Ausência da educação infantil na pandemia: Impactos no brincar, nos vínculos e na relação entre crianças do fundamental e a professora

ABSENCE OF EARLY CHILDHOOD EDUCATION DURING THE PANDEMIC: IMPACTS ON PLAY, BONDING, AND THE RELATIONSHIP BETWEEN ELEMENTARY SCHOOL CHILDREN AND THEIR TEACHER

AUSENCIA DE LA EDUCACIÓN INFANTIL DURANTE LA PANDEMIA: IMPACTOS EN EL JUEGO, LOS VÍNCULOS Y LA RELACIÓN ENTRE LOS NIÑOS DE PRIMARIA Y SU PROFESORA

Autor

URL do Artigo

https://iiscientific.com/artigos/CED187

DOI

doi.org/10.63391/CED187

Oliveira, Joana Darc Silva. Ausência da educação infantil na pandemia: Impactos no brincar, nos vínculos e na relação entre crianças do fundamental e a professora. International Integralize Scientific. v 5, n 49, Julho/2025 ISSN/3085-654X

Resumo

O estudo aborda os impactos da ausência da Educação Infantil durante a pandemia de COVID-19, com foco na formação de vínculos afetivos, nas práticas de brincar e na adaptação das crianças ao ensino fundamental. A pesquisa, de natureza qualitativa e bibliográfica, analisa produções acadêmicas brasileiras publicadas entre 2020 e 2025. Verifica-se que a suspensão das vivências escolares na primeira infância afetou o desenvolvimento emocional, social e cognitivo das crianças. Constata também que o brincar e o vínculo com os professores são elementos essenciais para a recomposição da aprendizagem e do bem-estar no retorno às aulas presenciais. Evidencia-se o papel do professor como mediador afetivo e pedagógico no processo de acolhimento. Conclui que práticas sensíveis e lúdicas são fundamentais para garantir a inclusão e o pertencimento escolar de crianças que não vivenciaram a creche e a pré-escola no período pandêmico.
Palavras-chave
vínculos escolares; desenvolvimento infantil; ludicidade; acolhimento pedagógico.

Summary

This study addresses the impacts of the absence of Early Childhood Education during the COVID-19 pandemic, focusing on affective bonds, play practices, and children’s adaptation to elementary school. The research, qualitative and bibliographic in nature, analyzes Brazilian academic publications from 2020 to 2025. It verifies that the interruption of early educational experiences affected children’s emotional, social, and cognitive development. It also confirms that play and bonding with teachers are essential for the recomposition of learning and well-being upon returning to in-person classes. The teacher’s role as an affective and pedagogical mediator is highlighted. The study concludes that sensitive and playful practices are fundamental to ensure the inclusion and sense of belonging of children who did not attend preschool during the pandemic.
Keywords
school bonding; child development; playfulness; pedagogical support.

Resumen

El estudio aborda los impactos de la ausencia de la Educación Infantil durante la pandemia de COVID-19, con énfasis en los vínculos afectivos, las prácticas de juego y la adaptación de los niños al nivel fundamental. La investigación, de carácter cualitativo y bibliográfico, analiza publicaciones académicas brasileñas entre 2020 y 2025. Se verifica que la interrupción de las experiencias escolares tempranas afectó el desarrollo emocional, social y cognitivo de los niños. También se constata que el juego y la relación con los docentes son fundamentales para recomponer el aprendizaje y el bienestar tras el regreso a las clases presenciales. Se destaca el papel del profesor como mediador afectivo y pedagógico. Se concluye que las prácticas sensibles y lúdicas son esenciales para garantizar la inclusión y el sentido de pertenencia de los niños que no asistieron al preescolar durante la pandemia.
Palavras-clave
vínculos escolares; desarrollo infantil; juego simbólico; acogida educativa.

INTRODUÇÃO

Durante os anos de pandemia, muitas crianças em idade de frequentar a creche e a pré-escola ficaram afastadas da escola. Essa ausência, causada pelo isolamento social e pela suspensão das atividades presenciais, impediu que elas tivessem acesso a vivências importantes para o seu desenvolvimento.

O brincar, o contato com outras crianças e o convívio com professores são experiências fundamentais na Educação Infantil. A falta dessas vivências deixou marcas que ainda podem ser percebidas quando essas crianças chegam ao ensino fundamental. Elas perderam oportunidades de aprender a conviver, compartilhar, se expressar e construir vínculos afetivos e sociais.

Ao iniciar essa nova etapa escolar, muitas crianças não tinham passado por experiências anteriores de socialização em grupo, o que dificultou a construção de vínculos com os colegas e com a professora. Além disso, o brincar, que é uma das formas mais ricas de expressão da infância, também foi prejudicado, já que ficou restrito ao ambiente doméstico e, muitas vezes, limitado pelas condições familiares.

O ambiente escolar, que deveria ser um espaço de trocas, afeto e convivência, tornou-se um grande desafio para essas crianças. Elas precisaram aprender a se adaptar sem terem vivido etapas importantes da primeira infância. Essa adaptação nem sempre ocorre de forma tranquila, pois envolve sentimentos de insegurança, medo e estranhamento diante de situações antes desconhecidas.

Essa realidade revela a importância de se refletir sobre o impacto da ausência da Educação Infantil na vida dessas crianças. A escola, principalmente nos primeiros anos do ensino fundamental, precisa considerar as diferenças nas trajetórias infantis e desenvolver estratégias que ajudem a recompor laços, promover o brincar e fortalecer a relação entre os alunos e a professora.

Esse estudo se justifica por reconhecer que o acolhimento emocional e a escuta sensível são tão importantes quanto os conteúdos escolares. É preciso entender que o vínculo entre aluno e professora pode ser um caminho para recuperar o tempo perdido e ajudar as crianças a se sentirem seguras e pertencentes ao ambiente escolar. Mais do que ensinar conteúdos, é preciso criar relações de confiança e afeto.

Diante disso, o objetivo geral deste trabalho é compreender os impactos da ausência da Educação Infantil durante a pandemia no brincar, na formação de vínculos e na relação entre as crianças do ensino fundamental e a professora.

Os objetivos específicos são: (1) analisar as consequências da falta de experiências lúdicas e de convivência na primeira infância durante o período de isolamento; (2) refletir sobre os desafios enfrentados pelas crianças na adaptação ao ambiente escolar sem terem passado pela Educação Infantil; e (3) identificar possibilidades de ação pedagógica que favoreçam o vínculo entre os alunos e a professora por meio do brincar e do acolhimento.

Este artigo está organizado em cinco partes. A primeira é esta introdução, que apresenta o tema, a justificativa e os objetivos da pesquisa. Em seguida, o referencial teórico discute os principais conceitos relacionados à infância, ao brincar, aos vínculos afetivos e ao papel da professora no ensino fundamental. A terceira parte apresenta a metodologia utilizada, de natureza bibliográfica e qualitativa. A quarta seção traz a análise e discussão dos achados da pesquisa. Por fim, as considerações finais apontam as contribuições do estudo e sugerem caminhos para a prática pedagógica diante dos desafios vividos no contexto pós-pandemia.

REFERENCIAL TEÓRICO 

Apresenta-se, nesta seção, a base teórica que sustenta o estudo, com foco nos impactos da ausência da Educação Infantil no período pandêmico. São abordados temas como o brincar, os vínculos afetivos e o papel do professor na adaptação das crianças ao ensino fundamental, à luz de autores brasileiros e estudos recentes, em consonância com os objetivos propostos.

A EDUCAÇÃO INFANTIL E A FORMAÇÃO DE VÍNCULOS AFETIVOS

A Educação Infantil é reconhecida como a fase inicial e estruturante da vida escolar, sendo essencial para o desenvolvimento integral das crianças. De acordo com as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Infantil, essa etapa deve assegurar condições para o desenvolvimento físico, emocional, social e cognitivo, promovendo experiências que permitam a construção de vínculos seguros e afetivos (Brasil, 2022). A interação com adultos e outras crianças no espaço escolar é mediadora de aprendizagens e relações significativas que influenciam diretamente a trajetória escolar futura.

O ambiente da Educação Infantil funciona como um espaço de socialização primária fora do núcleo familiar, onde as crianças começam a experimentar relações com diferentes sujeitos, aprendendo a conviver, cooperar e se expressar em grupo. Para Campos e Fernandes (2023), é nesse convívio cotidiano com os pares e com os professores que os vínculos afetivos são tecidos, possibilitando à criança o reconhecimento de si e do outro como sujeitos sociais.

Com o fechamento das escolas durante a pandemia de COVID-19, muitas crianças em idade pré-escolar perderam a oportunidade de vivenciar essas relações estruturantes. Segundo Oliveira e Barbosa (2023), a ausência do espaço educativo nesse período não apenas impediu o desenvolvimento de habilidades cognitivas e linguísticas, mas comprometeu o amadurecimento afetivo e relacional das crianças, pois o lar, embora afetuoso, não oferece a diversidade interacional que a escola propicia.

Além disso, estudos como o de Duarte e Silva (2023) demonstram que, sem a mediação qualificada dos professores, as crianças enfrentaram dificuldades na construção de vínculos com figuras adultas fora do círculo familiar. Esse afastamento da figura docente fragilizou a relação de confiança que geralmente é estabelecida na Educação Infantil e que serve de base para futuras experiências escolares no ensino fundamental.

Segundo Bezerra e Carvalho (2024), a formação de vínculos afetivos na primeira infância está diretamente ligada à constância das interações e à previsibilidade das rotinas. O ambiente escolar oferece rituais diários que conferem segurança emocional à criança, favorecendo a criação de laços com os colegas e professores. A descontinuidade dessas rotinas durante o período pandêmico resultou em um déficit de referenciais sociais e emocionais.

É importante destacar que o vínculo afetivo na Educação Infantil é também um mediador da aprendizagem. Conforme aponta Araújo (2022), crianças que estabelecem relações seguras com seus educadores tendem a apresentar maior disposição para explorar o ambiente, se engajar em atividades e expressar emoções, o que favorece o desenvolvimento integral. A ausência desse suporte emocional impacta não apenas o bem-estar subjetivo, mas também as competências escolares futuras.

A reconstrução desses vínculos no pós-pandemia representa um desafio para os professores dos anos iniciais do ensino fundamental, que muitas vezes recebem crianças com vivências escolares limitadas ou inexistentes. Para Souza e Lima (2024), o acolhimento das crianças que não frequentaram a Educação Infantil requer práticas pedagógicas sensíveis, que valorizem o afeto como ferramenta de mediação e priorizem a escuta atenta às necessidades emocionais.

Nesse contexto, é necessário repensar o papel da escola como espaço de cuidado e reconstrução de vínculos. A escola do pós-pandemia precisa ser compreendida não apenas como espaço de transmissão de conteúdos, mas como um ambiente relacional, em que o afeto e a segurança emocional devem ser considerados elementos centrais do processo educativo (Silva; Andrade, 2023). Esse redirecionamento demanda um olhar mais sensível e comprometido com as trajetórias singulares das crianças.

Além disso, políticas públicas devem reconhecer a importância da Educação Infantil na promoção de vínculos afetivos e investir na formação continuada dos docentes para que estejam preparados para acolher e acompanhar os alunos em suas necessidades emocionais. Segundo pesquisa conduzida por Gomes e Ribeiro (2023), programas de formação que integram práticas de escuta ativa, mediação de conflitos e pedagogia do cuidado têm demonstrado impacto positivo na readaptação de crianças no pós-pandemia.

Portanto, compreender a Educação Infantil como espaço de formação de vínculos afetivos é fundamental para garantir a qualidade das experiências escolares e o pleno desenvolvimento das crianças. As marcas deixadas pela ausência desse espaço durante a pandemia exigem respostas sensíveis e fundamentadas, que valorizem a dimensão afetiva como estruturante do processo educativo e da formação humana.

O BRINCAR COMO LINGUAGEM DA INFÂNCIA

O brincar é uma atividade essencial no desenvolvimento infantil, sendo reconhecido como um direito fundamental das crianças. Segundo o Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil, o brincar permite que a criança explore, descubra, invente e se relacione, contribuindo significativamente para seu desenvolvimento cognitivo, emocional e social (Brasil, 2022). Trata-se de uma prática constitutiva da infância, que deve estar presente nas experiências escolares de maneira espontânea, livre e mediada, respeitando os interesses e necessidades de cada criança.

Durante a pandemia de COVID-19, as oportunidades de brincadeiras foram severamente reduzidas devido ao isolamento social e ao fechamento das escolas. Esse cenário gerou impactos significativos na infância, uma vez que o brincar coletivo, os jogos simbólicos e a interação com os pares foram suspensos ou substituídos por práticas menos interativas, como o uso excessivo de dispositivos eletrônicos. Estudos indicam que essa privação afetou negativamente o desenvolvimento das crianças, especialmente na primeira infância, comprometendo aspectos como a socialização, a criatividade e a expressão emocional (Saboia; Kupfer, 2024).

A ausência do brincar coletivo e das interações presenciais limitou as experiências lúdicas das crianças, impactando sua capacidade de se relacionar e de desenvolver habilidades socioemocionais. A pesquisa de Saboia e Kupfer (2024) destaca que a falta de brincadeiras simbólicas e interativas pode resultar em entraves no processo de subjetivação da criança, afetando sua autonomia e autoestima. A limitação da ludicidade compromete o espaço simbólico no qual a criança elabora emoções, compreende regras e experimenta a realidade social de forma mediada.

É importante considerar que o brincar é também uma linguagem pela qual a criança comunica seus sentimentos, desejos e angústias. Nesse sentido, a ausência de espaços de escuta e expressão simbólica pode acentuar o sofrimento psíquico infantil, especialmente em contextos de instabilidade, como o vivenciado durante a pandemia. Conforme apontam Saboia e Kupfer (2024), a impossibilidade de brincar livremente gerou tensões no campo da constituição subjetiva, afetando a capacidade de simbolização de muitas crianças pequenas.

Com o retorno às atividades presenciais, é fundamental que as instituições de ensino reconheçam a importância do brincar como ferramenta pedagógica e promovam ambientes que estimulem a ludicidade. A valorização do brincar deve ser incorporada ao currículo escolar, proporcionando às crianças oportunidades de desenvolver sua criatividade, imaginação e habilidades sociais (Brasil, 2022). Isso significa assegurar espaços físicos adequados, tempos específicos e materiais diversos para que o brincar aconteça com qualidade e intencionalidade educativa.

Além disso, é essencial que os educadores estejam preparados para mediar e incentivar as brincadeiras, criando espaços seguros e acolhedores que favoreçam a expressão e o desenvolvimento integral das crianças. A formação continuada dos professores deve incluir estratégias para integrar o brincar às práticas pedagógicas, reconhecendo seu papel central na aprendizagem e no bem-estar infantil. O brincar não deve ser visto como mero intervalo, mas como prática pedagógica estruturante, especialmente no contexto de recomposição das experiências escolares pós-pandemia.

A promoção do brincar na escola também contribui para a reconstrução dos vínculos afetivos entre as crianças e entre elas e os professores, fortalecendo o senso de pertencimento e a confiança no ambiente escolar. Essas relações são fundamentais para o desenvolvimento emocional das crianças e para a criação de uma comunidade escolar solidária e colaborativa. Como destaca Kishimoto (2022), o brincar coletivo é território de encontro, aprendizagem e cooperação, sendo fundamental para a formação social e emocional na infância.

A escola, portanto, precisa assumir uma postura ativa na ressignificação do brincar no cotidiano escolar. O planejamento pedagógico deve garantir momentos de brincadeira livre, dramatização, faz-de-conta e jogos cooperativos, pois esses são espaços nos quais as crianças reorganizam suas emoções e experiências, especialmente aquelas marcadas por rupturas e inseguranças vividas durante o isolamento social. O cuidado com o brincar é, portanto, também um cuidado com a saúde emocional das infâncias.

Nesse processo, é fundamental considerar as vozes infantis e os repertórios culturais das crianças ao organizar as experiências lúdicas. Valorizar o brincar espontâneo, respeitar as escolhas dos pequenos e reconhecer as múltiplas formas de brincar são atitudes que ampliam a potência educativa do brincar e asseguram o protagonismo infantil. Como apontam as diretrizes oficiais, a criança é sujeito histórico e de direitos, cuja forma de conhecer e se expressar é mediada pelo corpo, pela linguagem e, sobretudo, pelo brincar (Brasil, 2022).

Portanto, reconhecer o brincar como linguagem essencial da infância é um imperativo ético e pedagógico diante dos desafios impostos pela pandemia. Resgatar e revalorizar o brincar coletivo, espontâneo e mediado de forma sensível pelos professores é uma forma de reconstruir trajetórias, recompor vínculos e assegurar o direito ao desenvolvimento pleno e à vivência da infância em sua integralidade. Promover o brincar, hoje, é também promover o cuidado, o afeto e a escuta das infâncias fragilizadas por esse período de ausência e rupturas.

DESAFIOS NA TRANSIÇÃO PARA O ENSINO FUNDAMENTAL

A transição da Educação Infantil para o Ensino Fundamental é um momento crucial na trajetória educacional das crianças, marcado por mudanças significativas no ambiente escolar, nas práticas pedagógicas e nas expectativas de aprendizagem. Esse processo, que deveria ser conduzido de forma gradual e cuidadosa, foi abruptamente impactado pela pandemia de COVID-19, que interrompeu as atividades presenciais e comprometeu as experiências fundamentais para o desenvolvimento infantil.

Segundo Melo e Tassoni (2025), a transição entre essas etapas tem sido caracterizada por tensões e dificuldades, exigindo avanços no desenvolvimento de estudos que orientem práticas pedagógicas capazes de garantir às crianças o cuidado e a continuidade do seu processo de aprendizagem. A ausência de experiências prévias em contextos coletivos escolares compromete o desenvolvimento de habilidades de convivência, como saber esperar, dividir materiais e escutar o outro, fundamentais para o cotidiano da sala de aula no Ensino Fundamental.

A pesquisa de Hamada et al. (2023) destaca que o processo de adaptação escolar é profundamente influenciado pelas vivências anteriores da criança. Quando essas experiências são marcadas por isolamento social e ausência de interações lúdicas e pedagógicas, como ocorreu durante a pandemia, o início da escolarização formal tende a ser mais conflituoso e marcado por lacunas emocionais e cognitivas.

Além disso, a expectativa institucional de que todas as crianças estejam prontas para aprender a ler e escrever nos primeiros meses do Ensino Fundamental desconsidera a desigualdade nas trajetórias prévias e pressiona crianças que não frequentaram a Educação Infantil. Conforme apontado por Oliveira (2021), o ingresso no Ensino Fundamental deve ser compreendido como um processo gradual, e não como um marco rígido que exige prontidão homogênea.

O acolhimento, portanto, deve ser eixo central nas práticas escolares no retorno pós-pandemia. Professores e equipes pedagógicas precisam compreender que os comportamentos considerados “problemáticos” por algumas crianças são, muitas vezes, expressões de medo, ansiedade ou desconhecimento sobre o ambiente escolar. Hamada et al. (2023) argumentam que, ao priorizar o vínculo e a escuta ativa, a escola pode contribuir para o resgate da segurança emocional e para a construção de uma relação positiva com o aprender.

A escuta das crianças deve ser integrada às práticas pedagógicas, de modo a permitir que elas nomeiem seus sentimentos e compartilhem suas experiências. Essa abordagem fortalece o protagonismo infantil e contribui para a construção de um ambiente escolar mais democrático e inclusivo. Além disso, atividades que favoreçam a ludicidade, como rodas de conversa, brincadeiras dirigidas e projetos interativos, são estratégias eficazes para apoiar essa transição.

O envolvimento das famílias também se mostra fundamental neste processo. Muitas crianças que não frequentaram a Educação Infantil durante a pandemia carregam marcas de experiências domésticas diversas, algumas delas permeadas por insegurança alimentar, violência ou sobrecarga emocional dos cuidadores. Nesse sentido, a escola deve promover diálogo constante com os responsáveis, construindo com eles estratégias de suporte que favoreçam a permanência e o bem-estar da criança no espaço escolar (Melo;Tassoni, 2025).

A formação docente, por sua vez, precisa contemplar o estudo da infância e da psicologia do desenvolvimento, com foco nas especificidades do pós-pandemia. É imprescindível que os professores sejam capacitados para reconhecer os múltiplos sentidos da transição escolar e acolher com empatia os diferentes modos de estar e se expressar das crianças. Práticas formativas que abordam o cuidado, o acolhimento e a escuta são essenciais para enfrentar os desafios dessa nova realidade educacional (Hamada et al., 2023).

Assim, a transição da Educação Infantil para o Ensino Fundamental, especialmente em contextos de ruptura como o vivido durante a pandemia, deve ser compreendida como uma etapa complexa, que exige da escola uma postura de escuta, flexibilidade e compromisso com o desenvolvimento integral das crianças. Promover um ambiente acolhedor, que respeite os tempos da infância e valorize a singularidade de cada trajetória, é condição fundamental para que o processo de escolarização ocorra de forma significativa e humanizada.

O PAPEL DO PROFESSOR NA RECONSTRUÇÃO DE VÍNCULOS E NA PROMOÇÃO DO BRINCAR

A pandemia de COVID-19 trouxe desafios significativos para a educação infantil, especialmente no que tange à formação de vínculos afetivos e à promoção do brincar como ferramenta pedagógica. Nesse contexto, o papel do professor torna-se ainda mais crucial, atuando como mediador das relações interpessoais e facilitador de experiências lúdicas que contribuem para o desenvolvimento integral das crianças.

De acordo com Oliveira e Jorge (2025), as interações entre educadores e crianças durante os momentos de brincadeira são essenciais para fortalecer vínculos afetivos, promovendo um ambiente seguro e acolhedor que favorece a aprendizagem. A presença ativa e sensível do professor nas atividades lúdicas permite que as crianças se sintam valorizadas e compreendidas, o que é fundamental para sua autoestima e desenvolvimento emocional.

Além disso, Dantas e Surdi (2025) destacam que a transição da educação infantil para o ensino fundamental requer atenção especial dos professores, que devem garantir a continuidade das práticas pedagógicas centradas no brincar. Essa continuidade é vital para que as crianças não enfrentem rupturas bruscas em sua rotina escolar, o que poderia impactar negativamente sua adaptação e interesse pelas atividades escolares.

A formação docente também desempenha um papel importante nesse processo. Conforme apontado por Oliveira e Sousa (2022), é necessário que os professores estejam preparados para reconhecer a importância do brincar no contexto educativo e saibam integrá-lo de forma efetiva em suas práticas pedagógicas.

Isso implica em uma formação contínua que valorize a ludicidade como elemento central no processo de ensino-aprendizagem. Essa perspectiva amplia o entendimento da função do educador, que passa a ser um articulador entre o cuidado e o ensino, especialmente em contextos de recomposição das relações escolares.

A legislação educacional brasileira, por meio de documentos como o Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil (Brasil, 1998), reforça a importância do brincar como direito da criança e como prática pedagógica fundamental. Cabe ao professor assegurar que esse direito seja efetivado, criando oportunidades para que as crianças explorem, descubram e aprendam por meio do brincar.

O professor também precisa considerar o tempo da infância, respeitando os ritmos, interesses e as expressões singulares de cada criança. A escuta sensível, o olhar atento e a mediação respeitosa são recursos fundamentais para construir um ambiente de confiança e pertencimento.

Em sala de aula, essas práticas se traduzem em ações simples, como nomear os sentimentos das crianças, valorizar suas iniciativas e propor atividades que possibilitem a cooperação e o faz-de-conta. Tais estratégias contribuem para o fortalecimento dos vínculos entre crianças e adultos, aspecto central no processo de ensino-aprendizagem.

Por fim, a atuação docente no contexto pós-pandemia deve estar pautada em um compromisso ético com o cuidado, a escuta e a reconstrução dos laços rompidos ou fragilizados. Ao reconhecer o brincar como linguagem da infância e o vínculo como base da aprendizagem, o professor contribui de forma decisiva para o desenvolvimento integral das crianças.

Dessa forma, o professor exerce um papel indispensável na reconstrução dos vínculos afetivos e na promoção do brincar, especialmente em contextos pós-pandêmicos. Sua atuação sensível, mediadora e intencional contribui para a criação de um ambiente educativo que respeita e valoriza a infância, promovendo o desenvolvimento integral das crianças.

METODOLOGIA

Esta pesquisa adota uma abordagem qualitativa, de natureza bibliográfica, com o objetivo de compreender os impactos da ausência da Educação Infantil durante a pandemia de COVID-19 no desenvolvimento socioafetivo das crianças e na relação estabelecida com os professores nos primeiros anos do ensino fundamental. A escolha metodológica fundamenta-se na necessidade de investigar, por meio da literatura especializada, como a interrupção das vivências escolares iniciais repercutiu no brincar, nos vínculos e nos processos de adaptação escolar.

A revisão bibliográfica se constitui como o procedimento central da investigação, tendo em vista que o estudo busca analisar reflexões já consolidadas na produção científica recente, especialmente aquelas publicadas entre os anos de 2020 e 2025. A literatura selecionada compreende artigos científicos, dissertações, teses, livros acadêmicos e documentos oficiais, a exemplo das Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Infantil e da Base Nacional Comum Curricular. Todas as fontes foram extraídas de bases confiáveis, como SciELO, Google Acadêmico, Portal de Periódicos da CAPES e repositórios institucionais.

A coleta de dados bibliográficos se deu mediante levantamento sistemático com uso de descritores específicos, tais como: “educação infantil na pandemia”, “brincadeira e desenvolvimento infantil”, “vínculos afetivos na escola”, “transição escolar pós-pandemia” e “papel do professor no acolhimento”. As buscas foram conduzidas entre os meses de março e abril de 2025, sendo selecionadas apenas produções de autores brasileiros com relevância na área da educação e que estivessem de acordo com os critérios de atualidade, pertinência temática e respaldo institucional.

A análise do material coletado seguiu uma leitura crítica e interpretativa, orientada por categorias previamente definidas a partir dos objetivos do estudo: (1) brincar e vínculo como experiências fundantes da infância; (2) os efeitos do isolamento social no desenvolvimento das crianças em idade pré-escolar; (3) os desafios da adaptação escolar nos anos iniciais do ensino fundamental; e (4) a atuação docente no acolhimento e na recomposição das relações afetivas e pedagógicas. As categorias foram trabalhadas de modo articulado, respeitando as nuances e especificidades de cada autor consultado.

Como a investigação não envolveu a coleta de dados em campo, não houve a participação direta de sujeitos humanos, o que dispensa a necessidade de apreciação por Comitê de Ética. Ainda assim, o trabalho respeita os princípios de integridade acadêmica, apresentando todas as referências utilizadas com rigor e fidelidade, conforme as normas da ABNT.

É importante ressaltar que, embora o estudo não disponha de dados empíricos observacionais, a densidade teórica proporcionada pela revisão de literatura permitiu construir um panorama analítico consistente, contribuindo para a reflexão sobre os desafios impostos à escola na tarefa de acolher, recompor e fortalecer os laços afetivos e pedagógicos com as crianças impactadas pela pandemia.

Por fim, reconhece-se como limitação deste trabalho o fato de não ter acompanhado diretamente situações escolares concretas. No entanto, tal ausência é compensada pela variedade de fontes e pela profundidade das análises presentes nos estudos revisados, que oferecem subsídios teóricos relevantes para a construção de estratégias de acolhimento e de valorização do brincar nos primeiros anos do ensino fundamental.

APRESENTAÇÃO E DISCUSSÃO DOS RESULTADOS

A presente pesquisa teve como objetivo central compreender os impactos da ausência da Educação Infantil durante a pandemia de COVID-19 no brincar, na formação de vínculos afetivos e na relação entre crianças do ensino fundamental e a professora. Com base na análise de produções acadêmicas brasileiras publicadas entre 2020 e 2025, foi possível identificar resultados que dialogam diretamente com os objetivos específicos propostos, os quais serão discutidos a seguir.

O primeiro achado relevante diz respeito às consequências da interrupção das experiências lúdicas e sociais durante a primeira infância. A literatura aponta que a suspensão das aulas presenciais, entre 2020 e 2021, comprometeu significativamente o direito ao brincar coletivo e espontâneo, elemento central para o desenvolvimento infantil. Conforme apontado por Saboia e Kupfer (2024), a ausência do brincar simbólico e interativo resultou em impactos na subjetivação das crianças, dificultando a construção da autonomia, da autoestima e da capacidade de expressão emocional. A privação do brincar, nesse período, não se restringiu a um aspecto recreativo, mas afetou diretamente dimensões estruturantes da infância.

Paralelamente, a literatura também destaca os prejuízos nas possibilidades de formação de vínculos afetivos entre as crianças e os adultos da escola. Estudos de Campos e Fernandes (2023) e de Oliveira e Barbosa (2023) revelam que o afastamento precoce da experiência escolar comprometeu a familiarização com rotinas, com a autoridade pedagógica e com os processos de socialização. Essa ausência afetiva, somada à limitação de interações durante o período pandêmico, refletiu em quadros de insegurança, resistência à escolarização e dificuldades de adaptação ao ambiente coletivo no ingresso ao ensino fundamental.

Outro ponto central emergido dos estudos analisados refere-se ao desafio da transição para o ensino fundamental. Crianças que não passaram por vivências escolares na primeira infância enfrentaram barreiras para compreender normas, conviver em grupo e desenvolver autonomia nas tarefas escolares. Hamada et al. (2023) identificaram que a falta de socialização prévia levou a uma intensificação de comportamentos de retraimento, agitação e baixa autorregulação emocional. Essa realidade exigiu dos professores uma postura mais sensível, atenta e acolhedora, especialmente no que se refere à escuta ativa e à mediação de conflitos.

Nesse sentido, a atuação docente é destacada como eixo de recomposição das experiências afetivas e educativas perdidas. Oliveira e Jorge (2025) e Dantas e Surdi (2025) enfatizam o papel do professor como mediador entre o mundo emocional da criança e o espaço institucional da escola. As estratégias pedagógicas baseadas no acolhimento, na ludicidade e na escuta são apontadas como caminhos possíveis para restabelecer o vínculo afetivo e promover a sensação de pertencimento. A construção de relações de confiança entre aluno e professora mostrou-se decisiva para o engajamento das crianças nas atividades escolares.

A análise também evidenciou que práticas pedagógicas que valorizam o brincar no contexto do ensino fundamental contribuem para recompor as perdas afetivas e cognitivas. Kishimoto (2022) defende que o brincar não é exclusivo da Educação Infantil e pode ser ressignificado como instrumento didático nos anos iniciais, contribuindo para a socialização, o desenvolvimento da linguagem e o fortalecimento de vínculos. A ludicidade, nesse contexto, atua como linguagem reparadora, permitindo que a criança reorganize simbolicamente suas vivências e recupere sua capacidade de aprender.

Por fim, observou-se que as políticas públicas de formação docente, quando alinhadas ao contexto de recomposição das aprendizagens pós-pandemia, têm impacto positivo no acolhimento das crianças. A pesquisa de Gomes e Ribeiro (2023) destaca que programas de formação continuada voltados ao desenvolvimento de competências socioemocionais e estratégias de cuidado pedagógico são fundamentais para garantir que os professores estejam preparados para lidar com a diversidade das trajetórias escolares pós-pandêmicas.

Em relação às limitações da pesquisa, reconhece-se que, por se tratar de uma revisão bibliográfica, não foram realizadas observações diretas em contextos escolares. No entanto, a riqueza das análises teóricas e a consonância entre os estudos selecionados permitem inferir tendências e apontar caminhos para práticas pedagógicas mais acolhedoras e centradas no vínculo.

Em síntese, os resultados obtidos reafirmam a necessidade de se compreender o brincar e os vínculos afetivos como pilares da escolarização infantil, especialmente em tempos de recomposição das experiências escolares. A valorização da escuta, do afeto e da presença sensível do professor aparece como resposta urgente diante das marcas deixadas pela pandemia na vida das crianças.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

A presente pesquisa teve como objetivo compreender os impactos da ausência da Educação Infantil durante a pandemia de COVID-19 no brincar, na formação de vínculos afetivos e na relação entre crianças do ensino fundamental e a professora. Com base na revisão bibliográfica realizada, foi possível evidenciar que a interrupção das vivências escolares na primeira infância gerou prejuízos significativos ao desenvolvimento emocional, social e pedagógico das crianças, afetando diretamente sua adaptação ao ambiente escolar posterior.

Verificou-se que a ausência do brincar coletivo e das experiências de socialização na creche e na pré-escola comprometeu não apenas a expressão emocional e a autonomia infantil, mas também a capacidade de construir relações estáveis com os colegas e os adultos da escola. Ao ingressarem no ensino fundamental sem esse repertório, muitas crianças demonstraram dificuldades de convivência, resistência às normas escolares e baixa motivação para as atividades educativas.

Diante desse cenário, o papel do professor se revelou essencial como mediador na reconstrução dos vínculos afetivos e na promoção de práticas pedagógicas que favoreçam o acolhimento e a ludicidade. Estratégias baseadas no brincar, na escuta sensível e na valorização das singularidades infantis mostraram-se fundamentais para recompor trajetórias marcadas por rupturas e inseguranças. Além disso, constatou-se a importância da formação docente contínua, voltada ao fortalecimento de competências socioemocionais e ao cuidado no espaço escolar.

Este estudo contribui para o campo da educação ao destacar a urgência de políticas e práticas pedagógicas que reconheçam os efeitos da pandemia sobre a infância e proponham ações voltadas à recomposição das experiências educativas. A pesquisa também reafirma a centralidade do afeto, do brincar e da escuta no processo de ensino-aprendizagem, especialmente nos primeiros anos da vida escolar.

Como contribuição para a sociedade, este trabalho oferece subsídios teóricos para que educadores, gestores e formuladores de políticas públicas repensem o papel da escola frente às novas demandas das crianças. Aponta, ainda, para a necessidade de consolidar uma prática educativa mais humana, acolhedora e sensível às marcas que o isolamento social deixou nas trajetórias infantis.

Assim, espera-se que os achados aqui apresentados possam orientar novas investigações e inspirar iniciativas pedagógicas comprometidas com a garantia de direitos das crianças e com a valorização da infância em sua totalidade.

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Ausência da educação infantil na pandemia: Impactos no brincar, nos vínculos e na relação entre crianças do fundamental e a professora

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