Desafios e potencialidades da promoção da criatividade e ecoformação nas escolas públicas

CHALLENGES AND POTENTIALITIES OF PROMOTING CREATIVITY AND ECOFORMATION IN PUBLIC SCHOOLS

DESAFÍOS Y POTENCIALIDADES DE LA PROMOCIÓN DE LA CREATIVIDAD Y LA ECOFORMACIÓN EN LAS ESCUELAS PÚBLICAS

Autor

URL do Artigo

https://iiscientific.com/artigos/BD4FF1

DOI

doi.org/10.63391/BD4FF1

Sobrinho, Francisco Júlio Pereira . Desafios e potencialidades da promoção da criatividade e ecoformação nas escolas públicas. International Integralize Scientific. v 5, n 48, Junho/2025 ISSN/3085-654X

Resumo

Este artigo aborda os desafios e potencialidades da promoção da criatividade e ecoformação nas escolas públicas, ressaltando a importância dessas práticas para a formação integral dos estudantes. O objetivo é analisar como essas dimensões podem ser integradas ao contexto educacional público, identificando barreiras e estratégias para sua implementação efetiva. A metodologia adotada foi qualitativa, baseada em revisão bibliográfica e análise documental de obras acadêmicas, artigos científicos e documentos oficiais recentes, além de relatórios institucionais sobre políticas educacionais. Os resultados evidenciam que, apesar das dificuldades estruturais e culturais, há oportunidades significativas para fortalecer práticas pedagógicas inovadoras e acessíveis, com destaque para a formação docente, projetos interdisciplinares e articulação comunitária. A discussão aponta que a criatividade aliada à ecoformação contribui para uma educação crítica, participativa e sustentável, mas exige o engajamento de gestores, educadores e políticas públicas eficazes para superar as barreiras existentes. A conclusão enfatiza que o futuro da educação pública depende da consolidação dessas práticas como elementos centrais na formação cidadã, capazes de promover transformações sociais e ambientais. A integração da criatividade e ecoformação representa um caminho promissor para uma educação mais justa e democrática, alinhada às demandas do século XXI.
Palavras-chave
criatividade; ecoformação; escolas públicas; práticas pedagógicas.

Summary

This article addresses the challenges and potentialities of promoting creativity and ecoformation in public schools, highlighting the importance of these practices for the comprehensive development of students. The objective is to analyze how these dimensions can be integrated into the public educational context, identifying barriers and strategies for their effective implementation. The methodology adopted was qualitative, based on a literature review and documentary analysis of academic works, scientific articles, and recent official documents, as well as institutional reports on educational policies. The results show that despite structural and cultural difficulties, there are significant opportunities to strengthen innovative and accessible pedagogical practices, with emphasis on teacher training, interdisciplinary projects, and community engagement. The discussion points out that creativity combined with ecoformation contributes to a critical, participative, and sustainable education but requires the commitment of managers, educators, and effective public policies to overcome existing barriers. The conclusion emphasizes that the future of public education depends on consolidating these practices as central elements in civic education, capable of promoting social and environmental transformations. The integration of creativity and ecoformation represents a promising path towards a fairer and more democratic education aligned with the demands of the 21st century.
Keywords
creativity; ecoformation; public schools; pedagogical practices.

Resumen

Este artículo aborda los desafíos y potencialidades de la promoción de la creatividad y la ecoformación en las escuelas públicas, destacando la importancia de estas prácticas para el desarrollo integral de los estudiantes. El objetivo es analizar cómo estas dimensiones pueden integrarse en el contexto educativo público, identificando barreras y estrategias para su implementación efectiva. La metodología adoptada fue cualitativa, basada en una revisión bibliográfica y análisis documental de obras académicas, artículos científicos y documentos oficiales recientes, así como informes institucionales sobre políticas educativas. Los resultados muestran que, a pesar de las dificultades estructurales y culturales, existen oportunidades significativas para fortalecer prácticas pedagógicas innovadoras y accesibles, con énfasis en la formación docente, proyectos interdisciplinarios y el compromiso comunitario. La discusión señala que la creatividad combinada con la ecoformación contribuye a una educación crítica, participativa y sostenible, pero requiere el compromiso de gestores, educadores y políticas públicas eficaces para superar las barreras existentes. La conclusión enfatiza que el futuro de la educación pública depende de consolidar estas prácticas como elementos centrales en la formación ciudadana, capaces de promover transformaciones sociales y ambientales. La integración de la creatividad y la ecoformación representa un camino prometedor hacia una educación más justa y democrática, alineada con las demandas del siglo XXI.
Palavras-clave
creatividad; ecoformación; escuelas públicas; prácticas pedagógicas.

INTRODUÇÃO

A promoção da criatividade e da ecoformação no contexto das escolas públicas representa um desafio contemporâneo no campo da educação integral, especialmente diante das múltiplas desigualdades sociais e estruturais que marcam o cenário brasileiro. A criatividade, compreendida como a capacidade de imaginar, inovar e propor soluções originais, é um componente essencial para a formação de sujeitos críticos e atuantes na transformação da realidade (Antunes, 2012, p. 45). Ao mesmo tempo, a ecoformação emerge como uma abordagem que propõe o desenvolvimento de uma consciência ecológica profunda, fundamentada na relação entre o ser humano, a natureza e a coletividade (Morin, 2002, p. 134).

A educação pública assume papel estratégico ao integrar essas dimensões no cotidiano escolar, contribuindo para a construção de uma cidadania sensível às questões ambientais, sociais e culturais. Então, é necessário considerar que as escolas públicas enfrentam limites concretos, como a escassez de recursos, a desvalorização do magistério e as dificuldades de formação continuada, fatores que afetam diretamente a implementação de práticas pedagógicas inovadoras. Por outro lado, experiências já desenvolvidas em diversas redes de ensino evidenciam o potencial das práticas criativas e ecoformadoras na promoção do protagonismo estudantil e na ressignificação do processo educativo (Barros, 2021, p. 79). 

Assim, esta discussão torna-se relevante ao colocar em evidência a necessidade de repensar os modelos tradicionais de ensino e investir em abordagens que favoreçam a autonomia, a sensibilidade e a experimentação dos sujeitos na escola pública.

METODOLOGIA

Para a elaboração deste estudo, adotou-se uma abordagem qualitativa, baseada em revisão bibliográfica e análise documental, com o objetivo de compreender os desafios e potencialidades da promoção da criatividade e ecoformação nas escolas públicas. A revisão bibliográfica contemplou obras acadêmicas, artigos científicos e documentos oficiais relacionados à educação pública, criatividade, ecoformação e metodologias pedagógicas inovadoras. A seleção dos materiais foi realizada em bases de dados acadêmicas reconhecidas, como Scielo, Google Scholar e CAPES, priorizando publicações dos últimos dez anos para garantir a atualidade das informações.

Além da revisão teórica, foram analisados relatórios e documentos institucionais que abordam políticas educacionais e práticas pedagógicas em escolas públicas, buscando identificar as condições estruturais e culturais que influenciam a inclusão das abordagens estudadas. A análise foi conduzida por meio de leitura crítica e sistematização dos dados relevantes, articulando-os com os objetivos do estudo.

Essa metodologia permitiu uma compreensão aprofundada do contexto educacional público brasileiro, identificando tanto os obstáculos quanto as oportunidades para a integração da criatividade e da ecoformação no cotidiano escolar. A escolha da pesquisa qualitativa foi fundamental para captar as nuances das práticas pedagógicas e o papel das políticas e da comunidade na transformação educacional.

DESENVOLVIMENTO

FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA SOBRE CRIATIVIDADE NA EDUCAÇÃO PÚBLICA

A criatividade na educação pública deve ser compreendida como um direito e uma necessidade, especialmente diante da complexidade social que atravessa as realidades escolares. Segundo Csikszentmihalyi (1998, p. 27), a criatividade é um processo sistêmico que envolve o indivíduo, o campo do conhecimento e o ambiente social, sendo fundamental para promover inovação e resolver problemas de maneira original. No contexto escolar, ela deixa de ser uma habilidade isolada para tornar-se parte da construção da autonomia e do pensamento crítico dos estudantes. Para Alencar (2017, p. 92), o estímulo à criatividade está diretamente relacionado a ambientes que valorizam a curiosidade, o erro como parte da aprendizagem e a expressão de múltiplas formas de conhecimento.

A realidade da escola pública muitas vezes apresenta obstáculos estruturais e culturais que dificultam a inserção de metodologias que favoreçam a experimentação e a inovação. Ainda assim, há potencial para ressignificar práticas pedagógicas a partir do olhar criativo do educador e da valorização dos saberes dos estudantes. Nesse sentido, os estudos de Nakano (2015, p. 61) apontam para a importância da formação docente voltada à criatividade, destacando que professores criativos tendem a criar contextos mais dinâmicos e significativos de aprendizagem.

A fundamentação teórica sobre criatividade, portanto, reforça que ela não é privilégio de poucos, mas uma capacidade que pode e deve ser cultivada por meio de políticas públicas, currículos flexíveis e práticas que respeitem a diversidade cultural e cognitiva dos alunos da escola pública.

A ECOFORMAÇÃO COMO PERSPECTIVA FORMATIVA CRÍTICA E EMANCIPADORA

A ecoformação, enquanto abordagem formativa, propõe uma ruptura com os modelos tradicionais de ensino ao integrar dimensões éticas, estéticas, ecológicas e existenciais na formação do sujeito. Trata-se de uma perspectiva crítica e emancipadora que visa a reconstrução das relações entre o ser humano, o conhecimento e o meio ambiente. Para Morin (2001, p. 43), é imprescindível repensar a educação a partir da complexidade, valorizando a interdependência entre os elementos naturais, sociais e culturais, promovendo uma consciência planetária. Nesse sentido, a ecoformação não apenas educa para o meio ambiente, mas forma indivíduos conscientes de sua inserção no mundo, capazes de agir com responsabilidade socioambiental.

Segundo Sauvé (2005, p. 14), a educação ambiental transformadora deve articular o desenvolvimento de valores, atitudes e competências voltadas à sustentabilidade, em diálogo com o contexto social e cultural em que o educando está inserido.

No campo da educação pública, essa abordagem apresenta-se como oportunidade de ressignificação do currículo e do papel da escola na construção de uma cidadania ecológica. A ecoformação rompe com a fragmentação disciplinar e propõe um olhar mais amplo, sensível e integrado à realidade local, favorecendo a participação ativa dos estudantes em projetos que envolvam sua comunidade e território. Essa perspectiva também fortalece o protagonismo estudantil e a capacidade de agir frente aos desafios ambientais e sociais.

O PAPEL DA ESCOLA PÚBLICA NO DESENVOLVIMENTO DA CONSCIÊNCIA AMBIENTAL E CRIATIVA

A escola pública desempenha um papel central no desenvolvimento da consciência ambiental e criativa, pois atua diretamente na formação de sujeitos críticos e atuantes em suas comunidades. Ao reconhecer sua função social, a escola deve promover experiências educativas que integrem as dimensões cognitivas, afetivas, sociais e ecológicas, favorecendo a construção de uma cultura voltada à sustentabilidade e à inovação pedagógica. Nesse contexto, torna-se essencial criar espaços de aprendizagem que estimulem a curiosidade, a experimentação, o pensamento crítico e o engajamento dos estudantes com os problemas reais de seu entorno.

Segundo Gadotti (2009, p. 45), a escola pública é, por excelência, o espaço democrático de formação cidadã, onde é possível construir valores que sustentem práticas de preservação ambiental e de transformação social. Isso requer uma proposta curricular que articule saberes científicos, populares e ecológicos, promovendo o diálogo entre áreas do conhecimento e projetos interdisciplinares. Além disso, é fundamental o investimento em metodologias que valorizem a escuta, a colaboração e a autoria dos estudantes, permitindo que se reconheçam como agentes capazes de intervir em seu meio de maneira criativa e consciente. Dessa forma, a escola pública não apenas transmite conteúdos, mas forma cidadãos comprometidos com o bem comum, com senso ético e ecológico. Ao estimular práticas pedagógicas que unem criatividade e responsabilidade ambiental, cumpre seu papel de promotora de uma educação transformadora e inclusiva, alinhada aos desafios contemporâneos da sociedade e do planeta.

PRÁTICAS PEDAGÓGICAS INOVADORAS E ACESSÍVEIS NO CONTEXTO PÚBLICO

As práticas pedagógicas inovadoras e acessíveis no contexto da escola pública representam caminhos potentes para a promoção da equidade e da qualidade na educação. Ao romper com métodos tradicionais centrados na transmissão unidirecional de conteúdos, essas práticas valorizam a participação ativa dos estudantes, considerando suas realidades socioculturais e seus modos diversos de aprender. A inovação pedagógica, nesse sentido, não se restringe ao uso de tecnologias digitais, mas envolve uma mudança de postura e de concepção sobre o papel do ensino e da aprendizagem, ancorada na criatividade, na criticidade e na construção coletiva do conhecimento.

De acordo com Moran (2015, p. 27), inovar é, antes de tudo, “criar experiências significativas de aprendizagem”, que conectem os estudantes ao mundo e os envolvam em processos de descoberta, autoria e colaboração. Isso pode se dar por meio de projetos interdisciplinares, rodas de conversa, oficinas de arte, produção de podcasts, jogos educativos, hortas escolares, entre outras ações que articulam saberes e estimulam a autonomia. No entanto, a acessibilidade dessas práticas é um fator determinante para sua efetividade, o que exige do professor atenção às condições materiais e cognitivas dos alunos, adaptando os recursos e as estratégias às necessidades de cada grupo.

Assim, práticas pedagógicas inovadoras e acessíveis tornam-se instrumentos de democratização do saber e de fortalecimento do vínculo entre escola, comunidade e território. Elas reconhecem a diversidade como ponto de partida para o aprendizado e oferecem aos estudantes oportunidades reais de expressão, criação e transformação de suas próprias trajetórias.

PROJETOS INTERDISCIPLINARES COMO FERRAMENTAS DE TRANSFORMAÇÃO ECOLÓGICA E CRIATIVA

Os projetos interdisciplinares configuram-se como ferramentas fundamentais para a promoção da transformação ecológica e criativa no ambiente escolar, especialmente no contexto das escolas públicas. Ao articular diferentes áreas do conhecimento, esses projetos permitem que os estudantes compreendam a complexidade dos problemas ambientais e sociais, relacionando-os a diversas perspectivas e linguagens. Essa abordagem amplia o horizonte do aprendizado, favorecendo a integração entre teoria e prática, e estimulando a criatividade como meio para buscar soluções inovadoras e sustentáveis.

Conforme aponta Delizoicov, Angotti e Ponte (2013, p. 122), a interdisciplinaridade “proporciona uma visão mais ampla da realidade, possibilitando que os alunos desenvolvam competências para a análise crítica e a ação transformadora”. Quando aplicada a temas ecológicos, essa metodologia contribui para a construção de uma consciência ambiental mais profunda, pois envolve o envolvimento ativo dos estudantes em situações reais, que exigem investigação, planejamento e colaboração. Além disso, os projetos interdisciplinares promovem o protagonismo juvenil, dando voz aos alunos como agentes de mudança em suas comunidades.

Portanto, os projetos interdisciplinares na escola pública não apenas enriquecem o currículo, mas também fortalecem a prática pedagógica enquanto espaço de experimentação criativa e compromisso ecológico. Eles abrem caminhos para uma educação integral que prepara os estudantes para os desafios contemporâneos, incentivando a construção coletiva do conhecimento e a responsabilidade socioambiental.

A FORMAÇÃO DOCENTE FRENTE AOS DESAFIOS DA CRIATIVIDADE E ECOFORMAÇÃO

A formação docente frente aos desafios da criatividade e da ecoformação constitui um elemento essencial para a efetiva inclusão dessas abordagens na educação pública. Professores preparados de forma continuada e reflexiva são capazes de incorporar práticas inovadoras que promovam o desenvolvimento da criatividade e a conscientização ecológica entre os alunos. Essa formação deve ir além do domínio de conteúdos, abrangendo o desenvolvimento de competências pedagógicas, éticas e socioambientais, que favoreçam uma atuação crítica e propositiva no contexto escolar.

Segundo Tardif (2014, p. 68), a formação docente “é um processo permanente de construção do saber profissional, que integra teoria e prática, conhecimento e experiência”. Nesse sentido, investir na qualificação dos educadores implica oferecer espaços de aprendizagem colaborativa, onde possam refletir sobre suas práticas, experimentar novas metodologias e dialogar com as demandas específicas da educação ambiental e da criatividade. É fundamental que essa formação reconheça as singularidades do trabalho em escolas públicas, considerando os desafios estruturais e as diversidades culturais presentes.

A formação contínua também deve contemplar o desenvolvimento do protagonismo docente, estimulando os professores a se posicionarem como agentes de transformação social e ambiental. Assim, a preparação dos educadores para lidar com a criatividade e a ecoformação contribui para a construção de uma escola mais democrática, inclusiva e comprometida com a sustentabilidade.

BARREIRAS ESTRUTURAIS E CULTURAIS NA INCLUSÃO DESSAS PRÁTICAS

A inclusão das práticas de criatividade e ecoformação nas escolas públicas; enfrentam diversas barreiras estruturais e culturais que dificultam sua efetivação. Entre os principais obstáculos estruturais estão à falta de recursos materiais adequados, infraestrutura precária, alta carga horária dos professores e a ausência de políticas públicas consistentes que apoiem e incentivem essas abordagens pedagógicas. Tais limitações comprometem não apenas o planejamento, mas também a execução de atividades que envolvam criatividade e consciência ambiental, restringindo o potencial transformador dessas práticas. Com isso; barreiras culturais também se fazem presentes, como a resistência a mudanças pedagógicas por parte de gestores, educadores e até mesmo da comunidade escolar. Essa resistência pode estar ligada a visões tradicionais de ensino, que privilegiam o ensino expositivo e a reprodução do conteúdo, em detrimento de metodologias mais dinâmicas e participativas. A falta de familiaridade com conceitos de sustentabilidade e criatividade pode levar à subvalorização dessas temáticas, dificultando o engajamento e a mobilização para sua integração no currículo.

Portanto, para superar essas barreiras, é necessário um esforço conjunto que envolva políticas públicas estruturadas, investimento em formação docente, valorização da cultura escolar e o engajamento de todos os atores educacionais. Somente assim será possível criar um ambiente propício para que a criatividade e a ecoformação se consolidem como elementos centrais na formação integral dos estudantes.

ESTRATÉGIAS POSSÍVEIS PARA SUPERAR OS DESAFIOS E FORTALECER AS POTENCIALIDADES

Para superar os desafios e fortalecer as potencialidades da promoção da criatividade e da ecoformação nas escolas públicas, é fundamental adotar estratégias integradas que contemplem aspectos pedagógicos, administrativos e comunitários. Primeiramente, a capacitação contínua dos professores deve ser priorizada, oferecendo formação específica que aprofunde conhecimentos sobre metodologias ativas, sustentabilidade e práticas criativas. Essa formação pode ser potencializada por meio de parcerias com universidades, instituições ambientais e organizações da sociedade civil, ampliando o repertório e o engajamento dos educadores.

Então, é necessário investir em recursos didáticos e infraestrutura adequada, como espaços verdes, laboratórios de ciências e materiais que estimulem a experimentação e o protagonismo estudantil. A inclusão de projetos interdisciplinares que integrem diferentes áreas do conhecimento favorece a contextualização do aprendizado, tornando-o mais significativo e conectado à realidade dos alunos. A participação ativa da comunidade escolar, incluindo famílias e representantes locais, também fortalece a ecoformação ao promover uma cultura de cuidado ambiental e social.

Outro aspecto relevante é a articulação de políticas públicas que garantam apoio financeiro, formação e monitoramento das ações voltadas para a criatividade e sustentabilidade na educação.

A valorização da cultura local e o respeito às diversidades presentes nas escolas públicas enriquecem as práticas pedagógicas, tornando-as mais inclusivas e eficazes.

Essas estratégias, quando combinadas, potencializam a transformação educacional necessária para formar cidadãos críticos, criativos e ambientalmente conscientes.

RESULTADOS E DISCUSSÕES

RESULTADOS 

A análise dos dados coletados indicou que, apesar do reconhecimento da importância da criatividade e da ecoformação na educação pública, a sua efetiva implementação ainda é limitada por diversas barreiras estruturais e culturais. Verificou-se que muitos educadores possuem interesse em incorporar práticas inovadoras, mas enfrentam dificuldades devido à falta de recursos, formação adequada e apoio institucional. As escolas que conseguiram integrar projetos interdisciplinares e estratégias pedagógicas criativas demonstraram avanços significativos no engajamento dos estudantes, promovendo maior consciência ambiental e desenvolvimento da criatividade. Além disso, a participação da comunidade escolar mostrou-se fundamental para fortalecer a cultura de sustentabilidade e responsabilidade social, ampliando o impacto das ações educativas. Contudo, ainda persiste uma lacuna no que diz respeito à formação continuada dos professores e à inserção consistente dessas temáticas nos currículos oficiais.

DISCUSSÕES

Os resultados revelam que as barreiras estruturais, como insuficiência de recursos e infraestrutura inadequada, são desafios concretos que comprometem a aplicação das práticas de criatividade e ecoformação. Esses fatores corroboram com autores que apontam a necessidade de políticas públicas robustas e investimentos específicos para a área educacional (Santos; Pereira, 2018). Além disso, a resistência cultural dentro do ambiente escolar reflete uma tradição pedagógica que ainda privilegia métodos tradicionais, dificultando a adoção de metodologias participativas e inovadoras (Martins; Oliveira, 2020). 

A importância da formação docente continuada emerge como elemento central para a superação desses desafios, destacando-se a necessidade de capacitação que contemple não apenas o conhecimento técnico, mas também o desenvolvimento de habilidades críticas e criativas. A articulação de estratégias interdisciplinares e o engajamento comunitário aparecem como potenciais fortalecedores da ecoformação, reforçando a importância de um olhar integral e contextualizado para a educação pública. Assim, a construção de uma cultura escolar sustentável e criativa depende da integração entre recursos, políticas, formação e participação social, configurando um cenário promissor, porém ainda em processo de consolidação.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

O futuro da criatividade e da ecoformação nas escolas públicas depende diretamente do fortalecimento de políticas educacionais que valorizem essas dimensões como fundamentais para a formação integral dos estudantes. A incorporação efetiva dessas práticas requer investimentos em infraestrutura, recursos pedagógicos adequados e, sobretudo, na formação contínua dos professores, que são agentes essenciais para a transformação educacional.

A criatividade, aliada à consciência ecológica, pode contribuir para a construção de uma cultura escolar mais crítica, participativa e sustentável, preparando os alunos para os desafios sociais e ambientais do século XXI. Apesar dos desafios estruturais e culturais identificados, as potencialidades apresentadas mostram que é possível superar barreiras por meio da articulação entre escola, comunidade e políticas públicas inclusivas.

Assim, o futuro da educação pública passa pela consolidação de práticas pedagógicas inovadoras que integrem criatividade e ecoformação, promovendo não apenas o desenvolvimento intelectual, mas também a formação cidadã e a responsabilidade socioambiental. Investir nesse caminho é investir em uma educação mais justa, democrática e capaz de transformar realidades.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

ALENCAR, Eunice M. L. Soriano de. Criatividade na educação: ideias e práticas para estimular talentos. Porto Alegre: Artmed, 2017. 

ANTUNES, Celso. A arte de formar mentes criativas. Petrópolis: Vozes, 2012. 

BARROS, Débora. Educação ambiental e inovação pedagógica: práticas em escolas públicas brasileiras. São Paulo: Cortez, 2021. 

CSIKSZENTMIHALYI, Mihaly. Creativity: flow and the psychology of discovery and invention. New York: Harper Perennial, 1998. 

DELIZOICOV, Demerval; ANGOTTI, José Carlos; PONTE, João Paulo. Didática e prática de ensino. 5. ed. São Paulo: Cortez, 2013. 

GADOTTI, Moacir. Educação e sustentabilidade: um novo paradigma para o ensino. São Paulo: Instituto Paulo Freire, 2009. 

MARTINS, Helena; OLIVEIRA, Jorge. Educação, sustentabilidade e inovação. Rio de Janeiro: Editora Vozes, 2020. 

MORAN, José Manuel. Metodologias ativas para uma aprendizagem mais significativa. In: BACICH, Lilian; MORAN, José Manuel; TREVISANI, Fernando (orgs.). Metodologias ativas para uma educação inovadora: uma abordagem teórico-prática. Porto Alegre: Penso, 2015. p. 15-38. 

MORIN, Edgar. A cabeça bem-feita: repensar a reforma, reformar o pensamento. 10. ed. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2002. 

MORIN, Edgar. Os sete saberes necessários à educação do futuro. São Paulo: Cortez; Brasília: UNESCO, 2001. 

NAKANO, Tatiana S. Estilos de criatividade docente: contribuições para a formação de professores inovadores. Psicologia em Estudo, Maringá, v. 20, n. 1, p. 59–67, 2015. 

SANTOS, Ana Lucia; PEREIRA, Carlos Eduardo. Desafios da educação contemporânea. São Paulo: Editora Educação, 2018. 

SAUVÉ, Lucie. Currents in environmental education: Mapping the complex and evolving pedagogical field. Canadian Journal of Environmental Education, v. 10, p. 11–37, 2005. 

TARDIF, Maurice. Saberes docentes e formação profissional. 16. ed. Petrópolis: Vozes, 2014.

Sobrinho, Francisco Júlio Pereira . Desafios e potencialidades da promoção da criatividade e ecoformação nas escolas públicas.International Integralize Scientific. v 5, n 48, Junho/2025 ISSN/3085-654X

Referencias

Vivian Caroline Coraucci.
BAILEY, C. J.; LEE, J. H.
Management of chlamydial infections: A comprehensive review.
Clinical infectious diseases.
v. 67
n. 7
p. 1208-1216,
2021.
Disponível em: https://academic.oup.com/cid/article/67/7/1208/6141108.
Acesso em: 2024-09-03.

Share this :

Edição

v. 5
n. 48
Desafios e potencialidades da promoção da criatividade e  ecoformação nas escolas públicas

Área do Conhecimento

O PLANTIO E O CULTIVO DE HORTALIÇAS NA ESCOLA
Cultivo; nutrição; custo flexível
Educação emocional na primeira infância: O alicerce para a resiliência na vida adulta
educação emocional; primeira infância; resiliência; terapia cognitivo-comportamental; disciplina positiva.
Gestão participativa e cultura democrática: Um estudo sobre os impactos da escuta ativa na tomada de decisões escolares
gestão participativa; cultura democrática; escuta ativa; tomada de decisão escolar; comunicação dialógica
Os caminhos do cérebro na primeira infância: Contribuições da neurociência para o processo de alfabetização
neurociência; aprendizagem infantil; alfabetização; emoção; plasticidade cerebral.
Jogos como ferramenta de alfabetização: A contribuição do programa recupera mais Brasil
jogos educativos; alfabetização; programa recupera mais Brasil.
Amor patológico, dependência afetiva e ciúme patológico: Uma revisão abrangente da literatura científica
amor patológico; dependência afetiva; ciúme patológico; comportamento; psicologia.

Últimas Edições

Confira as últimas edições da International Integralize Scientific

feat-jan

Vol.

6

55

Janeiro/2026
feat-dez

Vol.

5

54

Dezembro/2025
feat-nov

Vol.

5

53

Novembro/2025
feat-out

Vol.

5

52

Outubro/2025
Setembro-F

Vol.

5

51

Setembro/2025
Agosto

Vol.

5

50

Agosto/2025
Julho

Vol.

5

49

Julho/2025
junho

Vol.

5

48

Junho/2025