ARQUITETURAS DE SEGURANÇA E MITIGAÇÃO DE AMEAÇAS CIBERNÉTICAS EM BANCOS BRASILEIROS: CONFORMIDADE, MONITORAMENTO E CONTINUIDADE DE NEGÓCIOS
DOI:
https://doi.org/10.63391/44jxna98Palavras-chave:
Segurança cibernética, ; Bancos brasileiros, Arquitetura de segurança, ; Continuidade de negócios, ; Conformidade regulatóriaResumo
O presente artigo analisa as arquiteturas de segurança adotadas por bancos brasileiros para a mitigação de ameaças cibernéticas, examinando como as dimensões de conformidade regulatória, monitoramento contínuo e continuidade de negócios se articulam na construção de ambientes financeiros digitais mais seguros e resilientes. A pesquisa adota abordagem qualitativa de natureza bibliográfica e documental, com análise crítica da legislação vigente, das regulamentações do Banco Central do Brasil, de normas técnicas internacionais como a ABNT NBR ISO/IEC 27001 e da produção acadêmica especializada sobre segurança cibernética no setor financeiro. O estudo reconhece que o setor bancário brasileiro ocupa posição de destaque na adoção de tecnologias digitais, tornando-se simultaneamente um dos ambientes mais expostos a ataques cibernéticos sofisticados, que evoluem em velocidade e complexidade superiores às respostas institucionais tradicionais. A revisão da literatura evidencia que a arquitetura de segurança eficaz nas instituições financeiras brasileiras não se reduz ao conjunto de tecnologias implementadas, mas compreende um sistema integrado de políticas, processos, controles e culturas organizacionais que operam em conformidade com um arcabouço normativo de múltiplas camadas, composto pela Lei Geral de Proteção de Dados, pelas resoluções do Banco Central e pelos padrões internacionais de gestão da segurança da informação. Os resultados apontam que a efetividade das arquiteturas de segurança bancária depende da articulação entre três pilares complementares: a conformidade proativa com as exigências regulatórias, o monitoramento contínuo e inteligente das ameaças e a manutenção de planos robustos de continuidade de negócios, que garantam a resiliência operacional mesmo em cenários de incidentes graves. Conclui-se que o amadurecimento das práticas de segurança cibernética no setor bancário brasileiro exige investimentos sustentados em tecnologia, pessoas e governança, superando a perspectiva meramente reativa para alcançar uma postura preventiva e estratégica de gestão de riscos digitais.
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