As dificuldades de aprendizagem na matemática: Uma abordagem reflexiva

LEARNING DIFFICULTIES IN MATHEMATICS: A REFLECTIVE APPROACH

LAS DIFICULTADES DE APRENDIZAJE EN MATEMÁTICAS: UN ENFOQUE REFLEXIVO

Autor

URL do Artigo

https://iiscientific.com/artigos/9E7F84

DOI

doi.org/10.63391/9E7F84

Loures, Natália de Oliveira Lopes. As dificuldades de aprendizagem na matemática: Uma abordagem reflexiva. International Integralize Scientific. v 5, n 49, Julho/2025 ISSN/3085-654X

Resumo

O presente trabalho aborda as dificuldades de aprendizagem na Matemática sob uma perspectiva reflexiva, considerando os múltiplos fatores que influenciam o desempenho dos estudantes. A análise contempla aspectos cognitivos, emocionais e pedagógicos, com destaque para o papel do erro, da atuação docente e discente, bem como para o uso de metodologias alternativas que favorecem a compreensão dos conteúdos matemáticos. Por meio de uma revisão de literatura, são discutidas práticas pedagógicas que podem minimizar as barreiras enfrentadas pelos alunos, promovendo um ensino mais inclusivo, significativo e sensível à realidade escolar. O objetivo é ampliar o olhar sobre os desafios da educação matemática e contribuir para a construção de estratégias que estimulem a aprendizagem efetiva.
Palavras-chave
dificuldades de aprendizagem; matemática; ensino reflexivo; prática pedagógica.

Summary

This study addresses learning difficulties in Mathematics through a reflective approach, considering the multiple factors that influence students’ performance. The analysis includes cognitive, emotional, and pedagogical aspects, emphasizing the role of error, the actions of teachers and students, and the use of alternative methodologies that facilitate content comprehension. Through a literature review, the study discusses pedagogical practices that can help reduce students’ learning barriers, promoting a more inclusive, meaningful, and context-aware mathematics education. The aim is to broaden the understanding of educational challenges in mathematics and contribute to the development of strategies that foster effective learning.
Keywords
difficulties; mathematics; reflective teaching; pedagogical practice.

Resumen

El presente trabajo aborda las dificultades de aprendizaje en Matemáticas desde una perspectiva reflexiva, considerando los múltiples factores que influyen en el desempeño de los estudiantes. El análisis contempla aspectos cognitivos, emocionales y pedagógicos, destacando el papel del error, la actuación del docente y del estudiante, así como el uso de metodologías alternativas que favorecen la comprensión de los contenidos matemáticos. A través de una revisión de la literatura, se discuten prácticas pedagógicas que pueden minimizar las barreras enfrentadas por los alumnos, promoviendo una enseñanza más inclusiva, significativa y sensible a la realidad escolar. El objetivo es ampliar la mirada sobre los desafíos de la educación matemática y contribuir a la construcción de estrategias que estimulen un aprendizaje efectivo.
Palavras-clave
dificultades de aprendizaje; matemáticas; enseñanza reflexiva; práctica pedagógica.

INTRODUÇÃO

As dificuldades de aprendizagem na Matemática constituem um dos principais desafios enfrentados no ambiente escolar, afetando o desempenho dos estudantes e comprometendo sua relação com o saber matemático. Essas dificuldades não se limitam a questões cognitivas, mas envolvem fatores emocionais, sociais, pedagógicos e estruturais, exigindo uma análise mais profunda e crítica do processo de ensino-aprendizagem. Ao reconhecer a complexidade desse cenário, o presente estudo tem como objetivo refletir sobre as causas e manifestações dessas dificuldades, analisando também o papel do professor, a atuação dos alunos e as práticas pedagógicas que podem contribuir para minimizar tais obstáculos, promovendo uma aprendizagem mais significativa e inclusiva.

O fracasso no processo de ensino-aprendizagem da Matemática é uma realidade multifacetada, influenciada por uma série de fatores que afetam diretamente o desempenho dos alunos. As dificuldades que surgem desde o primeiro contato com os conteúdos, quando não abordadas adequadamente, acabam impactando toda a trajetória escolar do estudante. Ao longo dos anos, esses desafios se acumulam, tornando cada vez mais difícil o entendimento de novos conceitos que exigem conhecimentos prévios consolidados. Esse ciclo de dificuldades leva ao fortalecimento do sentimento de fracasso, que, por sua vez, desmotiva e enfraquece a vontade de aprender. Para romper com esse ciclo, é essencial inovar as práticas pedagógicas, criando um ambiente de ensino mais acessível, dinâmico e eficaz.

Além disso, investir na capacitação contínua dos docentes é uma estratégia indispensável para melhorar o processo educativo, especialmente em áreas desafiadoras como a Matemática. Professores bem formados não só se mantêm atualizados sobre novas metodologias e tecnologias educacionais, mas também conseguem identificar e lidar com as dificuldades específicas de seus alunos de maneira mais eficaz. Mais do que apenas transmitir conteúdos, o educador capacitado tem a habilidade de engajar os alunos, criar um ambiente de aprendizagem estimulante e contribuir significativamente para a construção de uma educação de qualidade.

METODOLOGIA

A metodologia utilizada para este trabalho envolveu inicialmente a definição de uma estratégia de busca estruturada no Google Acadêmico, com o objetivo de identificar estudos pertinentes às dificuldades de aprendizagem em matemática. A pesquisa foi conduzida por meio de combinações de palavras-chave, tais como “dificuldades de aprendizagem em matemática”, “revisão de literatura sobre aprendizagem matemática” e “intervenções educativas em matemática”. Essa estratégia permitiu recuperar artigos e teses de diferentes períodos, com prioridade para publicações realizadas entre 2010 e 2024, garantindo relevância e atualização temática. Adotou-se uma abordagem iterativa, refinando termos conforme surgiam resultados inesperados ou relevantes, conforme orientações metodológicas preconizadas por Gonçalves (2019) que destaca a importância da estratégia de busca como componente central de estudos de revisão.

Para a seleção dos estudos, adotaram-se critérios de inclusão e exclusão bem definidos. Foram incluídos: (a) artigos e revisões publicados em periódicos acadêmicos, (b) estudos focados especificamente em dificuldades de aprendizagem em matemática (não apenas em educação geral), e (c) publicações em português. Foram excluídos: (a) resumos de eventos sem versão completa disponível, (b) estudos que abordassem dificuldades em outras disciplinas sem foco em matemática, (c) materiais voltados exclusivamente para ensino básico sem abordagem reflexiva sobre os processos de aprendizagem e (d) produções anteriores a 2010, salvo aquelas reconhecidas como marcos históricos na área. Esses critérios asseguraram a qualidade das informações e sua adequação ao recorte temático.

REVISÃO DE LITERATURA

AS DIFICULDADES NA APRENDIZAGEM DA MATEMÁTICA

As dificuldades na aprendizagem da Matemática permanecem como um desafio estrutural no campo educacional e não podem ser atribuídas exclusivamente a fatores cognitivos ou às limitações individuais dos estudantes. Esses obstáculos decorrem de um conjunto de elementos interligados, entre os quais se destacam metodologias tradicionais, a ausência de contextualização dos conteúdos e o acúmulo de defasagens ao longo da trajetória escolar. Quando a Matemática é apresentada de forma mecânica, desconectada da realidade dos alunos e desprovida de sentido, o processo de ensino deixa de ser formativo e passa a ser meramente transmissivo, como apontado por Masola e Allevato (2019).

Ensinar Matemática, portanto, requer mais do que apresentar fórmulas e algoritmos prontos. É fundamental adotar práticas que possibilitem aos estudantes compreender os significados dos conceitos e relacioná-los com situações concretas de sua vivência. Essa ressignificação do conteúdo permite que a disciplina seja vista não como um conjunto de regras a decorar, mas como uma linguagem para interpretar o mundo e resolver problemas reais. Tal transformação demanda que o professor atue como mediador do conhecimento, promovendo práticas pedagógicas que estimulem a curiosidade, a autonomia e o engajamento dos alunos, favorecendo a construção do saber de forma ativa e contextualizada.

A abordagem tradicional, centrada na memorização e repetição, tende a provocar desinteresse e rejeição. Muitos estudantes, ao se depararem com a Matemática ensinada como um conjunto fechado de regras sem sentido, desenvolvem sentimentos de insegurança, ansiedade e frustração, o que compromete significativamente seu desempenho. Esse processo de rejeição não é apenas momentâneo, mas pode consolidar crenças limitantes sobre suas próprias capacidades ao longo do tempo, como alertam Pacheco e Andreis (2018). O medo do erro e o receio de se expor diante da turma reforçam esse ciclo de desmotivação, que pode culminar no afastamento gradual do aluno em relação à disciplina.

Nesse cenário, torna-se imprescindível repensar o planejamento pedagógico com foco na criação de um ambiente mais acolhedor e instigante, que valorize a resolução de problemas, o raciocínio lógico, a criatividade e a experimentação. O prazer em aprender Matemática deve ser cultivado por meio de práticas que respeitem os diferentes ritmos de aprendizagem, reconhecendo que cada aluno traz consigo experiências únicas, saberes prévios e formas distintas de compreender os conteúdos. A proposta é transformar a sala de aula em um espaço de investigação e diálogo, onde o erro seja entendido como parte do processo e não como sinal de fracasso.

As dificuldades também se agravam quando não há uma base sólida construída nos anos iniciais do ensino. A ausência de fundamentos consistentes leva ao acúmulo de lacunas que acompanham o estudante ao longo de sua vida escolar, comprometendo a aprendizagem nos níveis mais avançados. Essa trajetória marcada por fracassos sucessivos alimenta a sensação de incapacidade e reforça a exclusão de muitos alunos do universo matemático. Esse cenário, amplamente discutido por Zanella e Rocha (2020), demonstra a urgência de políticas pedagógicas que assegurem a continuidade e a articulação entre os diferentes ciclos de ensino, de modo a garantir a progressão da aprendizagem.

Além dos aspectos metodológicos e cognitivos, o componente emocional desempenha papel determinante na relação dos estudantes com a Matemática. As experiências escolares negativas acumuladas ao longo dos anos influenciam diretamente as percepções sobre a disciplina e podem gerar bloqueios emocionais profundos, como o medo de errar ou a vergonha de participar. Tais sentimentos, frequentemente invisibilizados no ambiente escolar, impactam de forma significativa o desempenho acadêmico e precisam ser considerados de maneira sensível pelos educadores. Oliveira (2024) destaca que a criação de espaços afetivos, que validem a trajetória do estudante e respeitem suas dificuldades, é uma das chaves para superar esses bloqueios e resgatar o vínculo positivo com a aprendizagem.

Nesse sentido, o papel do professor não se limita à transmissão de conteúdos, mas se estende à construção de uma atmosfera relacional baseada no respeito, na escuta e na empatia. Um ambiente seguro, onde o erro é compreendido como oportunidade de crescimento e não como motivo de punição, contribui para a restauração da autoestima dos alunos e promove uma participação mais ativa e confiante. Valorizar os saberes prévios e legitimar as vivências dos estudantes é um passo fundamental para estabelecer um ensino mais significativo e humanizado.

É importante compreender que a aprendizagem matemática deve ser concebida como um processo coletivo, formativo e inclusivo. Essa visão exige transformações estruturais no modelo tradicional de ensino, com a adoção de metodologias mais dialógicas, interativas e contextualizadas. De acordo com Masola e Allevato (2019), somente por meio de práticas pedagógicas que respeitem a diversidade de ritmos, estilos de aprendizagem e realidades sociais será possível garantir que todos os estudantes tenham acesso a uma formação matemática de qualidade. Superar os desafios da educação matemática requer compromisso, escuta ativa e sensibilidade por parte dos educadores, além de políticas que assegurem as condições necessárias para uma prática docente transformadora.

A ATUAÇÃO DOCENTE E DISCENTE NO PROCESSO DE CONSTRUÇÃO DO CONHECIMENTO

A construção do conhecimento matemático, para ser efetiva e duradoura, precisa ir além da simples transmissão de conteúdos. Ela deve se apoiar em uma relação dialógica entre professores e alunos, sendo essencial que o docente assuma o papel de mediador ativo nesse processo. A maneira como o ensino é conduzido interfere diretamente no modo como o estudante se apropria do saber, pois, quando o foco está exclusivamente na apresentação de fórmulas e procedimentos, a aprendizagem torna-se mecânica, desprovida de sentido e desestimulante. Nesse contexto, é importante reconhecer que o erro, muitas vezes temido ou penalizado no ambiente escolar, deve ser compreendido como parte integrante e necessária do processo educativo. Conforme afirmam Wirmond, De Souza e Pinheiro (2019), o erro precisa ser encarado como um elemento natural da aprendizagem, funcionando como um ponto de partida para reflexões pedagógicas mais profundas e intervenções mais eficazes por parte do professor.

Ao romper com a abordagem tradicional, baseada na repetição e memorização de conteúdos, o ensino da Matemática pode assumir uma dimensão mais investigativa e participativa. Essa mudança de paradigma exige que o professor desenvolva práticas que valorizem a participação ativa do estudante na construção do conhecimento, promovendo espaços onde suas hipóteses sejam ouvidas, seus questionamentos acolhidos e suas dificuldades compreendidas como parte do processo formativo. A valorização da escuta e do diálogo possibilita ao aluno desenvolver autonomia, pensamento crítico e capacidade de argumentação — competências fundamentais não apenas para a Matemática, mas para sua formação integral enquanto sujeito.

Nesse sentido, uma das estratégias que se mostra eficaz para tornar os conteúdos mais acessíveis e significativos é a utilização de jogos pedagógicos e materiais manipulativos. Esses recursos proporcionam experiências concretas de aprendizagem, o que facilita a assimilação de conceitos abstratos que, muitas vezes, são apresentados de maneira desvinculada da realidade dos alunos. Como destacam Lemes, Cristovão e Grando (2022), a manipulação de objetos e a vivência de situações lúdicas despertam maior interesse e engajamento por parte dos estudantes, tornando o processo de aprendizagem mais dinâmico e prazeroso. A ludicidade, nesse contexto, não representa uma quebra da seriedade do processo educativo, mas sim uma poderosa aliada na mediação entre o saber formal e a realidade vivenciada pelos alunos.

Além das práticas lúdicas, é fundamental considerar o papel das tecnologias digitais como ferramentas pedagógicas no ensino da Matemática. O avanço tecnológico, quando incorporado com intencionalidade e criticidade, amplia as possibilidades de representação e compreensão dos conteúdos matemáticos. Pontes (2022) enfatiza que o uso de recursos digitais deve estar inserido no planejamento do professor de maneira consciente, para que ofereça novas formas de interação com os conceitos e favoreça múltiplas formas de aprendizagem. Ambientes virtuais de aprendizagem, softwares educativos, aplicativos e plataformas interativas são alguns exemplos de recursos que, quando bem utilizados, possibilitam uma aprendizagem mais personalizada, estimulante e autônoma.

Diante desse panorama, percebe-se que a combinação entre metodologias lúdicas, tecnologias digitais e práticas pedagógicas humanizadas é fundamental para promover um ensino mais efetivo e sensível às necessidades dos estudantes. Ao permitir que os alunos manipulem objetos, explorem situações-problema e interajam com diferentes linguagens, o professor contribui para a construção de significados mais sólidos e duradouros. O conhecimento, nesse caso, deixa de ser algo a ser apenas recebido e memorizado, tornando-se uma experiência vivida e construída coletivamente.

Nesse processo, é imprescindível destacar a importância de valorizar o protagonismo discente em todas as etapas do processo de ensino-aprendizagem. Isso significa criar um ambiente escolar que promova a escuta ativa, a troca de ideias e o respeito aos diferentes ritmos de desenvolvimento. Quando os estudantes se sentem respeitados, acolhidos e envolvidos na construção do saber, eles se tornam mais confiantes, participativos e interessados. A atuação conjunta de professores comprometidos e alunos engajados não apenas favorece o aprendizado da Matemática, mas também contribui para a formação de cidadãos críticos, criativos e conscientes de seu papel na sociedade. Dessa forma, o processo de ensino se torna mais significativo e humanizado, fortalecendo os vínculos escolares e promovendo uma educação mais inclusiva e transformadora.

PRÁTICAS PEDAGÓGICAS QUE AJUDAM A MINIMIZAR AS DIFICULDADES NA APRENDIZAGEM DE MATEMÁTICA

Minimizar as dificuldades na aprendizagem da Matemática exige a adoção de práticas pedagógicas mais flexíveis, inclusivas e centradas no estudante. Estratégias que favorecem a contextualização dos conteúdos, o uso de exemplos do cotidiano e a valorização dos diferentes ritmos de aprendizagem têm mostrado resultados positivos. Sousa e Ventura destacam que, quando o professor compreende as limitações cognitivas dos alunos e adapta suas metodologias, o processo de ensino se torna mais eficiente e acolhedor (Sousa; Ventura, 2022).

Essa postura exige do docente sensibilidade e flexibilidade para adaptar os conteúdos à realidade dos alunos, utilizando exemplos do cotidiano e respeitando os diferentes ritmos de aprendizagem. Ao contextualizar os temas e oferecer abordagens diversificadas, o professor amplia as chances de compreensão e reduz a resistência dos estudantes em relação à disciplina.

O uso de tecnologias educacionais também tem se mostrado um aliado importante nesse cenário. Villar e Gomes (2017) defendem que plataformas como a Khan Academy, quando integradas ao planejamento pedagógico, promovem maior engajamento e motivação dos alunos, permitindo que eles avancem em seu próprio ritmo e recebam feedback imediato sobre seu desempenho. Essa autonomia contribui para a superação de bloqueios e aumenta a confiança do estudante.

A presença de recursos tecnológicos no ensino da Matemática, quando integrados com intencionalidade ao planejamento pedagógico, contribui para tornar os conteúdos mais acessíveis. Além disso, permite ao aluno assumir um papel mais ativo na construção do conhecimento, o que é essencial para sua formação crítica e autônoma.

Pacheco e Andreis (2018) enfatizam a importância do vínculo entre professor e aluno no enfrentamento das dificuldades de aprendizagem. Um olhar atento às causas específicas de cada situação permite a realização de intervenções mais humanas e eficazes, valorizando os saberes prévios dos estudantes e suas trajetórias educacionais.

Essa relação de confiança fortalece o ambiente escolar e transforma a maneira como o aluno se posiciona diante da Matemática. Quando o erro é aceito como parte natural do processo, o medo de se expressar diminui, e o aluno se sente mais seguro para explorar, questionar e avançar em sua aprendizagem.

Portanto, práticas pedagógicas que aliam acolhimento, uso de tecnologias, contextualização e escuta ativa se mostram fundamentais para superar os obstáculos presentes no ensino da Matemática. Ao colocar o estudante no centro do processo educativo, constrói-se uma base mais sólida para um aprendizado significativo, duradouro e transformador.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

A superação das dificuldades na aprendizagem da Matemática exige uma abordagem pedagógica sensível, que reconheça a complexidade do processo educativo e valorize a individualidade de cada aluno. Não se trata apenas de reformular conteúdos, mas de repensar práticas, metodologias e relações dentro da sala de aula. Professores que atuam de forma mediadora, que acolhem os erros como parte do processo de construção do conhecimento e que utilizam recursos didáticos diversificados, incluindo as tecnologias digitais, contribuem significativamente para tornar o ensino mais acessível e significativo.

Não há recurso de ensino, por si só, capaz de garantir o sucesso da aprendizagem, cabendo aos educadores garantir uma exploração adequada do que esse “instrumento de ensino” possa vir a oferecer. É fato que a matemática é essencial por toda a vida, portanto existe uma necessidade muito grande de que seus conteúdos sejam relacionados com o cotidiano do aluno e que ele conheça sua aplicabilidade fora do ambiente da sala de aula tornando a disciplina pouco amedrontadora. São muitos os aspectos psicológicos que influenciam a construção do conhecimento e é necessário que se forme uma equipe apta a trabalhar e sanar as diversas dificuldades encontradas.

A valorização do protagonismo discente, aliada ao uso de estratégias motivadoras e à escuta ativa por parte dos educadores, cria um ambiente mais propício à aprendizagem. Assim, é possível não apenas minimizar as dificuldades, mas também fortalecer a autonomia, a autoestima e o interesse dos estudantes pela Matemática. A construção de uma prática pedagógica mais reflexiva e humanizada é, portanto, um caminho promissor para transformar os desafios em oportunidades de crescimento educacional.

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ZANELLA, Ana Claudia Silva; ROCHA, Flavia Sucheck Mateus. Dificuldades na aprendizagem matemática. Caderno Intersaberes, v. 9, n. 22, 2020.

Loures, Natália de Oliveira Lopes. As dificuldades de aprendizagem na matemática: Uma abordagem reflexiva.International Integralize Scientific. v 5, n 49, Julho/2025 ISSN/3085-654X

Referencias

Vivian Caroline Coraucci.
BAILEY, C. J.; LEE, J. H.
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Clinical infectious diseases.
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2021.
Disponível em: https://academic.oup.com/cid/article/67/7/1208/6141108.
Acesso em: 2024-09-03.

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n. 49
As dificuldades de aprendizagem na matemática: Uma abordagem reflexiva

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