A arte de ensinar e a relação de trabalho no ensino técnico

THE ART OF TEACHING AND THE WORK RELATIONSHIP IN TECHNICAL EDUCATION

EL ARTE DE ENSEÑAR Y LA RELACIÓN DE TRABAJO EN LA EDUCACIÓN TÉCNICA

Autor

URL do Artigo

https://iiscientific.com/artigos/AAF716

DOI

doi.org/10.63391/AAF716

Lacerda, Luciano Rodrigues de . A arte de ensinar e a relação de trabalho no ensino técnico. International Integralize Scientific. v 5, n 47, Maio/2025 ISSN/3085-654X

Resumo

A arte de ensinar e a relação de trabalho foi o problema da pesquisa. O alcance do problema foi os professores, parte central deste artigo, relacionando no ensino técnico para o reconhecimento do trabalho efetivo. O objetivo geral foi analisar a relação de trabalho docente com didática no ensino técnico. O motivo que estimulou o desenvolvimento do estudo foi a falta de reconhecimento do trabalho docente e a associação deste com as demais áreas do mundo do trabalho profissional a qual o professor ajuda a formar. Em algum momento, o docente já ouviu alguém perguntar se o professor não trabalha, o que o professor faz vida, se o professor só dá aula. A metodologia utilizada foi um misto de pesquisa bibliográfica e descritiva, sendo analisados textos relacionados ao tema do artigo e do objeto de estudo dando sustentação teórica para a escrita aproximando do tema e seu objeto de estudo. Analisado que o professor visionário exerce a função de ensinar com maestria, tem em mente a responsabilidade de produzir ao invés de apresentar como de sua própria autoria. O ensinar e a relação de trabalho no ensino técnico passam pela boa venda tendo em vista que, o professor e o vender utilizam em sua abordagem a comunicação assertiva, a proximidade com o outro, empatia, disposição e coragem de ir além do comum. Após análise bibliográfica verificando que não existe uma relação conflituosa e sim uma fala desconecta da realidade docente.
Palavras-chave
ensinar; relação; trabalho; técnico; professor.

Summary

The art of teaching and the work relationship were the research problem. The scope of the problem focused on teachers, who are the central part of this article, relating to technical education for the recognition of effective work. The main objective was to analyze the relationship between teaching work and didactics in technical education. The motivation that stimulated the development of this study was the lack of recognition of teachers’ work and its association with other areas of the professional world that teachers help to shape. At some point, teachers have heard someone ask if teachers do not work, what do teachers do in life, or if teachers only give classes. The methodology used was a mixed approach of bibliographic and descriptive research, analyzing texts related to the theme of the article and the object of study, providing theoretical support for the writing and bringing it closer to the theme and its object of study. It was analyzed that the visionary teacher performs the function of teaching with mastery, keeping in mind the responsibility to produce rather than present as their own work. Teaching and the work relationship in technical education depend on good selling, considering that teaching and selling involve assertive communication, closeness with others, empathy, willingness, and courage to go beyond the ordinary. After bibliographic analysis, it was verified that there is no conflicting relationship, but rather a disconnect between speech and the reality of teaching.
Keywords
teaching; relationship; work; technical; teacher.

Resumen

El arte de enseñar y la relación laboral fueron el problema de investigación. El alcance del problema se centró en los docentes, que son la parte central de este artículo, relacionándose con la enseñanza técnica para el reconocimiento del trabajo efectivo. El objetivo general fue analizar la relación entre el trabajo docente y la didáctica en la enseñanza técnica. La motivación que impulsó el desarrollo del estudio fue la falta de reconocimiento del trabajo docente y su asociación con otras áreas del mundo laboral profesional que el docente ayuda a formar. En algún momento, el docente ha escuchado a alguien preguntar si los profesores no trabajan, qué hacen en la vida, o si solo dan clases. La metodología utilizada fue una combinación de investigación bibliográfica y descriptiva, analizando textos relacionados con el tema del artículo y el objeto de estudio, proporcionando soporte teórico para la escritura y acercándose al tema y su objeto de estudio. Se analizó que el docente visionario ejerce la función de enseñar con maestría, teniendo en cuenta la responsabilidad de producir en lugar de presentar como propio. La enseñanza y la relación laboral en la educación técnica pasan por una buena venta, ya que enseñar y vender utilizan en su enfoque la comunicación asertiva, la cercanía con el otro, la empatía, la disposición y el valor de ir más allá de lo común. Tras el análisis bibliográfico, se verificó que no existe una relación conflictiva, sino una desconexión entre el discurso y la realidad docente.
Palavras-clave
enseñar; relación; trabajo; técnico; docente.

INTRODUÇÃO

O histórico do problema a ser estudado, didática e a relação de trabalho no ensino técnico, tema deste artigo, passa pelo conceito grego de didática que tem o significando “fazer aprender”, “instruir”, “ensinar”. A Didática por muitos anos, foi compreendida como um conjunto de procedimentos técnicos cujo objetivo principal era o de garantir o bom ensino, técnicas pedagógicas eficientes e bem conduzidas produziam a eficácia educativa (Rêgo, 2010, p.8).

Já a relação de trabalho, passa pela empresa, individual ou coletiva, que, assumindo os riscos da atividade econômica, admite, assalaria e dirige a prestação pessoal de serviço. Considerado empregado, toda pessoa física que prestar serviços de natureza não eventual a empregador, sob a dependência deste e mediante salário. Não havendo distinções relativas à espécie de emprego e à condição de trabalhador, nem entre o trabalho intelectual, técnico e manual (Brasil, 2025).

A relevância do problema de pesquisa é no sentido de relacionar a arte de ensinar com o trabalho. O alcance do problema está diretamente ligado aos professores, parte central do artigo; sendo importante relacionar a arte de ensinar e no ensino técnico para o reconhecimento do trabalho efetivo.

As razões que estimularam o desenvolvimento do estudo, são a falta de reconhecimento do trabalho docente e a associação deste com as demais áreas do mundo do trabalho profissional que o professor ajuda a formar. Em algum momento, o docente já ouviu alguém perguntar se o professor não trabalha, o que o professor faz na vida, se o professor só dá aula. 

Pelo autor querer analisar o fato de não se reconhecer que a docência é um trabalho, pois tal ato significa não reconhecer que a profissão “professor” é exercer um trabalho. O objeto de estudo é o relacionamento da arte de ensinar e a relação de trabalho docente. 

O objetivo geral é analisar a relação de trabalho docente com didática no ensino técnico. A metodologia será por meio de uma pesquisa bibliográfica, Costa (2011, p. 34 – 35) sendo realizada em livros acadêmicos sobre o assunto da pesquisa, revistas, artigos de periódicos científicos, jornais, etc. 

O professor para exercer a função precisa ter o ensino superior, com licenciatura específica na área profissional de dedicação. A descrição sumária da atividade de professor do ensino profissional, conforme o (CBO, 2025):

Ministram aulas (comunicação e expressão, integração social e iniciação às ciências) nas quatro primeiras séries do ensino fundamental. Preparam aulas; efetuam registros burocráticos e pedagógicos; participam na elaboração do projeto pedagógico; planejam o curso de acordo com as diretrizes educacionais. Atuam em reuniões administrativas e pedagógicas; organizam eventos e atividades sociais, culturais e pedagógicas. Para o desenvolvimento das atividades utilizam constantemente capacidades de comunicação.

Para Rêgo (2010, pág. 9):

O professor não é um simples executor das prescrições do currículo. O professor tem um papel muito mais importante que o de simplesmente transmitir conhecimentos aos seus alunos. Nesse sentido, o professor tem o papel de mediar, porque ele está no meio, como um agente de ligação entre o conhecimento e os aprendentes. Assim, o professor deve interpretar como um agente de ligação entre o currículo e os alunos. (Rêgo, 2010, pág. 9)

Ser professor não é nada fácil, é ter a melhor das profissões pois além de do prazer de ensinar, formar, transformar vidas, pensamentos, atitudes, sonhos de vidas e ainda trabalhar; o professor tem o prazer de ser um ilustre que teve em sua responsabilidade de formar um médico, um engenheiro, um presidente, um senador, um deputado, um delegado, um policial, um enfermeiro, um pedreiro, um locutor, um ator, um mecânico, um pintor, seja lá a profissão que for, teve um professor.

Nóvoa (2023, p. 13 apud Larrosa, 2019, p. 329), cita o exercício do professor Jorge Larrosa num dos seus livros mais recentes, Esperando não se sabe o quê: sobre o ofício de professor, ele apresenta, provocatoriamente, os resultados de um exercício sobre “o que não é um professor”. A provocação poderia continuar ad infinitum: Um professor não é um facilitador…/ Um professor não é um tutor…/ Um professor não é um colaborador…/Um professor não é um animador…/… e terminar inevitavelmente com uma tautologia: Um professor é um professor.

Um professor não é um guru…/ Um professor não é um iniciador…/ Um professor não é um mediador…/ Um professor não é um autor…/ Um professor não é um treinador…/ Um professor não é um produtor…/ Um professor não é um gestor…/ Um professor não é um fornecedor de serviços…/ Um professor não é um pai, nem uma mãe…/ Um professor não é um companheiro…/ Um professor não é um amigo…/ Um professor não é um líder…/ Um professor não é um ativista…/ Um professor não é um conselheiro espiritual…/ Um professor não é um conselheiro emocional…/ Um professor não é um sedutor…/ Um professor não é um condutor…/ Um professor não é um guia…/ Um professor não é um comunicador…/ Um professor não é um moderador[…].  (Larrosa, 2019, p. 329)

PROFESSOR VISIONÁRIO

Professor de acordo com Houaiss (2011, p. 761), significa pessoa que ensina uma arte, uma ciência, uma técnica, uma disciplina. Quem tem como profissão dar aulas em escola ou universidade; docente. Indivíduo especializado em algo. Que exerce a função de ensinar ou tem diploma ou título para exercer essa profissão [ETIM: lat. Professor,õris’ o que se dedica a’] COL. magistério, professorado.

Visionário conforme Houaiss (2011, p. 963) que (m) tem ou acredita ter visões sobrenaturais. Que (m) tem ideias grandiosas ou acredita em ideais. Que (m) tem ideias extravagantes; excêntrico. [ETIM: fr.visionnaire’id.’]

O professor visionário exerce a função de ensinar com maestria, tem em mente a responsabilidade de produzir ao invés de apresentar como de sua própria autoria, plano de trabalho, plano de aula, os slides que serão utilizados na aula, podendo adicionar ou não, textos, tabelas, gráficos, imagens, vídeos etc (Houaiss, 2011, p. 730). 

Tornar-se-á um professor visionário, aquele que apresenta suas ideias, porque tem em seus pensamentos para a aula, alvos da mais alta aspiração a serem alcançados, sugere soluções perfeitas e respostas criadas no seu entendimento no sentido de resolver o problema, não deixando o aluno perdido no espaço e no tempo sem respostas, direcionamento e dando sentido a qualquer dúvida.

O professor visionário é diferente, é adepto de falar da saúde que é sempre difícil.  E não fica a evocar o sofrimento e a doença, que é sempre mais fácil: todo mundo o faz. Dejours (1949, p. 11) desenvolve suas ideias de aula sempre com positivismo, mesmo estando num mundo real de dificuldades, pois não se presta ao desânimo acadêmico instalado na sociedade.

Silveira (2022, p.2) diz que: 

Nesse contexto, a ansiedade e a depressão caracterizam-se como condições que podem se manifestar em diversas fases da vida do ser humano, sobretudo na adolescência. Dentre as mudanças ocorridas durante essa fase, ressalta-se a vida universitária. A literatura evidencia que 15 a 25% dos estudantes universitários apresentam algum transtorno psiquiátrico, sendo a maioria TA e depressão. Observa-se que no meio acadêmico o estudante, ainda muito jovem, depara-se com novas exigências, métodos de ensino, culturas e hábitos que exigirão uma mudança de comportamento que pode levar à vivência de vários conflitos ( Silveira Ge, 2022, p.2).

O visionário professor tem visão do futuro pautada nas suas ideias grandes e nos seus ideais mesmo frente ao derrotismo, pois é criativo devido às ideias extravagantes, questiona de forma sistemática e com essa postura inova. Um professor com uma postura visionária, chega a ser visto de forma sobrenatural (Michaelis, 2025), ou seja, que está fora do natural ou do comum; que parece ir além das leis naturais; sobre-humano, cuja intensidade está além do razoável; alguns o veem excessivo, outros extraordinário.

Araújo (2016 apud Chiavenato, 2012, p. 8) afirma que:

O empreendedor é um visionário, obtendo um esforço pessoal se comprometendo a concretizar os seus projetos. Nos seus ideais, busca influenciar os demais da sua equipe, a um só objetivo, sendo um líder autêntico. ‘Por ter criatividade e um alto nível de energia, o empreendedor demonstra imaginação e perseverança’, Araújo (2016, p.5)

  

Dessa forma, o professor visionário acaba desenvolvendo algumas características como de ver possibilidades de acertos onde outras pessoas não o veem. Se antecipa por ser visionário, a situações desagradáveis no âmbito da arte de ensinar. Faz correlações de pontos que a priori seriam desconexos, incoerentes ao processo de ensino e aprendizagem. Desenvolve alta capacidade de aproveitar as oportunidades de melhoria contínua que aparecem. Passa a ser um investidor nato e sua carreira profissional docente e com esse pensamento de forma automática se reinventa nos seus afazeres. 

Torna-se um questionador de si próprio, perguntando-se se pode fazer melhor e se aquela aula pode ser desenvolvida de um novo jeito, por uma nova perspectiva, não se acomoda com o que o contemporâneo lhe oferece.

Segundo Rocha Sobrinho (2010, p.191), a verdade que ainda hoje, o peso do trabalho escravo, ainda faz estragos em toda a nação, é preciso romper com essa escrita e transformar o quadro referente ao analfabetismo funcional, cultural, político…etc.; o exército do “nem tô aí” cresce a cada dia em meio caos enfrentado na educação, pois não se tem respeito pelo ser humano, mas preocupação se acentua com programas que exploram a miséria humana, reality shows onde o que importa é se dá bem, se o meu time de futebol é campeão, a minha escola de samba é a campeã está ótimo, já consegui um terreninho na praia, terminei a faculdade…, não preciso de mais nada; e a educação? Isso é de cada um, não se discute.

Sendo visionário o professor rompe com a mística do só dar aula e não trabalhar, dessa forma automaticamente esclarece sobre a didática e a relação de trabalho no ensino técnico.

PROFESSOR VENDEDOR

Qualquer pessoa que ensina uma arte, ciência, técnica ou uma disciplina, essa pessoa tem como profissão dar aulas seja em escola ou universidade; é um docente, especializado em algo pois exerce a função de ensinar por ter diploma ou título para exercer essa profissão, o professorado. (Houaiss, 2011, p. 761). Já o vendedor é quem vende (Houaiss, 2011, p. 952), a correlação entre o trabalho docente e o de vender possui pontos em comum.

Como afirma Ratto, (2014, p. 17):

Vender, em um sentido amplo, pode ser definido como o trabalho de transmitir um conceito, uma ideia ou uma proposta. Assim, todo mundo vende algo quando comunica ideias e interesses. Transmitir ideias de forma eficaz é uma das chaves para o sucesso nas relações interpessoais e, por consequência, condição importante para a vida de forma geral. Desde a infância desenvolvemos técnicas de comunicação para nos fazer compreender, para compreender os outros e para conseguir as coisas que desejamos. Essas técnicas, que são aplicadas inicialmente e de forma instintiva no ambiente familiar, vão se aperfeiçoando, mais tarde, na escola, em outros círculos sociais e, de forma acentuada, na vida profissional. Seguindo essa linha, vender é usar a capacidade de comunicação pessoal para estimular alguém a agir em favor de nosso interesse (Ratto, 2014, p. 17).

Um professor assim como um vendedor transmite conceitos, promove ideias, propostas. Sugere soluções, utilizando-se de técnicas de comunicação para se fazer entender, para entender e motivar por meio de pessoas a outros, conseguindo assim alcançar os objetivos da aprendizagem que se deseja.

Como é feita a venda? Para Ratto, (2014, p. 17):

Venda é o processo de comunicação que ocorre entre aqueles que têm algo a vender e aqueles que e interessam por adquirir algo. Ela se realiza a partir do contato e da troca de informações entre comprador e vendedor. É simples. Aqueles que têm algo a vender devem ser organizar para apresentar da melhor maneira aquilo que oferecem. As pessoas que se interessam por adquirir algum bem ou serviço devem procurar locais onde é possível encontrar o que desejam (Ratto, 2014, p. 17).

Professor (CBO, 2025) ensina conhecimentos teóricos e práticos de uma área profissional utilizando um conjunto de capacidades comunicativas; planeja o trabalho docente; avalia a aprendizagem e o ensino; realiza pesquisas das mudanças no seu campo de ensino para transformar esse conhecimento em aulas e situações laboratoriais. Desenvolve recursos didáticos, produz registros escritos e gráficos; trabalha com higiene e segurança e promove educação em diversas áreas do conhecimento.

O professor que possui as habilidades de venda consegue ensinar melhor, obtendo melhores resultados, pois a arte de ensinar exige a comunicação entre vendedor e o potencial comprador não se limita à troca de informações, conforme Ratto, (2014, p. 17). Ela também se dá por meio da propaganda, promoção de vendas, exposição dos produtos ou de materiais que oferecem os serviços, pela comunicação visual da loja e pelas informações acessíveis ao comprador, como preços, planos de pagamento, prazo de entrega, entre outros.

No trabalho docente, a propaganda da aula se dá por meio do entusiasmo, da atenção ao que o aluno deseja falar, do ato de ouvir, da sinceridade do trabalho, da paixão que fica clara sem esquecer da dedicação ao ofício, dessa forma, automaticamente promove-se a venda do assunto. 

Mas diante de uma conjuntura que assusta o futuro do trabalho docente, devido a diversos fatores, o professor consegue manter a força e entusiasmo pela docência. Pois, segundo Ratto (2014, p. 20) o papel do vendedor é agilizar o processo de comunicação, procurando mostrar ao comprador os benefícios de uma determinada mercadoria ou serviço. Sua meta é atender às necessidades do cliente, obtendo um nível de satisfação alto que estimulará seu retorno e, por conseguinte, novas vendas.

O professor vendedor acaba tendo a característica de agilizar o processo de comunicação, mostra ao discente os benefícios de se estudar com afinco. Seu olhar é atender às necessidades do aluno no sentido de desenvolvimento e crescimento intelectual, este satisfeito com aula, com o ensinamento, retorna no dia seguinte.

Borgmann, 2016, p.30 afirma que:

Possuindo um excesso de atribuições, encargos e responsabilidades, os professores da atualidade lidam com o desafio de formar profissionais e principalmente pessoas. A maior parte da literatura que discute sobre Educação aponta que um bom professor é capaz de fazer qualquer aluno aprender, sendo capaz de potencializar a construção do conhecimento de seus estudantes. Assim, é muitas vezes atribuída ao professor a responsabilidade pelo sucesso e insucesso da aprendizagem, sendo a sua atuação determinante para o desempenho dos alunos (Borgmann, 2016, p. 30).

 O professor vendedor, é virtuoso  e tem em seu pensamento desenvolver o trabalho com qualidade e eficácia, mesmo diante fatos contrários, obstáculos e demandas exaustivas. O objetivo final do vendedor, de acordo com Ratto (2014, p. 30), é ter o cliente satisfeito, bem informado, seguro de sua opção e com suas expectativas atendidas ou superadas. A venda em si será um reflexo disso.

A arte de ensinar e a relação de trabalho no ensino técnico, passa pela boa venda tendo em vista que o professor e o vendedor, possuem características similares e utilizam em sua abordagem a comunicação assertiva, a proximidade com o outro, empatia, disposição e coragem de ir além do comum.

 

ANÁLISE

A arte de ensinar e a relação de trabalho no ensino técnico tem como ator principal o professor, que nessa relação é a mola propulsora que gera força na combinação de ensinar e trabalhar. Ao professor é imprescindível ter em mente que é o seu trabalho e o ensinar é prazeroso totalmente conexo, ou seja, tem relação de dependência, devendo ser realizado da melhor forma possível. 

Dessa forma, Diaz, Panico, & Perez (2024, p. 7) afirma que “somos professoras e professores. Qual é nossa responsabilidade? É que estudantes, sem exceção, se desenvolvam integralmente e aprendam o que, sozinhos ou fora da escola, teriam pouquíssimas chances de aprender”.

Ser professor, distingue-se das demais profissões, pois lecionar é ter a convicção de uma vocação, ou seja, ter a disposição natural, de forma espontânea orientada não por razões financeiras ou ideológicas, não somente mediante salário, mas por acreditar na transformação de vida por meio do saber.

O professor não é um simples executor das prescrições do currículo. O professor tem um papel muito mais importante que o de simplesmente transmitir conhecimentos aos seus alunos. Nesse sentido, o professor tem o papel de mediar, porque ele está no meio, como um agente de ligação entre o conhecimento e os aprendentes. Assim, o professor deve interpretar como um agente de ligação entre o currículo e os alunos. (Rêgo, 2010, pág. 9)

A conduta diferenciada do professor que tem bem resolvida a arte de ensinar e a relação de trabalho, pois o professor visionário é diferente, adepto de falar do contentamento, da alegria, do bem-estar e da felicidade, que é difícil em determinadas situações; não fica a evocar o sofrimento e a doença, que é sempre mais fácil: todo mundo o faz. (Dejours, 1949, p. 11).

A observação do problema de pesquisa que é a relação da arte de ensinar com o trabalho e alcança os professores, objeto central de estudo do artigo, sendo importante para o reconhecimento do trabalho efetivo. Para isso, o professor deve pensar como um empreendedor.

Conforme Araújo (2016 apud Chiavenato, 2012, p. 8) afirma que:

O empreendedor é um visionário, obtendo um esforço pessoal se comprometendo a concretizar os seus projetos. Nos seus ideais, busca influenciar os demais da sua equipe, a um só objetivo, sendo um líder autêntico. “Por ter criatividade e um alto nível de energia, o empreendedor demonstra imaginação e perseverança, (Araújo, 2016, p.5)

Mas o que é ser professor, de acordo com Houaiss (2011, p. 761), significa pessoa que ensina uma arte, uma ciência, uma técnica, uma disciplina. Quem tem como profissão dar aulas em escola ou universidade; docente. Indivíduo especializado em algo. Que exerce a função de ensinar ou tem diploma ou título para exercer essa profissão [ETIM: lat. Professor,õris’ o que se dedica a’] COL. magistério, professorado.

Visionário conforme (Houaiss, 2011, p. 963) que (m) tem ou acredita ter visões sobrenaturais. Que (m) tem ideias grandiosas ou acredita em ideais. Que (m) tem ideias extravagantes; excêntrico. [ETIM: fr.visionnaire’id.’]

O professor visionário exerce a função de ensinar com maestria, tem em mente a responsabilidade de produzir ao invés de apresentar como de sua própria autoria, plano de trabalho, plano de aula, os slides que serão utilizados na aula, podendo adicionar ou não, textos, tabelas, gráficos, imagens, vídeos etc.

Dessa forma, o professor somado ao ser visionário, com as qualidades de um vendedor, vendedor é quem vende (Houaiss, 2011, p. 952), obterá melhores resultados na sala de aula. Não esquecendo que deverá saber negociar constantemente, como afirma Langdon, (2009, p. 6):

Nenhuma organização pode ser bem-sucedida sem negociações eficazes. De fato, nenhuma interação humana pode prosperar sem conciliação e habilidade de reconhecer situações em que todos saem ganhando. Saber negociar é, portanto, uma competência-chave não só para quem precisa negociar com clientes, fornecedores e o outro lado das relações empresariais, mas para qualquer um cujo trabalho envolva estabelecer acordos com outras pessoas (Langdon, 2009, p. 6).

Professor (CBO, 2025) ensina conhecimentos teóricos e práticos de uma área profissional utilizando um conjunto de capacidades comunicativas; planeja o trabalho docente; avalia a aprendizagem e o ensino; realiza pesquisas das mudanças no seu campo de ensino para transformar esse conhecimento em aulas e situações laboratoriais. Desenvolve recursos didáticos, produz registros escritos e gráficos; trabalha com higiene e segurança e promove educação em diversas áreas do conhecimento.

Mas se esse professor se compromete em habilitar-se no mundo do trabalho oferecendo um serviço melhor, o seu trabalho fluirá melhor e consequentemente o conhecimento será mais bem absorvido. O professor deve ter em mente que a sua didática deve se transformar, ou seja, tornar o aluno diferente de quando ele o conheceu; se o aluno passar pelo professor durante um período e não for transformado, algo precisa ser mudado (Cordeiro, 2013).

O professor deve acreditar nas transformações por meio da educação, mesmo que a situação no mundo da educação, não seja a favor do trabalho docente, que o aluno sofra por conta de transtornos diversos, por conta das mudanças no estado cognitivo da população discente, todas essas mazelas afetem o seu desempenho, conforme afirma Silveira Ge, (2022, p.2):

Nesse contexto, a ansiedade e a depressão caracterizam-se como condições que podem se manifestar em diversas fases da vida do ser humano, sobretudo na adolescência. Dentre as mudanças ocorridas durante essa fase, ressalta-se a vida universitária. A literatura evidencia que 15 a 25% dos estudantes universitários apresentam algum transtorno psiquiátrico, sendo a maioria TA e depressão. Observa-se que no meio acadêmico o estudante, ainda muito jovem, depara-se com novas exigências, métodos de ensino, culturas e hábitos que exigirão uma mudança de comportamento que pode levar à vivência de vários conflitos. (Silveira Ge, 2022, p.2)

Diante de um cenário de horror, o professor que possui as habilidades de venda consegue ensinar melhor, obtendo melhores resultados, pois a arte de ensinar exige a comunicação entre vendedor e o potencial comprador não se limita à troca de informações, de acordo com Ratto, (2014, p. 17)

Venda é o processo de comunicação que ocorre entre aqueles que têm algo a vender e aqueles que e interessam por adquirir algo. Ela se realiza a partir do contato e da troca de informações entre comprador e vendedor. É simples. Aqueles que têm algo a vender devem se organizar para apresentar da melhor maneira aquilo que oferecem. As pessoas que se interessam por adquirir algum bem ou serviço devem procurar locais onde é possível encontrar o que desejam (Ratto, 2014, p. 17).

Nada faria sentido se o professor não compreendesse que a arte de ensinar é seu trabalho, seu ofício, conforme afirma Cordeiro, (2012, p.166): 

O professor é investido por ele da missão de tornar o homem diferente, mediante os recursos da arte de ensinar. O seu método, ou arte, parte das impressões sensoriais e procura as causas para os fenômenos a serem aprendidos. Trata-se de uma didática centrada na razão, na busca dos princípios gerais , na observação da natureza, das semelhanças e diferenças entre os fenômenos (Cordeiro, 2012, p.166).

O professor contemporâneo, que acompanha o mundo do trabalho, as mudanças no mundo, orienta-se por meio de capacitações, cursos, workshops, ele se mantém antenado sobre a geopolítica mundial, sobre as questões ambientais, assuntos específicos relacionados a sua área de atuação docente, está à frente dos demais pois é exigido do professor um constante aprendizado, que este esteja altamente capacitado para acompanhar as mudanças na educação para poder prover um melhor ensino, Krug (2017, p. 2), salienta que:

Nas últimas décadas, aumentaram, consideravelmente, em importância, os estudos e as pesquisas sobre as escolas eficazes, assim como a efetividade do professor. A exigência de uma mão de obra docente, necessariamente de melhor qualidade é claramente e cada vez mais um assunto de Estado que, sem dimensões, ultrapassa fronteiras nacionais (Krug, 2017, p. 2).

METODOLOGIA

A metodologia utilizada será um misto de pesquisa bibliográfica e descritiva; onde serão analisados textos relacionados ao tema do artigo e do objeto de estudo, que darão sustentação teórica para a escrita aproximando do tema e seu objeto de estudo; a pesquisa bibliográfica, Costa, (2011, p. 34 – 35) sendo realizada em livros acadêmicos sobre o assunto da pesquisa, revistas, artigos de periódicos científicos, jornais, etc. Juntando a uma pesquisa descritiva que procura conhecer e interpretar a realidade, sem interferir para modificá-la. (Rudio, 2015, p. 71) pois, descrever é narrar o que acontece, a pesquisa descritiva está interessada em descobrir e observar fenômenos, procurando descrevê-lo, classificá-los e interpretá-los.

RESULTADOS E DISCUSSÃO

O resultado alcançado com a pesquisa desenvolvida sobre a arte de ensinar e a relação de trabalho no ensino técnico. Por meio de análise bibliográfica, apurado semelhanças do trabalho daquele que ensina uma arte, uma ciência, uma técnica, uma disciplina e quem tem como profissão dar aulas em escola ou universidade, um docente. Indivíduo especializado em algo, exercendo a função de ensinar e se dedicar ao professorado. Com aquele que tem ideias grandiosas, que acredita em ideais e tem ideias extravagantes.

Analisado que o professor visionário exerce a função de ensinar com maestria, tem em mente a responsabilidade de produzir ao invés de apresentar como de sua própria autoria. Apresenta suas ideias, porque tem em seus pensamentos para a aula, alvos da mais alta aspiração a serem alcançados, sugere soluções perfeitas e respostas criadas no seu entendimento no sentido de resolver o problema, não deixando o aluno perdido no espaço e no tempo sem respostas, direcionamento e dando sentido a qualquer dúvida.

Tem visão do futuro pautada nas suas ideias e nos seus ideais mesmo frente ao derrotismo, criativo devido às ideias extravagantes, questiona de forma sistemática e com essa atitude inova. Devido a postura visionária chega a ser visto de forma sobrenatural, ou seja, que está fora do natural ou do comum. Assim, o professor visionário desenvolve algumas características:

  • ver possibilidades de acertos onde outras pessoas não o veem;
  • se antecipa a situações desagradáveis no âmbito da arte de ensinar;
  • fazer correlações de pontos que a priori seriam desconexos, ao processo de ensino e aprendizagem;
  • capacidade de aproveitar as oportunidades de melhoria contínua que aparecem;
  • investidor nato em sua carreira profissional docente;
  • de forma automática se reinventa nos seus afazeres;
  • questionador de si próprio perguntando-se se pode fazer melhor e se aquela aula pode ser desenvolvida de um novo jeito, por uma nova perspectiva, não se acomoda com o que o contemporâneo lhe oferece.

Sendo visionário o professor rompe com a mística do só dar aula e não trabalhar, dessa forma automaticamente esclarece sobre a didática e a relação de trabalho no ensino técnico.

Um professor transmite conceitos, promove ideias, propostas. Sugere soluções, utilizando-se de técnicas de comunicação para se fazer entender, para entender e motivar por meio de pessoas a outros, conseguindo assim alcançar os objetivos da aprendizagem que se deseja. Com as habilidades de venda consegue ensinar melhor, obtendo melhores resultados pois a arte de ensinar exige a comunicação entre vendedor e o potencial comprador não se limita à troca de informações. 

A propaganda da aula se dá por meio do entusiasmo, da atenção ao que o aluno deseja falar, do ato de ouvir, da sinceridade do trabalho, da paixão que fica clara sem esquecer da dedicação ao ofício, dessa forma, automaticamente promove-se a venda do assunto. 

O professor vendedor acaba desenvolvendo algumas características:

  • de agilizar o processo de comunicação, mostra ao discente os benefícios de se estudar com afinco. 
  • de atender às necessidades do aluno no sentido de desenvolvimento e crescimento intelectual, este satisfeito com aula, com o ensinamento, retorna no dia seguinte.
  • de desenvolver o trabalho com qualidade e eficácia, mesmo diante fatos contrários, obstáculos e demandas exaustivas. 

A arte de ensinar e a relação de trabalho no ensino técnico, passa pela boa venda tendo em vista que o professor e o vendedor, possuem características similares e utilizam em sua abordagem a comunicação assertiva, a proximidade com o outro, empatia, disposição e coragem de ir além do comum.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

A conclusão da pesquisa desenvolvida sobre a arte de ensinar e a relação de trabalho no ensino técnico, após análise bibliográfica, verificado que não existe uma relação conflituosa, apenas uma fala desconecta da realidade docente porque não soa bem aos ouvidos daquele que se dedica ao ensino, somente uma fala ruim, nada que desacredite o trabalho docente.

A arte de ensinar é ação direta do trabalho dos professores, sendo importante o reconhecimento do trabalho efetivo deste com as demais áreas do mundo do trabalho profissional que o professor ajuda a formar. 

Em algum momento o docente ouvirá alguém perguntar se o professor não trabalha, o que o professor faz na vida, se o professor só dá aula. Por conta da dissociação da atividade, que é o exercício da profissão de professor com um cargo, este sendo uma posição de trabalho dentro de uma organização. 

Analisar o fato de não se reconhecer que a docência é um trabalho, pois tal ato significa não reconhecer que a profissão “professor” é exercer um trabalho. Teve como objeto de estudo o relacionamento da arte de ensinar e a relação de trabalho docente. Sendo alcançado o objetivo geral de analisar a relação de trabalho docente com didática no ensino técnico; por meio de uma pesquisa bibliográfica, sendo realizada em livros acadêmicos e artigos de periódicos científicos. 

Verificado que professor para exercer a função precisa ter o ensino superior, com licenciatura específica na área profissional de dedicação. E a descrição sumária da atividade de professor do ensino profissional:

  • ministram aulas utilizando da comunicação e expressão, integração social;
  • preparam aulas através de pesquisa e leitura de textos;
  • efetuam registros burocráticos e pedagógicos; 
  • participam na elaboração do projeto pedagógico; 
  • planejam curso de acordo com as diretrizes educacionais;
  • atuam em reuniões administrativas e pedagógicas; 
  • organizam eventos e atividades sociais, culturais e pedagógicas. 

Para o desenvolvimento das atividades utilizam constantemente capacidades de comunicação e negociação.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

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ARAÚJO, Aliete de Andrade França. A importância do empreendedor na gestão organizacional. Vol. 6, nº 8, 2016. FABE em Revista. Revista Eletrônica.  

BRASIL. [CLT] Decreto-Lei nº 5.452, de 1º de maio de 1943. Aprova a Consolidação das Leis do Trabalho. Rio de Janeiro, 1 de maio de 1943. Presidência da República. Disponível em: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/Del5452compilado.htm. Acesso em: 06 de março de 2025.

CBO, C. B. (06 de Março de 2025). Classificação Brasileira de Ocupações CBO Ministério do Trabalho. Fonte: Classificação Brasileira de Ocupações: http://www.mtecbo.gov.br/cbosite/pages/home.jsf.

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DEJOURS, Christophe, 1949 – A loucura do trabalho: estudo de psicopatologia do trabalho / Christophe Dejours; tradução de Ana Isabel Paraguay e Lúcia Leal Ferreira. – São Paulo: Cortez – Oboré, 1988.

DIAZ, Patricia; PANICO, Roberta e PEREZ, Tereza. Docência: ensinar, aprender e transformar agora / organização Patrícia Diaz, Roberta Panico e Tereza Perez. — 1. ed. — São Paulo : Moderna, 2024.

KRUG, Flavia Susana. Reflexões sobre aprender e ensinar. Flavia Suzana Krug. Artigo ISSN: 1809-6220. Revista de Educação do IDEAU – Vol. 12 – Nº 26 – Julho – Dezembro 2017. 

NÓVOA, A. (13 de Janeiro de 2023). Conhecimento profissional docente e formação de professores. Revista Brasileira de Educação, p. 20.

RATTO, Luiz. Vendas: técnicas de trabalho e mercado 15 / Luiz Ratto. reimpr. Rio de Janeiro: Senac Nacional, 2014.

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v. 67
n. 7
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Disponível em: https://academic.oup.com/cid/article/67/7/1208/6141108.
Acesso em: 2024-09-03.

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v. 5
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A arte de ensinar e a relação de trabalho no ensino técnico

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