A manifestação dos atributos divinos morais na visão bíblica das religiões cristãs no Brasil

THE MANIFESTATION OF THE MORAL DIVINE ATTRIBUTES IN THE BIBLICAL VIEW OF CHRISTIAN RELIGIONS IN BRAZIL

LA MANIFESTACIÓN DE LOS ATRIBUTOS DIVINOS MORALES EN LA VISIÓN BÍBLICA DE LAS RELIGIONES CRISTIANAS EN BRASIL

Autor

URL do Artigo

https://iiscientific.com/artigos/34EE5C

DOI

doi.org/10.63391/34EE5C

Dutra, Adailton Fernandes . A manifestação dos atributos divinos morais na visão bíblica das religiões cristãs no Brasil. International Integralize Scientific. v 5, n 47, Maio/2025 ISSN/3085-654X

Resumo

A existência de Deus é um fato incontestável. À medida que o ser humano desenvolve a capacidade de distinguir entre ruim ou bom, certo ou errado, verdadeiro ou falso diz que ele (o ser humano), está caminhando numa estrada da moralidade. Ao falarmos sobre moral, nos referimos a um conjunto de valores, crenças e normas que guiam nossos julgamentos e decisões. Contudo é preciso ver e aprender sobre a moral. O controle desses instintos é possível devido a nossa maneira de julgar, raciocinar, discernir, acusar. Vemos que no Universo através das Escrituras Sagradas o Ser Supremo (Deus), possui o sistema de Valores Morais perfeitos e dignos de confiança. O atributo é uma característica essencial de um ser, aquilo que lhe é próprio. Os atributos morais de Deus (Amor, Santidade, Justiça, Misericórdia, etc), são singulares e perfeitos. Só Ele os tem de modo absoluto, sendo para o ser humano um exemplo a ser seguido no meio de um mundo que caminha para a perdição dos valores morais, sociais e éticos.
Palavras-chave
atributos; Deus; bíblia Sagrada; religião; valores morais.

Summary

The existence of God is an indisputable fact. As the human being develops the ability to distinguish between bad or good, right or wrong, true or false, he says that he (the human being), he is walking on a road of morality. When we talk about morals, we refer to a set of values, beliefs, and norms that guide our judgments and decisions. However, it is necessary to see and learn about morals. The control of these instincts is possible due to our way of judging, reasoning, discerning, accusing. We see that in the Universe through the Holy Scriptures the Supreme Being (God) has the perfect and trustworthy system of Moral Values. The attribute is an essential characteristic of a being, that which is proper to it. God’s moral attributes (Love, Holiness, Justice, Mercy, etc.) are unique and perfect. Only He has them absolutely, being for the human being an example to be followed in the midst of a world that is heading towards the perdition of moral, social and ethical values.
Keywords
attributes; God; holy sible; religion; moral values.

Resumen

La existencia de Dios es un hecho indiscutible. A medida que el ser humano desarrolla la capacidad de distinguir entre lo malo o lo bueno, lo correcto o lo incorrecto, lo verdadero o lo falso, dice que él (el ser humano), está caminando por el camino de la moralidad. Cuando hablamos de moral, nos referimos a un conjunto de valores, creencias y normas que guían nuestros juicios y decisiones. Sin embargo, es necesario ver y aprender sobre la moral. El control de estos instintos es posible gracias a nuestra forma de juzgar, razonar, discernir, acusar. Vemos que en el Universo, a través de las Sagradas Escrituras, el Ser Supremo (Dios) tiene el sistema perfecto y confiable de los Valores Morales. El atributo es una característica esencial de un ser, lo que le es propio. Los atributos morales de Dios (Amor, Santidad, Justicia, Misericordia, etc.) son únicos y perfectos. Solo Él los tiene absolutamente, siendo para el ser humano un ejemplo a seguir en medio de un mundo que se encamina hacia la perdición de los valores morales, sociales y éticos.
Palavras-clave
atributos; Dios; santa bíblia; religión; valores morales.

INTRODUÇÃO

Alguém poderia dizer que esse mundo em que vivemos está cada dia mais difícil. 

Difícil aqui se refere a muita maldade, menos paciência, aumento da violência em todos os níveis da sociedade (em casa, no trânsito, na família, no trabalho, etc), a necessidade de sempre estar mais correto nas suas argumentações que a opinião do outro. Há muita ignorância e desconhecimento no que concerne o que é amor – o amor ao próximo, na ajuda mútua, no doar-se por um bem maior, de se sacrificar em prol do bem de alguém. Pode-se dizer que os valores morais estão cada vez mais distantes da realidade humana. É sempre o “meu primeiro”, “eu tenho razão”, “não estou nem aí para o que você acha”, “afinal de contas tenho que ser feliz custe o que custar”. Contudo Deus ainda tem muito a nos ensinar através dos seus atributos morais. Neste artigo não quero esgotar o assunto sobre a bondade de Deus, o amor de Deus, tendo em vista que aprendemos sobre esses atributos todos os dias com experiências humanas de pessoas que se permitem ser usadas para um bem maior.

Deus é bom, fiel, misericordioso, bondoso, amoroso, se torna acessível para aqueles que querem viver de forma mais digna e verdadeiramente, sob o fundamento dos seus Atributos morais. Deus criou o ser humano para reproduzi-lo nas suas atitudes conforme vemos em Gênesis capítulo 1 e versículos 26 a 27 (Então disse Deus: “Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança. Domine ele sobre os peixes do mar, sobre as aves do céu, sobre os grandes animais de toda a terra e sobre todos os pequenos animais que se movem rente ao chão”. Criou Deus o homem à sua imagem, à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou.)

Muito se pode dizer de um ser tão grande como Deus, mas facilitaremos a nossa tarefa se classificarmos os seus atributos. Compreender a Deus em sua plenitude seria tão difícil como encerrar o Oceano Atlântico numa xícara; mas ele se tem revelado a si mesmo o suficiente para esgotar a nossa capacidade. A classificação seguinte talvez nos facilite a compreensão:

  1. Atributos Naturais, ou seja, o que Deus é em si próprio, à parte da criação.
  2. Atributos Morais, ou seja, o que Deus é em relação aos seres morais por ele criados.
  3. Atributos Ativos, ou seja, o que Deus é em relação ao Universo.

Neste artigo vamos nos ater na segunda parte, ou seja: os Atributos Morais.

DESENVOLVIMENTO

Santidade. Deus é Santo. (Êxodo 15.11; Levítico 11.44, 45; 20.26; Josué 24.19; 1 Samuel 2.2; Sl 5.4; 111.9; 145.17; Isaias 6.3; 43.14-15; Jeremias 23.9; Lucas 1.49; Tiago 1.13; 1 Pedro 1.15-16; Apocalipse 4.8; 15.3-4). A santidade de Deus significa a sua absoluta pureza moral; Ele não pode pecar nem tolerar o pecado. O sentido original da palavra santo é separado – Hagios do Grego: Ela é usada para descrever algo que é separado para um propósito especial, frequentemente em um contexto religioso ou espiritual. Em que sentido está Deus separado? Ele está separado do homem no espaço – ele está no céu, o homem na terra. Ele está separado do homem quanto à natureza e caráter – Ele é perfeito, o homem é pecaminoso. Vemos, então, que a santidade é o atributo que mantém a distinção entre Deus e a criatura. Não denota apenas um atributo de Deus, mas a própria natureza divina. Portanto, quando Deus se revela a si mesmo de modo a impressionar o homem com a sua Divindade, diz-se que ele santificou (Ezequiel 36.23; 38.23), isto é, revela-se a si mesmo como o Santo. Quando os Serafins descrevem o resplendor divino que emana daquele que está sentado sobre o trono, exclamam: Santo, Santo, Santo é o Senhor dos exércitos (Isaias 6.3).

Diz-se que os homens santificam a Deus quando o honram e o reverenciam como Divino. (Números 20.12; Levítico 10.3; Isaías 8.13). Quando o desonram, pela violação de seus mandamentos, se diz que profanam seu nome – que é o contrário de santificar seu nome. (Mateus 6.9).

Cognoscibilidade de Deus. (A necessidade de Deus se revelar a nós). Se pretendemos conhecer a Deus, antes é necessário que ele se revele a nós. Mesmo discutindo a revelação de Deus que vem da natureza, o apóstolo Paulo diz que o que podemos conhecer sobre Deus está claro às pessoas “porque Deus lhes manifestou” (Romanos 1.19). A criação natural revela Deus porque ele mesmo decide revelar-se assim.

Quando falamos do conhecimento pessoal de Deus, que vem pela salvação, essa ideia fica ainda mais explícita. Disse Jesus: “ninguém conhece o Filho, senão o Pai; ninguém conhece o Pai, senão o Filho e aquele a quem o Filho o quiser revelar” (Mateus. 11.27). Esse tipo de conhecimento de Deus não se encontra por sabedoria ou esforço humanos: “… na sabedoria de Deus, o mundo não o conheceu por sua própria sabedoria” (1 Coríntios 1.21; cf. 1 Coríntios. 2.14; 2 Coríntios 4.3-4; João1.18). Jesus numa de suas missões, estava a necessidade de revelar Deus ao ser humano, um Deus que quer se relacionar como um pai se relaciona com um filho: Portanto, se vocês, apesar de serem maus, sabem dar boas coisas aos seus filhos, quanto mais o seu Pai, que está nos céus, dará coisas boas aos que lhe pedirem! (Mateus 7. 11-13), Paulo também o faz: “e lhes serei Pai, e vocês serão meus filhos e minhas filhas”, diz o Senhor Todo-poderoso. (2 Coríntios 6.18). Um fato real, Deus quer se revelar, se manifestar a nós humanos como um bom Pai.

A necessidade de Deus revelar-se a nós também se percebe no fato de que o pecador interpreta erroneamente a revelação de Deus encontrada na natureza. Aqueles que “detêm a verdade pela injustiça” são os que “se tornaram nulos em seus próprios raciocínios, obscurecendo-se lhes o coração insensato […] pois mudaram a verdade de Deus em mentira” (Romanos 1.18, 21, 25). Portanto, precisamos das Escrituras para interpretar corretamente a revelação natural. Centenas de religiões pelo mundo afora são provas de que os pecadores, sem orientação das Escrituras, sempre compreendem erradamente e distorcem a revelação de Deus encontrada na natureza. Por conseguinte, dependemos da ativa comunicação divina das Escrituras para alcançar verdadeiro conhecimento de Deus.

Justiça. Deus é justo. Qual a diferença entre santidade e a justiça? A justiça é a santidade em ação, a justiça é a santidade de Deus manifesta no tratar retamente com suas criaturas. “não fará justiça o juiz de toda a terra? (Gênesis 18.25). A justiça é obediência a uma norma reta; é conduta reta em relação a outrem. Quando é que Deus manifesta este atributo? (1) Quando livra o inocente, condena o ímpio e exige que se faça justiça. Deus julga, não como o fazem os juízes modernos, que se baseiam seu julgamento sobre a evidência apresentada perante eles por outrem. Deus mesmo descobre a evidência. Desta maneira o Messias, cheio do Espírito Divino, não julgará “segundo a vista dos seus olhos, nem reprovará segundo o ouvir dos seus ouvidos, mas julgará com justiça (Isaias 11.3). (2) Quando perdoa o penitente (Salmos 51.14; 1 João 1.9; Hebreus 6.10). (3) Quando castiga e julga seu povo (Isaías 8.17; Amós 3.2). (4) Quando salva seu povo. A interposição de Deus a favor do seu povo se chama sua justiça. (Isaías 46.13; 45.24-25). Ele livra seu povo dos seus pecados e de seus inimigos, e o resultado é a retidão de coração. (Isaías 51.6; 54.13; 60.21; 61.10). (5) Quando dá vitória à causa de seus servos fiéis (Isaías 50.4-9). Depois de Deus haver libertado seu povo e julgado os ímpios então teremos “novos céus e uma nova terra em que habita a justiça” (2 Pedro 3.13).

Notar-se-á qual a natureza divina é a base das relações de Deus para com os homens e espera-se que a natureza sirva de exemplo aos homens para com o próximo.

Fidelidade. Deus é fiel. Ele é absolutamente digno de confiança; as suas palavras não falharão. Portanto, cristãos podem descansar em suas promessas. (Êxodo 34.6; Números 23.19; Deuteronômio 4.31; Josué 21.43-45; 23.14; 1 Samuel 15.29; Jeremias 4.28; Isaías 25.1; Ezequiel 12.25; Daniel 9.4; Miquéias 7.20; Lucas 18.7-8; Romanos 3.4; 15.8; 1 Coríntios 1.9; 10.13; 2 Coríntios 1.20; 1 Tessalonicenses. 5.24; 2 Tessalonicenses 3.3; 2 Timóteo 2.13; Hebreus 6.18; 10.23; 1 Pedro. 4.19; Apocalipse 15.3).

A veracidade divina implica que ele é o Deus verdadeiro, e que todo o seu conhecimento e todas as suas palavras são ao mesmo tempo verdadeiros e o parâmetro definitivo da verdade. Isso significa que Deus é confiável e fiel nas suas palavras. Com respeito às suas promessas, Deus sempre faz o que promete fazer, e podemos ter absoluta certeza de que jamais será infiel às suas promessas. Portanto, “Deus é fidelidade” (Deuteronômio 32.4). Ele é confiável, e jamais se revelará infiel àqueles que confiam naquilo que ele disse. Na verdade, a essência da verdadeira fé é crer absolutamente na palavra de Deus e confiar que ele fará o que prometeu.

Misericórdia. A misericórdia de Deus é a divina bondade em ação com respeito às misérias de suas criaturas, bondade que se comove a favor deles, provendo o seu alívio, e, no caso de pecadores impenitentes, demonstrando paciência longânima. (Tito 3.5; Lamentações de Jeremias 3.22; Daniel 9.9; Jeremias 3.12; Salmos 32.5; Isaías 49.13; 54.7). Uma das mais belas descrições da misericórdia de Deus encontra-se no (Salmos 103.8-18). Conhecer a sua misericórdia torna-se a base da esperança (Salmos 130.7) como também da confiança (Salmos 52.8). A misericórdia de Deus manifestou-se de maneira eloquente ao enviar Cristo ao mundo. (Lucas 1.78).

Deus é o juiz supremo que detêm o poder para determinar, em última análise, a punição a quem merece. Quando ele nos perdoa o pecado e a culpa, experimentamos a sua misericórdia. A misericórdia divina remove o castigo, ao passo que a sua graça coloca algo positivo no lugar do negativo.

“Misericordioso e piedoso é o Senhor; longânimo e grande em benignidade” (Salmos 103.8).

Amor. Deus é amor. O amor é o atributo de Deus em razão do qual ele deseja relação pessoal com aqueles que possuem a sua imagem e, muito especialmente, com aqueles que foram santificados em caráter, feitos semelhantes a ele. Notemos a descrição do amor de Deus. (Deuteronômio 7.8; Efésios 2.4; Sofonias 3.17; Isaías 49.15-16; Romanos 8.39; Oséias 11.4; Jeremias 31.3); notemos a quem é manifestado (João 3.16; 16.27; 17.23; Deuteronômio 10.18); notemos como foi demonstrado (João 3.16; 1 João 3.1; 4.9-10; Romanos 9.11-13; Isaías 38.17; 43.3-4; 63.9; Tito 3.4-7; Efésios 2.4-5; Oséias 11.4; Deuteronômio 7.13; Romanos 5.5).

Quando nos tornamos cristãos, o primeiro texto da Bíblia a ser memorizado é João 3.16, o qual recitamos com vigor entusiasmo, muitas vezes enfatizando a expressão: “Deus amou o mundo de tal maneira”. Depois, com um conhecimento mais profundo do texto, descobrimos que a ênfase recai não ao caráter quantitativo do amor de Deus, mas ao qualitativo. E o fato mais importante não é que Deus nos tenha amado a ponto de dar o seu filho, mas que ele nos haja amado de maneira tão sacrificial.

Deus se revelou como alguém que expressa um tipo específico de amor, o qual é demonstrado por uma dádiva sacrificial. João o define desta forma: “Nisto está a caridade: não em que nós tenhamos amado a Deus, mas em que ele nos amou e enviou seu Filho para propiciação pelos nossos pecados” (1 João 4.10).

O caminho mais excelente, é o do amor, segundo o qual somos exortados a andar, identifica as características que Deus nos revelou na sua Pessoa e na sua obra (1 Coríntios 12.31; 13.13). Se seguirmos o seu exemplo, produziremos o fruto do amor, e andaremos de tal maneira que os dons (charismata) do Espírito Santo cumprirão em nós os seus propósitos.

Bondade. Deus é bom. A bondade de Deus é o atributo em razão do qual ele concede vida e outras bênçãos às suas criaturas. (Salmos 25.8; Números 1.7; Salmos 145.9; Romanos 2.4; Mateus 5.45; Salmos 31.19; Atos 14.17; Salmos 68.10; 85.5).

Para certas pessoas a existência do mal e do sofrimento apresenta um obstáculo à crença na bondade de Deus. “Por que um Deus de amor criou um mundo cheio de sofrimento?” perguntam alguns. As considerações seguintes poderão esclarecer o problema: (1) Deus não é responsável pelo mal. Se um trabalhador descuidado jogar areia numa máquina delicada, deve-se responsabilizar o fabricante? Deus fez tudo bom, mas o homem danificou a sua obra. Praticamente todo o sofrimento que há no mundo é consequência da desobediência deliberada do homem. (2) Sendo Deus Todo-Poderoso, o mal existe por sua permissão. Nem sempre podemos compreender porque ele permite o mal, pois os seus caminhos são inescrutáveis. Ao extremamente curioso ele diria: “que tens tu com isso? Segue-me tu.” No entanto, podemos compreender parte dos seus caminhos – o suficiente para saber que ele não erra. Assim escreveu Stevenson, notável autor: 

Se eu, através do buraquinho de guarita, puder enxergar com os meus olhos míopes, minúscula fração do universo, e ainda receber no meu próprio destino algumas evidências dum plano e algumas evidências duma bondade dominante, seria eu, então, tão insensato a ponto de queixar-me de não poder entender tudo? Não deveria eu sentir surpresa infinita e grata, pelo fato de, em um empreendimento tão vasto, poder eu entender algo, por pouco que seja, e fazer com que este pouco inspire minha fé?” (Stevenson Apud Pearlman, 1999)

(3) Deus é tão grande que pode fazer o mal cooperar para o bem. Recordemos como dominou a maldade dos irmãos de José, e de Faraó, e de Herodes, e daqueles que rejeitaram e crucificaram a Cristo. Acertadamente disse um erudito da antiguidade: “Deus Todo-poderoso não permitiria, de maneira alguma, a existência do mal na sua obra se não fosse tão onipotente e tão bom que até mesmo do mal ele pudesse operar o bem.” Muitos cristãos já saíram dos fogos do sofrimento com o caráter purificado e a fé fortalecida. O sofrimento os tem impelido ao seio de Deus. O sofrimento foi a moeda que comprou o caráter provado no fogo. (4) Deus formou o universo segundo leis naturais, e estas leis implicam a possibilidade de acidentes. Por exemplo, se a pessoa descuidada ou deliberadamente se deixar cair em um precipício, essa pessoa sofrerá as consequências de ter violado a lei da gravidade. Mas, ao mesmo tempo, estamos satisfeitos com estas leis, pois de outra forma o mundo estaria num estado de confusão. (5) É bom lembrar sempre que tal não é o estado perfeito das coisas. Deus tem em reserva outra vida e uma época futura em que mostrará a razão de todos os seus tratados e ações. Visto que ele opera segundo a “hora oficial celestial”, às vezes pensamos que ele esteja tardando, mas “bem depressa” fará justiça a seus escolhidos. (Lucas 18.7-8).

Faz-se bem entender a finalidade dos atributos Divinos no ser humano, que é servir de exemplo para o ser humano a fim de que o mesmo passe a imitar a ações de Deus, e por fim o homem passe a desfrutar de uma vida plena, com mais amor, misericórdia, justiça, perdão, entre outros atributos, conta-se que a filha de Billy Graham sendo entrevistada quando um apresentador perguntou-a sobre de como Deus permitiria tal absurdo no 11 de setembro, ela indagou dizendo que não fora Deus criador do mal, mas sim o “homem” que se afastou de Deus, tirando das escolas, dos debates, não permitindo os cultos, etc. Depois disso tudo, chegamos a uma consideração: que não foi Deus que nos deixou à mercê das catástrofes e desastres e sim nós que expulsamos Deus das nossas vidas.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Conhecer e prosseguir em conhecer, sabendo, porém, que nunca teremos todo conhecimento sobre um Ser tão complexo, e ao mesmo tempo tão acessível.

Através de seus Atributos Ele se torna conhecido, ou melhor se deixa conhecer – aos que o buscam – enfim, somos parte dEle quando disse: façamos o homem a nossa imagem e semelhança (Gênesis 1.26) por isso é tão importante de antemão apreciar o conhecimento dos seus atributos.

Deus como mostrado através dos seus atributos, tem prazer em se mostrar e como se relacionar às suas criaturas.

ANEXO

ABREVIATURAS

cf Confira (conforme) KJV King James Version

ARA Almeida Revista e Atualizada NVI Nova Versão Internacional

ACF Almeida Corrigida, Fiel STB Sociedade Trinitariana do Brasil

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

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Dutra, Adailton Fernandes . A manifestação dos atributos divinos morais na visão bíblica das religiões cristãs no Brasil.International Integralize Scientific. v 5, n 47, Maio/2025 ISSN/3085-654X

Referencias

Vivian Caroline Coraucci.
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Clinical infectious diseases.
v. 67
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Disponível em: https://academic.oup.com/cid/article/67/7/1208/6141108.
Acesso em: 2024-09-03.

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A manifestação dos atributos divinos morais na visão bíblica das religiões cristãs no Brasil

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