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Resumo
INTRODUÇÃO
A presença de estudantes com transtornos do neurodesenvolvimento, como TEA, TDAH e dislexia, entre outros, impõe ao ambiente educacional novas formas de ensinar e aprender. A atuação docente frente a essa realidade não deve se limitar apenas ao conhecimento teórico, mas também incluir estratégias práticas de intervenção que possibilitem o desenvolvimento e a aprendizagem de todos.
No entanto, o que sobrevém sobre o educador, são limitações que estruturas escolares ainda apresentam no cenário nacional. E, associada a essa questão, ainda se torna necessário que o docente invista na capacitação, visto os desafios que demandam ações em conformidade com o conhecimento associado à atividade e o público com atenção à individualidade do aluno em seus aspectos.
Portanto, entender as demandas da formação docente torna-se fundamental para promover uma educação inclusiva e eficaz. Esta pesquisa se justifica pela importância de apontar caminhos que auxiliem os professores na elaboração de estratégias pedagógicas que respeitem as especificidades de cada aluno, fortalecendo a equidade educacional.
Nesse contexto, surge a necessidade de refletir sobre o preparo dos professores para atuar de forma efetiva com educandos que demonstram tais transtornos. Assim, como problemática neste estudo busca-se entender, como os docentes têm se preparado para lidar com os transtornos do neurodesenvolvimento?
Neste contexto, o objetivo geral pautou-se em analisar a formação docente diante os transtornos de neurodesenvolvimento. Para melhor compreensão, os objetivos específicos buscou investigar os principais transtornos do neurodesenvolvimento, identificar estratégias pedagógicas inclusivas eficazes e por fim avaliar a preparação dos docentes para atuar com esses transtornos.
Esta pesquisa adotou como metodologia a abordagem bibliográfica, com ênfase em estudos publicados entre os anos de 2024 a 2025. O aprofundamento teórico foi realizado por meio de revisão de literatura em bases acadêmicas confiáveis como SciELO, Google Scholar e CAPES, permitindo uma análise fundamentada sobre as práticas docentes e os desafios inclusivos na educação contemporânea.
REFERENCIAL TEÓRICO
PRINCIPAIS TRANSTORNOS DO NEURODESENVOLVIMENTO NA ESCOLA
Os transtornos do neurodesenvolvimento referem-se a condições que afetam o desenvolvimento cerebral e influenciam áreas como linguagem, conduta e aprendizagem. No contexto escolar, compreender essas condições é essencial para que docentes possam identificar sinais e proporcionar intervenções adequadas, promovendo um ambiente inclusivo e equitativo (Garcia; Schlünzen; Junior, 2024).
Segundo Reduzino et al. (2024) o papel do neuropsicopedagogo se torna essencial para identificação precoce dessas condições, contribuindo para a adoção de estratégias individualizadas. Neste contexto, os transtornos decorrentes do Espectro Autista (TEA), Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) e dislexia necessita de uma compreensão multidisciplinar para o sucesso pedagógico.
A formação do docente deve incluir o estudo dos transtornos, considerando as especificidades culturais e sociais de cada indivíduo. Sobretudo no que tange às relações ético-raciais, a fim de garantir que crianças com deficiência tenham sua singularidade respeitada e atendida (Gagliato; Barbosa, 2024)
Para Oliveira e Lima (2024) as representações sociais que os professores têm sobre alunos autistas, se torna de grande valia a fim de propor ações pedagógicas mais eficazes. E, lembrando que o entendimento correto desses transtornos reflete diretamente na qualidade da prática pedagógica e contribuindo na construção de ambientes escolares mais acolhedores e menos estigmatizantes.
Segundo Morais (2024) a comunicação alternativa e recursos como a contação de histórias são importantes mecanismos de aprendizagem e desenvolvimento. Além disso, são ferramentas valiosas para favorecer a inclusão de alunos com transtornos do neurodesenvolvimento, ampliando a interação e o processo de aprendizagem.
Os transtornos de aprendizagem, muitas vezes, se encontram relacionados a causas biológicas. Desta forma, exige do sistema educacional respostas específicas, por meio de adaptações curriculares e práticas pedagógicas diferenciadas que atendam às necessidades dos alunos de maneira individual (Freitas, Freitas, 2025).
Para Neri e Barros (2024) a importância do psicopedagogo na escola como agente de suporte aos professores. Esses que auxiliam na identificação e intervenção dos transtornos, favorecendo a construção de estratégias pedagógicas eficazes e o acompanhamento do desenvolvimento do aluno.
Segundo Alves (2025) os desafios da inclusão de alunos neurodivergentes se faz presente em ambientes de ensino. O autor ressalta que a preparação docente deve contemplar formação contínua, para que possam implementar estratégias acessíveis e que promovam a participação ativa desses alunos no processo educativo.
Matos et al. (2025) entendem que os múltiplos indicadores da educação especial impactam a formação docente. Tanto que o autor trata as informações sobre transtornos do neurodesenvolvimento que deve ser aprofundado para que as práticas educacionais sejam mais eficazes e sensíveis às necessidades diversas.
Lembrando que os desafios enfrentados pelos educadores no trato com alunos com TEA, sugere que a formação docente deve ser ampliada. Esse entendimento, a fim de incluir conhecimentos teóricos e práticos que possibilitem intervenções pedagógicas assertivas e humanizadas (Camargo; Camargo; Rodrigues, 2025).
ESTRATÉGIAS PEDAGÓGICAS INCLUSIVAS EFICAZES
Segundo Alves (2025) a inclusão de alunos com transtornos do neurodesenvolvimento demanda estratégias pedagógicas específicas, que valorizem a diversidade e promovam o protagonismo desses estudantes no ambiente escolar. Tais estratégias devem ser embasadas em práticas que respeitem as necessidades individuais e favoreçam o desenvolvimento integral do aluno.
O educador deve se pautar em um planejamento adaptado, aliado ao uso de recursos didáticos diversificados. De modo que possibilite potencializar a aprendizagem, tornando o processo mais acessível e significativo para alunos com dificuldades (Garcia; Schlünzen; Junior, 2024).
Segundo Morais (2024) a comunicação alternativa se torna uma ferramenta pedagógica que amplia as possibilidades de interação em alunos especiais. Em que contribuem na expressão dos estudantes, facilitando a inclusão e o desenvolvimento cognitivo, social e emocional conforme a individualidade do aluno.
Conforme Reduzino et al. (2024) a importância da intervenção precoce e individualizada e se tratando de possíveis transtornos, permite identificar as potencialidades de cada aluno e adaptar o ensino para garantir seu sucesso educacional. Nota-se que o autor, atribui a percepção do docente como um importante mecanismo de inclusão a contribuir no processo de aprendizagem.
A prática neuropsicopedagógica deve ser integrada ao cotidiano escolar, promovendo a equidade para inclusão. Além disso, devendo respeitar as especificidades culturais, especialmente no atendimento às crianças com deficiência, pois conforme cada caso, cabendo o docente em fazer as intervenções adequadas (Gagliato; Barbosa, 2024).
Portanto, o trabalho colaborativo entre psicopedagogos, professores e familiares se torna essencial para implementar estratégias eficazes que atendam às necessidades educacionais especiais. Esse envolvimento amplia a capacidade de entender o aluno e atuar de forma inclusiva a fim de melhorar as intervenções (Neri; Barros, 2024).
A utilização de recursos tecnológicos e metodologias inovadoras são essenciais para o processo de interação do aluno. Dentre as ações, há uso de jogos educativos e ambientes virtuais, para estimular a motivação e o engajamento dos alunos com transtornos de aprendizagem (Freitas; Freitas, 2025).
Oliveira e Lima (2024) apontam que a sensibilização e a formação contínua dos professores são fundamentais no contexto da inclusão. Entendimento, pois contribui para o desenvolvimento de práticas inclusivas que respeitam as representações sociais e favorecem o acolhimento.
Nota-se que o papel dos educadores na adaptação curricular e no uso de estratégias que favoreçam a autonomia se encontra alinhada à capacitação do docente. Em que, com a participação dos alunos com transtorno do espectro autista, dentre os alunos com atendimento especial se mobiliza para melhores resultados em métodos desenvolvidos (Camargo; Camargo; Rodrigues, 2025).
Segundo Matos et al. (2025) a efetividade das estratégias pedagógicas inclusivas está diretamente relacionada ao conhecimento aprofundado da equipe escolar sobre os diversos transtornos e suas implicações na aprendizagem. Para tanto, o autor, pontua a necessidade de capacitação do docente, antes de interagir com alunos com algum transtorno, para promover de fato o aprendizado inclusivo.
PREPARAÇÃO DOCENTE PARA ATUAÇÃO EM TRANSTORNOS DIVERSOS
A formação dos professores para lidar com transtornos do neurodesenvolvimento se torna essencial para garantir práticas pedagógicas inclusivas e eficazes. A preparação deve contemplar aspectos teóricos e práticos que ampliem a compreensão das necessidades específicas desses alunos, fortalecendo a atuação docente no cotidiano escolar (Matos et al., 2025).
Neste contexto, a necessidade de uma formação contínua e crítica, vai além de conquistas individuais. Entendimento, pois sensibiliza os professores para as relações ético-raciais e para a diversidade presente nas salas de aula, especialmente no atendimento aos alunos com deficiência (Gagliato; Barbosa, 2024).
Para Neri e Barros (2024) sem o suporte adequado, docentes enfrentam dificuldades para reconhecer e intervir diante de transtornos, muitas vezes não compreendidos pelo docente. Essa condição pode comprometer o desenvolvimento dos alunos e a efetivação da inclusão em ambientes escolares.
Nota-se que a formação tradicional muitas vezes não aborda suficientemente os transtornos de aprendizagem. O que reforça a importância de cursos de capacitação, workshops e atualizações específicas para docentes que devem se iniciar ao longo da graduação e se estendendo na atuação em sala de aula (Freitas; Freitas, 2025).
Oliveira e Lima (2024) apontam que a percepção e as representações sociais dos professores influenciam diretamente sua atuação. Neste contexto, é fundamental que a formação inclua reflexões sobre preconceitos e estigmas relacionados aos transtornos e respeito à individualidade do educando.
Os educadores preparados são mais aptos a realizar adaptações curriculares e metodológicas que atendam às singularidades dos alunos com TEA e outras condições do neurodesenvolvimento. Portanto, o docente e as estruturas de ensino devem estar alinhados em condições que favoreçam o processo de inclusão influenciadas pelo conhecimento aplicado (Camargo; Camargo; Rodrigues, 2025).
Para Reduzino et al. (2024) o apoio interdisciplinar, especialmente do neuropsicopedagogo, deve estar aliado à preparação docente. Entendimento, pois fortalece as práticas pedagógicas e o acompanhamento individualizado onde cada aluno apresenta uma necessidade que deve ser explorada pelo docente com intervenções que favoreçam a inclusão.
Segundo Morais (2024) a integração de práticas comunicativas e recursos alternativos na formação do docente contribui para o desenvolvimento de habilidades essenciais no trabalho com alunos neurodivergentes. Para tanto, essa iniciativa deve ser impulsionadas durante á graduação e sendo continuada pós formação do educador, pois é indissociável e inadequado não ter o conhecimento das necessidades do educando.
Segundo Alves (2025) se torna necessário as políticas educacionais que incentivem a formação especializada, garantindo que os docentes tenham acesso a conhecimentos atualizados e ferramentas eficazes para a inclusão. Tal iniciativa, proporciona a equidade aos alunos com algum transtorno que se encontram em instituições de ensino pública, e da necessidade de promover a inclusão no ambiente escolar.
Neste contexto, a formação docente para atuação frente aos transtornos do neurodesenvolvimento deve ser contínua, contextualizada e embasada em pesquisas atuais para promover uma educação realmente inclusiva. É tão importante quanto garantir a inclusão, é entender que o conhecimento potencializa práticas pedagógicas que evoluem conforme os estudos e sua aplicabilidade no ambiente escolar (Garcia; Schlünzen; Junior, 2024).
CONSIDERAÇÕES FINAIS
As discussões apresentadas ao longo deste estudo revelam a urgência de uma formação docente que vá além da teoria e se aproxime da prática inclusiva. Neste contexto, compreender os transtornos do neurodesenvolvimento é um passo essencial para romper barreiras que ainda se impõem no cotidiano das escolas e dificultam a plena participação dos estudantes.
Em outra linha, constatou-se que muitos docentes ainda se encontram despreparados para atuar com alunos que apresentam necessidades específicas. Essa lacuna descrita pelos autores, reforça a importância de políticas formativas contínuas, que contemplem a complexidade dos transtornos e ofereçam ferramentas reais para a prática pedagógica diária.
As estratégias pedagógicas inclusivas mostraram-se fundamentais para garantir o direito à aprendizagem de todos. É por meio de intervenções planejadas, baseadas em conhecimento técnico e sensibilidade humana, que a inclusão se concretiza e ganha força nas salas de aula a fim de promover a inclusão.
A pesquisa demonstrou ainda que o suporte de equipes multidisciplinares, aliado a uma formação comprometida com a diversidade, fortalece o papel do professor como agente de transformação. O desenvolvimento profissional contínuo deve ser prioridade em qualquer sistema educacional que vise à equidade no cenário cada vez mais desafiante ao docente onde que métodos e adaptações ao processo de aprendizagem se faz presente.
Diante disso, conclui-se que a preparação do docente frente aos transtornos do neurodesenvolvimento precisa ser parte indissociável do projeto pedagógico das instituições formadoras. Só assim será possível promover práticas que respeitem as singularidades e garantam uma educação verdadeiramente inclusiva e acessível a todos, mesmo que as estruturas sejam deficientes, visto que o conhecimento possibilita adaptações que favoreçam a inclusão.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
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MORAIS, Renata Lima de. Contação de História apoiada pela Comunicação Alternativa: Efeitos da Autoscopia na Formação Docente. 2024. Dissertação de Mestrado. Universidade Federal do Rio Grande do Norte.
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REDUZINO, Glaucio De Souza Adolfo et al. DE 0 A 100: O Papel do Neuropsicopedagogo Frente às Neuro Divergências. Revista Tópicos, v. 2, n. 8, p. 1-12, 2024.
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