ASSISTÊNCIA VENTILATÓRIA COM BOLSA-VÁLVULA-MÁSCARA DURANTE A RESSUSCITAÇÃO CARDIOPULMONAR EM LACTENTES: REPERCUSSÕES SOBRE EVENTOS ADVERSOS IMEDIATOS
DOI:
https://doi.org/10.63391/3wy9zq27Palavras-chave:
Ressuscitação cardiopulmonar, lactente, ventilação manual, bolsa-válvula-máscara, eventos adversos imediatosResumo
A assistência ventilatória com bolsa-válvula-máscara ocupa posição central na ressuscitação cardiopulmonar de lactentes, sobretudo porque a parada cardíaca nessa faixa etária frequentemente decorre de causas hipóxico-asfíxicas e exige ventilação imediata, efetiva e segura. Este estudo objetivou analisar, à luz da literatura recente, as repercussões do uso da bolsa-válvula-máscara sobre eventos adversos imediatos em lactentes submetidos à ressuscitação cardiopulmonar. Desenvolveu-se uma revisão integrativa, de natureza aplicada, exploratória e descritiva, com abordagem qualitativa, mediante consulta a diretrizes internacionais e a estudos indexados publicados entre 2020 e 2025 em bases científicas e portais institucionais. Foram priorizados documentos que abordassem qualidade da ventilação, hiperventilação, hiperinsuflação, insuflação gástrica, distensão abdominal, broncoaspiração, vedação de máscara, técnica em dois profissionais e monitorização da ventilação em cenários pediátricos. Os resultados evidenciaram convergência entre diretrizes e estudos empíricos ao demonstrar que a ventilação manual inadequada aumenta o risco de volumes excessivos, pressões inspiratórias elevadas, escape de máscara e ventilação ineficaz, com repercussões imediatas sobre oxigenação, perfusão e segurança do paciente. Também se observou que estratégias como ajuste do tamanho da máscara, elevação torácica suave, técnica em dois profissionais, monitorização por dióxido de carbono expirado final e treinamento específico tendem a qualificar o cuidado. Conclui-se que a segurança da ventilação com bolsa-válvula-máscara em lactentes depende menos da disponibilidade do dispositivo e mais da precisão técnica, da vigilância clínica e do treinamento sistemático das equipes, constituindo eixo prioritário para a qualificação da urgência e emergência pediátrica.
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