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Resumo
INTRODUÇÃO
A educação inclusiva tem ganhado cada vez mais atenção da sociedade, isso porque se sabe da importância de que alunos com deficiências tenham acesso à escola regular, que possam se socializar com as outras pessoas, sentindo-se capazes de aprender e podendo se desenvolver dentro de suas dificuldades e limitações.
É nesse contexto, que se discute também a participação da família na escola, pois, muitas vezes, ela é bastante limitada e os pais, principalmente, não têm contribuído para a aprendizagem e o desenvolvimento dos filhos, o que poderia trazer novas perspectivas à educação inclusiva.
Assim sendo, este trabalho tem como objetivo discutir como a família pode contribuir para a construção de uma educação inclusiva e de qualidade.
O tema foi escolhido primeiramente pela observação de que muitas famílias não têm contribuído para a educação dos filhos, deixando apenas a cargo da escola.
A pesquisa mostra-se importante para que a sociedade compreenda melhor o que é a inclusão, para que as famílias possam se conscientizar mais do quanto são importantes na educação dos filhos e ainda para que os profissionais da educação possam abrir as portas da escola para que a família compreenda melhor as dificuldades dos alunos e busque um trabalho coletivo que seja revertido em benefícios para os mesmos.
O homem não é um simples expectador que herda experiência contraída, ele cria e recria, integra-se às condições de seu contexto, responde a seus desafios, objetivando-se a si próprio, avaliando, transcendendo, salientando a necessidade de uma permanente atitude crítica; único modo pelo qual ele realizará a integração. Identifica-se a necessidade de uma educação que leve o homem a uma nova postura diante dos problemas de seu tempo e de seu espaço, educação como um ato de amor, de criação, que consiga produzir outros atos criadores (Bowlby, 2000).
Neste conjunto, é importante ressaltar dois fatores: o papel essencial da família e da escola com relação à criança e o fato de que consequentemente muitos obstáculos na aprendizagem têm suas bases em dificuldades afetivas (Bowlby, 2000).
Segundo Salvari (2008), a convivência com crianças com deficiências faz crer que as transformações pelas quais tem passado a sociedade através dos tempos, atingem de forma cruel o núcleo familiar, que antes composto pela mãe e pelo pai, hoje composto por infinitas variações e composições que, desfrutadas pela situação econômica, social, política, entre outras, atingem e interferem negativamente na criança e consequentemente em seu desempenho no ambiente escolar.
Outro fator bastante relevante é o desconhecimento da família em relação a sua influência no comportamento e aprendizagem das crianças, sendo a falta de comprometimento na educação de seus filhos e o desinteresse por eles cada vez maior na realidade em que atuamos. Os pais são simplesmente os geradores, colocam a cargo do mundo e depositam na escola a responsabilidade total de suas crianças (Andrade, 2001).
A elaboração desta pesquisa se baseou numa pesquisa bibliográfica em livros, artigos, sites da Internet que tratam do assunto.
CONHECENDO A INCLUSÃO
Segundo Mazzota (2005), foi apenas nas últimas décadas que o conceito de inclusão ganhou maior abrangência e principalmente a partir do século XXI ganhou novo status dentro da sociedade. Atualmente, sabe-se que apenas levar o aluno com deficiência para a escola não é a única necessidade, mas também abrir espaço para o negro, índio, pessoas de baixa renda, dentre tantas outras, que ainda sofrem preconceitos e exclusão social e com isso há, cada dia mais, a necessidade de inclusão de todos os indivíduos na escola, de forma que sejam considerados como verdadeiros cidadãos.
No Brasil, a Constituição Federal de 1988 trouxe significativos avanços ao processo de inclusão escolar de pessoas com deficiências, principalmente ao considerar os fundamentos da República, a cidadania e a dignidade da pessoa humana (art. 1º, incisos II e III), e como um dos seus objetivos fundamentais, “promover o bem de todos, sem preconceito de origem, de raça, sexo, cor e quaisquer outras formas de discriminação” (art. 3º, inciso IV). A partir daí, propõe-se uma pedagogia diferenciada, focada na criança, em suas necessidades e particularidades, no fim dos preconceitos, dos rótulos, garantindo condições ideais de desenvolvimento a cada um deles, sem fazer diferenciações que as impeçam da convivência saudável com seus colegas e com o conhecimento.
A promulgação da Legislação Federal, na Lei n.º 7.853, de 24 de outubro de 1989 (apud Brasil, 2001, p.11), também é considerada como uma vitória da inclusão, visto que pondera sobre “normas gerais pelo pleno exercício dos direitos individuais e sociais das pessoas portadoras de deficiências e sua efetiva integração social”, garantindo assim, a necessária convivência dos alunos com deficiências, com aquelas que são consideradas “normais” e que, dessa forma, possam ser considerados cidadãos, participantes e ativos na sociedade em que vivem.
A partir daí, a sociedade assume a opção e a possibilidade de criar e estruturar um sistema de ensino inclusivo, buscando o acesso e a qualidade do mesmo, reafirmando o direito de escolarização de todas as pessoas, inclusive daquelas com deficiência, pois quando se diz “educação para todos” é realmente para todos, independente de sexo, raça, condições físicas, etc. e, por isso, o ambiente escolar deve ser diversificado, respeitar as diferenças, buscar participação contra a exclusão, possibilitando a todos igualdade de oportunidades.
Em 1996, outro marco deve ser considerado na luta pela educação inclusiva através da promulgação da Lei de Diretrizes e Bases da Educação, Lei nº. 9394 (Brasil, 2020, p.28), que garante em seu art. 59, que os sistemas de ensino assegurarão aos educandos, organização específica para atender suas necessidades.
Em 2001, são aprovadas as Diretrizes Nacionais para Educação Especial na Educação Básica (Brasil, 2001), que estabelecem a educação como um alicerce à vida social, na transmissão da cultura, garantia de cidadania e capacitação para o trabalho e, nesse contexto, a escola serve como um meio de proporcionar o crescimento e o desenvolvimento da sociedade, devendo garantir atendimento escolar aos alunos, desde a educação infantil, até sua formação para o trabalho, onde participem a família e a comunidade de forma coletiva. A lei garante assim, que os sistemas de ensino matriculem todos os alunos e organizem-se para atender as suas necessidades e diversidades, dando condições de que todos aprendam e que tenham acesso a uma educação de qualidade, ou seja, a educação de qualidade para todos.
Dessa forma, a educação possibilita o desenvolvimento de uma sociedade mais justa e mais igualitária, necessitando de uma reestruturação dentro da sociedade, da educação e do governo, garantindo não somente o acesso e a permanência do aluno com deficiência na escola, mas seu acesso a uma educação de qualidade, a uma escola autônoma, que desenvolva uma gestão participativa e consciente de seu papel dentro da sociedade, que é incluir o aluno e de dar condições a ele de ter acesso ao conhecimento e desenvolver-se dentro de suas possibilidades (Brasil, 2001).
Considera-se, dessa maneira, que uma educação inclusiva seja voltada para as diferenças, para a integração social, para a valorização do indivíduo e, nesse contexto, não bastam que sejam criadas apenas leis, é preciso conscientizar a população da busca por mudanças, pelo respeito, e pela convivência digna e saudável uns com os outros (Neves, 2002).
A educação inclusiva vai além da abertura da escola regular aos alunos com deficiências, envolvendo a melhoria e a diversificação das propostas pedagógicas e metodológicas, da infraestrutura e dos recursos que chegam à instituição, da contratação de novos profissionais, dentre outras questões importantes. Assim, incluir é também modificar o contexto cultural em que se vive, proporcionando maior participação da família na escola (Mantoan, 2006).
Mantoan (2006) considera que para existir uma escola inclusiva, deve existir também uma sociedade inclusiva, sem desigualdades, que respeite a dignidade humana, onde as discussões teóricas saiam do papel e sejam convertidas em ações práticas em busca de benefícios para todos e que todos sejam respeitados em suas diferenças e limitações dentro e fora da sala de aula. Sendo assim, é necessário que se desenvolvam ações, estruturas, que possam atender as necessidades e especificidades de cada aluno, trazendo novos valores para a escola, como cidadania, garantia do direito a educação, que é comum a qualquer pessoa. É por isso que a autora considera que é preciso “aceitar e valorizar a diferença na escola significa mudar de lado e romper com os pilares nos quais a escola tem-se firmado até agora” (p. 52).
A IMPORTÂNCIA DO AFETO DA FAMÍLIA
De acordo com Carter e Mogaldrick (2004), as noções de família e de parentesco não são as mesmas em todas as sociedades, pois constituem conjuntos de relações sociais mais que biológicos.
Segundo Bowlby (2000), quando a família se rompe, ou ameaça romper-se é que percebemos a importância dela estar inteira, pois tudo na vida do indivíduo relaciona-se com seu pai ou com sua mãe. A criança retém definitivamente os sentimentos que seus pais têm em relação a ela e à vida em geral. Esses sentimentos serão a base para o conceito que ela formará de si própria (autoconceito) e do mundo. Uma criança que é desprezada aprende a desprezar-se; uma criança que é amada e aceita, tenderá a desenvolver atitudes positivas para a formação do seu autoconceito.
Na leitura de “As práticas educativas familiares”, Salvador (2005) considera a família um sistema aberto, que tem por função proteger os seus membros e favorecer sua adaptação à cultura a qual pertence, apontando as funções familiares:
As famílias devem oferecer cuidado e proteção às crianças, garantindo-lhe subsistência em condições dignas.
As famílias devem contribuir para a socialização dos filhos em relação aos valores socialmente constituídos.
As famílias deverão dar suporte à evolução das crianças, controlá-las e ajudá-las no processo de escolarização e de instrução progressiva em outros âmbitos e instituições sociais.
Uma outra função da família consiste na ajuda e no suporte que proporcionam às crianças para virem a ser pessoas emocionalmente equilibradas, capazes de estabelecer vínculos afetivos satisfatório e respeitosos com os outros e com a própria identidade.
Vale ressaltar que, tais funções, isoladas ou todas em conjunto, evidenciam que a família é, na maioria dos casos, um contexto privilegiado de desenvolvimento para os indivíduos. As aprendizagens feitas no contexto familiar refletem uma teia de relações e de sentimentos de afeto e de vinculação mútua (Salvador, 2005).
Ainda em relação ao papel familiar, Winnicott (1997, p 34 ), aponta que:
A família assume o papel no estabelecimento da maturidade individual. No início da vida, há uma dependência absoluta do bebê com a mãe, que vai aos poucos diminuindo e tende ao estabelecimento da autonomia conforme ocorre o crescimento da criança. (Winnicott 1997, p 34 )
Segundo Winnicott (1997,p 34), o desenvolvimento sadio de cada criança constitui a base da integração do grupo familiar, pois são as famílias sadias que possibilitam as maiores integrações, os agrupamentos mais vastos que podem conter o germe de um círculo social cada vez mais largo.
Conforme Wallon (1995), crianças que crescem em ambiente cheio de humilhações, apelidos negativos e censuras, quase sempre se tornam adultos críticos, com autoestima menor do que a adequada. O medo da rejeição transforma-se no medo da mudança e elas tendem a procurar segurança nas exposições nas quais se ajustam ao sistema. O medo da mudança traduz-se no medo do sucesso.
Dessa forma, a aprendizagem depende de uma boa interação com o meio, já que o medo é uma resultante do desequilíbrio das adaptações com este meio. A não circulação do conhecimento na família, a desorganização hierárquica provocando a falta de limites e o estabelecimento de regras como fatores externos e a não solução do complexo da castração e o complexo edípico, fatores internos, provocam desequilíbrio e impedem que a criança se harmonize com a aprendizagem.
Portanto, os traços individuais da criança são influenciados pelo papel que os pais exercem na primeira infância e por suas identificações com eles e com outras pessoas que exerçam autoridade, como os professores, no decorrer de sua vida, especialmente durante seu processo de socialização. Então, é necessário que educadores, pais e especialistas, tenham um conhecimento prévio das teorias de desenvolvimento que contribuem não só para a compreensão do comportamento humano, como também para o reconhecimento da importância do processo de socialização, além de suas consequências para o desenvolvimento da personalidade.
A IMPORTÂNCIA DA FAMÍLIA NO DESENVOLVIMENTO DA CRIANÇA A SER INCLUÍDA
Ao nascer, a criança precisa ser conduzida a um constante processo de aprendizagem, onde a família é o primeiro grupo social do qual a mesma faz parte e onde ela constrói as bases de sua personalidade, de seus valores e de seu caráter. Além disso, é um grupo que acompanhará o indivíduo por toda sua vida e quando ela apresenta alguma deficiência essa participação se potencializa, pois ele precisa ainda mais de atenção (Vieira, 2006).
É na família que a criança adquire valores, que se torna calma ou violenta, respeitosa ou preconceituosa, dentre outras questões. Portanto, é um espaço que forma a criança para a vida em outros grupos sociais. De acordo com Vieira (2006, 17), “a família tem que ser um templo sagrado, um local de identificação entre pais e filhos em virtude dos anelos e ideais afins, deve ser uma oficina onde, se forjam as bases da unidade humana”, ou seja, é na família que se ensina valores. A família deve ensinar que a criança precisa aceitar as diferenças e não oferecer resistência aos colegas como deficiências, mas acolhê-los e formar um espaço escolar mais democrático.
Construindo os valores, gerando regras na vida da criança, o segundo papel da família é ajudar na construção da educação formal do indivíduo, e isto se inicia com a escolha da escola que o filho irá frequentar e do tipo de educação que a ele será oferecida. O que também se relaciona com a questão da escola especial ou da escola regular, com que o aluno irá ou não se relacionar e assim, segundo Tiba (2002, p.185):
Um bom método que auxilia os pais na escolha da escola é reparar nos alunos que saem dela após o término das aulas. É com essas pessoas que o filho vai se relacionar. Os pais gostariam de recebê-los em casa para passar o fim de semana? Se a resposta for negativa, é melhor buscar outra escola, pois o filho em pouco tempo tem comportamentos semelhantes aos que eles não gostaram (Tiba 2002, p.185).
Assim, a família pode preocupar-se com o processo de educação desenvolvida na escola, ao passo que ela é diferente da educação de sua casa, e é uma forma de inserir o aluno na coletividade, de ajudá-lo a crescer e de também ajudar a escola a compreender o que é o aluno, suas características e necessidades.
A família inicia a construção de valores e dos aspectos cognitivos e emocionais das crianças que são, posteriormente, perpetuados pela escola. Sobre isto, Vieira (2006, p.106) relata que:
Levar as crianças a pensar em soluções realistas, a lidar com conflitos, defender seus direitos sem violência, a reconhecer seus próprios sentimentos e a colocar-se no lugar do outro, desenvolvendo a capacidade de motivar-se e relacionar-se com os demais, faz parte do aprendizado emocional, um compromisso que toda escola deve assumir, num trabalho cooperativo com as famílias, a fim de elevar o nível de competência social e emocional das crianças (Vieira 2006, p.106).
Porém, há de se considerar que nem família nem escola são sozinhos responsáveis pela educação e inclusão do indivíduo. Juntas essas duas instituições são capazes de ajudar na formação da personalidade, dos valores do indivíduo, de sua inclusão a partir do conhecimento de suas dificuldades e limitações, da mudança da postura pedagógica, da variação metodológica e avaliativa.
Assim, os pais precisam estar constantemente próximos dos filhos dando-lhes amor, carinho, estimulando a autoestima, o interesse pelos estudos e por todo o processo de aprendizagem. Mas, para que isto ocorra, é fundamental que a escola seja um espaço democrático que estimule e propicie a participação da família e da comunidade e, além disso, que cumpra seus diversos papéis.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Participar da vida escolar da criança é uma obrigação dos pais e faz com que a mesma sinta-se valorizada, amada e capaz de aprender. Quando inicia sua vida escolar a criança tem contato com um ambiente muito diferente do que tinha em sua casa e os problemas de adaptação podem aparecer facilmente e muitas vezes o professor tem dificuldade em lidar com essa questão. Aí se inicia o papel dos pais, buscando dar conforto ao aluno nesse ambiente, demonstrando que os professores são amigos e que a escola é um espaço amigável e saudável, cujo objetivo é ajudá-lo a se desenvolver.
Quando se trata de crianças com deficiências, os pais precisam conhecer bem a instituição escolar para qual estão levando seus filhos, conhecer os métodos, professores, direção, etc., permitindo maior confiança na escola e que abram espaço para que ela eduque seus filhos, que irá incluí-lo e possibilitará que ele seja mais bem aceito no meio e na sociedade em que vive.
O aluno com deficiências, muitas vezes pode se sentir incapaz, mas o incentivo dos pais é importante para que vençam diariamente suas limitações. Esse aluno, muitas vezes acaba desenvolvendo uma baixa autoestima. Mas, se os pais e professores trabalham de forma conjunta, podem reverter esse processo, mostrando que ele é capaz de aprender, de vencer problemas e desafios.
Assim sendo, a família é um elemento fundamental na vida dos filhos. É ela que inicia o processo de educação e que estimula a criança a buscar novas aprendizagens, a participar mais do meio escolar, e para isso deve mostrar-se participativa, ir à escola, acompanhar a aprendizagem dos filhos, cobrar as tarefas de casa, questionar o professor, dentre outras questões.
Se a família não participa, os filhos ficam desestimulados. Mas, quando há a participação ativa da família, eles sentem-se capazes e dedicam-se mais ao aprender, pois tem a quem mostrar os resultados dessa aprendizagem. Nesse sentido, a inclusão precisa ser acompanhada de pais mais participativos, que auxiliem os professores a compreenderem as dificuldades de aprendizagem dos alunos, que podem surgir a partir de algum tipo de deficiência ou particularidade apresentada pelo educando.
A família que se mostra presente, que estimula a leitura dos filhos, que mostra que os mesmos são capazes, favorece sua aprendizagem e os estimula a continuarem dia após dia a aprender. Além disso, as famílias precisam dar carinho e atenção para os filhos, pois isso favorece seu desenvolvimento cognitivo, fazendo com que a criança se sinta amada, protegida. Mesmo tendo limitações, a criança precisa acreditar que pode aprender, mas precisa ser estimulada para tal, e família e escola, juntos, são responsáveis por esse processo.
As dificuldades de aprendizagem são uma realidade em qualquer escola e podem ser mais facilmente vencidas se professores e famílias trabalharem juntos, uma vez que os pais estão em contato direito e constante com os filhos, e ao notarem qualquer problema ou sintoma, devem informar os professores, que podem diagnosticar essa dificuldade e produzir formas de vencê-la.
Portanto, não há educação sem coletividade, sem que todos de alguma forma possam contribuir para a construção desse espaço. Pais precisam participar, professores precisam mostrar-se mais democráticos e permitir essa participação. Assim, possibilita-se que o aluno seja mais bem assistido, que se sinta valorizado e que aprenda melhor. A educação torna-se mais consciente e a sociedade mais participativa no meio do qual faz parte. Enfim, uma sociedade inclusiva parte, primeiramente de uma escola inclusiva que respeita as diferenças, as particularidades de cada aluno, e que lhe oferece condições de desenvolvimento mesmo a partir de todas as limitações que ele oferece.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
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