realizada duas vezes ao dia com escovação mecânica (escova de cerdas macias) seguida imediatamente pela aplicação tópica de clorexidina na mesma concentração do outro grupo. A alocação foi randomizada e oculta aos avaliadores (duplo-cego) para minimizar vieses (Meinberg et al., 2020).

Procedimentos: Os protocolos foram padronizados e executados por equipe multiprofissional treinada (cirurgiões-dentistas e enfermeiros), seguindo normas de biossegurança e utilizando materiais descartáveis e soluções de clorexidina apropriadas para uso hospitalar.

DESFECHOS AVALIADOS:

  • Primários: Incidência de pneumonia associada à ventilação mecânica (PAVM), confirmada por critérios clínicos e microbiológicos; e colonização orofaríngea por patógenos respiratórios, avaliada por culturas seriadas de swab.
  • Secundários: Tempo de permanência na UTI, ocorrência de lesões na mucosa oral, reações adversas aos protocolos e quantificação do biofilme oral através de índices padronizados.

Análise Estatística: Foram utilizados testes estatísticos apropriados para comparar os grupos, como qui-quadrado ou teste exato de Fisher para variáveis categóricas, e teste t de Student ou Mann-Whitney para variáveis contínuas, dependendo da distribuição dos dados. Análise de variância (ANOVA) e modelos de risco relativo foram aplicados quando pertinente, com nível de significância de 5% (Meinberg et al., 2020).

Aspectos Éticos e Qualidade: O estudo seguiu recomendações éticas, com aprovação do Comitê de Ética em Pesquisa e obtenção de consentimento informado. A coleta de dados foi padronizada e registrada eletronicamente, com auditorias periódicas para garantir a qualidade metodológica (Vidal, 2014; Rocha et al., 2020).

RESULTADOS E COMPARAÇÃO DE EFETIVIDADE

A comparação da efetividade entre o uso isolado de clorexidina e sua associação com a escovação mecânica na higiene oral de pacientes em UTI apresenta resultados que, embora tendam a favorecer a abordagem combinada, mostram heterogeneidade na literatura recente.

INCIDÊNCIA DE PAVM:

  • Diversos estudos e meta-análises (Meinberg et al., 2020; Jornal de Pneumologia, 2023) indicam uma tendência à redução da incidência de PAVM no grupo que recebe o protocolo combinado (escovação + clorexidina) em comparação ao grupo que utiliza apenas clorexidina ou placebo com escovação.
  • No entanto, essa diferença nem sempre atinge significância estatística. Por exemplo, um ensaio clínico citado por Rocha et al. (2020) encontrou incidência de PAVM de 64,3% no grupo combinado versus 45,8% no grupo controle (placebo + escovação), sem diferença significativa (RR 1,4; IC95%: 0,83-2,34; p=0,29). A heterogeneidade dos pacientes, o tamanho amostral e a complexidade clínica podem influenciar esses resultados.

Colonização Microbiana:

  • Os resultados são mais consistentes em relação à redução da colonização orofaríngea por patógenos respiratórios (ex: Pseudomonas aeruginosa, Staphylococcus aureus).
  • O protocolo combinado demonstra maior eficácia na redução da carga bacteriana e na prevenção da recolonização, devido à sinergia entre a remoção mecânica do biofilme pela escovação e a ação antimicrobiana residual da clorexidina (Scielo, 2020; PMC, 2021).

Outros Desfechos Clínicos:

  • O impacto em desfechos como mortalidade, tempo de ventilação mecânica e tempo de permanência na UTI é geralmente discreto e não significativo na maioria dos estudos que comparam os dois protocolos (Chen et al., 2021; Vidal, 2014).
  • A principal vantagem clínica do protocolo combinado parece residir na redução da colonização e na tendência de diminuição da PAVM, sem alterar substancialmente outros indicadores prognósticos maiores.

Eventos Adversos e Segurança:

  • Ambos os protocolos (clorexidina isolada e combinada) demonstram um bom perfil de segurança, com baixa incidência de lesões orais significativas, reações de hipersensibilidade ou complicações graves associadas ao procedimento de higiene (PMC, 2021).
  • O monitoramento clínico é essencial para identificar e manejar eventuais irritações ou reações adversas.

CONSIDERAÇÕES METODOLÓGICAS:

  • A heterogeneidade nos protocolos dos estudos (tipo de escova, frequência, concentração de clorexidina, treinamento da equipe) dificulta a generalização dos resultados e a obtenção de um consenso definitivo (PMC, 2021; UFU, 2021).
  • Há necessidade de ensaios clínicos randomizados de maior porte, multicêntricos e com protocolos bem padronizados para confirmar os benefícios em diferentes subgrupos de pacientes.

Em resumo, embora a evidência aponte para uma superioridade microbiológica e uma tendência à redução de PAVM com o protocolo combinado (escovação + clorexidina), os benefícios em desfechos clínicos mais amplos ainda são debatidos. A decisão sobre qual protocolo adotar deve considerar a avaliação individual do paciente, os recursos disponíveis e a capacidade de garantir a correta execução e adesão ao método escolhido.

DISCUSSÃO

A análise comparativa entre o uso isolado de clorexidina e sua associação com a escovação mecânica revela nuances importantes para a prática clínica em UTIs. Embora a clorexidina isolada mantenha relevância microbiológica, sua eficácia clínica na prevenção de PAVM é inconsistente e frequentemente considerada limitada quando não associada à remoção mecânica do biofilme (Chen et al., 2021; Brazilian Journals, 2023; Facerescientia, 2022).

Em contrapartida, o protocolo combinado (escovação + clorexidina) demonstra consistentemente maior potencial para reduzir a colonização orofaríngea por patógenos respiratórios e apresenta uma tendência clara, suportada por diversas meta-análises e ensaios, à redução da incidência de PAVM (Meinberg et al., 2020; Revista Brasileira Método Científico, 2024; PMC, 2021). A sinergia entre a ação mecânica da escovação e a ação química/residual da clorexidina parece ser o fator chave para esses melhores resultados.

Contudo, a interpretação desses achados deve ser cautelosa devido às limitações metodológicas presentes na literatura. A heterogeneidade nos protocolos (concentração de clorexidina, frequência e técnica de escovação), o tamanho amostral frequentemente reduzido e a falta de cegamento em alguns estudos dificultam a generalização e a obtenção de um consenso definitivo (Jornal de Pneumologia, 2023; Faria et al., 2021; Vidal, 2014). Além disso, o impacto em desfechos clínicos maiores, como mortalidade e tempo de internação, ainda é incerto.

As diretrizes internacionais atuais tendem a recomendar o protocolo combinado, mas ressaltam a importância da escovação mecânica diária como componente essencial, com ou sem clorexidina, dependendo do contexto e da avaliação de risco-benefício (Klompas et al., 2022, apud CCIH, 2023). A implementação bem-sucedida depende crucialmente de fatores institucionais, como treinamento adequado da equipe, padronização de processos e auditoria contínua (RevistaFT, 2023).

A análise de custo-benefício, embora complexa, tende a favorecer o protocolo combinado a longo prazo, pela potencial redução de custos associados ao tratamento de infecções e menor tempo de internação (Revista Brasileira Método Científico, 2024).

São necessários estudos futuros mais robustos, multicêntricos, randomizados, duplo-cegos e com protocolos padronizados para confirmar os benefícios clínicos em diferentes populações de pacientes e avaliar a segurança a longo prazo.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

A análise das evidências atuais sobre higiene oral em UTIs reforça que a escolha do protocolo ideal deve ser criteriosa e individualizada. A clorexidina isolada, embora eficaz microbiologicamente, apresenta limitações clínicas significativas na prevenção de PAVM e outros desfechos maiores quando não associada à remoção mecânica do biofilme.

O protocolo combinado, integrando escovação mecânica e clorexidina, emerge como a abordagem preferencial, demonstrando superioridade na redução da colonização orofaríngea e uma tendência consistente na diminuição da incidência de PAVM. Essa prática é apoiada por diretrizes recentes e sociedades científicas, apesar da heterogeneidade metodológica ainda presente na literatura.

Recomenda-se fortemente a implementação de protocolos institucionais padronizados que incluam a escovação mecânica (2-3 vezes/dia) associada à clorexidina (0,12% a 2%), executados por equipe multiprofissional capacitada e com monitoramento contínuo. A decisão final deve sempre considerar o perfil do paciente, os recursos disponíveis e a segurança.

Perspectivas futuras envolvem a condução de estudos multicêntricos mais robustos, a padronização de técnicas, o monitoramento de eventos adversos e a incorporação de novas tecnologias e biomarcadores. A educação continuada e a integração do cirurgião-dentista na equipe de UTI são cruciais para a evolução e sustentabilidade das melhores práticas.

Em suma, a higiene oral combinada representa a estratégia mais alinhada às evidências atuais para promover a segurança e melhorar os desfechos clínicos de pacientes críticos em UTIs.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

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Colloca, Marcelo Macahiba . Clorexidina VS. escovação mecânica na higiene oral hospitalar..International Integralize Scientific. v 5, n 47, Maio/2025 ISSN/3085-654X

Referencias

Vivian Caroline Coraucci.
BAILEY, C. J.; LEE, J. H.
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v. 67
n. 7
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Disponível em: https://academic.oup.com/cid/article/67/7/1208/6141108.
Acesso em: 2024-09-03.

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