POR TRÁS DO DIAGNÓSTICO: O OLHAR PARA A CRIANÇA ALÉM DO TRANSTORNO
BEHIND THE DIAGNOSIS: LOOKING AT THE CHILD BEYOND THE DISORDER
DOI:
https://doi.org/10.63391/bddd1079Palavras-chave:
Neurodesenvolvimento, ; humanização, ; medicalização, ; rotulação, ; subjetividade.Resumo
O diagnóstico de transtornos do neurodesenvolvimento na infância apresentou expressivo crescimento, priorizando critérios classificatórios em detrimento da subjetividade do paciente. O problema investigado consistiu em analisar de que maneira a visão centrada exclusivamente na patologia limitou o desenvolvimento integral da criança e o seu convívio social. O objetivo geral da pesquisa foi refletir sobre a importância de um olhar humanizado e individualizado na atenção infantil, discutindo os riscos da rotulação e valorizando as singularidades. O estudo justificou sua relevância ao evidenciar que a abordagem integrada favoreceu a inclusão escolar e o bem-estar físico e mental. A metodologia empregada caracterizou-se como uma pesquisa bibliográfica, documental e observacional fundamentada em literatura humanista. Os resultados apontaram que a patologização de comportamentos cotidianos e a medicalização excessiva ofuscaram fatores ambientais e relacionais críticos, a exemplo da superexposição a telas e da negligência afetiva no ambiente familiar e hospitalar. Concluiu-se que o cuidado exigiu transcender a mera categorização de sintomas, demandando intervenções estruturadas que articularam dimensões biológicas, psicológicas e sociais para garantir o respeito à criança como sujeito de direitos.
##plugins.themes.default.displayStats.downloads##
Referências
BECHSGAARD, Katrine K. The Significance of Labels: From Shy and Lazy to Autistic and ADHD. Ought: The Journal of Autistic Culture, v. 6, n. 2, artigo 16, 2025. DOI: 10.9707/2833-1508.1221. Acesso em: 10 fev. 2026.
BLACK, J. M.; HOEFT, F. Utilizing biopsychosocial and strengths-based approaches within the field of child health: what we know and where we can grow. New Directions for Child and Adolescent Development, v. 2015, n. 147, p. 13-20, 2015. DOI: 10.1002/cad.20089. Acesso em: 10 fev. 2026.
BRASIL. Lei nº 8.069, de 13 de julho de 1990. Dispõe sobre o Estatuto da Criança e do Adolescente e dá outras providências. Diário Oficial da União: seção 1, Brasília, DF, 16 jul. 1990. Acesso em: 10 fev. 2026.
BRASIL. Lei nº 13.146, de 6 de julho de 2015. Institui a Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência (Estatuto da Pessoa com Deficiência). Diário Oficial da União: seção 1, Brasília, DF, 7 jul. 2015. Acesso em: 10 fev. 2026.
BRASIL. Ministério da Saúde. Atenção psicossocial a crianças e adolescentes no SUS: tecendo redes para garantir direitos. Brasília, DF: Ministério da Saúde, 2014. Acesso em: 15 fev. 2026.
BRASIL. Ministério da Saúde. Portaria nº 1.130, de 5 de agosto de 2015. Institui a Política Nacional de Atenção Integral à Saúde da Criança (PNAISC) no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS). Diário Oficial da União: seção 1, Brasília, DF, 6 ago. 2015. Acesso em: 15 fev. 2026.
CONSELHO NACIONAL DO MINISTÉRIO PÚBLICO (Brasil). Manual de atuação do Ministério Público na defesa e promoção da educação infantil: expansão, qualificação e desjudicialização das vagas em creche e pré-escola. Brasília, DF: CNMP, 2025. Acesso em: 15 fev. 2026.
CUNHA, Barbara Januário Souza da; CARDOSO, Beatriz Aparecida Queiroz; HIPÓLITO, Bruna Benhossi; MORAES, Laura Abranches da Silva de Souza; SANTOS, Taiz Caroline Braga dos. Abordagem humanizada do enfermeiro em crianças com deficiência oculta no ambiente hospitalar. 2024. Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação em Enfermagem) – Universidade Anhembi Morumbi, São Paulo, 2024. Acesso em: 15 fev. 2026.
ENGEL, George L. The need for a new medical model: a challenge for biomedicine. Science, v. 196, n. 4286, p. 129-136, 1977. Acesso em: 18 fev. 2026.
FONSECA, Alex Sandro Santos; MATTOS, Marina Gonçalves de. O lugar da aprendizagem e a patologização da infância. In: XVII Encontro Latino Americano de Iniciação Científica. Caraguatatuba, SP: Centro Universitário Módulo, 2013. Acesso em: 18 fev. 2026.
LEGNANI, Viviane Neves. Efeitos imaginários do diagnóstico de TDA/H na subjetividade da criança: um estudo de caso. Fractal: Revista de Psicologia, v. 24, n. 2, p. 307-322, maio/ago. 2012. Acesso em: 18 fev. 2026.
LIMA, Talia Queiroz; LIMA, Lucas Rodrigues Castilho de; FREITAS, Amanda Gabriela Ramos; SOBROSA, Amanda Alves et al. A importância de garantir atenção à saúde mental à população pediátrica. In: Fundamentos e Práticas Pediátricas e Neonatais, Edição 13. [s.l.]: Editora Pasteur, 2023. Acesso em: 18 fev. 2026.
RÖHM, Alexander; GRENGEL, Michelle; MÖHRING, Michélle; ZENSEN-MÖHRING, Johannes; NELLEN, Cosima; HASTALL, Matthias R. Applying the mixed-blessings model and labeling theory to stigma in inclusive education: An experimental study of student and trainee teachers’ perceptions of pupils with ADHD, DLD, and intellectual disability. Frontiers in Psychology, v. 13, p. 910702, 2022. DOI: 10.3389/fpsyg.2022.910702. Acesso em: 20 fev. 2026.
SANTA CATARINA. Secretaria de Estado da Saúde. Linha de Cuidado para Atenção Integral à Saúde Mental. Florianópolis: Governo do Estado de Santa Catarina, 2022. Acesso em: 03 mar. 2026.
SOUZA, Luis Henrique Brito Barreto; TEIXEIRA, Jeferson Manoel; FIGUEIREDO, Wenberger Lanza Daniel de et al. O uso excessivo de telas e o atraso no desenvolvimento infantil e diagnósticos equivocados de transtornos do neurodesenvolvimento: banalização do uso de psicofármacos e suas consequências. Brazilian Journal of Implantology and Health Sciences, v. 7, n. 6, p. 1328-1350, 2025. DOI: 10.36557/2674-8169.2025v7n6p1328-1350. Acesso em: 03 mar. 2026.
Downloads
Publicado
Edição
Seção
Licença
Direitos autorais (c) 2026 DANIELA OURIQUES NUNES VICENTE (Autor)

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution 4.0 International License.
Os autores mantêm os direitos autorais sobre seus trabalhos e concedem ao periódico o direito de primeira publicação. Os artigos são publicados sob a licença Creative Commons Atribuição 4.0 Internacional (CC BY 4.0).
É permitida a cópia, distribuição, compartilhamento e adaptação do conteúdo para fins acadêmicos e científicos, em qualquer meio, desde que seja dado o devido crédito à autoria e à fonte de publicação original.
Os autores autorizam a indexação, preservação digital, atribuição de DOI e disseminação nacional e internacional do conteúdo publicado.
A responsabilidade pelo conteúdo científico, ético e legal do artigo é exclusiva dos autores.