O EIXO INTESTINO-CÉREBRO NA NEURODIVERGÊNCIA INFANTIL: IMPACTO DA DISBIOSE INTESTINAL NA MODULAÇÃO COMPORTAMENTAL DO TEA

Autores

  • ALEXANDRE MAGNO TEIXEIRA MEDEIROS Centro Internacional de Pesquisas Integralize Autor

DOI:

https://doi.org/10.63391/end84c51

Palavras-chave:

Eixo intestino-cérebro, ; disbiose intestinal, ; TEA, ; microbiota, ; comportamento.

Resumo

O eixo intestino-cérebro tem ganhado destaque nas pesquisas sobre neurodivergência infantil, especialmente no Transtorno do Espectro Autista (TEA). Essa conexão bidirecional entre o sistema digestivo e o cérebro mostra que o funcionamento intestinal pode influenciar diretamente o comportamento, as emoções e até aspectos cognitivos da criança. Nesse contexto, a disbiose intestinal — caracterizada por desequilíbrio da microbiota — surge como um fator relevante, podendo contribuir para alterações como irritabilidade, dificuldades de comunicação, hiperatividade e padrões repetitivos. Estudos recentes indicam que crianças com TEA frequentemente apresentam alterações gastrointestinais, o que reforça a importância de olhar para além do cérebro e considerar o organismo de forma integrada. A microbiota intestinal participa da produção de neurotransmissores, como a serotonina, fundamentais para a regulação do humor e do comportamento. Assim, quando há desequilíbrio, esses processos podem ser afetados. Compreender essa relação amplia as possibilidades de intervenção, incluindo abordagens nutricionais e terapias complementares, sempre com acompanhamento profissional. Dessa forma, o cuidado com a saúde intestinal pode se tornar um aliado importante na promoção do bem-estar e no desenvolvimento global de crianças neurodivergentes.

 

##plugins.themes.default.displayStats.downloads##

##plugins.themes.default.displayStats.noStats##

Referências

Adams, J. B., Johansen, L. J., Powell, L. D., Quig, D., & Rubin, R. A. (2011).

Gastrointestinal flora and gastrointestinal status in children with autism. BMC Gastroenterology.

Cryan, J. F., O’Riordan, K. J., Cowan, C. S. M., et al. (2019).

The microbiota-gut-brain axis. Physiological Reviews.

Dinan, T. G., & Cryan, J. F. (2017).

The microbiome-gut-brain axis in health and disease. Gastroenterology Clinics.

Frye, R. E., Slattery, J., MacFabe, D. F., et al. (2015).

Approaches to studying and manipulating the enteric microbiome to improve autism symptoms. Microbial Ecology in Health and Disease.

Hsiao, E. Y., McBride, S. W., Hsien, S., et al. (2013).

Microbiota modulate behavioral and physiological abnormalities associated with neurodevelopmental disorders. Cell.

Kang, D. W., Adams, J. B., Gregory, A. C., et al. (2017).

Microbiota Transfer Therapy alters the gut ecosystem and improves gastrointestinal and autism symptoms. Microbiome.

Mayer, E. A. (2016).

The Mind-Gut Connection. New York: Harper Wave.

Rogers, G. B., Keating, D. J., Young, R. L., et al. (2016).

From gut dysbiosis to altered brain function and mental illness. Microbiome.

Sharon, G., Sampson, T. R., Geschwind, D. H., & Mazmanian, S. K. (2016).

The central nervous system and the gut microbiome. Cell.

Silva, Y. P., Bernardi, A., & Frozza, R. L. (2020).

The role of short-chain fatty acids from gut microbiota in gut-brain communication. Frontiers in Endocrinology.

Strati, F., Cavalieri, D., Albanese, D., et al. (2017).

New evidence on the altered gut microbiota in autism spectrum disorders. Microbiome.

Vuong, H. E., & Hsiao, E. Y. (2017).

Emerging roles for the gut microbiome in autism spectrum disorder. Biological Psychiatry.

Publicado

2026-04-30

Edição

Seção

CIÊNCIAS DA SAÚDE

Como Citar

O EIXO INTESTINO-CÉREBRO NA NEURODIVERGÊNCIA INFANTIL: IMPACTO DA DISBIOSE INTESTINAL NA MODULAÇÃO COMPORTAMENTAL DO TEA. (2026). International Integralize Scientific, 6(58). https://doi.org/10.63391/end84c51

Artigos mais lidos pelo mesmo(s) autor(es)