O PAPEL DA BIOQUÍMICA CLÍNICA NO MONITORAMENTO TERAPÊUTICO DE FÁRMACOS (TDM): PERSPECTIVAS PARA A FARMÁCIA CLÍNICA
DOI:
https://doi.org/10.63391/zqpxnp98Palavras-chave:
Monitoramento terapêutico de fármacos (TDM);, farmacocinética clínica;, bioquímica clínica;, janela terapêutica;, toxicidade.Resumo
O Monitoramento Terapêutico de Fármacos (TDM) constitui uma ferramenta essencial da Farmacocinética Clínica, baseada na Bioquímica Laboratorial, para individualizar tratamentos com medicamentos de estreita margem terapêutica. A acentuada variabilidade interindividual na absorção, distribuição, metabolismo e excreção de fármacos exige a medição precisa da concentração sérica para garantir que o nível plasmático se mantenha dentro da janela terapêutica, minimizando o risco de toxicidade ou falha no tratamento. Este artigo tem como objetivo analisar a importância da Bioquímica Clínica no processo do TDM, detalhando as metodologias laboratoriais envolvidas e o papel do farmacêutico na interpretação e aplicação desses dados. Por meio de uma revisão da literatura, são abordados os desafios analíticos, os fatores pré-analíticos críticos e a relevância clínica de resultados subterapêuticos ou tóxicos. Conclui-se que o TDM é um procedimento indispensável para a segurança do paciente, cuja eficácia é dependente da integração plena e do diálogo constante entre o Laboratório de Análises Clínicas e a equipe de Farmácia Clínica.
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