Desafios para o desenvolvimento das aulas de pensamento computacional nas escolas: A formação docente

CHALLENGES FOR THE DEVELOPMENT OF COMPUTATIONAL THINKING CLASSES IN SCHOOLS: TEACHER TRAINING

DESAFÍOS PARA EL DESARROLLO DE LAS CLASES DE PENSAMIENTO COMPUTACIONAL EN LAS ESCUELAS: FORMACIÓN DOCENTE

Autor

URL do Artigo

https://iiscientific.com/artigos/EE01E0

DOI

doi.org/10.63391/EE01E0

Souza, Bruno Henrique de . Desafios para o desenvolvimento das aulas de pensamento computacional nas escolas: A formação docente. International Integralize Scientific. v 5, n 48, Junho/2025 ISSN/3085-654X

Resumo

O presente artigo tem como objetivo geral analisar os desafios enfrentados na implementação do Pensamento Computacional (PC) nas escolas da Educação Básica, especialmente no que se refere à formação docente e à disponibilidade de materiais pedagógicos. Os objetivos específicos são: compreender o conceito de Pensamento Computacional no contexto educacional; investigar como a Base Nacional Comum Curricular (BNCC) orienta a inserção do PC nas práticas pedagógicas; e identificar os principais entraves à sua efetivação no cotidiano escolar. A pesquisa adota uma abordagem qualitativa, com base em revisão bibliográfica e análise documental de autores e normativas que tratam do tema. Os resultados apontam que, embora a BNCC reconheça a importância do PC como competência fundamental para o século XXI, há um descompasso entre as exigências curriculares e as condições reais das escolas. A formação inicial dos professores ainda carece de abordagens que contemplem o PC de maneira prática e interdisciplinar, e os materiais didáticos disponíveis são escassos ou inadequados às realidades escolares. Conclui-se que a superação desses desafios requer investimentos em formação continuada e na produção de recursos pedagógicos contextualizados, de modo a viabilizar a integração efetiva do Pensamento Computacional ao currículo escolar e contribuir para uma formação mais crítica e criativa dos estudantes.
Palavras-chave
pensamento computacional; formação docente; educação básica.

Summary

This article aims to analyze the challenges involved in implementing Computational Thinking (CT) in Basic Education schools, focusing particularly on teacher training and the availability of appropriate teaching materials. The general objective is to examine the obstacles to incorporating CT in school practices. The specific objectives are: to understand the concept of Computational Thinking in the educational context; to investigate how the Brazilian Common Core Curriculum (BNCC) guides the integration of CT into pedagogical practices; and to identify the main barriers to its implementation in everyday school life. The research adopts a qualitative approach, based on bibliographic review and document analysis of authors and official guidelines on the subject. The results indicate that although the BNCC recognizes CT as a key competence for the 21st century, there is a gap between curricular requirements and the actual conditions in schools. Initial teacher training often lacks practical and interdisciplinary approaches to CT, and the available teaching materials are limited or not suited to school realities. It is concluded that overcoming these challenges requires investments in continuous teacher education and the development of contextualized educational resources. These measures are essential to effectively integrate Computational Thinking into the school curriculum and promote a more critical and creative student education.
Keywords
computational thinking; teacher training; basic education.

Resumen

Este artículo tiene como objetivo general analizar los desafíos en la implementación del Pensamiento Computacional (PC) en las escuelas de Educación Básica, con especial atención a la formación docente y a la disponibilidad de materiales pedagógicos adecuados. Los objetivos específicos son: comprender el concepto de Pensamiento Computacional en el contexto educativo; investigar cómo la Base Nacional Común Curricular (BNCC) orienta la inserción del PC en las prácticas pedagógicas; y identificar los principales obstáculos para su aplicación en el contexto escolar cotidiano. La investigación adopta un enfoque cualitativo, basado en revisión bibliográfica y análisis documental de autores y normativas relacionadas con el tema. Los resultados muestran que, aunque la BNCC reconoce la importancia del PC como una competencia esencial del siglo XXI, existe una discrepancia entre las exigencias curriculares y las condiciones reales de las escuelas. La formación inicial de los docentes aún carece de enfoques prácticos e interdisciplinarios sobre el tema, y los materiales didácticos disponibles son escasos o poco adecuados a la realidad escolar. Se concluye que la superación de estos desafíos requiere inversiones en la formación continua del profesorado y en la elaboración de recursos pedagógicos contextualizados. Estas acciones son fundamentales para integrar efectivamente el Pensamiento Computacional al currículo escolar y contribuir a una formación más crítica y creativa de los estudiantes.
Palavras-clave
pensamiento computacional; formación docente; educación básica.

INTRODUÇÃO

O presente artigo oferece uma análise detalhada de uma seção da tese intitulada “Desafios para o desenvolvimento das aulas de pensamento computacional nas escolas”. No decorrer da pesquisa, identificou-se a importância de analisar com mais rigor a importância da formação docente para implementar o pensamento computacional de forma eficaz.

O pensamento computacional tem se tornado uma habilidade bastante importante na sociedade atual. Isso acontece porque, com as transformações que estamos vivendo no dia a dia, nossas tarefas diárias estão cada vez mais ligadas à tecnologia. Além disso, essa nova realidade exige habilidades como pensamento lógico, abstração e resolução de problemas. O pensamento computacional é um conjunto de processos que nos ajuda a resolver problemas de maneira organizada e eficiente, podendo ser aplicado em diversas áreas do conhecimento, não apenas na computação. Ele se divide em duas categorias: a computação plugada, que envolve o uso de dispositivos eletrônicos como tablets, computadores e celulares, e a computação desplugada, que se refere a atividades realizadas sem esses recursos, como exercícios feitos com lápis e papel.

Este estudo tem como objetivo geral investigar como a formação continuada  pode contribuir para o desenvolvimento do pensamento computacional, vencendo os desafios da falta de capacitação de profissionais  para se trabalhar com a tecnologia nas escolas. Os objetivos específicos incluem: investigar na literatura acadêmica os principais desafios enfrentados na implementação do pensamento computacional nas escolas; analisar as contribuições e limitações da formação docente, segundo estudos existentes, para o desenvolvimento de práticas pedagógicas relacionadas ao pensamento computacional; e identificar os principais entraves à sua efetivação no cotidiano escolar. 

Utilizamos na tese as plataformas Scientific Electronic Library Online (SciELO)- foi inserida a palavra-chave “pensamento computacional”-, Biblioteca Digital Brasileira de Teses e Dissertações (BDTD)- foram utilizadas as palavras-chaves “pensamento computacional, carreira e tecnologia”-, e o Google Acadêmico- utilizamos como palavra-chave “pensamento computacional”. Ademais, foram utilizados, também, fontes primárias como livros e artigos como “Computação na Educação Básica: Fundamentos e Experiências” , organização de  André Raabe, Avelino F. Zorzo, Paulo Blikstein; “Pensamento Computacional e o Desenvolvimento de Competências para a Resolução de Problemas no Ensino- de acordo com a BNCC” de autoria de Severino Ramo Paiva, “Tecnologias digitais, robótica e pensamento computacional: formação, pesquisa e práticas colaborativas na educação básica” organizado por  Adriana Aparecida de Lima Terçariol, Daniela Melaré Vieira Barros, Elisangela, Aparecida Bulla Ikeshoji, et al.; o livro “ Computação na educação básica: fundamentos e experiências, organizado por André Raabe, Avelino F. Zorzo, Paulo Blinkstein e o livro Tecnologia, Educação e Docência: Desafios e oportunidades da Tecnologia na Educação.

Este estudo é resultado de uma pesquisa anterior e utiliza a mesma metodologia, além de manter o mesmo banco de dados. Por isso, não foi necessário buscar novas referências bibliográficas. Assim como na tese, este artigo se baseia na abordagem construcionista de Seymour Papert (1994) e é classificado como uma pesquisa bibliográfica de caráter descritivo. Ele busca responder aos objetivos do estudo por meio da análise das bibliografias coletadas na fase de coleta de dados.

 Considerando que a pesquisa bibliográfica “[…] é desenvolvida mediante o concurso de conhecimentos disponíveis e a utilização cuidadosa de métodos, técnicas e outros procedimentos científicos […] (Gil, 2007 apud, Rocha; Bernardo, p. 88)” O estudo será conduzido  de modo que passe pelas seguintes etapas, conforme sugerido por Rocha e Bernardo (2011, p. 97-98): 

    • levantamento minucioso de bibliografia;

    • seleção do que será utilizado no âmbito da bibliografia levantada;

    • realização de leituras que propiciem o conhecimento do autor e do tema;

    • fichamento e organização das leituras; 

    • registro e arquivamento das informações; 

    • redação do texto final; 

    • planejamento da comunicação dos resultados.

Como apresentado por diversos autores abordados na pesquisa, entre eles Klering, Trarbach e Kersch (2023); Lasakoswitsck (2022), e a BNCC (2018); a inserção do pensamento computacional no ambiente escolar tem se consolidado como uma demanda emergente diante das transformações tecnológicas e das exigências de uma formação cidadã crítica e criativa. No entanto, apesar de sua relevância, muitos professores ainda encontram dificuldades para compreender e aplicar essa abordagem em suas práticas pedagógicas, o que evidencia a necessidade de formação específica e contínua.

A formação docente, nesse contexto, assume um papel central, pois é por meio dela que o professor se apropria dos conhecimentos e metodologias necessárias para desenvolver competências relacionadas ao pensamento computacional com seus alunos. Diante disso, torna-se essencial investigar os principais desafios que envolvem a implementação dessa proposta no cotidiano escolar e como os processos formativos contribuem ou limitam essa inserção.

Assim, este artigo justifica-se pela necessidade de compreender as lacunas existentes entre as políticas educacionais, os programas de formação docente para profissionais que atuam na Educação Básica da Rede Pública brasileira e a realidade prática das escolas, oferecendo subsídios para a melhoria da formação de professores e, consequentemente, da qualidade do ensino.

Diante da crescente valorização do pensamento computacional como competência essencial na formação dos estudantes da educação básica, especialmente após sua inserção na BNCC, surge a necessidade de compreender como os professores estão sendo preparados para incorporar essa abordagem em suas práticas pedagógicas. No entanto, observa-se que muitos docentes ainda carecem de formação adequada para atuar com esse novo conteúdo, o que pode comprometer sua efetiva implementação nas escolas.

Nesse contexto, a presente pesquisa se propõe a responder à seguinte questão: Quais são os principais desafios apontados na literatura para o desenvolvimento de aulas de pensamento computacional nas escolas, e de que forma a formação docente é abordada como fator central para superar esses obstáculos?

Parte-se da hipótese de que a implementação eficaz do pensamento computacional nas escolas depende, fundamentalmente, de processos formativos que capacitem os docentes não apenas em aspectos técnicos, mas também pedagógicos e metodológicos. Supõe-se que a ausência ou insuficiência de formação específica tem sido um dos principais obstáculos identificados na literatura, limitando o potencial do pensamento computacional como recurso didático e como eixo estruturante do currículo.

DESAFIOS PARA O DESENVOLVIMENTO DAS AULAS DE PENSAMENTO COMPUTACIONAL NAS ESCOLAS

Integrar o pensamento computacional na educação apresenta diversos e significativos desafios. Em nossas investigações, identificamos principalmente dois obstáculos: a carência de formação adequada para os educadores e a limitada disponibilidade de recursos. Esses elementos são cruciais para garantir que essa abordagem possa ser aplicada de maneira eficaz e acessível.

Como argumenta Salgado et al. (2023) e Miguel (2023), a precariedade da infraestrutura tecnológica em muitas escolas, sobretudo nas regiões periféricas e rurais, revela um grave entrave ao processo educacional. A escassez de computadores, a instabilidade da conexão à internet e a ausência de ambientes adequados para atividades práticas comprometem não apenas a aprendizagem, mas também a inserção dos estudantes no mundo digital, aprofundando ainda mais as desigualdades educacionais. 

Além disso, a desigualdade tecnológica agrava ainda mais o cenário educacional, já que, enquanto algumas escolas dispõem de instalações modernas e bem equipadas, outras sequer contam com os recursos mais básicos. Essa disparidade compromete o princípio da equidade no ensino e limita as oportunidades de desenvolvimento para milhares de estudantes.

Diante desse cenário, a computação desplugada surge como alternativa viável, permitindo que os alunos desenvolvam habilidades do pensamento computacional por meio de atividades acessíveis, como jogos, desafios lógicos e dinâmicas com papel e lápis. Essa abordagem facilita a inclusão e amplia as possibilidades de ensino, mesmo em contextos com limitações tecnológicas.

Além de democratizar o acesso ao letramento digital, a computação desplugada também contribui para que professores, mesmo sem formação específica em tecnologia, se sintam mais seguros para trabalhar os conceitos em sala de aula. Com estratégias simples e criativas, é possível engajar os alunos e promover aprendizagens significativas em qualquer realidade escolar. Outro desafio encontrado nas bibliografias selecionadas  para a integração do pensamento computacional nas escolas se refere a  insuficiência na capacitação dos professores. 

O pensamento computacional é um conceito ainda recente para muitos educadores, e a formação inicial frequentemente não abrange disciplinas dedicadas a esse tema, programação ou métodos afins. Além disso, muitos professores enfrentam dificuldades ao tentar incorporar tecnologias e conceitos de pensamento computacional em suas aulas devido à falta de familiaridade com as ferramentas disponíveis. Outrossim, existe a resistência inerente às transformações, a qual pode aparecer quando os professores não percebem a importância do pensamento computacional para adquirir as competências exigidas no século XXI. Para vencer esse obstáculo, é necessário investir em formação continuada, oficinas práticas e assistência pedagógica, desenvolvendo programas de capacitação que sejam acessíveis e ajustados às diversas realidades das escolas.

No contexto atual, marcado por constantes transformações tecnológicas, espera-se que os professores desenvolvam competências digitais para mediar aprendizagens de forma inovadora. Diversos estudos apontam que a formação continuada é essencial nesse processo, pois permite aos docentes atualizar saberes, ressignificar suas práticas e incorporar tecnologias ao cotidiano escolar de forma crítica e reflexiva.

Segundo Evaristo (2022), a ausência de formação contínua para professores e gestores compromete a efetiva integração das tecnologias no processo de ensino-aprendizagem. Klering, Trarbach e Kersch (2023) reforçam que, mais do que conhecer ferramentas, é necessário dominar habilidades para utilizá-las de maneira segura e contextualizada. Os depoimentos analisados pelas autoras demonstram que professores capacitados conseguem transpor obstáculos e enxergar o pensamento computacional como uma oportunidade de enriquecer a prática docente.

Moala, Nunes e Custódio (2022) destacam que a formação deve articular teoria e prática, sendo construída de forma colaborativa com os educadores, respeitando os saberes docentes e os desafios do cotidiano escolar. Como destacado pelas autoras, a formação dos educadores é essencial para garantir que aqueles que farão a mediação estejam devidamente preparados, uma vez que,

Para preparar esses professores, é necessária uma formação inicial e continuada baseada nas transformações das práticas, identificando os saberes e competências necessárias a sua mobilização no trabalho, articulando teoria e prática, baseando-se na busca para resolução de problemas, que seja decidida e planejada em conjunto com esses profissionais (Paz, 2017, apud Moala; Nunes; Custódio, 2022, p.104)

Além disso, as autoras destacam dois pontos fundamentais sobre a capacitação contínua dos docentes, 

[…] Primeiro, porque a capacidade de um indivíduo de trabalhar com as tecnologias interfere diretamente na sua propensão a trazê-la para dentro da sala de aula (YUEN; MA, 2008). Segundo, é através da formação continuada que educadores são instigados a pensar em maneiras de despertar o pensamento computacional de seus alunos (Klering; Trarbach; Kersch, 2023, p.3).

Klering et al. (2023) argumentam que a formação continuada é o caminho para despertar o pensamento computacional nos alunos, ampliando a confiança dos professores para explorar recursos até então fora de sua zona de conforto.

Contudo, como ressalta Terçariol et al. (2022), muitas formações ainda ocorrem de forma superficial e desarticulada das necessidades reais dos educadores, o que limita sua eficácia. Fica evidente, assim, a importância de se pensar em processos formativos que integrem a prática pedagógica e fomentem a apropriação significativa das tecnologias no ensino.

A pandemia de COVID-19 impôs desafios inesperados à educação, exigindo a rápida adaptação dos professores ao ensino remoto. Nesse cenário, Bogéa, Costa e Santos (2024) argumentam que a formação docente precisa avançar para além das competências técnicas, incluindo também dimensões socioemocionais como empatia, resiliência e gestão de conflitos.

O ensino tradicional foi desestabilizado, e os docentes precisaram repensar suas práticas para atender às novas demandas. A formação continuada, portanto, deve contemplar aspectos emocionais e relacionais, fundamentais para manter o vínculo pedagógico e promover um ambiente de aprendizagem saudável. As autoras defendem que o desenvolvimento integral do professor, incluindo sua saúde mental e emocional, é indispensável para a qualidade da educação no século XXI.

Além disso, apontam que a formação deve favorecer a construção de redes de apoio e espaços colaborativos, nos quais os professores possam compartilhar experiências e refletir sobre suas práticas. A pandemia, embora desafiadora, revelou a urgência de se rever os modelos formativos vigentes, promovendo uma abordagem mais humana e integrada da docência.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

A análise desenvolvida neste artigo evidencia que a inserção do Pensamento Computacional no contexto escolar brasileiro, embora prevista nos documentos normativos como a BNCC, ainda enfrenta entraves significativos. A formação inicial e continuada dos professores, frequentemente desvinculada de uma compreensão prática e aplicada desse conceito, configura-se como um dos principais obstáculos para sua efetiva implementação. Soma-se a isso a carência de materiais didáticos adequados, que dificulta a transposição do Pensamento Computacional para práticas pedagógicas contextualizadas e significativas.

Para enfrentar essas dificuldades, é fundamental implementar soluções criativas, como atividades “off-line” que apresentem os princípios do pensamento computacional sem depender de tecnologia sofisticada. Ademais, iniciativas públicas que promovam a inclusão tecnológica e colaborações com a iniciativa privada podem auxiliar na modernização das escolas, proporcionando condições mais justas para o aprendizado. Assim como também, necessita-se de cursos de formação continuada que abordem o tema de forma ampla para contribuir com a capacitação dos professores.

Dessa forma, torna-se urgente o investimento em políticas públicas que valorizem a formação docente voltada às competências digitais e ao letramento computacional, bem como a produção e disseminação de recursos pedagógicos acessíveis. A superação desses desafios é condição essencial para que o Pensamento Computacional seja desenvolvido de forma eficaz no cotidiano escolar, contribuindo para a formação crítica, criativa e cidadã dos estudantes.

Portanto, a adoção do pensamento computacional na educação vai além de boas intenções. É imprescindível um comprometimento estruturado para capacitar os educadores e atender às necessidades de infraestrutura. Superar esses obstáculos permitirá oferecer uma educação mais inovadora, acessível e compatível com as exigências do mundo atual.

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Acesso em: 2024-09-03.

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